O Papa Francisco disse, de forma muito dura, que devido ao estado do mundo, entre guerras civis, terrorismo e milhares de refugiados, este Natal seria uma charada. E fui aí que eu me perguntei: "este Natal? Qual Natal?"
Quando há 2015 anos Jesus Cristo nasceu na Palestina, esta estava sob jugo estrangeiro. Bem sei que nos habituámos a pensar nos Romanos como "colonizadores benignos". E, de fato, eram. Um exemplo disso era que a sua nacionalidade não era rácica mas cultural: ao longo dos séculos os povos colonizados que aceitavam a assimilação foram sendo adotados como nacionais Romanos. Para além disso há o direito, a arquitetura e esta língua que de forma deturpada é ainda hoje a língua mais falada do planeta, o Latim (através do Espanhol, Português, Francês, etc...).
No entanto, com todas as virtudes que ainda hoje exaltamos no Império Romano, não nos podemos esquecer que este era aumentado através de um exército que era o mais eficaz instrumento de guerra alguma vez criado. Era mantido à custa da repressão dos que contra ele se levantavam (veja-se Barrabás). A escravatura era prática comum e eram os escravos que remavam as galés deste grande exército e mantinham os povos entretidos no circo. Por último, as penas no sistema criminal eram humilhantes: tomemos o exemplo da crucificação...
Os maiores inimigos dos Romanos eram os Persas e as guerras entre os dois sucediam-se. E os Persas no seu território estavam longe de serem mais meigos que os Romanos. Também a Oriente, o Império Han comportava-se da mesma forma, atacando os seus vizinhos de forma muito pouco simpática. Não sei se há formas simpáticas de se fazer guerras de conquista... Estes são apenas exemplos de como há 2015 o mundo também estava mergulhado em guerra e sofrimento, provavelmente maior do que hoje.
No meio de todo este caos no mundo deu-se o Natal. O Natal é quando Deus se une à humanidade e se faz homem. Esta criança nascida na Palestina não nasceu numa altura de paz e conciliação. Nasceu, sim, quando a humanidade mais precisava do Seu nascimento. Hoje, como nessa altura, precisamos de celebrar o Natal para que nos lembremos desta história de amor de Deus pela humanidade e por toda a criação.
Então a que Natal se poderia estar o Papa a referir? A resposta é óbvia: o Natal do consumismo. O Natal que já começa a inundar as cidades com montras recheadas e luzes... (Um pequeno aparte para lembrar que essas luzes consomem energia e é a energia que está na base dos conflitos no Médio Oriente). Desse Natal não precisamos. Até parece egoísmo fazê-lo. Mas do Natal do amor de Deus por nós... Desse precisamos tanto quanto sempre precisámos quando Jesus Cristo nasceu numa era tão ou mais atribulada que a nossa.
Quando há 2015 anos Jesus Cristo nasceu na Palestina, esta estava sob jugo estrangeiro. Bem sei que nos habituámos a pensar nos Romanos como "colonizadores benignos". E, de fato, eram. Um exemplo disso era que a sua nacionalidade não era rácica mas cultural: ao longo dos séculos os povos colonizados que aceitavam a assimilação foram sendo adotados como nacionais Romanos. Para além disso há o direito, a arquitetura e esta língua que de forma deturpada é ainda hoje a língua mais falada do planeta, o Latim (através do Espanhol, Português, Francês, etc...).
No entanto, com todas as virtudes que ainda hoje exaltamos no Império Romano, não nos podemos esquecer que este era aumentado através de um exército que era o mais eficaz instrumento de guerra alguma vez criado. Era mantido à custa da repressão dos que contra ele se levantavam (veja-se Barrabás). A escravatura era prática comum e eram os escravos que remavam as galés deste grande exército e mantinham os povos entretidos no circo. Por último, as penas no sistema criminal eram humilhantes: tomemos o exemplo da crucificação...
Os maiores inimigos dos Romanos eram os Persas e as guerras entre os dois sucediam-se. E os Persas no seu território estavam longe de serem mais meigos que os Romanos. Também a Oriente, o Império Han comportava-se da mesma forma, atacando os seus vizinhos de forma muito pouco simpática. Não sei se há formas simpáticas de se fazer guerras de conquista... Estes são apenas exemplos de como há 2015 o mundo também estava mergulhado em guerra e sofrimento, provavelmente maior do que hoje.
No meio de todo este caos no mundo deu-se o Natal. O Natal é quando Deus se une à humanidade e se faz homem. Esta criança nascida na Palestina não nasceu numa altura de paz e conciliação. Nasceu, sim, quando a humanidade mais precisava do Seu nascimento. Hoje, como nessa altura, precisamos de celebrar o Natal para que nos lembremos desta história de amor de Deus pela humanidade e por toda a criação.
Então a que Natal se poderia estar o Papa a referir? A resposta é óbvia: o Natal do consumismo. O Natal que já começa a inundar as cidades com montras recheadas e luzes... (Um pequeno aparte para lembrar que essas luzes consomem energia e é a energia que está na base dos conflitos no Médio Oriente). Desse Natal não precisamos. Até parece egoísmo fazê-lo. Mas do Natal do amor de Deus por nós... Desse precisamos tanto quanto sempre precisámos quando Jesus Cristo nasceu numa era tão ou mais atribulada que a nossa.