segunda-feira, 25 de julho de 2011

The Comedy of Errors

Este Sábado fui ver a Comédia dos Erros, de Shakespeare no Wadham College, que fica a 5 minutos do "meu" College, o New College.
A peça foi engraçadíssima, apesar de ser Inglês Shakespereano entendi tudo (ao contrário do que aconteceu há uns 4 meses quando fui ver o Hamlet a Hong Kong), o grupo de teatro era engraçadíssimo, etc. Um serão quase perfeito. Porquê quase? Ora, porque foi no jardim e quando o sol se pôs o frio tornou-se insuportável! Sim, é Verão, mas estamos em Inglaterra, certo?
A história roda à volta de uma série de erros de identidade com dois pares de gémeos idênticos e recomendo vivamente a todos que a vejam, quando quiserem um serão muito bem disposto.
Esta fotografia não é do teatro a que fui mas de outro a que não fui, no pátio da Bodleian Library, a maior biblioteca do mundo de Língua Inglesa.

domingo, 24 de julho de 2011

Vanitas vanitatum, omnia vanitas!

Estas coisinhas que eu levo calçadas chama-se Oxford Shoes e, diz-me o Tiago, são brogues, ou seja, têm aqueles picotadozinhos engraçados. Ora, estes Oxford Shoes foram comprados numa das casas mais tradicionais de Oxford, a Ducker, uns dias depois de cá chegar. E porquê, perguntais vós, é que eu fui comprar uns sapatos em Oxford?
Tudo começou em Lisboa quando ao chegar a casa dos pais do casamento da minha querida prima Filipa olhei para o bilhete de avião e vi 3.30. Vai daí, pus o despertador para as 12h porque só teria que estar no aeroporto depois das 2. Quando acordei no dia seguinte, fui fazer o check in online e o site não aceitou dizendo que eu já tinha perdido o vôo. Olhei com mais atenção para o bilhete e entendi que 3.30 era a hora de chegada a Londres, não de partida de Lisboa. Tive que marcar um novo bilhete para mais tarde que me custou a módica quantia de 250€ (fiquei verde durante 3 dias).
Ora, com este início de dia stressante, esqueci-me de juntar à bagagem uns sapatos pretos. Dado que todas as 6as feiras temos um jantar formal, ao chegar à 6a feira, lá me aventurei por Oxford para encontrar uns mocassins pretos, simples e que desse para pôr com o fato (esse, graças a Deus, não esqueci). No entanto, todavia, contudo... Quando vi estes sapatos apercebi-me que eles queriam ser meus e pronto, cometi uma pequena extravagancia e comprei-os.
E foi assim que o meu nome foi escrito num livro de cabedal com grossura suficiente para matar um lutador de sumo e eu me tornei o feliz possuidor de uns sapatos da Ducker & Son.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Só na China!

Enquanto que uma morte em Portugal me enche de tristeza, a da Maria José Nogueira Pinto, uma possível morte na China enche-me de estranheza, a de Jiang Zemin.
Maria José Nogueira Pinto foi uma política que nos últimos anos marcou a Democracia Cristã em Portugal. Foi das principais vozes contra este aborto de lei que é a lei do aborto como a temos agora, a favor da melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos, a favor da melhoria da cidade de Lisboa, etc.. Por tudo isto, a sua morte foi lamentada desde a direita à esquerda.
Jiang Zemin foi o político que abriu a China ao mundo depois do massacre de Tianamen e que continuou a abertura da China à economia de mercado o que teve como consequência tirar milhões de Chineses da pobreza. No entanto, foi tão bom presidente como foi mau ex-presidente. Depois de deixar o poder continuou a manobrar os cordeis da vida política, muitas vezes fazendo oposição ao seu sucessor Hu Jintao. Tinha para tal o apoio da maior parte dos mais graduados generais do exército de libertação do povo (o exército Chinês). A estranheza que a sua possível morte causa está relacionada com o facto de ainda só ser possível e com o facto da censura Chinesa, que emprega o mesmo número de pessoas da população Portuguesa (10 milhões) estar a ser tão activa na repressão dessa notícia. Por cá se diz que isso se deve ao facto de os generais estarem descontentes com a actual situação política e poderem usar a morte de Jiang Zemin como um pretexto para um golpe palaciano que derrube o actual poder. Mas se isso for feito, será feito com "luvas de veludo" e pode ser até que ninguém repare durante algum tempo. Pode ser que Hu Jintao lá continue como um fantoche até ao fim do seu mandato e depois seja substituído por alguém da confiança dos generais. Estranho, não é?