Nos posts anteriores escrevi que na génese do desentendimento atual sobre o modelo de educação está o debate entre Igualdade e Liberdade. E está! Infelizmente, julgo que os seus interlocutores nem sempre levam este debate a fundo.
Note-se a seguinte situação. Na Vila Nova de Algum Sítio (VNAS) existem, lado a lado, duas escolas de tipos diferentes. Uma é pública, sendo, como tal, gerida e financiada pelo Estado (em Portugal, o financiamento do Estado é feito pelo erário público que, lembre-se, vem na sua maioria do bolso dos contribuintes, seja diretamente dos indivíduos, seja das suas empresas, ou seja, indiretamente também vem dos indivíduos). A outra é privada, sendo gerida por uma empresa privada, mas sendo financiada pelo Estado.
Numa altura em que as pessoas têm menos filhos em VNAS, não há alunos suficientes para justificar a existência de duas escolas. Dadas que ambas são pagas pelo Estado, este decide acabar com o financiamento da escola que não gere. E é aqui que nasce o problema...
Note-se que qualquer pessoa veria como racional que o Estado, que está a duplicar os seus gastos, faça alguma coisa para poupar dinheiro. Afinal de contas, aquele dinheiro é de todos os contribuintes. o que causa controvérsia é o porquê de o Estado privilegiar a escola que gere em detrimento da que tem gestão privada.
Note-se em primeiro lugar que questão só se coloca quando a escola privada é preferida à pública. Caso seja a privada a não ter alunos, esta é obrigada a fechar porque o Estado só paga pelos alunos que ela tem. Logo, nós temos o Estado a querer cortar o financiamento à escola preferida pelos habitantes de VNAS. Partindo do princípio que estamos numa Democracia e que o governo que quer fazer isto vai ganhar o desagrado dos habitantes de VNAS que nas próximas eleições não vão querer votar nele, porquê este aparente tiro no pé? (Digo tiro no pé porque é irracional a um governo que queira ser reeleito desagradar aos seus eleitores)
No próximo post escreverei sobre os motivos pelos quais um governo poderá, apesar do desagrado provocado em VNAS, querer deixar de financiar uma escola privada. Depois escreverei ainda um outro post sobre os motivos que poderiam levar o governo a, em vez disso, reduzir o número de turmas na escola pública para a adaptar à sua procura.
Note-se a seguinte situação. Na Vila Nova de Algum Sítio (VNAS) existem, lado a lado, duas escolas de tipos diferentes. Uma é pública, sendo, como tal, gerida e financiada pelo Estado (em Portugal, o financiamento do Estado é feito pelo erário público que, lembre-se, vem na sua maioria do bolso dos contribuintes, seja diretamente dos indivíduos, seja das suas empresas, ou seja, indiretamente também vem dos indivíduos). A outra é privada, sendo gerida por uma empresa privada, mas sendo financiada pelo Estado.
Numa altura em que as pessoas têm menos filhos em VNAS, não há alunos suficientes para justificar a existência de duas escolas. Dadas que ambas são pagas pelo Estado, este decide acabar com o financiamento da escola que não gere. E é aqui que nasce o problema...
Note-se que qualquer pessoa veria como racional que o Estado, que está a duplicar os seus gastos, faça alguma coisa para poupar dinheiro. Afinal de contas, aquele dinheiro é de todos os contribuintes. o que causa controvérsia é o porquê de o Estado privilegiar a escola que gere em detrimento da que tem gestão privada.
Note-se em primeiro lugar que questão só se coloca quando a escola privada é preferida à pública. Caso seja a privada a não ter alunos, esta é obrigada a fechar porque o Estado só paga pelos alunos que ela tem. Logo, nós temos o Estado a querer cortar o financiamento à escola preferida pelos habitantes de VNAS. Partindo do princípio que estamos numa Democracia e que o governo que quer fazer isto vai ganhar o desagrado dos habitantes de VNAS que nas próximas eleições não vão querer votar nele, porquê este aparente tiro no pé? (Digo tiro no pé porque é irracional a um governo que queira ser reeleito desagradar aos seus eleitores)
No próximo post escreverei sobre os motivos pelos quais um governo poderá, apesar do desagrado provocado em VNAS, querer deixar de financiar uma escola privada. Depois escreverei ainda um outro post sobre os motivos que poderiam levar o governo a, em vez disso, reduzir o número de turmas na escola pública para a adaptar à sua procura.

