Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Algum dia teria que chumbar a História
Nem que para isso só me fizessem perguntas de História Americana
| You Failed 8th Grade US History |
![]() Sorry, you only got 3/8 correct! |
Marge???
Marge Simpson, eu??? Isto é para aprender a não copiar os testes que os outros bloggers fazem...
| You Are Marge Simpson |
![]() You will be remembered for: your good cooking and evading the police Your life philosophy: "You should listen to your heart, and not the voices in your head." |
The'>http://www.blogthings.com/thesimpsonspersonalitytest/">The Simpsons Personality Test
O efeito Medici
Estou a ler um livro de que estou a gostar imenso que se chama "O Efeito Medici" escrito por Frans Johansson, que nasceu e foi criado na Suécia, filho de Pai Sueco e de Mãe mestiça Cherokee/Negra. Com estes antecedentes, é engraçado ver a ideia dele de "intersecção", ou seja, como aquele ponto de confluência de diversos saberes e culturas diferentes que produz algo inteiramente novo.
De facto, olho para trás e vejo o quanto evoluí nestas intersecções da minha vida.
De um Liceu Lisboeta nas Avenidas Novas, frequentado por uma forte maioria de pessoas Lisboetas das Avenidas Novas como eu, passei para uma Faculdade onde as pessoas já vinham de todas as partes de Portugal e até de Cabo Verde, Angola, etc.. Daí para um escritório com pessoas que se diferenciavam pelas idades (devo confessar que ver-me rodeado de cotas foi um bocadinho assustador ao princípio) e pelas áreas de especialização dentro do Direito. Daí não podia ter ido para um ambiente mais diferente: a China, onde trabalhava com gente de todo o mundo. Regressado a Portugal, fui trabalhar para um gabinete do governo onde me deparei com um Secretário de Estado Geógrafo, uma Chefe de Gabinete Engenheira Agronómica e colegas Assessores de Economia, Sociologia, Direito e Geografia com percursos de vida tão diferentes quanto cheios de interesse. Colegas esses todos mais velhos que eu mas que, mesmo assim, insistiram que eu os tratasse por tu e me trataram a mim sempre em condições de igualdade.
Esta cada vez maior heterogeneidade das minhas vivências fez-me aprender imenso sobre imensas áreas diferentes, da Sociologia à Economia. O que é engraçado é que, acima de tudo, fez-me olhar o Direito de prismas tão diferentes que aprendi com todos estes não-juristas imenso de Direito.
Agora só posso esperar conseguir traduzir esta visão pluri-disciplinar do Direito e uma nova forma de o pensar aos meus alunos em Macau. Em altura de despedidas, não podia deixar de mencionar as pessoas com quem trabalhei neste gabinete aqui no blog poucos minutos depois de escrever o meu último parecer que acabou, como todos os outros:
À consideração superior.
O Assessor,
Diogo Maria Alvim
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Um exercício de imaginação
Imaginemos que os cientistas inventavam uma maneira de não serem necessários pesticidas nos cereais e com isso poupavam custos aos agricultores e evitavam a poluição das terras e dos rios com os ditos cujos pesticidas.
Imaginemos agora que ainda para mais esses cereais não precisavam de tantos adubos químicos para crescer e acavam até por ficar maiores que os cereais normais.
Imaginemos, por último, que os ciêntistas não só não descobrem qualquer malefício para a saúde nestes cereais, como até são da opinião que, por não terem tantos químicos envolvidos no seu crescimento, eles até podem ser mais saudáveis para a alimentação humana e animal.
Paremos de imaginar! Esses cereais foram inventados e são alcançados por uma modificação genética.
Agora imaginemos outra coisa: um bando de pseudo-ambientalistas demasiado ganzados para conseguirem pensar pelas suas cabecinhas e seguindo os ensinamentos que a sempre pouco inteligente extrema-esquerda lhes ministra acompanhados de mais uns charros.
Imaginemos, por último, uns polícias pouco corajosos e audazes para fazerem valer a Lei e a Ordem.*
Imaginemos agora que ainda para mais esses cereais não precisavam de tantos adubos químicos para crescer e acavam até por ficar maiores que os cereais normais.
Imaginemos, por último, que os ciêntistas não só não descobrem qualquer malefício para a saúde nestes cereais, como até são da opinião que, por não terem tantos químicos envolvidos no seu crescimento, eles até podem ser mais saudáveis para a alimentação humana e animal.
Paremos de imaginar! Esses cereais foram inventados e são alcançados por uma modificação genética.
Agora imaginemos outra coisa: um bando de pseudo-ambientalistas demasiado ganzados para conseguirem pensar pelas suas cabecinhas e seguindo os ensinamentos que a sempre pouco inteligente extrema-esquerda lhes ministra acompanhados de mais uns charros.
Imaginemos, por último, uns polícias pouco corajosos e audazes para fazerem valer a Lei e a Ordem.*
Grande imaginação, não é?
*Não é para cascar mais uma vez nas pessoas do deserto ao Sul do Tejo, mas não tenho dúvidas que os polícias Beirões, Transmontanos ou Minhotos tinham caído em cima daqueles deslavados como se não houvesse amanhã. No Norte não há cá pão para malucos!
*Não é para cascar mais uma vez nas pessoas do deserto ao Sul do Tejo, mas não tenho dúvidas que os polícias Beirões, Transmontanos ou Minhotos tinham caído em cima daqueles deslavados como se não houvesse amanhã. No Norte não há cá pão para malucos!
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Polícias
Estão a ver aquelas séries de polícias passadas algures perto da praia e em que eles andam de bicicleta todos contentes a apanhar ladrões?
Pois Lisboa deve ter adoptado isso agora pelo que, logo pela manhã, vi dois pobres polícias de bofes de fora, com calçõezinhos azuis e umas camisas já suadas, a pedalar Calçada do Combro acima e a gastar todas as suas energias na ronda.
Pergunto-me a mim mesmo se lhes sobraria alguma energia para perseguir um ladrão no caso de verem um assalto...
Infelizmente não estava preparado para aquela visão e não consegui controlar o riso quando os vi o que não só me deve ter valido a fama de louco que se ri sozinho como ainda provocou uns olhares censuradores dos ditos cujos personagens. Eu acho mesmo que eles só não vieram atrás de mim para me interrogarem porque teriam que me perseguir e eu ia em passo acelerado.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Pintor
Alguém conhece algum pintor bom e barato para me pintar umas paredes em casa?
O autor deste blog agradece!
O deserto
Depois de um certo Ministro ter vindo dizer que a Sul do Tejo ficava o deserto, ontem o Público dizia, num estilo de fã histérico-compulsivo, que antes do Elvis era o deserto. Vá, tendo em conta que o "antes do Elvis" se refere a "antes do Elvis ser uma estrela", deverei concluir que os meus Paisinhos, coitadinhos, nascidos nos anos 40, são uns quaisquer cactos ou camelos do deserto?
Não percebi muito bem, o que é que era o deserto... O panorama musical a nível mundial? Esses tais de Mozart, Schubert, Brahms, Chopin, Wagner, Rossini, entre muitos outros são então o quê? Montinhos de areia? E então a Édith Piaf, Yves Montand, a nossa Amália Rodrigues e tantos outros cantores que pelos anos 50 já encantavam o mundo têm ar de Beduínos do deserto?
Ou será que o Público se referia ao panorama musical Norte-americano? Talvez se tenham esquecido de Louis Armstrong, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, etc....
Ah, esperem, talvez fosse por causa da dança sexy e nesse caso lá foi a nossa Luso-Brasileira Carmen Miranda, que deu cartas nos palcos de todo o mundo a abanar as ancas provocadoramente esquecida e ostracizada.
Oh gente do Público! A música e a dança no mundo não nasceram com o Rock and Roll e com o Elvis Presley! Podem até ter melhorado um bocadinho, ter sido enriquecidas e complementadas, mas daí ate ser um deserto vai um grande caminho!
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Os pássaros
Há para aí 64845 anos eu vi o famoso filme de Hitchcock sobre umas avezinhas que andavam a atacar pessoas e lembro-me que na altura, ainda miúdo, fiquei aterrorizado.Ontem, genialmente, a Zézinha alugou o filme e voltei-o a ver e a desilusão foi total! Eu bem sei que é suposto ser uma obra de culto e tudo o mais, mas, por amor de Deus, alguém ponha um final naquilo que se perceba...
Tantas perguntas que ficaram no ar:
- porque é que os pássaros começaram a atacar?
- porque é que atacavam a eles, os actores principais, mais do que aos outros?
- o que é que os periquitos tinham a ver com o assunto?
- aquele fim com eles rumo ao Sol Nascente a caminho de São Francisco num carro com capota de lona (decisão inteligente) e com os pássaros atrás deles quer dizer que eles foram debicados? ou, pelo contrário, quer dizer que os pássaros deixaram de estar possuídos por forças demoníacas e decidiram debandar?
- os pássaros foram para São Fancisco e foi daí que nasceu a música?
Estas e outras terríveis perguntas ficaram-nos no espírito inquieto. Mas o jantar foi óptimo: parabéns às cozinheiras!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Pormenores de Macau
A pedido de muitas famílias, como a família Burguete, por exemplo, aqui vão pormenores da minha ida para Macau:
- vou dar aulas para as Faculdades de Direito e Economia da Unversidade de Macau;
- vou arranjar uma mulher Chinesa (isto é para irritar a Mãezinha, que está farta de me dizer que não quer netos de olhos em bico);
- já reservei bilhetes para ir dia 3 de Setembro, voltar dia 22 de Novembro para o casamento do Tim e da Mafalda, voltar de novo para Macau 3 dias depois e depois vir passar o Natal (já pareço o Tiago, não pareço?);
- mais não sei da minha vida que eu cá não gosto de planear muito...
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Onde estava você no 11 de Setembro?
Em resposta à pergunta que por aí corre e partindo do princípio que se refere ao 11 de Setembro de 2001...
Estava em Montes Claros, no Brasil, a fazer um projecto de Acção Social. Estava a fazer visitas às casas das pessoas no Bairro de Santo Amaro enquanto antecipava um almoço de festa porque a Rita fazia anos nesse dia (e continuou a fazer).
Apercebi-me do que estava a acontecer enquanto falava com uma senhora e o filho dela estava a ver os aviões a esbarrarem nas Torres Gémeas na televisão. Ao princípio eu e a aniversariante achámos que se tratava da apresentação de um filme, mas como a Globo não acabava de repetir as mesmas imagens, acabámos por ir ouvir o que eles diziam...
A Globo relatava que a Europa e a América do Norte tinham fechado todos os aeroportos, que essa situação poder-se-ia prologar por um longo período de tempo e que todos esperavam um ataque de pirataria informática que ia fazer com que todas as comunicações do mundo fossem afectadas.
Sem possibilidade de voltar para casa ou receber dinheiro por transferência bancária, eu propus irmos os sete para o Rio de Janeiro procurar emprego... Acabou por não ser necessário. Foi pena... Eu até estava a gostar da hipótese!
Não há almoços grátis
O título pode parecer estranho vindo de alguém sempre em busca das borlas mas a realidade é que nestas coisas do comércio há tanto almoços grátis como há um velho gordo vestido de encarnado a distribuir presentes de chaminé em chaminé pelo mundo inteiro na véspera de Natal.Hoje, logo pela manhã, fui pôr o Boguinhas (o Rolls Royce disfarçado de toyota da minha irmã) à revisão e o senhor, muito atencioso, perguntou-me logo se eu o queria lavado. Ora, estas atenções são muito simpáticas mas em mim acendem logo uma luz encarnada que grita "estão-te a ir ao bolso"* pelo que recusei. Quando falei com a minha irmã, contei-lhe isto mas ela insistia que havia de ser de graça ou estar incluído no preço da revisão. Coitadinha, ainda acredita nos almoços grátis! Quem sabe até, no tal velho gordo...
Lá voltei eu ao stand apenas para concluir que o alerta era real. Por uma mísera lavagem iam cobrar €15,00+IVA quando eu posso com €2,00 lavar o carro numa daquelas mangueiras com pressão da Segunda Circular e ele fica a brilhar como novo.
Moral da estória: antes de se aceitarmos uma atençãozinha destas, devemos sempre perguntar quanto é que ela custa que é para ter a certeza se não estamos a ser empalmados.
* Neste caso ao bolso da minha irmã, mas em qualquer ds casos é um bolso familiar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
O fim do Château d'Alvim
O bom filho a casa torna e eu lá voltei para casa dos senhores meus Pais um ano depois de ocupar o já internacionalmente célebre "Château d'Alvim" enquanto não rumo outra vez ao Oriente. E nem podeis vós imaginar a trabalheira que isto me está a dar...Primeiro sairam as mobilias e os grandes utensílios que foram distribuidos da seguinte maneira: os que estavam de empréstimo foram para as pessoas que mos tinham emprestado (Tia Tuxa, Jade e Mãe, muito obrigado!), os que foram dados (presentes domésticos) foram guardados em casa dos Pais até ao meu regresso para não se dizer que eu sou um solteirão sem enxoval e os que tinham sido comprados foram para amigos que estão a montar casa e que nos próximos dois anos hão-de precisar mais deles do que eu.
Depois disso estão a sair as pequenas coisas tipo louças, candeeiros, talheres, etc..
No entanto, todavia, contudo, nem tudo é assim tão fácil... A quantidade de coisas que se acumula durante um ano não tem descrição e os últimos três dias têm sido um pesadelo: para trás e para a frente a carregar pesos. Apesar de tudo não me posso queixar de falta de ajudas (obrigado Gonçalo e André!) e o melhor que tudo é que, depois de uma semana radical nas Astúrias, esta semana de sair ao fim da tarde do gabinete para fazer mudanças e limpezas em vez de ser para me deitar no sofá a ler já se reflectiu na balança: atingi o meu peso perfeito. Sim, a certa altura até já estava a ficar com alguma vergonha de usar Tshirts, com 10Kgs a mais do que era suposto.
Mas magro ou gordo, se vejo o fim destas mudanças e limpezas até julgo que é mentira!
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Presente para o Sr. Dr.!
Isto de mudar de profissão tem muito que se lhe diga no que toca a preço da mudança... Passei a minha hora de almoço na Livraria Coimbra do Chiado só a comprar livros para uma das cadeiras que vou dar para a qual não me sinto muito preparado. Quando escolhi os mais relevantes, o preço já passava dos €100,00 pelo que não me contive e desabafei com as senhoras:" - Bem isto do saber não ocupa lugar não é bem assim, o saber até descupa muito lugar... Na conta bancária! "
Elas acharam piada ao meu desabafo e enquanto o recibo não saía, eu notei que em cima do balcão estava um outro livro que me interessava, não para as aulas da Universidade mas porque é sobre a minha área de eleição (Direito do Urbanismo) e era escrito pelo meu amigo André, que para além de amigo e dos maiores especialistas em Portugal na matéria.
" - Olha! Este livro é novo! Não sabia que já tinha saído... Perdido por 100, perdido por 1000, venha daí mais saber e menos conta bancária! "
Então não é que para minha surpresa uma das senhoras disse logo muito simpático: " oh Sr. Dr.*, esse é um presente da loja! Fica por conta da casa! "
Eu bem sei que desde que trabalho aqui no Bairro Alto já lá fiz muitas compras, mas não estava mesmo nada à espera! Fiquei sensibilizado!
* Parece que qualquer pessoa engravatada a fazer compras numa livraria jurídica tem direito ao título!
One small step for a man, one giant leap for mankind...
Há uns três anos, muito perto do centro de Lisboa, algures no Marquês de Pombal nasceu este formidabilíssimo, fantastiquíssimo, magnificíssimo, extraordinaríssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. Nasceu um blog tão Português e tão alfacinha que até metia impressão! Era escrito por alguém que fazia toda a sua vida no triângulo Campo Pequeno - Marquês de Pombal - Baixa e já chateava de tão Alfacinha que era...
Eis que se não quando, o seu autor decide partir para Oxford e daí para Shantou, algures na Província de Cantão, na República Popular da China.
Isso melhorou bastante não só o autor como o próprio blog. O blog Orientalizou-se, arejou, ganhou novas ideias e conteúdos. Ganhou até um novo interesse, porque escrever num lugar exótico como a China não é escrever em Lisboa que, para nós Portugueses de gema, já tem pouco de exótico.
Mas eis que se não quando o autor decide voltar... E ao longo de um ano e meio de vida totalmente Lisboeta, o blog, e o seu ilustríssimo e humilíssimo autor voltaram a aburguesar-se, a tornar-se enfadonhos, sem aquele toque Oriental que lhe dava piada...
Vai daí restavam ao autor deste blog duas opções: voltar para a China ou acabar com o blog.
Dado que voltar para a China ia ser difícil, acabar com o blog esteve para acontecer várias vezes mas hoje veio a decisão. Vou voltar para a China!
Pois é, meus estimadíssimo, afabilíssimos, simpatiquíssimos mas, acima de tudo, inteligentíssimos leitores, a partir de Setembro o blogadíssimo volta a ser escrito da China, mais precisamente de Macau.
A blogosfera bem que pedia para eu voltar para o Oriente pelo que hoje falei com o Senhor Secretário de Estado, meu Patrão, e tornei o regresso oficial: no fim deste mês de Agosto deixo o gabinete e no princípio de Setembro rumo a Macau onde vou leccionar Direito na Universidade de Macau.
Que São Tomás d'Aquino, Patrono das Universidades, me ajude nesta tarefa!
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