Qual é o sentido do sofrimento? E da tristeza? E da doença?Porque é que eles existem? Porque é que Deus os permite?
Estas e outras perguntas já muitas vezes me passaram pela cabeça (a quem não passam?) mas quando um amigo que não acredita em Deus mas coloca, faz-me pensar mais sobre o assunto. Faz-me ir mais ao fundo da minha fé…
Quando começamos a pensar melhor no assunto, vemos que o sofrimento, a tristeza e a doença não são coisas más em si mesmas, são tão somente o reverso da medalha do conforto, da alegria e da saúde… Como é que nós conheceríamos estas sensações sem passarmos pelos seus opostos?
No fundamento da filosofia Taoista está o princípio da dualidade do Yin e do Yang pelo qual as coisas não são em si positivas ou negativas e as coisas que nos incomodam nada mais são do que aquilo que nos faz saborear as coisas de que gostamos.
E Deus? Onde é que entra nisto? Porque é que Deus não faz tudo confortável, alegre e saudável? Se Deus tudo pode…
Deus, que nos criou e nos amou desde que nada mais éramos do que duas células que se uniram, obviamente não tira qualquer prazer de nos fazer passar pelo sofrimento, pela tristeza e pela doença. Deus que se fez um homem humilde e pequeno em Belém de Judá por nós, obviamente nunca nos abandona nem nos bons nem, muito menos, nos maus momentos.
Então como é que O encontramos lá? Como é que O encontramos no meio das lágrimas?
Não me parece que encontrar Deus esteja ao alcance das capacidades humanas. Compreendê-Lo está muito acima das nossas limitações. Mas deixarmos que Ele nos encontre, criarmos as condições para que Ele nos fale, predispormo-nos a escutá-Lo, tudo isso já depende de nós. Afinal de contas, foi Ele que se revelou aos profetas, que se fez Santo e que continua a actuar em nós pela força do Espírito Santo.
E como é que Ele nos fala no sofrimento, na tristeza e na doença?
Simplesmente com um “estou aqui”. Simplesmente com um “nem um cabelo da tua cabeça há-de cair sem que eu o conte”. Simplesmente inspirando-nos a Sua força e usando-nos para chegarmos a quem está pior do que nós ou usando alguém que nos é próximo para chegar a nós.























