Está a acontecer o festival de cultura de Macau, festival de que eu, no ano passado, nem me dei conta! Devia-me flagelar brutalmente pelo meu alheamento, mas agora não tenho aqui nenhum chicote à mão...
Ora, desde o princípio do dito cujo festival já fui ver:
- Um concerto da orquestra de Macau com um Francês por trás a fazer desenhos de areia que foi mesmo o máximo!
- Uma peça de teatro em doci papiaçam, a língua dos macaenses (báscicamente um dialecto do português) sobre a vida de um estagiário de advocacia. Estava com muita piada e a retratar muitas coisas engraçadas da sociedade Macaense.
- Hoje vou de novo ao teatro... Estou a gostar de uma vida cultural mais intensa outra vez!
Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
13 de Maio em Macau
Não, não fui em peregrinação de Macau a Fátima mas fui à procissão de Nossa Senhora de Fátima, ontem em Macau.
A procissão começou na lindíssima Igreja de São Domingos e subiu até à Ermida de Nossa Senhora da Penha, de onde se tem uma vista sobre grande parte da cidade de Macau. Foi muito bonito ver a multidão enorme de pessoas (diria que mais de cinco mil) que se juntaram à procissão não só de Macau mas também de Hong Kong e da China Continental, num encontro Católico dos dois sistemas. Foi ainda mais bonito ouvir cantar o Avé de Fátima (em Português e Cantonês) e rezar-se o terço pelas ruas (em Português, Cantonês e Inglês).
Mas a parte mais exótica veio quando desceu a noite, já perto do Palácio da Belavista, residência do Consul de Portugal. Começaram a distribuir velas e eu tirei para mim, para a Marta e para a Joana. Eis que se não quando, damos por nós à procura do pavio da vela... Não tinha! Era eléctrica e reluzente! Se em Fátima apanham isto, lá se vão as vendas de velas.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
É desta!
Já dei o sinal, já acordei tudo com o senhorio, está feito! Vou mudar de casa!
Dois quartos, com muito sol, uma sala bem maior do que a minha actual...
É mais longe da faculdade, o que é uma desvantagem, mas são 15 minutos a andar (em vez de 5) e, se estiver muito calor ou chuva, tenho autocarro porta a porta.
Depois ponho fotografias.
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Tanti auguri...
Na fotografia, o aniversariante com a sua babe na casa que o viu nascer.No coração da Europa Central o malandro do Hittler andava a fazer das suas. Mais a Leste o não menos malandro Estaline nem sabia o que o esperava e encontrava-se descansadinho à sombra do Pacto Ribentrop-Molotov. Na Ásia eram os Japoneses a serem muito pouco simpáticos com os Chineses. Muito pouco simpáticos, mesmo! Na América tudo em paz, nem os EUA nem o Brasil se tinham decidido a entrar na guerra que ainda era só Euro-Asiática mas Roosevelt já andava a ver se convencia o Congresso que os EUA tinham que entrar... Em Portugal vivia-se o stress da guerra que não chegava mas que a qualquer altura podia chegar. Todo o bom devoto rezava a N.ª Sra. de Fátima para que a aliança Salazar-Franco não caísse.
Falando em Fátima... Mesmo ali no concelho de Ourém, mais precisamente na freguesia de Seiça, mais precisamente na Quinta da Motta tinha lugar um evento de enorme importância. Para a minha humilde pessoa, esse evento tem muito mais importância do que se andava a passar na Europa, Ásia ou América, mas isso, é claro, é porque a minha humilde pessoa é muito pouco humilde.
Chegava a este mundo já com sete irmãos mais velhos e estava destinado a ter o nome de um "avô" ilustre: não ficou Sebastião José porque os Jesuítas do colégio do mano mais velho e padrinho não aprovaram (vá-se lá saber porquê) e acabou por ser chamado Diogo Inácio, como o Intendente-geral da polícia de D. Maria I. Talvez esta vertente do homónimo e antepassado jurista tenham contribuído para se tornar advogado...
Foi há 68 anos mas ninguém lhe daria mais que 67, especialmente agora que se anda a treinar para campeonatos de ténis!
Paizinho: MUITOS PARABÉNS do filho Macaense!
sábado, 2 de maio de 2009
No dia de anos do Buda, mostrei o dedo a um polícia
Se eu fosse a um psicólogo (cruzes canhoto!) acho que ele concluiria rapidamente que eu tenho um problema com a autoridade, o que para um professor de direito não sei se é muito bom. No meu problema com a autoridade há certos cargos e profissões que eu tenho tendência para ter dificuldades emengolir: chefes, polícias, militares...
Ora hoje, dia de anos do Buda, havia uma qualquer cerimónia cheia de gente importante na biblioteca da Universidade. Ora, estava eu a passar lá à frente para ir para o meu gabinete quando um senhor de fato e gravata preta (deve ter visto muitos flmes do FBI) me pára e diz que eu não posso passar. Note-se: na MINHA Universidade na Universidade onde eu trabalho a iluminar as mentes dos juristas de amanhã, a dizerem-me que eu não podia passar!
Eu, com todo o desdém de que apenas sou capaz quando alguém me dá uma ordem, respondo:
"- Yeah, yeah, yeah, but I'm going to my office..." Suavemente tento remover o senhor do meu caminho para continuar, mas ele põe-se inflexivamente à minha frente e sai-se com o pior com que se podia ter saído:
"- I'm police..."
"Mas que g'anda lata!" Pensei eu comigo mesmo! Vai daí explico-lhe com o mesmo desdém e alguma irritação em Chinês que sou professor de direito na Universidade de Macau, esperando que ele imediatemente me faça uma saudação militar, peça desculpa e sáia da minha frente para ir para o meu gabinete. Está-se mesmo a ver que o homem não tinha o devido temor reverencial por um professor de direito que era suposto ter e responde-me que eu não posso passar e que ele era polícia (os Chineses não têm os mesmos problemas com autoridade que eu tenho e costumam ser muito respeitosos para com pessoas em uniforme). Resposta torta em Inglês pedante:
"- Hey little man, look at my face..." (ele só olhava para o meu peito) "... do I look like I care that you're a police officer?"
Isto tomou-o por surpresa (mais pelo tom do que pelas palavras que ele não deve ter compreendido), pareceu meio assustado (efeito desejado) e lá terminou com um "solly, no can!"
Já irritado, com o sol a bater-me na cabeça e já a começar a suar porque estava mesmo no fim de uma rampa com 98% de inclinação, deixei (mais uma vez) mal vista a educação que os senhores meus pais me deram (coitadinhos, não têm culpa, fizeram um esforço hercúleo) mostrei o meu dedo médio ao polícia e despedi-me com um "f...k off!"
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