Por princípio sou favorável ao controlo por privados dos sectores nos quais a concorrência técnica é possível. Por concorrência técnica eu refiro-me a que eu, consumidor, posso escolher contratar com quem quer que seja. Isto exclui empresas de fornecimento de água, gás e eletricidade, por exemplo. A não ser que algum engenheiro me venha explicar como é que eu posso dizer a uma empresa de água que a partir de um dado momento não lhe compro o serviço porque a água da outra é de melhor qualidade ou mais barata. Ou eletricidade... Ou gás... Mas esses setores já foram privatizados! (mal, a meu ver)
Claro que abro exceções a esta regra. Há alguns sectores concorrenciais em que considero haver uma vantagem na manutenção de um ator nas mãos do estado, por exemplo na televisão. Neste Reino (ainda) Unido noto o serviço público que a BBC presta, organizando eventos culturais, mantendo programação educativa, etc.
No que à aviação diz respeito, tenho lido alguns argumentos a favor da manutenção de uma empresa de bandeira como a TAP. Alguns são bem convincentes, como manter ligações a países com os quais Portugal aposta nas relações bilaterais mas essas ligações não são lucrativas. Não entendo então porque é que não há voos regulares da TAP para Macau, por exemplo. Um território com grande importância histórica, cultural e estratégica para o país. Ou para qualquer outra cidade na China, um país que é a prioridade de todo o mundo. Ou porque é que os voos para as capitais dos PALOPs são tão caros.
A realidade que eu observo é que os voos da TAP são, em geral, pouco competitivos. Mesmo dentro de Portugal, por exemplo para as ilhas, onde seria de esperar que a TAP prestasse um serviço público mantendo preços baixos, isso não acontece. Francamente ao contratar com a TAP não sinto que seja tratado como patrão. Bem, eu não sou muito contribuinte, mas os contribuintes são patrões das empresas públicas.
Concluindo: há motivos para manter uma companhia de bandeira? Sim, há! A TAP comporta-se como uma empresa de bandeira? Não me parece... Então para quê mante-la como empresa pública? Devido a uma esperança, um anseio ou uma fezada que um dia a TAP será uma empresa de bandeira convincente que preste um verdadeiro serviço público?
Claro que abro exceções a esta regra. Há alguns sectores concorrenciais em que considero haver uma vantagem na manutenção de um ator nas mãos do estado, por exemplo na televisão. Neste Reino (ainda) Unido noto o serviço público que a BBC presta, organizando eventos culturais, mantendo programação educativa, etc.
No que à aviação diz respeito, tenho lido alguns argumentos a favor da manutenção de uma empresa de bandeira como a TAP. Alguns são bem convincentes, como manter ligações a países com os quais Portugal aposta nas relações bilaterais mas essas ligações não são lucrativas. Não entendo então porque é que não há voos regulares da TAP para Macau, por exemplo. Um território com grande importância histórica, cultural e estratégica para o país. Ou para qualquer outra cidade na China, um país que é a prioridade de todo o mundo. Ou porque é que os voos para as capitais dos PALOPs são tão caros.
A realidade que eu observo é que os voos da TAP são, em geral, pouco competitivos. Mesmo dentro de Portugal, por exemplo para as ilhas, onde seria de esperar que a TAP prestasse um serviço público mantendo preços baixos, isso não acontece. Francamente ao contratar com a TAP não sinto que seja tratado como patrão. Bem, eu não sou muito contribuinte, mas os contribuintes são patrões das empresas públicas.
Concluindo: há motivos para manter uma companhia de bandeira? Sim, há! A TAP comporta-se como uma empresa de bandeira? Não me parece... Então para quê mante-la como empresa pública? Devido a uma esperança, um anseio ou uma fezada que um dia a TAP será uma empresa de bandeira convincente que preste um verdadeiro serviço público?