Que barrigada de cinema! Cinco dias de Festival de Cinema Europeu, 5 filmes que eu vi de diferentes nacionalidades. Infelizmente, também 5 filmes a que faltei... O tempo não dá para tudo.
O festival abriu em grande com um filme Espanhol genial - Campeones. Conta a história verídica de um treinador de basquetebol que é condenado em tribunal a trabalho comunitário - treinar uma equipa de pessoas com deficiência mental. Foi um filme ao mesmo tempo verdadeiramente emocionante mas também leve e engraçado. Não há dúvida que "nuestros hermanos" já há umas boas décadas que conseguem fazer filmes com grande qualidade e sem perderem a sua identidade.
Logo de seguida, no mesmo dia, veio o Beside Me, da Roménia. Trata-se da história de um grupo de pessoas que fica presa no metro durante umas horas. Não podemos deixar de pensar como nós próprios reagiríamos...
No dia seguinte foi a vez de Portugal, com Os Maias - Episódios da Vida Romântica. Quem, como eu, é fã de Eça de Queiroz e deste livro, vai achar piada comparar aquilo que tinha imaginado ao ler o livro e o que vê no filme.
Hoje foi o encerramento do festival e aconteceu com chave de ouro, com dois filmes muito bons.
O primeiro, apresentado pela Bélgica, chama-se Le Roi des Belges. É um filme cheio de humor sobre uma viagem do Rei da Bélgica, incógnito, pelos Balcãs durante uma tempestade cósmica que não permite aos aviões voarem. Tenho a impressão que nunca tinha visto um filme Belga mas fiquei cheio de vontade de ver mais.
Logo ali ao lado da Bélgica, outra óptima surpresa, um filme dos Países Baixos muitíssimo bom. The Conductor conta a história de Antonia Brico, uma maestro que inicia a sua carreira entre os anos 20 e 30 do século passado. Uma maestro nos anos 20 e 30, estais vós a pensar... Precisamente! O filme conta a história de como ela teve de ultrapassar um sem número de preconceitos para se tornar maestro. Uma história que nos deixa mais atentos a valorizarmos o talento venha ele de quem vier.
Inspirado por este último filme, deixo aqui uma homenagem à nossa bem portuguesa Joana Carneiro. Que ela nos continue a mostrar o seu talento por muitos anos.
