quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Espírito de Natal II

Depois do último post, vós devereis ter ficado a pensar que todas as pessoas aqui em Macau não têm dó de um pobre esfaimado ser que anda por aí que nem alma penada pelas ruas da Taipa. Mas tal não é verdade! A fim de matar saudades dos bons sabores do nosso Portugal, o Zé Pinto, de vez em quando decide cozer broa e, como eu já muitas vezes me tivesse queixado das saudades de uma boa broa, na terça o Zé reservou-me uma broa.
Ela tinha este fantástico aspecto quando chegou a casa (só é pena que a fotografia não retrate o cheirinho maravilhoso, nem a consistência molhadinha nem o sabor a broa que parecia mesmo saída de qualquer forno do Vale do Mondego):


Infelizmente, não sei como ou porquê, 5 minutos depois dela chegar a casa, já tinha este aspecto:



E o mal mesmo foi que, sem me dar conta do que aconteceu, no dia seguinte era este o aspecto daquela outrora bonita árvore de Natal / broa:


O que terá acontecido?? Mistérios de Macau...
Obrigado Zé!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Espírito de Natal

Bem sei, bem sei... Não ando a ser assim muito regular, certo?
Resolução de Ano 2010: escrever pelo menos de 3 em 3 dias no blogadíssimo!
Mas escrevo este post para descrever aquilo que é o espírito de natal em Macau e que melhor se pode compreender pelo que me aconteceu um jantar de Natal que eu ajudei a organizar!
Pois alguéns (não aponto dedos acusadores a arquitectas louras) sugeriu que deviamos fazer uma troca de presentes estilo luta livre americana. Eu, ingénuo e incapaz de antever iniquidades do próximo aceitei.
Então o que fizémos foi isto: sorteámos quem seria o primeiro a ir sacar um presente do monte. Esse ia, desembrulhava o presente e mostrava a toda a gente. Óspois o 2º (pessoa à esquerda do 1º) podia escolher ir sacar um presente ou afiambrar-se ao presente do 1º. A partir daí era lua livre de malta a afiambrar-se aos presentes uns dos outros.
Então a mim calhou-me uma mega caixa de ferrero rochers e um creme de baunilha hidrante para o corpo. Eu fiquei a pensar se o creme também se comeria quando uma gaija (não há outro nome para uma rapariga que rouba chocolates a um rapaz) se afiambrou ao meu presente.
Olhando para os presentes na mesa, eu escolhi ir sacar do monte e calhou-me uma mega caixa de mini-toblerones. Já eu estava a babar a pensar nas sessões de filmes falsos de Zhuhai acompanhados de toblerones quando vem outra gaija (não há outra descrição) e se afiambra aos meus toblerones. Eu lutei, chorei, disse que não, pedi clemência... Mas ela, sem dó nem piedade do meu ar subnutrido levou-os como um abutre que leva a carne podre dos restos de uma zebra deixados pelos leões (se calhar ando a ver national geographics a mais).
Depois lá andei a espreitar pela mesa o que haveria de escolher, e afiambrei-me a uns copos de cerveja que depois de vazios, viram-se ao contrário e dizem "bottoms up"! Note-se que os copos estavam vazios, mas vá, espero enchê-los amiúde.
É este o espírito de Natal nesta terra, capital mundial do jogo... Estava aqui a babar por uns ferrero rochers ou uns toblerones nesta manhã fria e cinzenta e olha, posso encher os copos de água ou leite que não tenho mais nada em casa... Chuiff!