segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bom ano!

A equipa editorial deste blog deseja a todos os seus leitores (ou pelo menos a si mesma, se mais ninguém o ler) um óptimo ano de 2013!
Toda a equipa tomou unanimemente as seguintes resoluções:
- perder uns quilos porque esta equipa está muito pesada... o director executivo / plenipotenciário considerou despedir alguns membros da equipa para que esta perdesse peso, mas como a equipa é apenas constituída pelo dito cujo director executivo / plenipotenciário e este não estava disposto a perder o tacho, a decisão foi comer menos e fazer mais exercício;
- escrever mais posts em 2013 do que em 2012... o plenipotenciário vai ter de encarregar alguém na equipa de contar quantos posts foram escritos no ano que agora finda que é para saber quantos deverão escrever no ano que amanhã começa;
não fumar porque provoca cancro, mau cheiro e outras doenças pouco agradáveis, é uma decisão que todos os anos cerca de 90% dos que fumam tomam, incomoda as outras pessoas e, porque assim como assim, ninguém desta extensíssima equipa alguma vez fumou;
- restaurar a Monarquia em Portugal, o que é um propósito que todos os membros deste blog tomam todos os anos desde que o blog foi fundado e até antes disso... dado que ainda conseguiram tal proeza até agora, as hipóteses vão aumentando;
- voltar a viver em Portugal ou talvez não... mas pelo menos aprender a cantar o fado para poderem transmitir a saudade que levam nas almas de viverem entre aqueles a quem chamam de conterrâneos e que gostam de falar alto ao TM quando estão no metro;
- escrever a Sua Santidade, o Papa a propor a beatificação em vida do director executivo / plenipotenciário deste humilíssimo blog. se isto não resultar, poderão considerar escrever aos Patriarcas do Egipto, da Rússia, da Bulgária ou da Grécia ou até mesmo ao Dalai Lama ou ao governo da República Popular da China;
- fazer outras coisas tão úteis ao bem estar do blog quanto as anteriormente mencionadas.
Para além de desejar um óptimo 2013, a equipa deste blog gostaria de agradecer ao seu leitor de 2012. Aquele leitor que entrou duas vezes no blog (mas logo saiu quando percebeu que estava enganado) e que, desta forma, fez sentir à equipa que vale a pena continuar esta laboriosa tarefa de manter um blog.
Um grande bem-haja a todos!

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Tom Hanks Português

Sexta feira, bem cedo de manhã cheguei ao aeroporto de Edimburgo para embarcar para Portugal. Tinha reservado um voo com a BA através de Londres para gastar as últimas milhas ganhas entre Hong Kong e Lisboa. 
O voo estava atrasado e eu comecei a ver uma grande azafama de técnicos em volta da hélice. No fim, havia uma avaria e o voo foi cancelado. Por sorte tinha encontrado lá um casal amigo Anglo-Americano pelo que passámos umas duas horas em amena cavaqueira à espera numa fila que parecia interminável para que nos dessem novos bilhetes. Pela uma da tarde lá chegámos ao fim da vida, lá nos trocaram o voo e fomos almoçar com os cupões que a BA nos deu.
Eles foram embora logo a seguir ao almoço mas o meu voo era só às 8 da noite. Ainda considerei voltar ao centro mas como estava com as duas malas e não havia onde as deixar, não me apeteceu andar a arrastar as malas de um lado para o outro, pelo que fiquei no aeroporto a ler.
Quando embarquei à noite, depois de todo um dia no aeroporto, já me sentia como o Tom Hanks no Terminal. Já conhecia todas as lojas, as casas de banho, os atalhos. Neste momento o aeroporto de Edimburgo não tem segredos para mim!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ódio facebook


Quem me conhece minimamente percebe bem que eu sou um fã do facebook. Gosto de ter lá os contactos; gosto que quando vou a algum sítio, antes vou ver quem da lista de amigos está lá a viver para combinar um copo e gosto muito que façam isso comigo; gosto da futilidade de saber quem namora com quem, quem casou, quem nasceu, quem completou estudos, quem foi viajar e gostou imenso ou não gostou nada… No fundo sou um bocado porteira, tenho que confessar!
Mas ele há vezes que o facebook me enerva. Ou nem é mesmo o facebook, são os facebookianos. É que a pessoa abre a página em busca de cusquices e só se vê o ódio facebook.  
O ódio facebook é um fenómeno pouco simpático que nasce de uma ideia cada vez mais generalizada e infantilizante que devemos exprimir os nossos piores sentimentos num forum internético para toda a gente saber. E se eles não são mesmo os piores, então nós fazemo-los piores.
Tomemos dois exemplos.
1) Fulano é do Sporting mas está descontente com o treinador. Um adulto emocionalmente integrado diria “estou descontente com o Vercauterem por esta e aquela razão.” Um facebookiano infantil e emocionalmente desintegrado escreve “ODEIO oVercauterem, o gajo devia morrer a cuspir sangue pelo nariz”. Note-se que geralmente estas pessoas nunca conheceram o dito, que nunca foram torturadas, violentadas ou humilhadas por ele e que se algum dia o conhecessem não o matariam nem lhe fariam qualquer mal e até lhe pediriam um autógrafo. Note-se ainda que só se cospe pela boca…
2) Sicrano é de um dos PIIGS e discorda das posições tomadas pelo Ministro Schaube. Em vez de escrever maduramente “considero que Shaube esta errado por esta e aquela razão”, escreve “eu se pudesse, dava cabo desse filho de uma profissional liberal da indústria do prazer sexual” (este é um blog tão politicamente correcto e polido quanto o seu humilde autor). Ainda para mais isto é covardice, porque o pobre do senhor é desvalido dos membros inferiores (este blog continua políticamente correcto).
Ora, isto são pessoas que gostam de exprimir mais ódio do que aquele que verdadeiramente sentem por causa de uma percepção infantil e socialmente desadaptada de que exprimir ódio não só é aceitável mas é também socialmente atractivo.
Eu devo dizer que não acho isto nada socialmente atractivo e considero que torna o facebook desagradável. A pessoa acorda de manhã, está a mentalizar-se que vai ter que sair ainda de noite para temperaturas negativas (mas não suficientemente negativas para um simpático nevão) montada numa bicicleta sem sistema de aquecimento central (de certeza que as há no Japão), procura algum conforto emocional no maior depósito mundial de cusquices e zumba! Lê duas ou três tiradas odientas que o deixam ainda mais frio por dentro que por fora.
ODEIO ESTES CRETINOS MAL NASCIDOS! DEVIAM SER TODOS ARRASTADOS POR CAVALOS BRAVOS NUMA RUA DE EDIMBURGO (note-se que depois de 3 meses a andar de bicicleta por estas bandas já tenho calos lá atrás) E DEPOIS MORTOS À PEDRADA EM TEERÃO POR UM BANDO DE ÁRABES TÃO ODIENTOS QUANTO ELES! (sim, sim, isto ainda é um blog políticamente correcto, mas estes gajos tiram-me do sério)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Estou sempre certo nas minhas opiniões

Devo começar por dizer que eu considero que estou sempre certo nas minhas opiniões. Mais ainda, considero irracional não se estar sempre certo nas suas opiniões. Considero, então, que uma pessoa racional tem sempre opiniões certas.
Explico isto porque sinto que hoje em dia há um certo preconceito contra estar-se certo. Aliás, para se ser políticamente correcto, a pessoa deve começar a expressar as suas opiniões por "eu até posso estar errado, mas acho que..." E eu acho isso absolutamente errado!
Passo a explicar. A primeira coisa tem que se entender é que uma coisa são factos, outra são opiniões. Ontem notei que o meu Sporting está em 9º lugar no campeonato nacional. Isto é um (triste) facto. Se eu disser que o Sporting está em 10º ou em 8º lugar, estou errado: é um facto falso. Sobre factos a pessoa pode estar errada. Mas se eu disser que o Estádio de Alvalade é o mais bonito de Portugal só posso estar certo, porque isto não é um facto, é uma opinião. Se eu não mentir, a revelação dos meus gostos ou preferências está sempre certa.
Imagine-se que eu acordo amanhã, vejo uma fotografia do Estádio do Dragão e concluo que este é mais bonito que o Estádio de Alvalade e, logo, o mais bonito Estádio de Portugal. Se eu aí revelar a minha preferência pelo Dragão estarei certo mais uma vez.
Note-se que eu nem sequer usei qualquer coisa como "o meu estádio preferido é...". Em vez disso usei "o estádio mais bonito de Portugal é...", o que faz parecer que é um facto. Mas como a beleza é uma coisa intrinsecamente subjectiva, é óbvio que isto não é um facto mas uma opinião.
Uma pessoa intelectualmente honesta é perfeitamente livre para mudar de opinião, mesmo que radicalmente. Já não é livre para alterar os factos porque sobre estes pode estar errada. Sobre as opiniões é que nunca estará errada.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Jobs for the boys II

Nem acredito que já escrevi o post anterior há quase duas semanas e acabei por nunca o completar! Mas aqui vão aquelas que eu considero ser as principais vantagens de ter assessores jurídicos, económicos, de imprensa, etc. de carreira no governo.
CONTINUIDADE
É óbvio para qualquer pessoa que cada governo terá políticas diferentes, caso contrário não valeria a pena mudar de governo. No entanto a maior parte das políticas têm necessariamente que ter continuidade e muitas das decisões políticas são de mera administração. Tomemos o exemplo de um assessor jurídico. Este tem um trabalho bastante técnico: explicar qual a lei aplicável, fazer estudos que podem ser comparativos com legislações estrangeiras e outros para encontrar possíveis soluções para problemas nacionais, etc. No que toca a reformas legislativas, cabe ao político dar directivas políticas, de acordo com o programa de governo e com o negociado em conselho de ministros tendo em conta os estudos preparados. Se sai um assessor a meio de um estudo porque muda o governo, todo o seu trabalho é desperdiçado, Um desperdício de tempo e dinheiro!
EFICIÊNCIA
Ao chegar ao governo, cada ministro e cada secretário de estado tem que nomear todo o pessoal. Isto pode levar uns meses. Depois disso, tem que pôr a máquina a funcionar: mais uns meses... Isto quer dizer que, na melhor das hipóteses, com cada eleições perdem-se 6 meses até a "máquina" estar perfeitamente oleada e a funcionar a todo o vapor. Dado que temos eleições pelo menos de quatro em quatro anos, pode-se bem imaginar a falta de eficiência que isto gera.
QUALIDADE
Não tenho dúvida que em cada eleição os políticos procurarm encontrar as melhores pessoas para os seus gabinetes. Mas o que acontece muitas vezes é que as melhores pessoas podem não estar disponíveis. Ser assessor hoje em dia é um trabalho bastante bem remunerado mas quantas pessoas se consegue encontrar que estejam disponíveis a despedir-se de trabalhos que podem ser também bem remunerados para ir trabalhar com um político que lá está a termo? Ainda para mais, para quem não tem ambições políticas, é um trabalho sem perspectiva de evolução. Está-se lá uns anos, sempre no mesmo posto e sempre com o mesmo ordenado e depois tem que se voltar a encontrar um emprego... A não ser que se tenha sido requisitado a um serviço da função pública, serviço esse que tem que prescindir uns anos de um técnico qualificado sem poder substitui-lo. Com um serviço de carreira, cada assessor vai ganhando experiência, pode investir na sua carreira através de cursos especializados na área em que trabalha, etc. Se nao for um sistema de promoção automática, tem todos os incentivos para ser bom e vai ganhando mais experiência e os "truques do negócio" ao longo da carreira.
CUSTO
Como já disse antes, ser assessor é um trabalho bastante bem remunerado. E, nos termos do actual sistema, tem mesmo de o ser, porque tem de se compensar a instabilidade da posição para ser um trabalho que gente de qualidade considere atractivo. No entanto, se fosse um trabalho mais estável, muita gente de qualidade poderia considerar essa carreira, mesmo que os ordenados iniciais não fossem tão bons como são agora.
MUITAS OUTRAS QUALIDADES poderiam ser encontrados num sistema de assessoria de carreira. Claro que também há defeitos, como uma certa tendencia para o imobilismo da administração. Mas no fim, acho que o sistema Britânico, Holandês, etc. de assessoria de carreira serve muito melhor o interesse público que o sistema Português de absoluto rotativismo. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Jobs for the boys I

Aqui há uns anos, no período de transição dos governos Cavaco para os governos Guterres, falou-se muito dos "jobs for the boys", os cargos políticos no governo de Portugal reservados a pessoas dos partidos. Dizer que esses cargos estão reservados a pessoas dos partidos tem o seu quê de injusto mas o que merece ser reflectido é se devem ser considerados cargos políticos.
Porquê o seu quê de injusto? Porque o que de facto acontece nos sucessivos governos é que há muitos adjuntos e assessores que são independentes. São convidados para o governo com base nos seus méritos. Claro que também há muitos que são os tais "boys" e "girls" dos partidos, mas isso é uma decorrência natural de se considerar aqueles cargos políticos: se são políticos, devem ser dadas a pessoas de confiança política.
Vem este post a propósito de uma conversa que eu tive ontem com um deputado regional, um deputado do Parlamento da Escócia, Holyrood. Ele explicou-me melhor aquilo que eu já intuia graças à série do yes minister. Aqui no Reino Unido, os parlamentos e os governos (o central e os regionais da Escócia, Irlanda do Norte e Gales) são servidos por pessoal de carreira. Isto quer dizer que cada ministério e cada parlamento tem os seus assessores políticos, económicos, sociais e de imprensa que são funcionários públicos de carreira. Como qualquer funcionário público, estes ingressam por concurso público e vão sendo promovidos ao longo da carreira. Bem, promovidos por mérito, não por antiguidade, mas isso já é outro assunto...
Para além destes, explicou o deputado, cada executivo ou grupo parlamentar tem uns assessores políticos contratados políticamente. Isto quer dizer que são pessoas da confiança política de quem os contrata. Quando eu disse que em Portugal todos eram assim, ele disse que em Holyrood, o parlamento regional, havia cerca de dez assesores destes.
Em Portugal cada novo executivo contrata de novo todos os assessores, adjuntos e, pasme-se, secretariado e até motoristas! Isso não quer dizer que até não possam contratar alguns que já vinham dos governos anteriores. Quando eu fui assessor, por exemplo, a Chefe de Gabinete do "meu" Secretário de Estado já tinha estado em governos anteriores, tal como a Chefe de Gabinete do Ministro. Mas isto não quer dizer que não tivessem sido contratadas de novo: uma vez que a nomeação é pessoal, com a cessação de funções de um governo todas as nomeações desse governo caducam.
Bem, já começa a ficar tarde e tenho que sair, mas amanhã continuarei com aquelas que me parecem ser as desvantagens do sistema Português.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Porquê este vídeo?


Vi agora o vídeo de que tanto se falava "idealizado pelo Marcelo Rebelo de Sousa e realizado pelo Rodrigo Moita de Deus." No fim do vídeo fiquei a pensar: afinal de contas, o que é que se queria provar? Que somos uma cambada de burros?

Começa-se logo por dizer que depois de uma longa ditadura é que nos alfabetizámos. Bastou googlar um bocadinho para confirmar aquilo que eu já sabia, é que o grande "salto" da alfabetização foi feito precisamente na tal "ditadura". Dá ideia que precisamos de uma nova "ditadura" para aprendermos a lidar com os números.
Depois desta infeliz abertura inicial o vídeo desfia um rosário de factos de que nos deveríamos envergonhar: que instalamos redes de abastecimento de carros eléctricos sem ter os respectivos carros eléctricos, que gastamos um balúrdo em estádios, etc. E tudo graças ao trabalho e empenho dos Alemães. Se não fossem os Alemães a construir os postos de abastecimento eléctricos, os carros elécttricos e os submarinos, nós ficávamos como Junot, a ver navios...
Afinal de contas, para além de envergonhar os Portugueses e enaltecer o trabalho, qual é o outro objectivo deste vídeo? 
Eu cá sempre admirei os Alemães pelo seu espírito de inovação, honestidade e trabalho. Mas também sempre admirei os Portugueses por muitas outras coisas: a sua simpatia, o seu sentido de união com a família e amigos, a sua creatividade, etc. Nada disso transparece no vídeo. O que transparece é que depois de uma longa "ditadura" que terá sido péssima mas a que todos nos submetemos até ao dia em que criancinhas começaram a espetar cravos nas espingardas dos soldados, nós começámos a viver à custa da tecnologia Alemã mas com muito pior qualidade de vida: menos feriados, menos ordenados, etc. De tal forma a vida em Portugal é má que 150 mil Portugueses preferem viver na Alemanha!
Professor Marcelo, Realizador Moita: da próxima vez que quiserem envergonhar Portugal junto dos Alemães, por favor vão à Oktoberfest e bebam até fazerem figuras tristes. Será uma vergonha mas só para os senhores. E uma vergonha de que todos nos poderemos rir...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Minchi

Se ele há coisa típica de Macau...
Bem, acho que comecei mal este post. As pessoas lá em casa vão pensar que eu vou falar sobre casinos ou sobre aquela profissão que dizem que é a mais antiga do mundo...
Se ele há coisa típica da cozinha Macaense (isto assim induz a pessoas a pensamentos mais alinhados com aquilo de que eu quero falar), essa coisa é o minchi. O minchi é um prato maravilhoso pelo que não pode haver pessoa que tenha vivido em Macau que não tenha saudades de um bom minchi.
Hoje estava a caminho de casa na minha fiel e bonita bicicleta e senti saudades de Macau. Sentir saudades é uma obrigação de qualquer Português e como eu estive em Portugal há apenas duas semanas, ainda não podia cumprir com o meu dever nacional de sentir saudades de Portugal. Sendo assim, senti saudades de Portugal.
O problema de sentir saudades é que a pessoa tem de fazer qualquer coisa para matá-las. É um sentimento que todos os Tugas querem ter mas nenhum quer manter. Vai daí o que é que eu pensei? Quando chegar a casa vou fazer minchi, o mais tradicional dos pratos Macaenses. Procurei a receita e fui encontrá-la na internet. Vai daí cozinhei-o e... Não era bem igual ao minchi que se come em Macau até porque eu não tinha todos os ingredientes. Mas a coisa vai lá com alguns detalhes do género de pôr um ovo estrelado por cima (que a receita encontrada não referia) e temperar com um bocadinho de malagueta (outra falta na receita).
Mas, mesmo não sendo exactamente igual, já deu para matar saudades. Lá está, quem não tem cão...

Turista em Edimburgo

Nos últimos fins-de-semana tenho sido um verdadeiro turista na cidade em que vivo.
No fim-de-semana de 6 e 7 visitei, entre outras coisas, uma exposição sobre Catarina a Grande da Rússia. Consegui perceber mais sobre a vida desta princesa Alemã que se tornou uma das mais marcantes figuras da história da Rússia. Para além disso, visitei a Rosslyn Chapel que ficou célebre por ser o lugar do desfecho do Código de Da Vinci. Por causa disso, aliás, já lá tiveram muitas pessoas estranhas com objectivos ainda mais estranhos... Mas, de facto, a capela é um lindíssimo exemplo do Gótico tardio com muitos arranjos posteriores, nomeadamente Victorianos.
No fim-de-semana seguinte estive em Portugal mas no passado voltei às minhas actividades turísticas, desta vez mais desportivas. No Sábado, durante um passeio de bicicleta encontrei um canal muito sossegado chamado o Union Canal. Fui seguindo o canal e vendo a cidade velha a acabar, a nova a começar, parques e a actividade das pessoas à volta do canal. No Domingo fui com a minha flatmate Margot a Blackford Hill num passeio cheio de sol e muito bonito.
Este fim-de-semana já sei que mais passeios se seguem dado que tenho boas visitas de Londres que querem ver a capital dos Escoceses. E fico feliz que assim seja: Edimburgo é uma cidade muito bonita, com uma vida animada e gente simpatiquíssima. Vale mesmo a pena visitar!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Onde fica a Escócia?

Dirijo-me hoje ao Banco Espírito Santo para mudar a minha morada de Macau para Edimburgo. Como comprovativo da minha morada levo uma carta do Banco da Escócia. O homem lá escreve no computador mas a certa altura pára, hesita... E acaba por perguntar: "portanto, vive na Escócia, é isso?" Perante a minha resposta afirmativa ele continua parado a olhar para o ecrã com o rato de cima para baixo. Hesita, quase pergunta alguma coisa mas pára, hesita mais um bocado... E lá pergunta: "e pode-se considerar que a Escócia tem o mesmo código do Reino Unido?" Lá está um homem que tinha vergonha de perguntar se a Escócia fazia parte do RU...
Saio do BES e dirijo-me aos serviços do cartão do cidadão para também mudar a morada. Atende-me uma senhora que também a certa altura fica hesitante. "Então, está a viver na Escócia...?" Ante o meu aceno de cabeça ela voltar a estudar as opções apresentadas no ecrã volta à carga "portanto, vive na ESCÓCIA, é isso?" Ela salienta bem a palavra Escócia para ver se eu tinha entendido bem. Eu, já cheio de vontade de rir ao ver outra pessoa que não sabia onde era a Escócia apenas faço um sorriso e respondo um singelo "sim". O que vale é que uma colega mais culta grita de duas secretárias ao lado: "a Escócia é no Reino Unido!" Ainda bem que ainda temos colegas cultas em Portugal porque eu não me descoseria até ela descobrir por si mesma que a Escócia (ainda) não é independente...

domingo, 14 de outubro de 2012

Às vezes...


Às vezes, quando sinto saudades de Macau, daquelas que apertam o coração...
Vejo este vídeo e as saudades passam!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cerco a São Bento

Deveria estar a estudar... E tenho estudado... Um bocadinho! Mas tenho estado mais entretido com trocas de opinião na página facebook de uma manifestação que planeia cercar o Parlamento na Segunda-feira.
Continuo a tentar entender porque é que que eles querem cercar S. Bento mas as respostas sucedem-se algo destruturadas.
- Porque aqueles malandros nos roubam a Democracia! Mas nós elegêmo-los há um ano. Escolhemos aqueles mesmos que lá estão, todos os 230 que lá estão! Podiamos ter formado outros partidos antes das eleições, podiamos ter escolhido outros, podiamos ter sido mais a votar (40% absteve-se - devia ser um bom dia de praia)... Aquelas 230 pessoas com as suas diferentes opiniões que reflectem as diferentes opiniões na nossa sociedade são o epicentro da nossa Democracia!
- Para demonstrar a nossa indignação? Mas indignação com o quê? Com os cortes na despesa: mas temos alternativa? Com a queda da economia: mas isso é culpa do governo ou do parlamento? Porque o estado devia investir mais na economia (esta é a melhor). Mas oh minha gente, com que dinheiro??? Com mais empréstimos com juros exorbitantes? Ah, podiamos negociar melhor... Até podiamos passar o resto da vida a negociar, neste momento não há confiança no nosso estado, não há nada a fazer.
- Porque os desempregados, etc. são vítimas deste governo! Wake up and smell the coffee! We had it coming! Com uma economia assente na construção civil que por sua vez era assente em empréstimos contraídos sem poupanças prévias junto dos nossos bancos que depois se endividavam junto dos bancos estrangeiros...
- Mas é tudo culpa dos políticos, esses safados, que lixaram o país com dívidas! (Esta também é muito boa!) Se eles endividaram o Estado até ao tutano foi porque perceberam que criando empregos públicos, fazendo obras faraónicas e prestando todos os serviços com todas as regalias e tudo sem grandes aumentos de impostos ganhavam os votos das pessoas que agora se manifestam! Se eles tivessem prometido um crescimento económico baseado no trabalho e no esforço individual teriam sido eleitos?
- Porque se devem adoptar outras politicas que levem ao crescimento económico! Por amor de Deus, neste momento alguém me diga que políticas são essas? Fabricar reservas de petróleo no Alentejo? Vender os Açores aos EUA e a Madeira a Marrocos para investir na economia do Continente? Mas eu achava que a malta de lá também era Portuguesa! São assim escurinhos, falam Português e queixam-se muito... Sim, são Portugueses!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Nada como ter uma óptima visita em Edimburgo para andar a visitar esta cidade! Para mais detalhes sobre as visitas, ver o meu alter ego. Mas todas as rosas têm os seus espinhos. A minha máquina entrou em coma. Ligo-a, ela fica ligada uns 5 segundos com uma imagem um bocado desfocada, e depois diz que o zoom não funciona! Bu hao! Vou levá-la à canon a ver quanto custa arranjar mas já estou a ver que os arranjos devem ser um balúrdio... Logo agora que sou um pobre estudante!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Passar a ferro

Isto de se viver num país que não tem empregadas Filipinas a preços comportáveis tem os seus efeitos mais imediatos na roupa.
Primeiro uma pessoa apercebe-se que as tshirts não precisam de ser passadas. Depois nota que as calças, depois de uma hora a serem usadas, estão iguais ao que estariam sem ser passadas. Depois disso chega a fase das camisas: pois se estou com a camisola por cima, quem é que vai notar?
Com tudo isto poupa-se na electricidade para o ferro! Ganha o planeta e o espelho não anuncia grandes perdas para a imagem.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rice cakes

Encontrei a comida perfeita para ter no gabinete enquanto trabalho. Chamam-se rice cakes mas não teem nada a ver com os nossos bolos de arroz. São a coisa mais sem graça que se possa imaginar. Dá-me a mesma alegria comer isto que me daria comer uma caixa de cartão. Então, porque são assim tao bons?
São óptimos por vários motivos:
1.            São uma coisa pouco calórica que e’ para ver se eu começo a perder o peso ganho em Portugal.
2.            Ate que enchem, o que e’ bom para quando a pessoa esta’ a trabalhar com larica.
3.            São tao sem graça que nunca me apetece comer mais do que um, pelo que mato a fome com pouco.
4.            Last but not least, são baratos o que para um estudante sem outros rendimentos que não as suas poupanças amealhadas na China parece perfeito!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O raça dos Tugas!

Há uns dias fui fazer umas comprinhas ao supermercado e aparquei a minha bicla num gradeamento. Está mal! É que mesmo em frente ao supermerado havia um parquito para biclas...
No supermercado encontrei uma amiga Portuguesa de longa data que, a bem da sua reputação e estado de anonimidade apenas chamarei aqui de MF (aposto que assim ninguém adivinha quem era) e andámos de prateleria em prateleira a fazer compras juntos e a falar desanimadamente sobre os preços nesta bonita mas muito cara terra.
Quando saímos, dirigimo-nos às nossas biclas e onde estava a bicla da MF? Mesmo ao lado da minha: as duas únicas biclas no gradeamento! Sim, tuga que é tuga pode aparcar bem a bicla mas escolhe fazê-lo mal!
O raça dos tugas sempre a contornar as regras!

Ele havia pessoas que não tinham entendido bem como é que a prevaricação tinha ocorrido, pelo que eu decidi mostrar a triste imagem do resultado da prevaricação. Mantendo por completo a anonimidade da MF graças a um ardiloso encobrir de cara, eu consigo mostrar a cena. Note-se como são as únicas bicicletas no local. E note-se também como a prevaricadora MF se está a esconder com medo que venha a polícia...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Policiadíssimo (ou blogador quase falido ou atrás das grades)

Acabei de ter um encontro de 3º grau com a polícia... 
Vinha eu de um simpático jantar no meu ferrari (leia-se a minha bicicleta) e já estava a pedalar há uma meia hora porque andava perdido quando um carro apita atrás de mim. Não parecia uma sirene porque só ligou e voltou a desligar. Eu ia encostado à esquerda pelo que não entendi qual o problema mas encostei-me ainda mais. 
Voltou a apitar: eu olhei para trás e vi que era a polícia e pensei logo que me tinha enganado no lado da rua mas lá vi um carro a passar na direccção contrária do outro lado, pelo que concluí que estava bem. Olhei de novo, eles continuavam atrás de mim, pelo que eu parei e apontei para mim com ar inquisitivo: "é para mim?" Eles fizeram sinal que sim pelo que eu lá me apeei da bicicleta. 
Quando o polícia saiu do carro eu disparei logo na defensiva: "oh Sr. Guarda, tenho a certeza que estou no lado certo da estrada! Isto pode ser ao contrário do resto da Europa mas eu já tive uma semana para me habituar!" Ao que ele respondeu que eu não tinha luzes. (Estava no meio da cidade toda iluminada) 
Lá me disse para entrar no carro. Eu ainda hesitei porque não queria que algum larápio me fanasse a minha bicla nova enquanto ele me levava para a esquadra mas ele disse que não íamos sair dali (acho que se fosse Russo tinha fugido a pensar que me iam raptar, mas a ideia na altura não me ocorreu). 
Lá me explicou com ar de poucos amigos e uma pronúncia Escocesa cerrada que a multa eram 60L! Eu até me engasguei e só me saiu "isso é mais que a bicicleta!" o que não é exactamente verdade porque a bicla custou 75 mas se eu a vendesse de novo na loja onde a comprei de certeza que me davam menos: eles têm que fazer dinheiro, certo? No fim foi amigo e lá me deixou ir sem pagar multa porque eu fiz o meu mais angélico ar de anjíssimo e ainda lhe fiz umas perguntas sobre o código da estrada. Mas avisou que eu tinha que levar a bicicleta na mão. Entre a chuva e o frio lá cheguei a casa molhado que nem um pinto e azul que nem um estrunfe (hoje smurf) mas aliviado de não ter pago 60L!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Minhas senhoras e meus senhores...

Meninos e meninas...
DSA tem a honra de apresentar em exclusivo para o Blogadíssimo...
A Escola de Direito!

School of Law
Old College
University of Edinburgh

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Agora sim...

Sou oficialmente aluno da Universidade de Edimburgo...
Mãezinha do meu coração: peço desculpa por não aparecer o nome materno, mas aquela gente nem me tinha feito o cartão porque diziam que o meu nome era grande demais para lá aparecer! Seis pequenos nomes!!! Tive que escolher entre o nome materno e o cartão... Por incrível que pareça, o nome Sacadura Cabral não me permite entrar nas bibliotecas da Uni, ter acesso ao gabinete dos doutorandos ou ter desconto numa série de lojas! Especialmente por causa deste último acabei por escolher o cartão.

Que friozinho tão bom!

Para o comum do Português a seguinte equação é de adoptar:
- calor = felicidade
- frio = infelicidade
Nesta particular equação, eu estou em desacordo com o meu povo.
Não que cá em Edimburgo já esteja frio mas, pronto, já está fresquinho. No início de Setembro eu estou de camisola e meias, saio à rua com casaco... Dá para ter uma ideia: não é a Sibéria mas é Portugal em Dezembro.
Ora eu já me apercebi que graças a este fresquinho eu consigo:
- dormir mais e melhor: por esta altura em Macau atingir 5 horas de sono era uma vitória e ainda acordava mole; aqui durmo sempre no mínimo sete horas e acordo cheio de energia;
- correr mais: tenho um parque brutal pertíssimo de minha casa (the meadows) onde tenho corrido de manhã. Consigo correr meia hora a 40 minutos sem ficar verdadeiramente cansado. Se até agora não corri mais é porque começo a pensar que tenho outras coisas para fazer;
- usar a bicicleta como meio de transporte sem chegar aos sítios alagado e a cheirar mal.
Será que Deus Nosso Senhor me pregou uma partida genética ao fazer-me nascer num país quente? Será que foi a cegonha que se enganou no percurso? Estas e outras perguntas têm-me inquietado ultimamente. Mas não me têm tirado o sono.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Portugal e os ricos

Seja na China ou na Escócia, vou seguindo as notícias do meu país. Desta vez, houve uma notícia do Público que me chamou a atenção. Mas não pelas melhores razões...
Vem o Professor Freitas do Amaral, mestre que gostei muito de ter e que continuo a admirar muito, com um inflamado discurso contra os privilegiados. Passa a explicar que priveligiados são todos os que auferem mais de €10.000,00 por mês. 
Este discurso Robin Hood, já não muito original nos dias que correm (Obama, Hollande...), apela à ideia Marxista da justiça na igualdade. Julgo que temos que nos perguntar duas coisas: a primeira é se os ricos são privilegiados nos dias que correm e a segunda é se isso traz alguma vantagem.
Um privilegiado é aquele que obedece a uma lei privada, exclusiva dos seus pares, lei essa que é, de certa forma, mais vantajosa. Ora, basta fazer uma busca no site das Finanças para concluir que os escalões mais altos do IRS já são altamente taxados. Não entendo em que medida é que isso constitui um benefício!
Passamos agora à segunda pergunta. Isso traria alguma vantagem?
Tomemos o exemplo da Liga Portuguesa de Futebol. Um bom jogador quase de certeza aufere mais do que €10.000,00 por mês. A Liga Portuguesa, com toda a franqueza, já não é das mais populares no mundo: a maior parte das nossas grandes estrelas estão no estrangeiro e os estrangeiros que contratamos, se muito bons, ainda estão no início ou já no fim da carreira. Se no início aabam por sair passado pouco tempo. Imagine-se agora ainda mais impostos sobre os ordenados destas estrelas. A consequência óbvia é que decidam deixar ainda mais cedo ou entrar ainda mais tarde na Liga Portuguesa.
Este exemplo dos futebolistas pode ser adoptado não só para qualquer desportista profissional, mas também para muitas outras pessoas. Por exemplo para os gestores de topo. A sua saída do país traz consequências ainda mais gravosas: as empresas não quererão ter os seus centros de decisão em Portugal porque os seus gestores não quererão cá pagar impostos. Também podemos pensar nisso para os grandes académicos e investigadores, para os melhores médicos, arquitectos e artistas... Sim, a Mariza bem pode começar a pensar instalar-se no Luxemburgo antes que a gente da sua terra lhe ofereça ainda mais tristeza.
O Professor FdA continua depois a exemplificar que tipos de impostos devem ser aumentados: património, produtos de luxo, transacções financeiras, etc. Até podiamos pensar que todos esses impostos já não existem. A dura realidade é que existem e têm efeitos bem perniciosos sobre a economia.
O Estado está falido, é certo. A única forma de ultrapassar essa situação é ter uma economia em crescimento que possa gerar mais receitas fiscais. Quantos mais impostos se inventarem, mais estrangulada estará a economia e menos receitas fiscais se gerarão. Será que alguém consegue convencer os nossos bem intencionados políticos dessa realidade?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um Escocês em Hong Kong

As voltinhas que tenho dado por Edimburgo, para comprar coisas urgentes, para ir à Universidade, etc. e o contacto que tenho tido com os Escoceses fizeram-me lembrar uma estória que se passou aqui há uns anos.
Foi num fim-de-semana como tantos outros passado em Hong Kong em que conheci um turista Escocês no meu hostal. Nessa noite eu ia sair com a minha amiga Giulia, Italiana, e ele acabou por também vir. Jantámos, fomos beber um copo e passear por Lang Kuai Fong... Conversámos muito, estava um óptimo ambiente.
Eis que ele a certa altura se despede para ir para o hostal e nos diz que tinha gostado de conhecer dois Europeus porque nunca tinha conhecido Europeus antes. Claro que a Giulia e eu ficámos confusos com esta declaração e perguntámos se ele na Escócia só se dava com Africanos, Asiáticos e Americanos. Ele respondeu que só tinha amigos Escoceses. Nós lembrámos que a Escócia ficava no velho continente. Ele foi muito relutante em concordar com isso.
O meu objectivo agora é perceber se as pessoas destas ilhas são Europeias ou são alguma coisa de diferente. Um género não continentalizado.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E é assim que vou para a Uni...

Hoje arranjei o meu meio de locomoção para os próximos três anos em Edimburgo (espero eu!). Menos do que um ferrari e mais do que tinha até agora...

Concorrência

O blogadíssimo tem, a partir de hoje, concorrência. Trata-se do Luso-Scott.
O Luso-Scott é um blog acerca de Edimburgo e das minhas viagens enquanto cá estou; o blogadíssimo é acerca da minha vida. O Luso-Scott exprime-se na língua de Shakespeare; o blogadíssimo na de Camões. O Luso-Scott é para o mundo; o blogadíssimo para os amigos. O Luso-Scott é meu sob pseudónimo; o blogadíssimo é meu e pronto.
Let the competition begin!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O blogadíssimo emigrou

Saí de Macau há apenas 3 dias mas já tenho saudades!
Tenho saudades da minha família mariana em Macau (Maria, Maria Rita e Gonçalo Maria). Tenho saudades dos excelentes amigos que lá fiz ou cuja relação lá desenvolvi. Tenho saudades da fantástica comida da RAEM a preços tão convidativos... Tenho também saudades das pessoas e coisas de Portugal das quais já tinha saudades em Macau.
Mas a vida não pára e eu também não posso parar.
Vim para Edimburgo fazer o doutoramento; novas possibilidades se abrem...
Comigo vem o blogadíssimo que esteve mais ausente em Macau.
Viva a vida nova!

domingo, 26 de agosto de 2012

The return and now open!

Nem posso acreditar que o último post foi há mais de um ano. É oficial, nunca tinha passado tanto tempo sem escrever no blogadíssimo!
A verdade é que ser restrito me tirou a vontade de lá escrever por isso agora voltei a abri-lo ao público. Haja imaginação para aqui voltar a escrever... Bem, acho que me vou sentir inspirado uma vez que chegue à Escócia. Por agora: bem vindo oh quase de cujus blog!