Na minha faculdade poucos são os professores Católicos e ainda menos os que vão regularmente à Missa, pelo que eu acabo um bocadinho por ser visto como o "beato da Faculdade". Ora, hoje foi celebrada Missa de um mês pela Filipa, pelo que a Igreja da Taipa, na Missa das 11 horas, que é a das crianças, estava cheia com professores da faculdade.
Ora, o Padre que aí celebra, um padre Xavier, Macaense, até que é simpático, mas eu não gosto muito daquela Missa, precisamente porque é para crianças e costuma ser um bocado aquela seca de "Jesus é nosso amigo e devemos ser bonzinhos". Na minha opinião é mais infantil do que deveria ser, dado que eu me lembro perfeitamente de muitas catequeses da Irmã Elvira quando eu andava na primária e, se me lembro delas, é porque eram ricas de conteúdo e com interpretações da Bíblia que ainda hoje me acompanham.
Mas pronto, que seja infantil, ainda se compreende, mas hoje o padre decidiu que o mais importante era contar não sei quantas estórias de como ele se insurgia contra as mulheres que vão de alças para a Missa, de como ainda ontem tinha ido ao hospital dar a unção dos doentes a uma rapariga e nem lhe tinha feito a cruz nas mãos e nos pés porque ela estava nua por baixo do lençol, de como o nosso corpo podia ser ocasião de pecado, de como tinha posto fora da Igreja uma rapariga que tinha ido a um casamento de alças, etc..
Note-se que estamos numa terra muito quente e ainda mais húmida e que uma rapariga usar alças até é uma prova de bom gosto para não se ver as manchas de humidade nos sovacos...
Com este discurso conseguiu matar dois coelhos de uma cajadada: envergonhar os Católicos praticantes como eu e deixar os não Católicos ufanos de razão de que aquilo que eles passam a vida a dizer que é a Igreja, realmente é a Igreja.





















