Sim, um gentleman nunca é racista, xenófobo ou de qualquer outra forma intolerante com pessoas que são como são porque nasceram de determinada forma ou vieram de outros lugares...
Não vou aqui filosofar sobre a origem do racismo na mentalidade humana. Nem sequer vou entrar no antigo braço de ferro Rousseau v. Hobbes sobre se o homem é naturalmente mau ou se, pegando na expressão dos nossos antepassados do Lácio, homo homini lupus. Mas mesmo sem grandes filosofias julgo ser fácil observar que os homens têm tendência a sentir-me mais confortáveis com aqueles que lhe mais são semelhantes em comportamento e origem cultural. De outro ponto de vista, podem recear o que é diferente, estranho ou fora da sua forma de agir. Quase como se isso fosse natural...
E é aí que entra a educação. Uma boa educação serve também para alterar maus comportamentos que até podem ser originários nos homens (de acordo com Hobbes) ou trazidos por erros educacionais (de acordo com Rousseau). Aprender a ouvir opiniões diferentes, a conviver com todo o tipo de pessoas, a adaptar-se a diferentes formas de viver e agir... No fundo, em bom português: "ter mundo".
Ora, um gentleman tem sempre mundo, tem sempre uma educação que acolhe bem a diversidade. Um gentleman vê a diversidade como uma oportunidade para repensar e até questionar as suas ideias que dessa questão podem ou sair cimentadas ou alteradas. Por isso, um gentleman não pode ser racista e um racista, daqueles que andam a agitar bandeiras nazis em Charlottesville, nunca é um gentleman.
Não vou aqui filosofar sobre a origem do racismo na mentalidade humana. Nem sequer vou entrar no antigo braço de ferro Rousseau v. Hobbes sobre se o homem é naturalmente mau ou se, pegando na expressão dos nossos antepassados do Lácio, homo homini lupus. Mas mesmo sem grandes filosofias julgo ser fácil observar que os homens têm tendência a sentir-me mais confortáveis com aqueles que lhe mais são semelhantes em comportamento e origem cultural. De outro ponto de vista, podem recear o que é diferente, estranho ou fora da sua forma de agir. Quase como se isso fosse natural...
E é aí que entra a educação. Uma boa educação serve também para alterar maus comportamentos que até podem ser originários nos homens (de acordo com Hobbes) ou trazidos por erros educacionais (de acordo com Rousseau). Aprender a ouvir opiniões diferentes, a conviver com todo o tipo de pessoas, a adaptar-se a diferentes formas de viver e agir... No fundo, em bom português: "ter mundo".
Ora, um gentleman tem sempre mundo, tem sempre uma educação que acolhe bem a diversidade. Um gentleman vê a diversidade como uma oportunidade para repensar e até questionar as suas ideias que dessa questão podem ou sair cimentadas ou alteradas. Por isso, um gentleman não pode ser racista e um racista, daqueles que andam a agitar bandeiras nazis em Charlottesville, nunca é um gentleman.