Hoje de manhã, na paragem de autocarro, começou a já habitual conversa do "isto está cada vez pior", desabafo de todos aqueles que, como eu, usam os transportes públicos no dia-a-dia. Cada vez se espera mais pelo autocarro e, como consequência, este vem mais cheio.
A certa altura, no meio da conversa, uma mãe com um miúdo de uns 6 anos, diz "ao menos o passe para os miúdos agora é grátis". Ao que, involuntariamente, me sai um "grátis não, porque não há almoços grátis, mas sim, foi uma boa iniciativa". A senhora olha para mim sem entender e responde que é grátis porque não tem de pagar. Eu lá lhe expliquei que se os miúdos não tinham que pagar mas mesmo assim usavam o serviço, o seu uso teria de sair das contas da carris ou da câmara municipal e assim ser pago pelos impostos de todos os munícipes. Salientei, mais uma vez, que era a favor da iniciativa (não fosse a senhora achar que eu estava contra contribuir para o passe do filho) mas que de algum sítio o dinheiro para pagar o serviço teria de vir.
Ela mostrou-se muito surpreendida, nunca tinha pensado no assunto. E eu fiquei muito surpreendido que alguém nunca tivesse pensado no assunto (mas não o demonstrei por cortesia).
E nessa altura, finalmente, veio o autocarro cujo notável atraso tinha gerado a troca de impreesões em primeiro lugar. Uma coisa se tem de dizer: a pioria do serviço dos transportes públicos fomenta a troca de ideias entre os munícipes... Quase que dá um slogan: "piores transportes, melhor cidadania!"
A certa altura, no meio da conversa, uma mãe com um miúdo de uns 6 anos, diz "ao menos o passe para os miúdos agora é grátis". Ao que, involuntariamente, me sai um "grátis não, porque não há almoços grátis, mas sim, foi uma boa iniciativa". A senhora olha para mim sem entender e responde que é grátis porque não tem de pagar. Eu lá lhe expliquei que se os miúdos não tinham que pagar mas mesmo assim usavam o serviço, o seu uso teria de sair das contas da carris ou da câmara municipal e assim ser pago pelos impostos de todos os munícipes. Salientei, mais uma vez, que era a favor da iniciativa (não fosse a senhora achar que eu estava contra contribuir para o passe do filho) mas que de algum sítio o dinheiro para pagar o serviço teria de vir.
Ela mostrou-se muito surpreendida, nunca tinha pensado no assunto. E eu fiquei muito surpreendido que alguém nunca tivesse pensado no assunto (mas não o demonstrei por cortesia).
E nessa altura, finalmente, veio o autocarro cujo notável atraso tinha gerado a troca de impreesões em primeiro lugar. Uma coisa se tem de dizer: a pioria do serviço dos transportes públicos fomenta a troca de ideias entre os munícipes... Quase que dá um slogan: "piores transportes, melhor cidadania!"