quinta-feira, 29 de junho de 2006

(De)Formação Profissional

Perguntar se as pessoas formam as profissões ou as profissões formam as pessoas é mais ou menos equivalente a perguntar quem nasceu 1.º, o ovo ou a galinha?
Tomemos o exemplo de um gestor e um assistente social que acabam de se licenciar: os dois terão formas de pensar problemas semelhantes completamente diferentes, formas de pensar que, em grande parte, resultam da sua formação académica. No entanto, 4 ou 5 anos antes já os dois jovens, saídos do liceu, tinham escolhido percursos académicos totalmente diferentes, pelo que já nessa altura a tendência para tomar decisões de forma diferente se faria sentir.
E o mesmo se passa com pessoas que até têm o mesmo percurso académico. Faz hoje três anos que acabei o meu curso e nestes três anos as opções que se abriram às pessoas que com cinco anos partilhei os anfiteatros e o bar da faculdade são completamente distintos: o Tiago tirou um master em política social e está a trabalhar numa associação de habitação; a Ana Sofia está a entrar no Centro de Estudos Judiciários para ser juíza, depois de ter estado a tirar um master em direitos humanos e depois a trabalhar na CP; a Ana Graça está a doutorar-se e a dar aulas em Inglaterra; o Tomás, depois do estágio e de passar por uma boa experiência no BEI, no Luxemburgo, está de volta a Lisboa a trabalhar num banco; a Maria João, a Leonor, a Inês, a Mariana, o Gonçalo, o Vasco, etc. estão a exercer advocacia nas mais diversas áreas; a Sofia, a Carla, o António, etc estão a tirar os doutoramentos e a trabalhar também noutras áreas.
Quanto a mim... Depois do estágio de advocacia e de dar aulas de Inglês na China, dedico-me ao Direito do Urbanismo, longe dos tribunais, mas com a perspectiva de um dia voltar à Advocacia.
Mesmo entre nós já temos diferentes maneiras de abordar os problemas. E não é que isso é bom? Se há muitas maneiras de abordar um problema, há muitas soluções possíveis avançadas e a discussão é boa!
Viva a (de) formação profissional!

terça-feira, 27 de junho de 2006

Em terra de cegos...

Ontem andei todo o dia com um sorriso de orelha a orelha por ter dado o tal chuto "à Maniche" no ladrão de parquímetros. Para dizer a verdade, ainda agora a imaginar o homem a esfregar o rabo me dá uma certa vontade de rir...
Mas ontem à noite, estava eu a rezar sobre o meu dia e veio-me mais uma vez a imagem do chuto... Tem piada como uma coisa que até me tinha deixado satisfeito, na minha missão de "defensor do Direito e da Justiça" (como disse o Tiago num comentário), depois de bem analisada com os olhos de Deus, aparece como um acto de violência gratuita. De facto aquele homem não repôs o dinheiro que roubou, não deixou de roubar e passou com certeza à máquina seguinte sem ter a consciência muito dorida (o mesmo já não se poderá dizer do rabo).
Na minha oração estava a desabafar com o Chefe lá de cima sobre como tantas vezes me dá gosto ser mauzinho. É que há pessoas que têm uma particular facilidade em ser boas - veja-se o caso do Papa João Paulo II- aturou os Nazis e os Comunistas durante anos a fim sem nunca ter promovido a violência contra os seguidores destes totalitarismos. Eu com certeza teria entrado na Resistência e feito explodir umas quantas bombas nas sedes dos Partidos Nazi e Comunista, em quartéis e outros estabelecimentos do género, o que só tinha criado uma espiral ainda maior de violência.
Vai daí, agora de manhã, Deus fez-me ver uma coisa que me fez pensar. A subir a Rua do Século ia um grupo de cegas muito contentes, com trajes de quem ia para a praia. Em abono da verdade, elas não eram todas cegas, havia umas que tinham uns óculos com umas lentes muitíssimo grossas, mas ainda viam alguma coisa. Ora, eram essas que viam muito pouco que guiavam as outras que não viam nada.
E isso fez-me pensar que Deus não pede aos perfeitos para serem irmãos dos outros, pede a todos. Podia-se pensar que para ajudar um cego a andar teria que se ver muito bem, mas aquela cena mostrou-me o contrário, basta ter um bocadinho que seja para já se poder dar esse bocadinho aos outros. Não quer dizer que me tenha que conformar com a mediania, apenas quer dizer que não devo desanimar por causa dela.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Inspiração de Maniche

Hoje saí de casa ainda inspirado pelo jogo de ontem (pelo menos pela 1.ª parte, porque a 2.ª, apesar de emocionante, foi uma tristeza) a assobiar o hino do Mundial da GALP e a rever mentalmente as melhores jogadas quando me deparo com algo de que não gosto: um homem a assaltar parquímetros!
Ninguém no seu juízo perfeito tem muita simpatia pelos "verdinhos", aqueles homens que andam por aí a bloquear carros e a passar multas, mas não há dúvida que racionalmente só podemos entender os parquímetros como uma coisa boa, que ordena o estacionamento e desincentiva as pessoas a andar de carro.
Vai daí, ao ver aquilo, estuguei o passo a ver se o apanhava, mas ele largou aquele parquímetro na Defensores de Chaves e dirigiu-se para a Barbosa du Bocage. Eu apressei-me ainda mais e vejo o homem a assaltar outra máquina, com homens a passar ao lado e a fingir que não viam (eram 8.30 da manhã e a rua estava cheia) e só uma senhora com um grande cão branco é que lhe estava a dizer alguma coisa que o insolente ignorava.
Corri, agarrei-lhe um braço, chocalhei-o com toda a força e mandei-o por as moedas que tinham acabado de cair de volta na máquina, ao que ele me respondeu "mas o dinheiro é seu?"
SIM, É MEU! É meu e é de todos os Lisboetas que pagam impostos e que querem ter uma cidade com um estacionamento mais ordenado e menos trânsito. É de todas aquelas pessoas que ali tinham posto o dinheiro de manhã, esperando que ele fosse para a EMEL, uma empresa da Câmara Municipal, e não para a droga de um idiota com muito bom "cabedal" para andar a trabalhar nas obras.
O homem ignorou o chocalhanço, recolheu as moedas, libertou-se da minha mão e, ignorando-me, seguiu o seu caminho. Ora, se há coisa que me irrita é que me ignorem quando eu sei que tenho razão, o que até pode ser egocentrismo meu, mas é justificado. No entanto, certamente inspirado por Maniche e o seu golaço de ontem, a irritação em vez de me subir à cabeça desceu-me ao pé: fiz pontaria ao rabo do homem, puxei o pé bem atrás e dei um chuto com tanta força que o homem até saltou e deu três passinhos em corrida para se livrar do meu pé direito.
Por momentos juro que ouvi todo um estádio a gritar GOOOOOLO e a aplaudir e quase me apeteceu abraçar-me aos meus companheiros de equipa, a senhora e o cão branco, mas o aspecto ameaçador do bicho fez-me ter uma alegria mais contida, por isso lá segui a assobiar o hino da GALP e, desta vez, a rever mentalmente a figura do homem a esfregar o rabo! Obrigado Maniche!

domingo, 25 de junho de 2006

Fino ou Imperial?

Escrevo este post com alguma indignação. Esta não é recente, mas tenho-me sempre esquecido de a mencionar aqui. Trata-se de uma indignação que nasce com o conceito da nossa boa e velha Imperial.
Ora, já me aconteceu mais do que uma vez ir a um café, um bar ou restaurante onde vejo que a Imperial é a € 1,00 e vai daí peço a dita cuja. Quando já aguardo com expectativa os 33cl de cerveja geladinha tirada à pressão, trazem-me um copito com 20cl, o que em bom Português é uma Mini!
Ora isto em linguagem comum é uma grande aldrabice e em linguagem jurídica é uma fraude, porque estão a tentar aproveitar-se da ignorância alheia para fazer dinheiro, mas não contem com a minha ignorância, porque posso ter cara de miúdo mas de Imperiais percebo eu!
Explicando o que aqui acontece nos termos do Direito: um contrato é uma proposta seguida de aceitação. Ora a proposta é um papel pendurado na parede a dizer "Imperial - € 1,00" e aceitação é o meu pedido, pelo que ambas as partes têm que cumprir a sua parte no contrato.
Ora, toda a gente nada e criada neste país calorento, plantado à beira-mar e cheio de caracóis, pevides, tremoços, amendoins e outras coisas que puxam mesmo uma cervejinha, sabe bem o que é uma Imperial (a Norte do Mondego diz-se Fino, mas o conceito é o mesmo): são 33cl de cerveja gelada tirada á pressão. Por isso, se nos querem impingir 20cl, estamos a ser aldrabados!
Por isso, caros leitores deste cervejíssimo, imperialíssimo, finíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog: se vos tentarem impingir isto, peçam imediatamente o livro de reclamações, sem apelo nem agravo.
Há-que defender esta instituição nacional da Imperial (ou do Fino) com unhas e dentes!

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Ofício Diário

Então? O que acham das alterações a este brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantástiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo blog?
Pensais vós: "Este gajo está-se a passar, isto está igual!" Enganam-se! O fundo, num estílo urbanístico a ter em conta as minhas opções profissionais mantém-se, mas aqui à direita há um novo link nos "brilhantíssimos" para o blog do pai da Maria João, o Ofício Diário.
Não o pus lá por ser o blog do pai de uma grande amiga muito especial, mas sim porque é um blog com que eu me tenho deliciado a ler bons poemas e a ver boas pinturas (eu até já conhecia o traço pelos quadros em casa da MJ...). Vão lá espreitar!

Universidade

Repensando o papel das Universidades na formação dos jovens (e não só), diversos especialistas europeus juntaram-se na Convenção de Bolonha com o objectivo de uniformizar o ensino universitário nos diversos países participantes.
No entanto, como em tantas outras coisas, não tiveram em causa as diferenças estruturais dos ensinos universitários nos diversos países participantes. Surgiu a ideia de que, se um curso Universitário em Inglaterra tem três anos, em Portugal também pode ter. No entanto, acontece que em Inglaterra, pelos menos nas melhores Universidades como Oxford e Cambridge, existe o sistema dos "Colleges", em que cada aluno tem um tutor que acompanha o seu estudo com audiências semanais, o que lhes dá uma exigência acrescida.
Em Portugal, onde as turmas são muitas vezes compostas, no mínimo, por 50 alunos, mas que podem chegar também a algumas centenas, e sem a disponibilidade pela parte dos Professores que caracteriza este sistema Inglês, reduzir os cursos para três anos (ou quatro, conforme o caso), só irá baixar enormemente o nível de qualidade dos licenciados.
Em Direito, por exemplo, os cursos vão passar a ter 4 anos. Há cadeiras que são fundamentais para o curso, como Introdução, Constitucional, Teoria Geral, Administrativo, Penal ou Processos nas quais não se toca. No entanto há outras, como as cadeiras de História, Economia ou Sociologia, que, não sendo fundamentais, são muitíssimo importantes para a compreensão do Direito.
Neste momento acontece os licenciados sairem das Universidades com um discurso muito marcado pela sua licenciatura: um raciocíno de um Economista fica bastante diferente do de um Arquitecto e o deste do de um Engenheiro, por exemplo. Mas a partir de agora, com a saída dos Curricula de todas estas cadeiras extra, o fosso vai ser ainda mais abissal!
É urgente discutir-se melhor o processo de Bolonha e pensar-se em alternativas para as deficiências que se avizinham. Para tal as Universidades Portuguesas têm que ser dotadas de mais meios, mais Professores que possam acompanhar de perto os alunos e também uma maior liberdade para se "tirar cadeiras" noutras faculdades, o que já acontecia na Nova, por exemplo.

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Percurso matinal

Quando a pessoa faz o mesmo caminho muitas vezes, vai reconhecendo as rotinas das pessoas que partilham o mesmo caminho, rotinas que muitas vezes passam a fazer parte do seu imaginário de uma rua, praça ou local.
Eu, que todos os dias saio da mesma casa rumo ao mesmo trabalho, acabo por reconhecer pessoas e rotinas e com isso um bocadinho das suas vidas. Só um bocadinho, mas já é o suficiente para simpatizar com elas.
O primeiro passa pela Igreja de São Mamede, onde passo para ir dizer um olá ao Santíssimo à mesma hora que um senhor com dois filhos de mochila às costas lá vai fazer o mesmo, que uma senhora impecávelmente vestida de executiva e que até a rezar tem um ar profissional e duas senhoras velhotas que rezam o terço juntas num banco da direita.
Saindo da Igreja atravesso a rua onde está sempre um simpático polícia sinaleiro, a quem já aceno os bons dias e a quem admiro o fôlego para estar a apitar um daqueles irritantes apitos de polícia sinaleiro (claro está) durante horas a fio sem se cansar.
Mais à frente há um prédio onde cheira sempre a sopa. Francamente ainda não consigo entender quem é que, entre as 8.30 e as 9.00 decide cozinhar sopa, mas pelo menos consigo perceber se as pessoas que lá vivem vão ter caldo verde, sopa de massas ou de cenoura. Hoje era claramente sopa de massas com carne!
Ao chegar ao trabalho, a senhora de limpezas já está de saída e diz-me sempre com um enorme sorriso: "bom dia e bom trabalho!"
Não gosto de rotina, mas gosto imenso de rotinazinhas e das pessoas que as compõem!

quarta-feira, 21 de junho de 2006

BEM VINDO VERÃO!
PARABÉNS SELECÇÃO!

A fada das fraldas

Mandaram-me um vídeo em que se gozava com a habilidade masculina para mudar fraldas.
No entanto devo, desde já, defender a honra do género masculino. Ele há Homens (reparem no H grande) que mudam fraldas muito bem! Eu, por exemplo, sou um desses homens... Acho que nunca tinha falado aqui do meu passado como baby-sitter, mas como é que acham que financiaei as minhas muitas viagens sem ter Pais ricos nem ter ido ao BES?
A primeira fralda que mudei foi à minha prima Francisca e acho que a experiência foi tão traumatizante para mim como para ela. Não encontrei uma daquelas bancadas para mudar a fralda e não quis mudar em cima da cama para não sujar a colcha por isso o melhor sítio pareceu-me a bancada da casa de banho. Ela só olhava para o chão e dizia "eu caio, eu caio", ao que eu respondia "não cai nada, não se preocupe, olhe para o tecto..."
Apesar destes desiquilíbrios, a fralda ficou impecavelmente mudada e desde aí já mudei mais umas quantas dezenas de fraldas, principalmente na Ajuda de Berço, onde ia ajudar uma vez por semana com um grupo da Faculdade, por entre as gargalhadas das Joanas, da Mariana e do Tiago, que no fim tinham que admitir que eram as fraldas mais bem postas que já tinham visto!
Mas uma coisa é certa... Por muito bem que a fralda fique posta, não há nada que pague ter que se aguentar com aquele cheiro! Porque é que não se inventa uma fada das fraldas?
* Só um comentário de velho: faz-me impressão que o "miúdo" já esteja mais alto do que eu. Não que eu seja uma torre, mas também não era preciso ultrapassar-me tão rápidamente!

Ainda bem que eu não sou bombeiro!

Hoje de manhã estavam a dar na televisão uma reportagem sobre experiências traumáticas de bombeiros e de como isso os afectou. Um dos senhores entrevistados partilhou que tinha assitido "à morte durante alguns meses de um cadáver no Lobão".
De facto nem sequer consigo começar a imaginar o quão traumatizante isso será! Ainda bem que não sou bombeiro!
Ah, e já agora... Ainda bem que também não sou jornalista, porque não me ia conseguir aguentar durante muito tempo com um ar sério e compenetrado depois de uma resposta destas!

terça-feira, 20 de junho de 2006

Reparei agora que hoje é 20.06.2006.
É uma data gira, não é?

Sobe sobe, balão sobe

Estou com branca de autor. Sinto-me um balão esvaziado de imaginação.
Francamente não conhecia a possibilidade de alguém escrevidíssimo, imaginabilíssimo, idealíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo como eu poder querer escrever alguma coisa e não ter imaginação para tal. Desde pequenino que quando quero escrever alguma coisa apenas pego numa caneta ou num teclado e os dedos ficam logo num frenesim incrível a consumir folhas atrás de folhas e ecãs atrás de ecrãs.
Mas não imaginem que este bloqueio é uma coisa má. Se calhar até é encenada...
É que ter um bloqueio de autor é uma coisa finíssima e que está na moda desde, pelo menos, a altura em que a escrita foi inventada. Consta que já os Sumérios, os Antigos Chineses e as demais populações da Mesopotâmia os tinham. Até os homo-cavernenses de vez em quando tinham uns bloqueios e não se lhes saía um mamutezinho que fosse. Nem mesmo um homem com uma lança a correr atrás de um búfalo!
Vai daí, este balão hoje vai vazio.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Cidade do cabo - África do Sul

Hoje dormi muito pouco... Insónias! Mas do pouco que dormi, lembro-me de sonhar que estava no Cabo, na passagem de ano com a Francisca, o Chris e outros amigos dele numa fazenda de gnus.
Não leram mal, não: eu estava numa fazenda de gnus!
Uma pergunta pertinente é se na África do Sul haverá realmente fazendas de gnus ou se isso são os delírios de um Europeu quando pensa numa África que nunca conheceu. Em qualquer dos casos, com ou sem gnus na minha passagem de ano, eu estava num misto de antecipar as minhas férias que serão só em Dezembro e de relembrar um filme que vi no Sábado à noite sobre a Comissão para a Verdade e Reconciliação da África do Sul (Um amor em África: não recomendo, tinha potencial para ser muito melhor do que acabou por ser).
Mas agora não quero pensar nesta viagem até ao fim dos exames! Mas porque é que é sempre na época de exames que eu mais fico a derivar a pensar em viagens?
Não posso dizer que o sonho me tenha deixado muito bem disposto: fez-me lembrar que não vou ter férias até Dezembro e que devo passar o mês de Agosto imbandonado e choroso numa Lisboa deserta de Lisboetas*, acompanhado apenas por hordas de bárbaros Alemães e Ingleses, encarnados que nem tomates a beber cervejas nas esplanadas da capital, surpreendidos por só encontrarem em Lisboa pessoas louras, altas e com escaldões, tal como eles! SOCORRO!
*Bem, isto até pode ser um feliz contraste, já que os Lisboetas estão cada vez menos simpáticos!

domingo, 18 de junho de 2006

Pais e Filhos

Dizia-me no outro dia uma amiga, que tem cinco filhos, que os filhos não são dos Pais. A estes cabe apenas cuidar deles enquanto ainda não estão preparados para "o mundo".
Então de onde vêm os artigos possessivos quando falamos da família? Dizemos sempre o "meu filho", a "minha mãe", o "meu irmão" ou o "meu pai". Claro que se poderia dizer sem o artigo possessivo e toda a gente perceberia que se eu dissesse os pais estaria a falar do casal que me gerou, mas o artigo possessivo demonstra o sentimento de pertença que temos uns aos outros.
De facto, a família liga uma série de pessoas por mais do que apenas laços afectivos e de sangue, liga por todo uma história e uma vida comum, por uma série de experiências que as pessoas "que lhe pertencem" podem contar juntas.
Ainda ontem, num grupo de amigos, a contar certas histórias com a "minha" Irmã, discutiamos acerca de pormenores, riamo-nos antecipadamente, éramos os primeiros a comentar... Tudo porque as vivemos juntos.
Assim, concordo com esta minha amiga, de facto os filhos não são dos pais e os pais não são dos filhos, mas somos todos desta história comum que nos liga e que nunca poderá ser deligada de nós mesmos.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Sr. D. José

Este senhor na fotografia (o senhor, não o rapazolas) estava-se a queixar ontem que neste blog e no outro lhe fizeram referência há pouco tempo e que no blogadíssimo nadica de nada!
De facto não é justo... É que o Senhor Dom José tem muito para ser tema de um post só por si, sem que seja uma mera referência no meio de tantas outras coisas.
No seu papel de veterinário, deseja sempre saúde e sorte a toda a gente, como quem diz: se não tiveres saúde tens que ir a um médico e se não tiveres sorte vens parar a mim que até te lixas, por isso muita cautela!

quinta-feira, 15 de junho de 2006

El Comandante

Estou quase a acabar o livro e vi hoje o filme dos diários de viagem de Che Guevara pela América do Sul e é impossível não se gostar do personagem principal e de, ao mesmo tempo, não se ter uma certa pena dele.
Guevara viu as pobrezas da América do Sul e deixou-se tocar, o que é mais do que nos acontece a nós: também em Portugal vemos gente com fome e nos destinos exóticos que nos podemos ter o luxo de frequentar (como o Brasil onde fiz um projecto de 2 meses em 2001 ou a China onde vivi até há 4 meses) vemos coisas ainda piores.
Às vezes até vemos, até nos deixamos tocar, até lamentamos e até podemos dar algum do nosso tempo e recursos para ajudar, mas este homem decidiu dar toda a vida pela luta contra a pobreza no mundo. É esta generosidade que o tornou um ícone do século XX.
No entanto, onde estava um bom coração, estiveram também uma série de más ideias. Quando a Madre Teresa, Ghandi ou Mandela decidiram dar as suas vidas para combater a pobreza ou as injustiças do mundo, fizeram-no através da Paz e do Amor. Já "Che" decidiu fazê-lo pela violência: montou guerrilhas na América Latina e em África, encantado por um sistema político que não pode deixar nunca de ser sanguinário. É que o Comunismo não vê o Estado ao serviço de um homem detentor de direitos e liberdades, mas um Estado que deve ser servido pelos homens privados desses direitos ou liberdades em nome do fim das classes.
"Che" poderia ter sido um grande médico que ajudasse os doentes da América. Podia ter sido como Raoul Follerou e ter-se empenhado na erradicação da lepra na América do Sul. Em vez disso foi um revolucionário que ajudou a construir o regime Cubano, um dos mais repressivos dos séculos XX e XXI, e empenhou-se nas guerrilhas de diversos países, sem ter em conta que estava a matar e a deixar matar pais de crianças que ficaram orfãs, filhos de pais que ficaram dilacerados, maridos de mulheres que ficaram viúvas...
Tantas coisas boas que um bom homem como ele poderia ter feito e tantas coisas más que acabou por fazer! Não é de se ter pena?

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Aula de Salsa

Já sabem a pancada que eu tenho por coisas de graça, não sabem? Como diz a Mafalda, "de graça até uma injecção na cabeça".
Vai daí na passada 6.ª fui a uma aula de salsa grátis com a Francisca no ginásio dela, convencido que saía de lá um mestre nos ritmos latinos.
Ora, esta aula era depois do trabalho e eu já não tinha tempo de ir a casa trocar de roupa, por isso devia ter levado qualquer coisa para mudar, o que me esqueci. Claro que também achei que para uma aula de dança a dois, bem podia ir de fato que não fazia mal.
Vai daí dei por mim à espera do professor com a Francisca e todas as outras senhoras da aula, todas com roupa de ginástica e ténis e eu com o belo sapatinho mocassin preto coberto por umas pantufas de plástico azul forte, calças de fato e camisa. Para além disso, nós lá interrogámos uma senhora sobre o paradeiro dos restantes homens, mas ela esclareceu-nos que era uma aula de salsa, sim, mas não era a pares e que normalmente não iam muitos homens.
Isto foi claramente um eufemismo, porque eu era o ÚNICO homem na aula, para além do professor que chegou tarde e era bastante efeminado, pelo que eu me senti uma ave rara. Ele lá começa a dar a aula, todos obedientemente viradinhos para um espelho e até que começou bem. Não me gosto de gabar*, mas até tenho algum jeitinho para a dança. Mas quando ele se pôs a chocalhar os ombros como uma donzela a enxotar uma abelha, vi logo que havia ali coisas que eu não conseguia acompanhar. Deve ser defeito de fabrico, mas os meus ombros não são chocalhantes!
Então e quando os passos passaram a ser uma sequência matemática digna de um Einstein? Bem, aí já havia alguma atrapalhação... A Francisca disse-me no fim que eu até dava as voltinhas ao contrário dos outros, mas isso não passa de uma grande mentira: os outros é que davam a volta ao contrário de mim!
Conclusão: acabei a aula morto de cansaço, todo suado e sem ter aprendido a ponta de salsa porque nunca dancei a dois. Mas não me posso queixar... Afinal de contas, foi de graça!
*MENTIRITA!

Patriotismo

Mais uma 10 de Junho passou, mas as ruas só se encheram de bandeiras a 11, por causa do jogo da Selecção. Em qualquer foi todo um fim de semana patriótico, com apelos à unidade nacional e ao amor à Pátria... No fundo, com apelos ao Patriotismo.
Mas afinal de contas, o que é que é isso do Patriotismo?
Até ao advento do Liberalismo, ninguém falava de Patriotismo porque ele quase não existia na Europa. No entanto, do outro lado do Atlântico os EUA procuravam forjar símbolos nacionais e uma identidade que fizessem deles uma Pátria: bandeira, hinos, rituais com o "thanksgiving", em que as famílias reunidas davam graças por já não serem Inglesas. Cá pela Europa só o pequenino Napoleão procurava dar ânimo à grande França falando de Patriotismo, expondo a "tricolor" e invadindo os países vizinhos e os vizinhos dos paízes vizinhos.
Por essa altura, em Portugal como nos restantes reinos Europeus, falava-se de amor e submissão ao Rei. Não se era Português porque se fosse de raça Portuguesa, ou porque se tivesse nascido em Portugal, mas porque se era súbdito de Sua Magestade el Rei de Portugal.
Outro elemento da Nacionalidade era ser-se Católico. Na célebre guerra nacional de 1383-1385, por exemplo, um dos mais fortes argumentos contra os Espanhóis não era, nem podia ser, a falta de legitimidade dinástica, já que a D. Beatriz era a única filha de D. Fernando e o Mestre de Aviz era um filho natural de D. Pedro. O grande argumento era que esses "perros castelhanos" apoiavam o anti-Papa.
No entanto essa coisa de se ser súbdito do Rei e fiel Católico eram duas coisas que não pegaram com os Liberais, em grande parte por causa dos extremismos a que se chega por causa de uma guerra civil. Se uns eram os Realistas e Católicos, os outros tinham forçosamente que ser os anti-Realistas e anti-Católicos.
E foi nessa altura que se inventou o 10 de Junho: dia de Portugal, de Camões e da Raça. De um momento para o outro, os Portugueses, essa mescla de Romanos e Berbéres com Celtas e Iberos, com mais umas pitadas de Chineses, Indianos e Africanos que desde o século XVII enchiam as casas Nobres com um "elemento exótico" tão ao gosto da época, descobriram que, afinal de contas, eram uma raça!
Hoje em dia o Patriotismo deixou a Raça e passou para os relvados: grita-se Portugal não ante o prazer de encontrar um compatriota no estrangeiro, mas ante um golo da selecção. A Raça, com o êxodo emigratório dos anos 40-80 passou mesmo a ter uma componente semi-tribal: uma vez no estrangeiro, os Portugueses juntam-se em tribos que partilham o bacalhau, a sardinha e o vinho feito da banheira tal como se fazia "lá na terra".
E lá isso de redescobrirmos grandes valores que nos unam, não nos falem cá disso! Quem tem o bacalhau e o Luís Figo, não precisa dessas coisas para nada!
*Não falo da Suiça porque a História desse país é para mim um mistério!

quinta-feira, 8 de junho de 2006

O Independente

Um jornal que teve os seus tempos de glória, ah pois teve! O Independente foi o arauto do fim do Cavaquismo, descredibilizou o governo, lançou o irreverente Paulo Portas mas acabou por definhar com o advento do Guterrismo.
Pode-se até pôr em causa os princípios éticos que levaram este jornal a alcançar tamanha popularidade; pode-se até achar que os que lá trabalhavam deviam ser todos presos; pode-se até recusar a leitura deste tipo de jornais... Mas lá que O Independente foi, durante uns anos, um sucesso político sem precedentes ou sucessores na imprensa Portuguesa, lá isso foi. Toda a gente o comprava, toda a gente o comentava, muita gente ria e muita gente chorava ao ver as suas manchetes.
Nem valerá a pena escrever (acho eu), que este tipo de imprensa não faz nada o meu género, mas se escrevo hoje sobre o Independente foi porque hoje fui lá à redacção. Fui só para comprar o livro do Professor Rui Ramos que saiu com o Independente há duas semanas, mas já deu para dar uma olhadela ao mundo da imprensa.
Foi o 1.º jornal não desportivo onde eu fui (já tinha ido em tempos à Bola e ao Record por causa de um trabalho) e achei giro o ambiente, apesar de aquilo estar vazio à hora de almoço. Piadas espalhadas pelas paredes, mensagens espetadas nos visores dos ausentes, uma bagunça de papelada por todo o lado (exactamente como eu gosto)... Gostei!
Vai daí o mito que eu tinha na cabeça de O Independente ser composto por um grupo de sado-mazos de meter medo a qualquer político, desvaneceu-se.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Coincidências Evangélicas!

Hoje abri o Evangelho Quotidiano e vi que era dia de uma tal de Beata Ana de São Bartolomeu (que eu não conheço, mas concerteza era uma rapariga espantosa). Ora, a coincidência está em que o MEU dia de anos é no dia de São Bartolomeu. No fundo os dois manos estão inspirados pelo mesmo Santo no dia do seu nascimento.

A minha manita

Foto: cortesia Senhorinha Reis.
Depois de três meses no Tribunal de 1.ª Instância das Comunidades Europeias do Luxemburgo, a minha manita está de volta e faz uma data de anos hoje. Bem, quando eu digo uma data de anos, digo mesmo uma enormidade despropositada de anos, daqueles que já enchem de velas uns 4 ou 5 bolos de anos, que já enchem de cabelos brancos uma cabeça e que já enchem uma carinha de rugas!
Apesar disso, lembro-me como se fosse ontem do dia em que ela nasceu (a minha memória é impecável!) e que veio abalar a nossa existência. Eu até nem era nascido, mas lembro-me perfeitamente da consternação que foi ter que se arranjar roupas e sapatinhos côr-de-rosa numa casa cheia de roupinhas azuis. Aliás, esta coisa de ter que comprar novas roupas e sapatos deve ter marcado aquele bébé de tal maneira que o hábito lhe vem até hoje.
Também me lembro perfeitamente (como podem imaginar) dos grandes olhos azuis que ela tinha mas que em sinal de protesto, provavelmente por não lhe darem roupa nova, mudou para verdes quando tinha um ano.
Hoje em dia, sempre apoiada na sua bengalinha e com o seu xaile negro a aquecer-lhe os ombros, a minha manita começa a sonhar com os netinhos que aí estão a vir e já lhes começa a tricotar botinhas azuis e côr-de-rosa, não vá o diabo tecê-las. Vejam só a jóia de avó que ela vai ser!
Por tudo isto... Parabéns Mariana por estes 27 anos!

terça-feira, 6 de junho de 2006

Ilead

Mas alguém me pode ensinar como é que eu posso impedir que a janela da ilead apareça de cada vez que se abre este brilhantíssimo, espetacularíssimo, magnificíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo blog?
Se há coisa de que eu não gosto é de parasitagem e esta gente que ganha a vida a criar janelas de pop up em sites inocentes como este devia ser posta no meio dos incêndios de que acabei de escrever. Sempre era tornar os ditos cujos úteis! E mai' nada...

O país a arder *

Todos os anos, com os primeiros sinais de calor, aparecem os incêndios pelas matas, serras e coutadas deste país.
Os sucessivos governos não têm poupado esforços no combate a esta calamidade: reequipam os bombeiros, limpam as florestas, criam novos postos de vigia, aumentam a moldura penal dos crime de incêndiarismo, etc.. Tudo em vão! Quer dizer, em vão não será, porque se, com todas essas medidas, os incêndios são tantos, nem quero imaginar o que seria do país sem elas.
Mas mesmo que elas produzam os seus efeitos, seremos forçados a concluir que estes não são suficientes. O sofrimento por que todos os anos passam famílias desalojadas, pastores e agricultores sem trabalho e as populações que combatem os fogos com o risco da própria vida, exigem mais.
Vai daí, e uma vez que eu não sou nenhum iluminário que consiga fornecer as soluções, parece-me que a única solução para o problema está em criar grupos mais multi-disciplinares para pensar este problema.
Sugiro fiscalistas que pensem em contrapartidas fiscais que incentivem os donos das matas a limpá-las mais regularmente e os donos dos terrenos ardidos a replantar com espécies arvícolas (isto está bem?) mais resistentes aos incêndios e de maneira a que seja mais fácil o acesso a camiões-cisterna. Sugiro economistas que pensem em maneiras de tornar mais rentáveis as matas e pastagens e que, deste modo, desincentivem a expeculação imobiliária. Sugiro juristas que pensem a forma como o Direito Penal pode desincentivar o incêndiarismo. Sugiro investigadores forenses que desenvolvam novas técnicas para encontrar os criminosos. Sugiro engenheiros florestais que colaborem com todos os outros nos seus trabalhos.
Tal como a pobreza, os incêndios nunca terão um fim, mas também tal como esta, lá que poderão ser muitíssimo reduzidos, poderão.
* Este post vem na sequência de ver na TV uma professora a dizer que estava na sala de aula quando tudo começou a ficar escuro. Quando saíu a escola estava rodeada por um fogo de grandes proporções. Nem quero imaginar como eu ficaria assustado se os meus sobrinhos andassem naquela escola.
Parabéns Edgar!

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Apetecia-me voltar a esta idade...



... só para poder dizer o mesmo!

Segunda Feira

Hoje é segunda feira! Para muitos é um dia desesperante, porque significa que têm mais cinco dias de trabalho à sua frente. Para mim, que ainda estou naquela fase de estar apaixonado pelo meu trabalhinho, é um dia desesperante apenas porque é o dia em que tenho mais trabalhinho!
Isto parece um paradoxo?
Parece que é, mas não é (alegria e satisfação)...
É que por muito que eu goste do meu trabalho, gosto dele sem grandes excessos, ou seja, gosto de trabalhar com conta, peso e medida. Alguns diriam que isso é ser preguiçoso mas eu acho que isso é apenas não ser viciado em trabalho. São 9.20 da manhã... Mais 10 minutos e começam a chover telefonemas, mails, faxs... Urgências atrás de urgências, estresses atrás de estresses. Mesmo assim, mesmo desesperante, gosto das Segundas: ainda venho descansado, ainda consigo sentir o cheiro do mar, trato de imensas coisas no trabalho e tenho o MSV, o que para mim é sempre bom.

sábado, 3 de junho de 2006

Iogadíssimo!

Hoje fui a uma aula de ioga (reparem que eu escrevo com i e não com y porque aprendi na minha pós-graduação que o facto de o K, o W e o Y não fazerem parte da língua Portuguesa decorre da Lei, pelo que, usar essas letras é estar em contravenção legal- nem sei se dá multa!).
Ontem, no jantar do MSV, disseram-me que não se dizia Ióga, mas Iôga e eu achei que fosse um daqueles elitismos como o de dizer gólf em vez de gôlf. Qual não é o meu espanto quando ouvi os instrutores passavam a vida a falar de iôga... Parece que não é um elitismo, é mesmo suposto ser assim, mas que não soa bem, não soa!
Bem, agora impõe-se uma explicação de como é que eu fui parar a uma aula de Iôga... Deram-me um folheto a dizer que era uma aula de graça e isso comigo funciona sempre e como não quero morrer (ainda mais) estúpido e gosto de experimentar coisas diferentes, lá fui.
Quando lá cheguei fizeram-me entrar para uma sala com uma decoração toda indiana (atéque era bem gira!) deram-me um chá que eu não sei se tinha leite ou quê, mas que era uma coisa pavorosa e um folheto surreal sobre aquilo não ser uma seita e sobre nós não devermos acreditar em nada! NADA! Como é que não se acredita em nada? - perguntei eu ao instrutor que entretanto me veio entrevistar?
Já nem estava a falar de Deus, estava falar das pessoas que nos querem bem- não devemos acreditar nelas?
Bem, depois desta parte mais metafísica, fui para uma aula de Bio-ex, que não é o Swashthya-Yoga porque não tem a parte espiritual, é só a ginástica pura e simples e na qual era o único aluno!
Eu estava convencido que o Iôga era assim do género tai-shi, como se fazia lá na China nos jardins às 6 da manhã: uma coisa calminha, de movimentos lentos e fáceis para fazer fluir a energia ou lá o for, mas nada disso! Aquilo parecia que tinha numa hora de aula só as partes más das aulas de Tae-Kwon-Do e saí de lá estressadíssimo.
É que no TKD há toda aquela parte dos alongamentos que me estressavam imenso porque eu tenho a elasticidade de um carvalho velho, mas depois também há a parte dos murros, pontapés e gritos que ajudam a libertar energias...
Enfim, já morro um bocadinho menos estúpido porque já conheci um bocadinho de Iôga, mas ali não me apanham outra vez, que ainda estou a tremer com o estresse de pensar que os meus músculos se iam desconjuntar todos e eu ia dali para o hospital! E foi aí que percebi porque é que era o único aluno na aula: aquilo deve ser feito para mazoquistas!

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Have a nice weekend!

Crónicas de um peixe fora de água


ENTRELINHAS tem o prazer de convidar V. Ex.ª para assistir ao lançamento do livro «Crónicas de um peixe fora de água» , da autoria de Miguel Poiares Maduro , que terá lugar no Café dos Teatros , na Rua António Maria Cardoso, nº 38, em Lisboa (Chiado), no sábado, 3 de Junho de 2006, pelas 18h00.

A apresentação da obra estará a cargo da jornalista Maria de Lurdes do Vale. Será seguida de um debate com o autor do livro sobre " O papel dos cronistas: peixes dentro ou fora de água?" , em que participarão Rui Tavares, Pedro Mexia , Luciano Amaral e Pedro Lomba .

ENTRELINHAS (Jogo de Palavras, Lda.)
Apartado 30336
1401-991 LISBOA

Síndroma da Mochila

Não é à toa que me chamam Dr. sem ser médico! Encontrei uma nova doença: o síndroma da mochila.
Esta é uma doença cada vez mais comum e preocupante porque afecta maioritariamente pessoas entre os 15 e os 35 anos, mas pode chegar aos 40 ou 50 e até há casos conhecidos de pessoas com 70 anos que contraem esta doença, com todos os síntomas que lhe estão inerentes.
Tudo começa com aquilo que parece ser uma inocente viagem com a mochila às costas a custos baixos, ficando em casas de amigos, pousadas de juventude ou pensões baratinhas.
Depois desta primeira viagem de mochila às costas, o mochilista (ou backpacker) dá por si a vaguear em pensamentos por novos destinos enquanto se encontra em situações que exigiriam maior concentração. Para além disso, é provável que o paciente que sofre de síndrome da mochila acabe por comprar livros sobre destinos exóticos quando vai à feira do livro- um exemplo assim no ar sem qualquer fundamento real: American Express sobre a África do Sul.
Todos os síndromas se agravam quando o tal mochilista encontra outro mochilista disposto a viver a mesma aventura nas mesmas condições e nessa altura a doença pode-se tornar crónica (como é Francisca? Fim de Ano no Cabo, deserto do Kalahari, Krueger Park e Moçambique?).
Bem, o facto de eu ser genial e ter identificado esta doença não quer dizer que eu já tenha encontrado a cura. Nem sequer que eu esteja muito interessado em encontrá-la...

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Vôos internos na China

Tenho um bloquei com este sítio aqui em cima indicado- esqueço-me sempre dele quando alguém me pede como é que se pode comprar bilhetes para vôos internos na China.
Este sítio funciona assim: se comprarem com muita antecedência, podem comprar boas promoções. Se a antecedência não for assim tão grande, pode ser mais caro. Também pode acontecer desmarcarem um vôo à última hora, por isso não é muito fiável, mas é importante que dêm um contacto onde eles vos possam contactar para quando isso acontece puderem marcar outro vôo (sendo que aí estão sujeitos a que esse vôo possa ser mais caro).
Não tive problemas de maior com os muitos vôos que comprei na elong, mas houve pelo menos uma dor de cabeça, que foi o vôo de cantão para Guiling- foi desmarcado o nosso vôo (meu e da Nicola) e tivémos que trocar os bilhetes por outros mais caros.
Aí o problema não é do sítio, é das companhias, que desmarcam vôos com a antecedência de uma hora e não passam cavaco a ninguém- a legislação sobre o assunto na China não deve ser igual à Portuguesa, mesmo assim bastante mais rigorosa.
Boa viagem!

O QUE É QUE A PADEIRA COSE?

Ai que desgraça! O rapaz não sabe o que é que a padeira cose...
O que é que a padeira cose??? Mas a padeira não cose nada! A padeira coze pães, bolos, broas, cacetes, carcaças, etc. Quem cose alguma coisa são os alfaiates e sapateiros.
ERRADO! Até a Irmã Elvira, mítica professora primária deste cultíssimo, escrevidíssimo, correctíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blogador diria que a padeira também cose.
É que a senhora minha Mãe, escandalizada que ficou com eu ter pago 15€ (três contos de reis - ainda me encontro em terapia de recuperação) por arranjar os sapatos, esclareceu-me que da próxima vez os deveria deixar na padeira, que eles eram arranjados por muito mais barato.
Ao que parece, algures em Lisboa, há uma padeira que coze durante o dia e cose durante a noite...