O Blogadíssimo está a oferecer uma exclusivíssima viagem à China para 2 pessoas por 14 dias, que inclui passagens de avião, vistos, e estadias em Beijing, Si'An, Shanghai e na Tiger Leaping Gourge!Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
sexta-feira, 28 de abril de 2006
OFERTA!
O Blogadíssimo está a oferecer uma exclusivíssima viagem à China para 2 pessoas por 14 dias, que inclui passagens de avião, vistos, e estadias em Beijing, Si'An, Shanghai e na Tiger Leaping Gourge!Acreditaram mesmo nisto? Espero bem que não, porque é uma grandessíssima peta, mas há quem acredite piamente nas mais absurdas ofertas que encontra na internet e as toma como verdadeiras. Hoje, por exemplo, tinha 3 mails diferentes com o mesmo assunto e eram vindos de 3 pessoas que nem são nada do género "forwardador compulsivo", foi por isso que me dei ao trabalho de os abrir.
Então este mail, que era em Português fluente, tinha tido a sua suposta origem numa advogada Francesa e tinha sido traduzido por um tal Tiago, que era uma alma caridosa e decidiu partilhar conosco as exclusivas informações que lhe era fornecidas pela sua amiga Advogada Francesa.
Então o que é que o mail dizia?
Dizia que o Tio Bill (Bill Gates, entenda-se), decerto farto de ser rico, tinha decidido dar dinheiro a todas as pessoas que fizessem forward daquele mail. E mais nada! Era mesmo assim!
É claro que dava umas certas explicações sobre os motivos de tais doações e no fim até dizia que ela (a tal Advogada Francesa) já tinha sido contactada pela Microsoft e já tinha recebido um cheque bem chorudinho.
Eu ainda hesitei... Será mesmo verdade? Vai daí telefonei ao Tio Bill e ele desmentiu categoricamente e garantiu-me que não ia desbaratar assim a fortuna que tão arduamente conquistou. Quanto mais não seja porque ainda me queria dar nos anos uma ilha no Atlântico Sul e que já estava a transferir, pedra por pedra, um Castelo que ele comprou na Irlanda, para a tal ilha, para a reconstruir. No dia 24 de Agosto já tudo estará pronto para ele me oferecer.
E nisto, alguém acreditou?
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Dá Deus nozes... II
Deveis estar a pensar o que é que foi feito daquela estória do TM que me deram todo XPTO...
Pois que continua muito bem guardadinho para não se estragar e eu continuo a usar o antigo! Eu ainda sugeri no serviço trocarem-me o monstro por um bicho assim mais maneirinho e com menos funções mas eles acharam que eu estava a gozar!
Será pedir muito, querer um TM que dê para fazer e receber chamadas e SMSs e que me acorde de manhã e que não tenha nenhuma das outras mariquices típicas dos sofisticado e modernos metro-sexuais que eu, definitivamente, não sou?
É que eu ainda sou do tempo da velhinha estrada do Caramulo, cheia de curvas e contra-curvas e que nos fazia fazer o percurso Figueira da Foz - Mangualde numas seis horas! Isso, sim, eram bons tempos!
Will you marry me?
Não posso dizer que seja a pessoa mais romântica do mundo e, muito menos, que seja muito sentimental, mas se há coisa que eu gosto é de boas ideias e ontem ouvi um pedido de casamento que me pareceu genial!O rapaz, a quem vou chamar Zé para simplificar as coisas e manter o anonimato do casal, convenceu a rapariga, digamos que se chama Maria, a tirar uns dias de férias no meio do estudo intensivo que ela estava a fazer para um exame muito importante e disse que era importante ela ir-se deitar muito cedo e deixar o TM ligado.
Ela não percebeu o motivo daquilo, mas a insistência foi tanta que ela lá foi. Às 5 da manhã o Zé telefona, diz-lhe para ir tomar banho e preparar-se porque às 6.00 ele passava por lá. Disse também que a mala estava pronta no quarto do irmão. Ela foi falar com a Mãe que só lhe disse para se despachar e lhe mostrou a mala feitíssima por ela em segredo (ainda se fazem sogras destas).
Às 6.00, o Zé apanha a Maria, dirige-se ao aeroporto e, perante as perguntas insistentes desta lá lhe responde: "como é que o filme diz? se não houver mais lugar no mundo para ires, vai para Paris!" E não é que passadas umas horas já eles estavam na Cidade das Luzes?
Com tudo isto, ainda a grande pergunta não tinha vindo e ela não desconfiava de nada. Então ele levou-a a tomar um copo no Bar Hemingway do Hotel Ritz e depois de um discurso um bocadinho longo (o Zé é cá dos meus!), mostrou-lhe o anel e pediu-a em casamento.
O mau da estória foi que ela desatou a chorar durante um quarto de hora e ele devia estar para morrer de vergonha, mas, apesar deste pequeno pormenor angustiante, aqui está um pedido que alia uma série de boas coisas: premeditação (ele teve que andar a juntar a grana, não é?), romantismo, bom gosto e, acima de tudo, eficácia, porque ela disse logo que sim.
Eu, que não sou muito imaginativo, achei logo que ia adoptar um pedido deste género dentro de uns tempos e até combinei com a Francisca que quando lhe pedisse em casamento seria na Piazza San Pietro em Roma, numa 4.ª feira ao meio dia durante o Angelus com o Papa (só ainda divergimos numa pequena questão: será que devemos começar a namorar antes?).
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Hora de almoço
Não gosto de interromper o meu trabalho com telefonemas, vai daí, mal chego de almoço tento logo fazer os meus telefonemas todos, para ver se não tenho que os fazer a meio da tarde. No entanto, deparo-me sempre com o mesmo problema: antes das três da tarde não apanho ninguém no seu local de trabalho!Sendo assim, é quando eu estou mais embrenhado nos processos que as pessoas me começam a responder aos telefonemas. Estou a tratar de um assunto e vêm-me falar do assunto que eu tratei de manhã; tenho que fazer uma notinha no fim do telefonema e já perdi o fio à meada sobre o que tenho em cima da mesa. Quando recomeço, volto a receber outro telefonema: falar, escrever notinha, recomeçar na esperança que não haja mais...
Paciência de Job!
terça-feira, 25 de abril de 2006
Magníficos!
Em 2001 tive um Verão diferente e inesquecível: passei o Verão num projecto de acção social do MSV nos bairros mais pobres da cidade Brasileira de Montes Claros, em Minas Gerais.Para além do tanto (que foi mesmo muito) que guardei no meu coração do bom que é entregar-se aos outros e a Deus com gratuidade, fiz seis bons amigos que ficaram para a vida.
A Marta foi uma delas. Apesar de já há alguns anos só nos vermos ocasionalmente, porque a Marta está a viver na Bélgica, a amizade mantem-se inalterada e ocasião é motivo para por a conversa em dia. A última vez que nos vimos foi no Natal: o Pedro, irmão da Marta, está a viver em Macau, pelo que toda a família foi lá passar o Natal e me recebeu como se eu próprio fosse da família.
Longe da minha própria família, mesmo assim senti-me em casa!
Esta família foi tirada este Sábado, em que o Filipe e eu fomos tomar um café com uma Marta de passagem por Lisboa para um curto fim de semana. Foi muito bom!
Um copo meio cheio?
Não percebi este post da Mafalda! Copo meio Cheio?Eu que sempre achei que a nossa Maf não gostasse de copos nem meio cheios nem meio vazios: primeiro ela apanha-os bem cheios e depois esvazia-os por completo!
Uma pequena explicação sobre este post: a Mafalda ameaçou que se eu pusesse esta fotografia online punha outras minhas, supostamente piores. Estou pronto para o confronto!
segunda-feira, 24 de abril de 2006
A Paz sem vencedor nem vencidos
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimosA paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
.
A paz sem vencedor e sem vencidos
.
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
.
A paz sem vencedor e sem vencidos
.
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
.
A paz sem vencedor e sem vencidos
.
Dual (1972) - Sophia de Mello Breyner Andresend
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Conversa de gajos
Estava eu a almoçar numa tasquita perto do trabalho, quando entram por ali adentro três hormens daqueles à moda antiga, ou seja, mesmo com aspecto de homens barba rija daqueles que deixam a Maria em casa a cozinhar e vêm a Lisboa com os amigos e a pronúncia deles confirmava as minhas suspeições que eles eram do campo: não podiam ser mais Alentejanos!Até aqui nada de estranho numa tasca... O que eu estranhei mesmo foi a conversa deles. Quando afinei o ouvido para ver de onde é que eles eram, apanhei este bocadinho de conversa:"ora pois, se fritares o ovo em azeite, vais ver que fica muito melhor..."
Bem, dessintonizei a minha atenção daquela mesa, mas passado um bocado veio-me outra frase, desta vez em tom mais entusiasmado, ao ouvido: "nada disso! pões antes um bocadinho de presunto na água de cozer as batatas..."
A minha alma está parva? Mas será que não há nenhum jogo de futebol, tourada ou novidade política que valha a pena ser discutida, para me estarem aqui estes marmanjões a falar de culinária???
Estava eu nestes pensamentos, quando entra um rapaz com aspecto mais franzinamente citadino: a pronúncia (ou falta dela) não enganava: era Lisboeta. Pelos vistos eram amigos e ele senta-se na mesa deles. Depois dos cumprimentos iniciais, sairam-se com esta: "estás mais magro!" E logo de seguida voltaram a comentar receitas e ainda estavam nessa quando eu saí do restaurante. Quanto ao coitado do Lisboeta, esse permaneceu sempre calado e eram os Alentejanos que animadamente trocavam dicas de como confeccionar os mais variados pratos.
É impressão minha, ou Portugal mudou enquanto eu estive na China e eu nem me tinha apercebido ainda?
Parabéns Lisboa!
Faz hoje 2.758 anos que Roma foi fundada por Rómulo, o enteado da Loba do Capitólio. Ora, não são todas as cidades que se podem gabar de saber o dia da sua fundação, mesmo que isso venha de um mito. Aliás, por mais que puxe pela cabeça nem me consigo mesmo lembrar de mais nenhuma!Vai daí tive uma ideia genialíssima, como aliás, todas as ideias que eu humilíssimamente tenho, que deverá ser transmitida o mais rapidamente possível ao Engenheiro Carmona Rodrigues para que ele possa começar a preparar convenientemente os 3202 anos de Lisboa que se comemoram já no próximo dia 13 de Junho.
E aqui vai a história que ninguém conhece (ainda) mas da qual eu tive conhecimento por fonte segura que não posso revelar. Depois de todo aquele cansaço de construir um cavalo gigantesco para conquistar Tróia, Ulisses pôs-se a navegar por esse Mediterrâneo fora, a ver se espairecia, e depois avançou mesmo pelo Atlântico até chegar à foz do Rio Tejo. Foi aí que encontrou as ninfas Tágides e apaixonou-se pela sua Rainha, Calíope.
Em honra da dita Calíope, começou a construir Lisboa no dia 12 de Junho de 1.196AC, quatro anos depois da Batalha de Tróia- durante 150 dias os homens da sua tripulação construíram as primeiras muralhas de Lisboa e o bonito palácio de Calíope, mas, quando tudo se encontrava preparado, os homens começaram-se a amotinar e a querer voltar para a sua terra, por isso puseram um sudorífero no vinho do Comandante e rumaram de volta à Grécia, onde nunca chegaram porque se afundaram perto do Cabo Sagres.
A história é bonita, não é? E soa plausível e tudo… Ficaria tão bem em tudo o que é guia turístico!
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Admirável Mundo Novo
Estou a descobrir todo um mundo novo com o livro que agora ando a ler e esse mundo é o olfactivo.
Sempre fui sensível aos cheiros. Quando dou um beijinho a uma rapariga ou um abraço a um rapaz, fico sempre bem impressionado se estão a usar um bom perfume e mal impressionado se o meu olfacto se retrai. Às vezes, só de ver as pessoas, parece que as consigo cheirar: aquela actriz de certeza que tem um perfume adocicado, enquanto que a outra terá, sem margem para dúvidas, um perfume quente, floral, refrescante, etc.
Mas agora, graças ao “Perfume” de Patrick Süskind, todas as idas e vindas do trabalho são um admirável mundo de impressões olfactivas.
A estação do Campo Pequeno tem, pela manhã, um certo cheiro a detergentes, da lavagem recente; o combóio tem um ar quente, húmido e a gente que é provocado pelas pessoas que vão todas apertadas como sardinhas em lata. Ao mudar de linha no Marquês de Pombal, consigo logo sentir o cheiro a café por causa daquela esplanadazita que há lá na estação (já agora, quem é que no seu juízo perfeito vai para uma esplanada no metro?) e à tarde, ao voltar a casa, sinto o cheiro doce a pipocas por causa do homem que lá está sempre a vender.
Ao sair na Baixa-Chiado sinto logo o cheiro húmido do rio, a poluição dos carros e o intoxicante cheiro a cigarros das pessoas que inspiram fortemente o seu primeiro cigarro da manhã.
Parece que, de um momento para o outro, me apercebi que o mundo pode ser reconhecido pelo nariz. É, verdadeiramente, um admirável mundo novo!
Sempre fui sensível aos cheiros. Quando dou um beijinho a uma rapariga ou um abraço a um rapaz, fico sempre bem impressionado se estão a usar um bom perfume e mal impressionado se o meu olfacto se retrai. Às vezes, só de ver as pessoas, parece que as consigo cheirar: aquela actriz de certeza que tem um perfume adocicado, enquanto que a outra terá, sem margem para dúvidas, um perfume quente, floral, refrescante, etc.
Mas agora, graças ao “Perfume” de Patrick Süskind, todas as idas e vindas do trabalho são um admirável mundo de impressões olfactivas.
A estação do Campo Pequeno tem, pela manhã, um certo cheiro a detergentes, da lavagem recente; o combóio tem um ar quente, húmido e a gente que é provocado pelas pessoas que vão todas apertadas como sardinhas em lata. Ao mudar de linha no Marquês de Pombal, consigo logo sentir o cheiro a café por causa daquela esplanadazita que há lá na estação (já agora, quem é que no seu juízo perfeito vai para uma esplanada no metro?) e à tarde, ao voltar a casa, sinto o cheiro doce a pipocas por causa do homem que lá está sempre a vender.
Ao sair na Baixa-Chiado sinto logo o cheiro húmido do rio, a poluição dos carros e o intoxicante cheiro a cigarros das pessoas que inspiram fortemente o seu primeiro cigarro da manhã.
Parece que, de um momento para o outro, me apercebi que o mundo pode ser reconhecido pelo nariz. É, verdadeiramente, um admirável mundo novo!
terça-feira, 18 de abril de 2006
Clube dos Amigos da China
Lembram-se há muitos, muitos anos, quando as criancinhas, como eu era na altura, viam ávidamente o Clube dos Amigos Disney? Bem, como o Mickey, o Donald e a Minnie estão fora de moda, aqui pelo trabalho formámos o Clube dos Amigos da China.
Para se fazer parte deste clube, tem que se ter vivido na China, ter feito algum trabalho sobre a China, ou, como estamos no país das cunhas, conhecer alguém que viveu na China ou fez um trabalho sobre a China.
Vai daí, para lançar tão maravilhoso clube, fomos almoçar a um restaurante Chinês. Bem, lá Chinês não tenho dúvidas que era, já se era um restaurante, tenho mais dúvidas. Por fora, era um prédio como todos os outros prédios do Martim Moniz, com a única característica de que perto das campainhas tinha uns papelinhos colados com caractéres chineses.
Subimos, tocámos à porta, vieram-nos abrir e comemos um almoço mesmo Chinês. Não estou a falar daqueles acoisas que se comem nos restaurantes Chineses que de Chinês só têm a decoração e que não têm nada a ver com a verdadeira comida Chinesa: estou a falar de dumplings, carne de porco como eles fazem e umas couves chinesas que não existem cá.
Uma delícia!
E não é que os donos da casa-restaurante eram de Cantão! Senti-me em casa!
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Canguruzinhos: a nova geração canguru
Já aqui escrevi um dia sobre a geração canguru, mas agora queria desenvolver este assunto. É que, face a uma conversa tida ontem com o meu sobrinho, percebi que isto da geração canguru é para continuar:
Eu (no gozo): Ai, ai, vou dizer ao meu Pai!
Ele: Mas quem é o Pai do Tio Diogo?
Eu: É o Avô! E a Mãe do Tio é a Avó. Eles são também os Pais do Pai e dos outros Tios.
Ele: Mas, se o Avô e a Avó são os Pais do Pai, porque é que o Pai já não vive com eles?
Eu: Porque o Pai casou e foi viver com a Mãe!
Ele: Eu não quero casar nem ter filhos e quero viver sempre com o Pai e a Mãe!
Eu: Não quer casar? Mas quer trabalhar?
Ele: Quero ser vitrinário*...
Eu: Ah não, se não casa vai para Jesuíta, que eu quero ter um sobrinho e, pelo menos, 3 filhos Jesuítas...**
Ele: Jesuíta?
Eu: Sim, um Padre daqueles que celebram as Missas...
Ele: Não, não, não... Eu não gosto dos palcos (leia-se altares)! Não quero casar e quero ficar em casa com os Pais para sempre!
Conclusão: apesar de só ter seis anos, esta determinação revela que temos aqui um canguruzinho em potência!
* Não percebi muito bem se queria decorar vitrines ou tratar dos bichos...
** É de pequenino que se vai enfiando estas ideias nas cabecinhas das crianças... As más línguas chamam-lhe lavagem cerebral, mas na China, onde têm mais experiência nestes assuntos, chamam-lhe reeducação.
domingo, 16 de abril de 2006
quinta-feira, 13 de abril de 2006
Páscoa
Vou viver esta Páscoa aqui, num evento que as Irmãs Escravas organizam todos os anos chamado "Páscoa Jovem" e que é viver a Páscoa como os discípulos de Cristo a viveram: a última ceia, a oração no calvário, a Via Sacra, o sentido da ausência dAquele grande amigo e, por fim, a festa da Ressurreição!
Dá Deus nozes...
Gosto muito de coisas práticas e gosto muito pouco de coisas não práticas. Acho que cada coisa tem a sua função e é bom que a cumpra o melhor possível, mas daí até ter 1001 acessórios vai um grande e complicado salto. Com os TMs, por exemplo, sempre fui a favor dos mais simples possível: o que eu preciso de um TM é que dê para fazer e receber chamadas e mensagens e, como acessório útil, que tenha despertador. E durante anos funcionei muito bem com um TM destes, sem conseguir compreender o porquê das câmaras, dos GPSs e de todas as outras engenhocas que eu acho totalmente dispensáveis num TM.
Pois na Segunda Feira o serviço deu-me um desses aparelhos à Inspector Engenhocas. Depois de me esquecer dele muito bem guardado dentro da sua caixinha durante dois dias no gabinete, ontem lá o levei para casa e lá o pus a funcionar. Hoje de manhã ele acordou-me à hora que era suposto, o que foi um ponto a favor dele na minha consideração, mas quando, tal como o outro TM, ele perguntou se o queria ou não ligar, perguntou também se queria que fosse online.
"Ora, isto de ser online deve ser para estar ligado à net e é só uma maneira de me fazer gastar dinheiro". pensei eu, por isso escolhi o não. Vim a descobrir que, afinal, offline só dava para ligar para o número de emergência- não dava para receber ou fazer chamadas ou mensagens.
Vai daí, estive à procura como é que se punha o monstro online, desisti, desliguei, voltei a ligar e disse que o queria online. Depois desta trabalheira toda, o monstro já fazia chamadas mas não as recebia! Um TM que não recebe chamadas!!!
Já com pressa e sem pachorra, desisti e meti o cartão no meu bom, fiel e velhinho TM, deixando o outro triste e abandonado num canto até que eu tenha pachorra para ler as instruções, o que não deve ser no próximo ano e tal...
Mas quem é que são as personagens que inventam estes TMs que dão mais trabalho a aprender a manobrar do que o proveito que deles se tira? Eu sei, eu sei, são os Noruegueses! É o mal de não haver uma marca Alentejana que inventasse TMs que não dessem trabalho e que fizessem o que nós queremos dele com o mínimo esforço possível da nossa parte.
quarta-feira, 12 de abril de 2006
O Tigre e a Neve
Ontem não ia ao cinema, ia só tomar um café ao Medeia com a minha manita e a Constança para o bom do paleio, quando reparámos que faltavam 10 minutos para começar o Tigre e a Neve:- Vamos?
- Bora nessa?
- Sim!
E que boa decisão que tomámos! O filme entrou directamente, sem passar por quaisquer considerações ou discernimentos, para o Top5 dos meus filmes preferidos! É um filme tão bonito, mas mesmo tão bonito, que eu não podia deixar de o aconselhar aqui.
Sem querer contar a história, não posso deixar de fazer um paralelismo com "a Vida é Bela", que não é um filme sobre a II Guerra Mundial ou sobre os campos de concentração; é uma história do amor de um Pai por um filho.
O Tigre e a Neve também não é sobre a Guerra no Iraque, apesar de grande parte do filme ser passado lá e de mostrar a tragédia que se viveu e continua a viver nesse país. É sobre o amor de um homem por uma mulher: o amor humilde, que não se exibe, não se expõe, mas que está sempre lá.
Por último, não pensem que eu fiquei surpreendido, porque não fiquei! Do Benigni já não espero nada abaixo do "muito bom". Que pena que eu tenho que em Portugal não tenhamos um realizador assim e só de cá saiam filmes deprimentes, cheios de palavrões e bocejantemente chatos!
Censura
Aqueles que aqui costumam comentar devem ter estranhado o facto de agora ser necessário passarem por uma aprovação minha antes de aparecerem no blog, mas o motivo é facilmente explicável.
Eu acho que um blog deve ser um lugar de liberdade de expressão e que o mais giro num blog é mesmo a possibilidade de comentar e trocar opiniões com outras pessoas que também se sentiram motivados a comentar. Já o papel de lápis azul não me assenta nada bem: não concordo com ele e não tenho muita pachorra para estar a escolher comentários.
No entanto, também tenho que ter em conta quem lê este blog: para além dos amigos da minha idade e condição, lêem os meus Pais, alguns tios, primos e até desconhecidos mais velhos, etc.
Pois na Segunda Feira, assinando com o nome do Chris (aquele me amigo sobre quem escrevi um post aqui há dias) um anónimo qualquer escreveu o comentário mais ordinário e de baixo nível que se possa pensar. E olhem que eu, que até nem me choco fácilmente, fiquei chocado com o que li, de tão mau que aquilo era!
Estava eu a trabalhar quando me liga a minha Mãe (imaginem só!) a dizer que tinha um comentário de tal maneira horrível no blog que eu devia ir logo apagá-lo. E disse que o comentário tinha sido feito pelo meu amigo Chris. Apesar de ser em Português e o Chris não saber uma palavra de Português, ainda hesitei porque achei que podia ter sido uma brincadeira, de mau gosto, mas uma brincadeira que ele fez por ter conhecido alguém que soubesse falar Português. Vai daí perguntei-lhe e quando lhe mostrei o conteúdo do comentário ele até ficou chateado com a minha dúvida.
Hoje o tal anónimo voltou a escrever no mesmo tom, mas foi já interceptado pelo "lápis azul". Para além de demonstrar um baixo nível a toda a prova, mostra uma enorme covardia. Os covardes sentem-se fortes quando podem fazer mal sem receber troco...
Este post serve então para justificar esta minha atitude, de que eu próprio não gosto, e pedir desculpa por esta alteração. Já há mais de um ano que tenho o blogadíssimo e é a primeira vez que tenho estes problemas, por isso parece alarmista por causa de um anónimo covarde tomar medidas destas, mas faço-o, acima de tudo, por respeito a quem lê o blog.
terça-feira, 11 de abril de 2006
Impostos
Vou ser sincero, eu até gosto de pagar impostos! Quer dizer, não é bem gostar, é mais perceber o bom que é pagar impostos...
Estudei quase sempre em escolas do Estado. Do 5.º ao 9.º na Marquesa de Alorna, que tinha um óptimo CRE (Centro de Recursos Educativos) cheio de vídeos, livros, computadores, etc. Do 10.º ao 12.º estudei no Liceu Filipa de Lencastre... Bem, esse aí não se pode dizer que tivesse muitos recursos, mas imagino que quando foi construído, lá pelos anos 50, fosse um Liceu muito bom.
Depois o melhor de tudo: a FDUNL. A FDUNL tinha óptimos professores, uma biblioteca ainda pequena mas em forte crescimento (deve ter quintuplicado enquanto eu lá andava), uma sala de informática cheia de computadores ligados à internet, etc.
Ora, como é que se paga tudo isto e muito mais que não tem a ver com a educação, mas sim com a saúde e outras infra-estruturas que usamos no dia-a-dia? Obviamente, com os impostos!
Daí eu me sentir contente de pagar impostos.
NO ENTANTO...
Oh meus senhores... Há gente, como eu, que não nasceu para adivinhar os desejos mais reconditos da DGCI e não consegue adivinhar o que é que aquelas almas querem em campos tão obscuros como CAE, categorias A, B, C, X, Y Z e outros que tais!
No ano passado em entreguei o meu IRS em formato papel porque me esqueci de pedir o código para entregar pela net. Ora, os formulários em papel tinham uma página com tudo explicadinho, para gente menos proficiente em matérias fiscais* e a tarefa de os preencher, até se tornou engraçada. Lembram-se daqueles livros que eram uns jogos e que o leitor/jogador andava a saltar de uma página para a outra consoante a sua escolha? Era mais ou menos assim!
Pois pela net é tudo diferente: tenho que andar com o Código do IRS na mão para conseguir preencher aquilo tudo... Como diria o Bush: a nuisance!
*não me lembrem que eu trabalhei no departamento de Direito Fiscal de uma Sociedade de Advogados, SFF, que ainda hiper-ventilo a pensar no assunto.
domingo, 9 de abril de 2006
Recordações de Shantou
Como é que se passa um dia bem passado em Shantou?Primeiro combina-se um almoço num bom restaurante Nortenho. Mesmo quem não sabe, pode calcular que a China, sendo quase do tamanho da Europa, tem comidas muito diferentes e a comida do Norte é das melhores... Mas só depois de se aprender as palvrinhas mágicas: "bu lade", que quer dizer, sem picante. Quem se esquece destas duas palavrinhas, arrisca-se a ficar sem língua.
Depois de um bom almoço, e porque o tempo, contrariando os nossos planos iniciais de praia, estava ventoso e cinzento, fomos dar uma volta pela cidade de riquexó. Uma fila de 4 riquexós com estrangeiros, causa sempre um impacto enorme nas pessoas, que apontam, riem e dizem adeus.
Depois disso um passeio, já a pé, pela parte antiga de Shantou (a que ainda não foi destruída pelos novos projectos imobiliários, mas que já está a caminho disso) e, por fim, "la noche"...
sábado, 8 de abril de 2006
Chris
More than one month after arriving in Portugal, I still feel like there are lots of things I haven't written in this blog about these 6 great months I spent in China! Many of those will, most obviously, continue unwritten, but some still have to be mentioned and some people, because they were so great in those 6 months, deserve a post for themselves.I once wrote about Amy and Mario, today I'll write about Chris.
His complete name was Christiaan Willy Greyling and the first thing I remember to notice about him was his funny Afrikaans accent, because he was a truly Afrikaans from South Africa (well, I only knew his funny accent was Afrikaans after he told me, at first I just thought it was funny). For those who don't know, the Afrikaans are considered the "white tribe of Africa" and is formed by the descendants of the Dutch people who settled in South Africa with Jan van Ribeek in 1652 and the many others who joined them later.
Chris and I were always ready to go out to all the discos of Shantou to dance, drink, have fun and, I must confess, sometimes we even shared some minor troubles, but nothing worth t be told! :-) We were also always ready to go for a stroll in our days off and all the photos I have from Shantou were taken in this trips to Shantou and surroundings with Chris.
As you probably noticed already, Chris was a "party animal" and his staying in Shantou made these 6 months truly remarkable. Now he's working in Guangzhou, capital city of Gangdong (Cantão) and he's going back to South Africa in September, probably stopping for a couple of weeks in Lisbon to check if Lisbon's night is better than Shantou's! Well... I hope he's not disappointed about it, because here nobody pays drinks to foreigners just because they're foreigners!
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Borlas
Há uma semana que eu esperava por este dia: na rádio tinham dito que hoje o courier internacional era de graça, e se há coisa de que eu gosto é de coisas de graça. Por acaso uma vez, um amigo deu-me um courier internacional e eu até gostei, mas aquele pormenor irritante de ter que se pagar é que sempre me impediu de o ler!Vai daí, hoje lá fui a um quiosque:
- Tem o courier internacional?
- Não, só vieram cinco e como era de graça...
Segundo quisoque, a mesma história... Terceiro quiosque a resposta foi a mesma com um encolher de ombros: "era de graça..."
Mas porque é que todos os tugas têm que ser iguais a mim? Atenção, não sou eu que sou igual a todos os tugas poorque tenho a certeza que antes de eu nascer as pessoas viam uma borla e diziam logo: "se a esmola é grande, o pobre desconfia". O outro ditado, "a cavalo dado não se olha o dente" foi inventado só depois de eu nascer....
Pronto, isto de se sair de casa só às 8.30 tem destas coisas, porque como diz o povo "quem madruga, deus ajuda", ou coisa que o valha, e para apanhar a borla eu devia ter saído de casa às 7.00... Da próxima já não me enganam!
quinta-feira, 6 de abril de 2006
Ser Professor
Depois de ter estudado a tempo inteiro durante 17 anos, fiz uma pausa de um ano, voltei à Universidade uma tarde e uma manhã por semana durante um ano e agora voltei a fazer outra pós-graduação, que é para nunca ter muitas saudades.Com toda esta experiência de aluno, e ainda com uma experiência de seis meses como professor, em que também dei aulas em duas faculdades, acho que já sou um perito em Professores, nos seus truques, tiques, defeitos e qualidades.
Ontem, por exemplo, nem me conseguia concentrar na aula porque o Professor, que até tinha boa voz e boa dicção, não parava de olhar para o chão, em vez de olhar para nós, alunos. Para além de não ser uma boa técnica de exposição, perdeu muito, porque logo na terceira fila do lado esquerdo estavam umas alunas que eram bem mais interessantes do que as velhas tábuas do chão da FDUL!
Outra coisa que um Professor não deve fazer é ler. Quando um Professor lê, os alunos estão mais atentos a ver que livro é que ele está a ler do que em seguir a aula. Já para não falar de que o objectivo de um Professor é ser crítico, desenvolver o seu próprio pensamento e discuti-lo com os alunos: graças a Deus se há coisa que toda a gente que frequenta um curso sabe, é ler (espero eu...)!
Por último, um Professor tem que ter atenção aos tiques engraçados que podem fazer rir os alunos. A mim disseram-me que eu passava a vida a afagar a barba enquanto os alunos estavam a falar. Fartei-me de rir ao imaginar a situação, porque se há coisa que faz os alunos rir é um tique tão ridículo como afagar a barba (o que vale é que os Chineses são educados de mais para se rirem dos professores).
Por último, um Professor tem que ter atenção aos tiques engraçados que podem fazer rir os alunos. A mim disseram-me que eu passava a vida a afagar a barba enquanto os alunos estavam a falar. Fartei-me de rir ao imaginar a situação, porque se há coisa que faz os alunos rir é um tique tão ridículo como afagar a barba (o que vale é que os Chineses são educados de mais para se rirem dos professores).
Bem, tudo isto, é claro, são só técnicas de expressão. Um Professor precisa de muito mais do que apenas técnica de expressão: precisa de ter muito estudo e uma boa cabecinha, senão mais vale ir para declamador de poesia.
Com toda esta técnica, mal posso esperar para começar o Doutoramento e começar a dar aulas também cá em Portugal! Prometo na altura não usar barba!
quarta-feira, 5 de abril de 2006
Am I really?!?
Num daqueles testes que alguém por esse mundo fora se lembra de fazer, depois de respondermos a umas perguntas de escolha múltipla, eles dizem-nos que boneco animado somos. Ora, eu estava mesmo fisgado que a mim me ia calhar o Bugs Bunny, mas em vez disso... You are Tweety!
You are cute, and everyone loves you.You are a best friend that no one takes the chance of losing. You never hurt feelings and seldom have your own feelings hurt. Life is a breeze. You are witty, and calm most of the time. Just keep clear of backstabbers, and you are worry free.
Não adorei o resultado! Nunca achei muita piada àquela vózinha irritante!
Massagens
Uma das coisas que mais sinto saudades na China é das massagens! Aqueles Chineses são loucos por massagens e, apesar de para o nível de vida deles não ser de graça, é muito comum entre a classe média sessões de massagens em grupos de amigos, em família, etc. Diga-se desde já, que apesar de, realmente, haver aquelas massagens com traquinices que tornam famosas as massagens Orientais, o mais comum é as pessoas irem em grupo para um momento de convívio e não para essas coisas.Quem me pegou este gosto pelas massagens foram as minhas amigas Irlandesas Grainne e a Caominhe (lê-se Grónia e Quiva), que tinham pesadelos sobre voltar para a Irlanda e nunca mais fazerem uma massagem por causa dos preços exorbitantes das massagens na Europa. Que bem as compreendo agora! Vou ter que lhes perguntar se estão em depressão, profunda agora que estão na Ilha Verde.
Então o ritual era o seguinte: um grupo de amigos saía para ir às massagens, comprava umas garrafitas de vinho no Aussino's, a única loja de vinhos de Shantou, ocupava toda uma sala com umas poltronas muito confortáveis e durante uma hora falava de tudo e de nada e bebericava um vinhito enquanto os pés e pernas eram convenientemente massajados*. No fim massajavam também o pescoço, ombros e costas e saíamos de lá muito relaxados e a sentir que os nosso pés flutuavam dentro dos sapatos.
Também no cabeleireiro não se começava o corte sem uma hora de massagem e levagem de cabelo. Mas não pensem que só a cabeça era contemplada com uma bela massagem... Não! As massagens iam também aos ombros, costas, braços e até às pontas dos dêdos! Realmente, não sei como é que agora consegui ir ali ao "Barbeiro Miguel", na Calçada do Combro, e não ser massajado antes do corte.
Uma vez também fiz uma massagem de todo o corpo com a Nicola e o Ben, mas não gostei tanto porque não dava para falar tão bem...
Mas nem tudo o que é massagem é bom! Eles são tão aficcionados das massagens que certa vez, estava eu na casa-de-banho de uma discoteca, pronto para fazer o que ali me tinha levado, quando vem alguém e me começa a massajar os ombros. Entrei logo em pânico a achar que era um gajo a fazer-se e mim, fechei a braguilha e já lhe ia para pregar um murro quando reparei que ele tinha um lacinho e um colete com uma plaquinha a dizer o que eu suponho fosse o nome dele (estava em Chinês, óbvio!). Foi aí que percebi que ele trabalhava mesmo para a discoteca, que era uma das melhores de Shantou, e que não era um tarado qualquer que atacava os homens na hora de se aliviarem, mas sim um massagista.
Ele ficou tão assustado com a minha reacção como eu tinha ficado com a iniciativa dele, por isso pedi desculpa (di bu xi!) mas expliquei por gestos que não queria: afinal de contas, há momentos na vida em que uma massagem não vem nada a calhar!
*Porque é que isto não me está a parecer bem? Será massajeados?
terça-feira, 4 de abril de 2006
Astrologia II
Ah, e já me esquecia de uma coisa importante...
O dia em que eu nasci é conhecido pelo povo como "o dia em que o diabo anda à solta", foi o dia do célebre "massacre de São Bartolomeu" em que milhares de Hunguenotes foram mortos numa autêntica caça às bruxas pela França inteira e foi também o dia de uma das mais sangrentas batalhas da nossa guerra civil, em que acabou por ganhar o exército Pedrista.
Astrologia
Quando me perguntam qual é o meu signo, digo que sou Virgem e já sei que, como reacção, as pessoas me vão dizer que é um bom signo, de gente pacífica e organizada, etc., mas não é por me dizerem bem do meu signo que eu vou passar a acreditar mais em astrologia.
Dizem-me que o dia em que nascemos influencia a nossa personalidade: pois eu acho que seria exactamente igual se tivesse nascido um dia antes e, nesse caso, seria Leão e não Virgem. Dizem-me também que até a hora e local em que nascemos vai influenciar o nosso destino e eu continuo a achar que se tivesse nascido pela noitinha em Fornos de Maceira Dão seria exactamente igual ao que sou tendo nascido pela manhã na Figueira da Foz.
Não fiquem a achar que eu acho que as estrelas, a lua e o sol não são importantes no nosso nascimento, claro que são! Há mais bebés a nascer na lua cheia por um fenómeno qualquer que eu não sei explicar mas que é puramente científico e se o sol influencia o nosso bom humor, porque é que não há-de influenciar o das crianças?
Mas... De vez em quando vacilo neste meu cepticismo... De vez em quando tremo nas minhas fortes convicções...
E quando hoje li que o "pequeno grande homem", o homem que abriu a China ao mundo, o próprio do Deng Xiaoping, nasceu no dia de São Bartolomeu, no dia em que o diabo anda à solta, no dia 24 de Agosto, no dia em que faço anos... Senti logo que um grande futuro me esperava!
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Conversas
Excertos da minha conversa com uma simpática Senhora da Imobiliária:
Ela: Então por esses preços tem aqui um T1 muito simpático em Telheiras…
Eu: Não, não, não, em Lisboa, SFF!
Ela: Mas Telheiras é Lisboa!
Eu: Hummmm…. A sério? Mas tente em Lisboa, Lisboa, sff!
Ela: Então e Ajuda?
Eu: Hiiii! Piorou!
Ela: Mas olhe que a Ajuda está muito na moda!
Eu: Se visse como eu me visto…
Ela: Tem aqui uma em Santa Catarina…
Eu: Óptimo, óptimo…
Ela: Um T1 remodelado…
Eu: Óptimo, óptimo…
Ela: 55m2 de área útil, um quarto com 12m2...
Eu: Sim, pode ser…
Ela: € 120.000,00
Eu: …
Ela: Estou?
Ela: Então por esses preços tem aqui um T1 muito simpático em Telheiras…
Eu: Não, não, não, em Lisboa, SFF!
Ela: Mas Telheiras é Lisboa!
Eu: Hummmm…. A sério? Mas tente em Lisboa, Lisboa, sff!
Ela: Então e Ajuda?
Eu: Hiiii! Piorou!
Ela: Mas olhe que a Ajuda está muito na moda!
Eu: Se visse como eu me visto…
Ela: Tem aqui uma em Santa Catarina…
Eu: Óptimo, óptimo…
Ela: Um T1 remodelado…
Eu: Óptimo, óptimo…
Ela: 55m2 de área útil, um quarto com 12m2...
Eu: Sim, pode ser…
Ela: € 120.000,00
Eu: …
Ela: Estou?
Eu: Desculpe, estava aqui ocupado a ter um colapso cardíaco!
MAS ESTA GENTE ESTÁ TODA LOUCA, OU QUÊ?
Olhares
Hoje esqueci-me do meu livrinho maravilha por isso estive a reparar nos olhares das pessoas que iam no metro e vi que são muito diferentes.Há aqueles, como eu, normalmente, que não olham para lado nenhum porque estão a ler. De vez em quando levantam os olhos do livro ou jornal para sondar o ambiente à volta, mas rapidamente os voltam a baixar para a sua leitura.
Há outros que são os ensonados: vão no seu mundo, com olhares de almofada e edredão, um olhar pacífico de quem se levantou da cama como se isso fosse um fado que têm que suportar resignadamente.
Depois há os mauzões. Aqueles que olham ameaçadoramente para toda a gente como quem diz "se te atreves a olhar para mim levas um soco". Normalmente é para esses que eu olho mais: faço o meu ar mais pacífico de carneiro mal morto mas não desvio o olhar quando olham para mim até desistirem e olharem para outro lado. É uma espécie de passatempo...
Também há os ausentes: aqueles que vão com um olhar que não olha para lado nenhum: nos seus olhos pode-se ler todas os meetings, briefings e summits que vão fazer hoje e, de vez em quando, uma luz se lhes atravessa os olhos e um sorrisinho contorce o rosto até aí perfeito: pensaram num qualquer negócio mais lucrativo.
Por último, a minha espécie preferida, os gozões. Vão com um ar de gozo descomunal como se a cena a que estivessem a assistir fosse divertidíssima, o que, por acaso até é e eles estivessem fora dela como espectadores que deliram com o espétaculo.
Há ainda os tímidos, os engatatões, os tristes e melancólicos, os idiotas e muitos outros olhares. Acho que as minhas viagens de metro davam um filme...
Um ano depois...
Há um ano morreu um amigo meu. O único amigo que eu tive sem nunca ter conhecido pessoalmente, mas um amigo que muito me ajudou com o que escreveu, com o que disse e com o seu magnífico exemplo de vida.Vão dizer que é estranho ter-se um amigo que nunca se conheceu... Bem, uma vez até lhe toquei no ombro, em Roma, mas, de facto nunca o conheci. Há quem tenha amigos da internet e até casamentos há que começaram desta maneira, por isso não é assim tão estranho ter um amigo que nunca conheci, pois não?
Este amigo era bem mais velho do que eu, mas a sua alegria e boa disposição eram contangiantes- mesmo no fim, quando ele estava muito doente e toda a gente dizia que ele devia deixar de seguir o caminho que Deus pôs na sua vida para seguir, eu me ria com as graças dele- sempre foi um homem cheio de humor!
Um ano depois ainda tenho saudades deste meu amigo, mas tenho a certeza que agora já não sou só eu a conhece-lo e ele também me conhece e lá de cima olha cheio de humor para as confusões da minha vida e para os meus erros. É muito bom ter amigos assim!
sábado, 1 de abril de 2006
São mesmo eles!
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Ou, como se diria em Mandarim: 

