Um blog brilhantíssimo, formidabilíssimo, magníficíssimo, inteligentíssimo, fantastiquíssimo, mas, acima de tudo, humilíssimo!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
The Comedy of Errors
domingo, 24 de julho de 2011
Vanitas vanitatum, omnia vanitas!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Só na China!
domingo, 15 de maio de 2011
Lentilhas
quinta-feira, 14 de abril de 2011
O que o emigra vê...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Uma família de pesadelo
segunda-feira, 7 de março de 2011
Guia em Macau
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Consequências do São Valentim
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Informação absolutamente irrelevante do dia
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ano Novo Chinês
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Correção de Exames
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
E agora fotos... I
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Parque Nacional de Taroko
Neste momento devei-vos vós estar a perguntar: “oh mestre de tudo quanto é viagem pelo Oriente, mas de 0 a 100 quanto é que vale a pena visitar essa cidade de Hualien onde fazem procissões estranhas?” A minha resposta mais honesta e inflacionando o valor da cidade para não a desencorajar é uns 3 a 6. Na realidade é uma cidade feia, sem nada que se veja que preste: tem uns mercados de rua engraçados, mas mercados de rua há muitos nesta Ilha Formosa.
O motivo porque eu fui lá foi porque queria ir ao Parque de Taroko mas quando lá cheguei disseram-me que o último autocarro para Taroko já tinha partido uma meia hora antes, pelo que decidi lá ficar durante uma noite.
Ora Taroko, de 0 a 100, já leva um 95. Note-se que para quem já foi a Angkor Watt, o 100 já não é fácil de alcançar porque já está reservado a esse lugar e julgo que dificilmente poderá ser destronado. Por esse motivo um 95 quer dizer A NÃO PERDER!
Em primeiro lugar, do ponto de vista geológico a Formosa é uma ilha relativamente nova e ainda está em formação, dado que as suas montanhas crescem a um ritmo de 0,5cm ao ano. Isso leva a que as suas montanhas não tenham aquele ar macio e arredondado das nossas montanhas Europeias (claro que há muitas excepções) e sejam assim umas coisas bicudas erguidas ao céu.
Em segundo lugar nesta terra chove que Deus o dá, o que quer dizer que a vegetação é verdíssima. Aliás, estava eu a dizer a um local quão verde a vegetação era quando ele me responde “verde! Verde é na época das chuvas, agora é quase castanha!” E eu garanto que não consegui ver nenhuma mancha castanha e fiquei a imaginar como é que poderia ser ainda mais verde do que aquilo.
Por último, as florestas estão cheias de animais exóticos. Comecemos pelos nossos “primos” macacos que, apesar de esquivos demais para se deixarem fotografar, fogem de um lado para o outro a fazer macadas e fazem uns barulhos estranhíssimos (e ligeiramente assustadores). Depois há umas aves que parecem galinhas pelo tamanho e por não voarem muito alto mas têm um formato um bocado diferente. Para além disso há constantes avisos para termos cuidados com vespas, javalis (se cá estivesse o obélix…) e víboras (isso sim, é coisa que me mete medo) mas consta que todos eles agora estão a hibernar. Mas o mais impressionante são os pássaros: passarada de todos os tamanhos, feitios, cores e chilreios.
Absolutamente fantástico: recomendo vivamente e eu próprio estou altamente disposto a regressar.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Os 100 anos da ROC - RdC (Republic of China)
Estava eu a visitar a cidade de Hualien quando me deparo com uma coisa algo estranha: num parque da cidade estavam lá muitos carros, daqueles todos decorados tipo Carnaval de Torres Novas, mas muitos deles com imagens de Nossa Senhora, de Jesus, do Buda, de Deuses Budistas… Um desses carros até tinha a bandeira do Vaticano!
Para averiguar melhor o que aquilo seria (perguntei a umas quantas pessoas, mas ninguém falava Inglês), voltei lá à noite e, nessa altura, o barulho não podia ser mais ensurdecedor. Fogos de artifício, estalidos de ano novo (uns estalidos que eles usam quando inauguram qualquer loja e no ano novo Chino)… Um autêntico banzé!
Um homem com ar de importante (aqui, como na China, todos os homens com ar importante usam fato e, apesar de notoriamente terem mais de 50 anos, têm o cabelo mais preto do que o carvão porque todos o pintam) falava muito alto no microfone.
Ora, continuava eu sem perceber o que ali se passava mas desta vez consegui encontrar uma rapariga que falava umas palavras de Inglês. Como disse mais atrás, este ano celebram-se os 100 anos da ROC, pois era isso mesmo que se destinava toda aquela ruidosa procissão, a agradecer a Deus pelos 100 anos da república.
Claro que eu achei isso uma coisa muito estranha: agradecer a Deus pela obra da outra criatura lá de baixo! Sim, porque para mim as repúblicas, as guerras, as drogas e outras calamidades de origem humana são todas engendradas lá em baixo. J
O tal senhor com ar de importante era o presidente da câmara da de Hualin e depois dele falar todos os carros saíram para a rua. Cada carro levava a sua música tentando ser mais ruidoso que o anterior, pelo meio iam uns rapazes mascarados de tribo local, iam uns outros com uns fatos de Buda mas com uns óculos escuros gigantescos e ultra-estilizados… Um autêntico regabof!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Taiwan e China
Chegar a Taiwan vindo da China permite-nos notar naquilo que a Revolução Cultural fez pelos Chineses (acho eu que deve ser esse o motivo). Algo se passou naquele país, que as pessoas perderam os bons costumes Confucionistas bem como a ética Budista.
Para começar, em Taiwan as pessoas são muito mais amáveis e prestáveis: pergunta-se qualquer coisa na rua e, quer as pessoas saibam Inglês, quer não, desdobram-se para ajudarem. Já por duas vezes tive pessoas a virem comigo ao sítio onde eu queria ir para me indicarem o caminho. Das duas vezes notou-se claramente que estavam a fazer um desvio para virem comigo. Também nos restaurantes e lojas se nota essa amabilidade: ontem fiquei surpreendido quando, numa loja onde eu estava a querer comprar um carregador de pilhas, dado que ele só tinha uns carregadores caros, levou-me a uma outra loja onde os tinham mais baratos e, com isso, perdeu uma oportunidade de negócio de alguém que era claramente turista e que não ia lá voltar.
Também nos templos se nota uma grande diferença: estão cheios de gente a rezar e a fazer oferendas e entre a gente notam-se imensos jovens. Na China só se vêem velhos: dá ideia que as pessoas abaixo dos 50 anos já tiveram uma lavagem cerebral e só pensam em dinheiro e na carreira, vendo a religião e os bons costumes como superstições.
Não conheço muitos outros países ex-Comunistas, mas gostaria de saber se quem os visita também sente que eles perderam algo do seu espírito antigo...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Passagem de Ano no 101
Entre outras sítios onde os estudantes nos levaram, no dia 31 de Dezembro levaram-nos ao fogo de artifício do 101. O dito cujo 101 é o 2º mais alto edifício do mundo que, até há uns dois anos foi o mais alto e é o símbolo de Taipei.
No entanto, nada nos tinha preparado para aquilo: estavam lá 700 mil pessoas (mais do que a população de Macau inteira), na sua grande maior parte abaixo dos 30 anos. Agora, se uma população de 700 mil jovens brancos se juntassem para um evento daqueles, é certo e sabido que ia haver muito alcóol, muitas bebedeiras, desordens, confusões e, muito provavelmente, uns muitos a fumar substâncias pouco legais.
Mas não ali. Estavam todos muito ordeiros a beber os seus chás e as suas águas, a conversar e a jogar jogos e a assistir a um concerto. Mesmo os que tinham um aspecto mais alternativo, com os cabelos no ar e umas roupas muito alternativas, estavam lá muito calminhos e muito ordeiros com os seus chás e as suas comidas e os seus jogos.
O fogo de artifício começou à meia noite e terminou uns 10-15 minutos mais tarde tendo o 101 ficado a dizer ROC (em que o O era um coração) 100, para comemorar os 100 anos da República da China (ROC = Republic of China).
No momento em que acabou toda aquela multidão, ao mesmo tempo mas ordenadamente, começou a sair. Agora, dá para imaginar o que é uma multidão de 0,7 milhões de pessoas ordeiras a sair de um lugar, não dá? MUITO LENTO! Só para sairmos da área onde estávamos levámos 1 hora, mais uns 45 minutos depois disso a caminhar até ao hotel porque era impossível apanhar um táxi ou entrar no metro. Era impossível, mas note-se: tudo muito ordeiro, ninguém a atropelar-se, ninguém a fazer muito barulho, mas todos muito animados a conversar baixinho. Claro que os que iam à nossa volta (dos estrangeiros que falavam Inglês) iam muito calados para ouvir a nossa conversa e, julgo eu, poderem treinar o Inglês. Já agora, dado que dos 3 professores que lá estavam, os outros eram um Singapurino e um Chinês (Continental), sem dúvida que o alvo de curiosidade mais forte era eu mas, mesmo assim, ninguém se metia connosco ou sequer olhava demasiado. Nós só percebiamos que nos estavam a ouvir porque se riam quando nós dizíamos graças…
E, já agora, um óptimo ano de 2011 a todos os leitores deste quase que falecidíssimo mas a tentar ficar ressuscitadíssimo blog!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Universidade de Chousow
Pois é verdade, passei uns simpáticos dias na Ilha Formosa. O primeiro motivo pelo qual cá vim foi para uma conferência na Universidade de Chousow e não podia ter ficado mais bem impressionado. Para além de ficarmos (os conferencistas) lindamente instalados, ainda tivémos uns estudantes todo o fim de semana a mostrarem-nos Taipei, a levarem-nos a almoçar e jantar, etc.. Verdadeiramente impecáveis!
E o mais impressionante é que, mesmo quando nos deixavam tarde de noite no hotel, no dia seguinte de manhã estavam lá com o ar mais satisfeito deste mundo de manhã à nossa espera.
Dois deles, já completamente fora daquilo que a Universidade lhes pediu, ofereceram-se para no próximo fim de semana, quando eu regresso a Taipei para apanhar o avião para Macau, irem comigo a uma montanha com termas – as termas são uma coisa muito típica de Taiwan e muito imbuída na cultura deles… Não se podia esperar mais!