Já antes escrevi aqui sobre o meu Avô Mana, piloto-aviador da Força Aérea, muito divertido, conversador e cheio de estórias para contar que na semana passada completou 95 anos.
Algumas dessas estórias já são quase lendas na família.
Como daquela vez em que a pilotar um avião algures para o Norte se guiava por um mapa de uma qualquer companhia de seguros (as Forças Armadas de então tinham ainda menos recursos que as de hoje) quando o mapa voou. Sem ter como se orientar, foi obrigado a aterrar num qualquer descampado e teve tratamento VIP das pessoas de lá que nunca tinham visto um avião de perto.
Ou ainda da outra vez que perdeu os dois motores em plena mata cerrada da Guiné e quando chegou a Bissau já estavam as mulheres dos outros oficiais a consolar a minha avó, já por todos considerada viúva, quando ele entrou em casa.
Para além destas houve outras peripécias sempre vividas com bastante humor passadas na Alemanha, nos EUA, em França, em Moçambique, em Angola… Tudo o que pudessem ser situações potencialmente embaraçosas eram transformadas em paródia pelo nosso “Coronel sem batalhas”.
Como daquela vez em que a pilotar um avião algures para o Norte se guiava por um mapa de uma qualquer companhia de seguros (as Forças Armadas de então tinham ainda menos recursos que as de hoje) quando o mapa voou. Sem ter como se orientar, foi obrigado a aterrar num qualquer descampado e teve tratamento VIP das pessoas de lá que nunca tinham visto um avião de perto.
Ou ainda da outra vez que perdeu os dois motores em plena mata cerrada da Guiné e quando chegou a Bissau já estavam as mulheres dos outros oficiais a consolar a minha avó, já por todos considerada viúva, quando ele entrou em casa.
Para além destas houve outras peripécias sempre vividas com bastante humor passadas na Alemanha, nos EUA, em França, em Moçambique, em Angola… Tudo o que pudessem ser situações potencialmente embaraçosas eram transformadas em paródia pelo nosso “Coronel sem batalhas”.
Na 2.ª feira, depois das festas do Natal, dos próprios anos e da passagem de ano, o avô Mana deixou-nos. Quer dizer, deixar não nos deixou porque a sua memória, o seu exemplo e as suas estórias ficam e dentro de muitos anos, se Deus me der a vida e a saúde do meu avô, ainda as hei-de contar aos meus netos, com mais muitos pontos e repontos como eu faço sempre que conto um conto, e eles ainda se hão-de rir como nós todos nos rimos quando as ouvimos.
2 comentários:
Oh amigo!
Eu sei q são momentos sempre difíceis mas pensa SÓ na vida preenchida que teve e que te deixou de herança! ;)
Um beijinho enorme
Ana Sofia
Caro Diogo,
Um grande abraço meu e da minha mulher para toda a família. Que Deus seja presença contínua nesta saudade permanente dos que nos deixam as memórias vivas duma vida em pleno.
Zé Santos Cobra
Enviar um comentário