Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
O crime do aborto II
Ora, continuando o post de ontem sobre se o aborto deve ou não ser crime, sendo que basta ler dois ou três posts meus anteriores com o mesmo marcador para se perceber qual vai ser a minha conclusão… eheheh
Explicado o que é um crime, resta explicar uma coisa fundamental: porque é que algumas acções são tipificadas como crime, porque é que outras deixam de o ser e porque é que há ainda outras que nunca são?
As sociedades mudam e com elas as ideias do que deve ou não ser crime, mas em geral um crime é uma acção que uma dada sociedade num dado momento considera que é de tal maneira reprovável que quem agir dessa forma deve ser punido. Assim, acções como a heresia e a sodomia eram consideradas crimes há uns séculos mas a escravatura e os duelos eram aceites. Por outro lado, furtar ou matar sempre foram crimes e fazer um tapete ou comer uma couve nunca foram.
Resta então saber o que leva uma autoridade com poderes de legislar, num dado período de tempo, a criminalizar uma conduta… Há uma fio condutor em todas as criminalizações: elas visam proteger um bem considerado muito importante à sociedade e concluem que a melhor forma de proteger esse bem é criminalizando-o.
Claramente, o bem que se visa proteger com a criminalização do aborto é a vida intra-uterina. Os motivos são mais do que óbvios: é uma vida absolutamente indefesa, tem uma composição genética completa, se a “deixarem em paz” e esta tiver saúde suficiente para vingar, virá a ser uma pessoa completa que trará com as suas qualidades e defeitos mais ou menos contributos para a sociedade.
O facto, em que eu acredito absolutamente, de que a vida humana é sagrada porque vem de Deus e todos os homens são feitos à Sua imagem e semelhança é para aqui verdadeiramente irrelevante no Direito Positivo que temos hoje em dia.
Concluindo qual o bem que deve ser protegido, resta saber se a criminalização é o meio para o fazer…
Infelizmente, ao contrário do que eu tinha pensado, ainda não vai ser hoje que vou acabar este post- todos compreendem que durante as férias o fluxo de trabalho não pára, o que pára é apenas a sua realização… Por isso: to be continued!
P.S. para os MSVistas: de facto o tempo é um recurso tão escasso!
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
O crime do aborto
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Sim, estou preto!
E aqui deixo um voto de protesto em nome da minoria Sueva que ainda existe neste país, e que é tantas vezes gozada e posta a ridículo pela maioria Romano-Moura que não compreende os esforços que temos que fazer para não sermos confundidos com uma parede ou uma folha de papel.
Ele são horas e horas estendidos na praia, a sofrer com o calor.... Ele são constantes bezuntadelas com cremes de factores elevados, senão ficamos encarnados e lá se vão as noites bem dormidas e os dias de praia seguintes... Ele são banhos e mais banhos de mar para aguentarmos os efeitos do calor em organismos mais propensos às temperaturas que agora se fazem sentir e que nos fazem pensar que afinal não nascemos no país errado...
E que me não chamem bife, que eu sou um puro sangue lusitano! Só é pena é que não seja um luso-árabe como 90% da população originária deste país.
E depois do voto de protesto, uma palavra de boas vindas a todos os emigrantes Ucranianos, Russos e demais gente eslava que faz com que nós, verdadeiros Suevos, nos sintamos uns privilegiados na praia!
Egipcios e Portugueses
Aqui há 10 anos, poucas eram as mulheres Egípcias que usavam véu; hoje elas são a maioria. Os motivos para isso são uns quantos, nomeadamente a onda de contestação que a actividade supostamente anti-terrorista do Iraque está a causar em todo o mundo Islâmico e que tem gerado uma onda de radicalismo naqueles países que eram tradicionalmente mais tolerantes.
Mas o que um amigo Português a viver no Egipto me contou foi que outro dos motivos para isso é que os Egípcios estão a seguir o exemplo dos Árabes e dos outros povos do Golfo. Como estes são países ricos e desenvolvidos, os Egípcios querem ser "modernos" como eles e então ser moderno é tapar as mulheres da cabeça aos pés.
Ora isto faz-me lembrar Portugal. Nós, que até temos a melhor lei do aborto da Europa, uma lei que defende a vida humana mas contempla os casos em que não pode ser exigível às Mães continuarem com a gravidez, agora queremos mudar porque os outros, os ricos, os desenvolvidos, os "modernos" é que sabem. Como com eles pode-se pôr termo à vida humana quase sem limites, há por aí muita gente que acha que a nossa Lei deve ser retrógada.
Ora eu, que sou do 1.º país do mundo a abolir a escravatura e a pena de morte por crimes civis, acho que não temos muitas lições a tirar de países como os EUA, a Inglaterra, a Espanha, etc., no que toca a direitos fundamentais, nomeadamente no que toca ao direito à Vida.
domingo, 28 de janeiro de 2007
Voltei, voltei, voltei de lá...
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Pausa no blogadíssimo
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
My poor lovely precious
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Vacina para o cancro II
Vacina para o cancro I
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Moda
Desde já confesso a minha mais absoluta ignorância em termos de moda! Para mim é mundo misterioso no qual julgo que teria tanta facilidade em entrar como no mundo da física quântica.Não que eu não goste de estar bem apresentado mas é o próprio conceito de moda e os chamados “gurus da moda” que eu me vejo impossibilitado de compreender.
Eu, inocentemente, achava que moda era o que um grupo de pessoas, em determinado momento, veste mais.
Assim, por exemplo, há a moda punk e imagino que de vez em quando se use mais ter a crista cor-de-laranja e noutras tê-la azul-forte. Há a moda beto que há uns anos era estar penteadinho e de padronizados sapatos-vela castanhos ou azul-marinhos e hoje será mais ter um penteado propositadamente despenteado e uns ténis “diferentes” mas que acabam por ser iguais a tantos outros.
Mas consta que não é assim… Consta que a moda tem mais que se lhe diga…
Hoje, no “sexo forte” da RFM uma das perguntas feitas ao desgraçado que se aventurou nessa guerra era “qual ia ser o tom da moda Primavera-Verão deste ano”, sendo que a resposta certa era os “tons pastel”.
Mas como é que eles sabem o que as pessoas vão querer usar a partir de dia 21 de Março? O mais provável é mesmo usarem o mesmo que no ano passado com mais uma coisinha ou outra que compraram agora, que isto a economia não está para grandes despesas…
E isso é moda para quem? Para punks ou para betos? Para góticos ou para skaters? Para tios ou para mitras? Estou mesmo a a imaginar um gótico a entrar numa loja e a dizer: “eu queria estas calças em tom preto pastel, sff!”
E se eu não quiser usar tons pastel e quiser usar a tshir azul forte que comprei há pouco tempo, sou um quota para todo o sempre? E se os meus ténis cor-de-laranja ainda estiverem impecáveis, terei que comprar uns em tom rosa pastel só para estar na moda?
Pois eu vou continuar a usar os mesmos fatos, as mesmas camisas, os mesmos mocassins e as mesmas gravatas que usava no ano passado de 2.ª a 5.ª, as mesmas camisas, camisolas e sapatos-vela que usava no ano passado à 6.ª e as mesmas tshirts, long-sleeves e ténis que usava no ano passado ao fim-de-semana! Não tenho lá tons pastel, recuso-me a comprar e mais nada!
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Campanha do referendo
- Ao minuto 21.32 focaram as campanhas do PCP e do BE pelo sim, claro está;
- Ao minuto 23.40 mostraram a entrega das assinaturas pela parte dos movimentos do sim.
Com tudo isto estiveram, no total, a falar quase 6 minutos sobre as iniciativas dos que fazem campanha pelo sim no referendo.
No fim, entre os minutos 26.27 e 28.10, bem menos de 2 minutos, lá condescenderam em falar sobre o não que não só apresentou muito mais movimentos espalhados por todo o país, como entregou muito mais assinaturas!
Às 28.10, inserido na mesma notícia, começaram a falar com o senhor da CNE sobre a contagem das assinaturas, pelo que terminaram de falar sobre as posições diferentes.
Mulheres na prisão?
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Vamos cantar as Janeiras...
Aula de boas maneiras no autocarro
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Quem é que manda aqui?
Um dos mais falaciosos argumentos a favor da liberalização do aborto é que a mulher deve poder dispor livremente do seu corpo. Ora isso não só é falso como nem se refere ao aborto.segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Peregrinação pela Vida

10.15 - Terço na Capelinha das Aparições
11.00h - Missa com o Senhor D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima
Portugueses em Oração pela Vida no Altar do Mundo, Sinal da Presença de Cristo Vivo junto dos Homens.
Peregrinação de Consagração de todas as Mulheres Grávidas e das Vidas Nascentes. Apresentação a Maria do nosso compromisso de realizarmos, em pleno, todos o esforços pelo Bem Comum e pelo Respeito da Dignidade da Vida e da Pessoa, da Concepção à Morte Natural.
Oração em especial pelas Situações de Grávidas
em Desespero, em particular pelas que passam por Graves Dificuldades, para Poderem Ter os Filhos, para as sabermos continuar a Acolher e a Apoiar.
A idade de negro
Perdidos na Serra de Alcoutim vivem não sei quantas pessoas, de idade já avançada, cujos filhos, não encontrando emprego na região, partiram para Lisboa, para o "Algarve"* ou para o Estrangeiro deixando os Pais num isolamento cada vez maior.Na sua maioria estão vestidas de negro, em honra de alguém que já morreu ou pura e simplesmente da tristeza que se foi instalando - vestem as roupas da côr da alma...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Resoluções de ano novo
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Avô Mana
Como daquela vez em que a pilotar um avião algures para o Norte se guiava por um mapa de uma qualquer companhia de seguros (as Forças Armadas de então tinham ainda menos recursos que as de hoje) quando o mapa voou. Sem ter como se orientar, foi obrigado a aterrar num qualquer descampado e teve tratamento VIP das pessoas de lá que nunca tinham visto um avião de perto.
Ou ainda da outra vez que perdeu os dois motores em plena mata cerrada da Guiné e quando chegou a Bissau já estavam as mulheres dos outros oficiais a consolar a minha avó, já por todos considerada viúva, quando ele entrou em casa.
Para além destas houve outras peripécias sempre vividas com bastante humor passadas na Alemanha, nos EUA, em França, em Moçambique, em Angola… Tudo o que pudessem ser situações potencialmente embaraçosas eram transformadas em paródia pelo nosso “Coronel sem batalhas”.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Mensagem para o dia Mundial da Paz
Vale a pena ler isto...
Nos próximos dias não devo escrever aqui.
O Blogadíssimo vai fazer uma pausa.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Sofrimento, tristeza, doença e Deus
Qual é o sentido do sofrimento? E da tristeza? E da doença?Porque é que eles existem? Porque é que Deus os permite?
Estas e outras perguntas já muitas vezes me passaram pela cabeça (a quem não passam?) mas quando um amigo que não acredita em Deus mas coloca, faz-me pensar mais sobre o assunto. Faz-me ir mais ao fundo da minha fé…
Quando começamos a pensar melhor no assunto, vemos que o sofrimento, a tristeza e a doença não são coisas más em si mesmas, são tão somente o reverso da medalha do conforto, da alegria e da saúde… Como é que nós conheceríamos estas sensações sem passarmos pelos seus opostos?
No fundamento da filosofia Taoista está o princípio da dualidade do Yin e do Yang pelo qual as coisas não são em si positivas ou negativas e as coisas que nos incomodam nada mais são do que aquilo que nos faz saborear as coisas de que gostamos.
E Deus? Onde é que entra nisto? Porque é que Deus não faz tudo confortável, alegre e saudável? Se Deus tudo pode…
Deus, que nos criou e nos amou desde que nada mais éramos do que duas células que se uniram, obviamente não tira qualquer prazer de nos fazer passar pelo sofrimento, pela tristeza e pela doença. Deus que se fez um homem humilde e pequeno em Belém de Judá por nós, obviamente nunca nos abandona nem nos bons nem, muito menos, nos maus momentos.
Então como é que O encontramos lá? Como é que O encontramos no meio das lágrimas?
Não me parece que encontrar Deus esteja ao alcance das capacidades humanas. Compreendê-Lo está muito acima das nossas limitações. Mas deixarmos que Ele nos encontre, criarmos as condições para que Ele nos fale, predispormo-nos a escutá-Lo, tudo isso já depende de nós. Afinal de contas, foi Ele que se revelou aos profetas, que se fez Santo e que continua a actuar em nós pela força do Espírito Santo.
E como é que Ele nos fala no sofrimento, na tristeza e na doença?
Simplesmente com um “estou aqui”. Simplesmente com um “nem um cabelo da tua cabeça há-de cair sem que eu o conte”. Simplesmente inspirando-nos a Sua força e usando-nos para chegarmos a quem está pior do que nós ou usando alguém que nos é próximo para chegar a nós.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Cultura em Portugal
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Neste dia nasceram...
E a propósito do meu último post:
Dia 3 de Janeiro 2007
E depois do Natal...
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Um Santo Natal!
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
>
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
>
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
>
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
>
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
>
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
>
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
>
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
>
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Luzos às Armas...
Pela Fé, pelo Rey e pela Pátria...Maria no Natal
A leitura do Evangelho de hoje é a da visitação, que é umas das minhas leituras preferidas no Evangelho.