Um dos mais falaciosos argumentos a favor da liberalização do aborto é que a mulher deve poder dispor livremente do seu corpo. Ora isso não só é falso como nem se refere ao aborto.É falso porque uma pessoa não se pode auto-mutilar. Quer dizer, poder até pode, mas não o pode pedir a ninguém. Assim, se me encontrar fora de mim e quiser cortar uma mão, até o posso fazer e o mais que me irá acontecer é ser internado num hospital psiquiátrico, mas se eu pedir a um médico para o fazer e ele aceder está a praticar um crime, cuja pena até poderá ser atenuada porque o fez a pedido da vítima, mas é um crime à mesma. Um crime de ofensas corporais graves...
No entanto o argumento é ainda mais falacioso porque na verdade estamos a falar de um outro corpo que não é o da mulher.
É certo que é um corpo que só se pode desenvolver no corpo da mulher.
É certo que é um corpo que depende a 100% do corpo das mulher para se fornecer de alimentos e oxigénio.
Mas não é certo que seja o corpo da mulher.
Com o referendo sobre a liberalização do aborto a aproximar-se, o tema vai ser cada vez mais recorrente neste blog. Como é óbvio, sou frontalmente contra a liberalização que querem fazer do aborto e proponho expor isso a quem tem a pachorra para me ler mas muito gostaria que a minha voz não fosse a única aqui: comentem, critiquem, vociferem e digam-me que estou a pensar mal... Como sempre o faço, publicarei todos os comentários a não ser aqueles que sejam ofensivos. Que bom é poder aproveitar este espaço de liberdade de pensamento que é a blogosfera!
3 comentários:
Realmente a frase do aqui mando eu é a maior falacia de todos os tempos, afinal de contas também mandam na sua vagina e nem por isso cuidam bem dela.
Diogo,
Concordo com tudo o que escreveu. Sou completamente contra o Aborto e não entendo os argumentos utilizados pelo "Sim" : - no meu corpo mando eu- como explicou e bem, o novo ser, não faz parte do corpo materno, embora dependa totalmente deste para o seu crescimento; - o argumento de que existe aborto clandestino e que ao menos podia ser feito de forma legal e "limpa"- acho que em vez de se ajudar a que o aborto clandestino aconteça em melhores condições devia-se era ajudar as pessoas que recorrem a esses meios a terem o bébé em condições, em vez de se apostar em clinicas de aborto, porque não apostar em centros de ajuda a mães solteiras, porque não dar beneficios fiscais às pessoas com mais filhos, porque não ajudar a aumentar a natalidade em vez de se fazer uma politica de facilitismo e de desprezo pela vida humana?
Faz me imensa confusão que alguns médicos apoiem as iniciativas da politica pró-aborto, visto que para mim, o médico deve ajudar a vida, fazer tudo pela vida humana e não pela morte, não deve defender a morte mas sim a vida.
Desculpe se me estendi, rezo por todos os que vão votar no dia 11 de Fevereiro para que vão com consciência e iluminados pelo Espirito Santo.
Um grande beijinho
Bem..."infelizmente" não poderei corresponder à tua expectativa de criticar,vociferar e dizer que estás a pensar mal...Sou do sexo feminino, tenho um filhote de 6 anos, e por ser mulher e pelas mulheres, digo-te que está a pensar MUITO BEM. Não vejo nenhum argumento (para além dos já previstos legalmente, como sejam, risco para a vida da mãe, elevado grau de deficiência do feto e fruto de violação, e que ainda assim ficam ao critério de cada um), que justifique ceifar uma vida humana, sobretudo nos dias de hoje em que há "n" métodos de planeamento familiar.
Jinhos, Susana Ramos
P.S. - Vivo no estrangeiro e acompanho ávidamente as campanhas a favor e contra a liberalização do aborto. Saberás informar-me se existe alguma maneira de eu poder participar mais activamente numa das campanhas contra a liberalização, ou como prefiro dizer, numa das campanhas a favor da vida?? Se souberes, agradecia muito que me informasses para o meu mail: suramos@hotmail.com
Desculpa a invasão do teu espaço!!
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