sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Sofrimento, tristeza, doença e Deus

Qual é o sentido do sofrimento? E da tristeza? E da doença?
Porque é que eles existem? Porque é que Deus os permite?
Estas e outras perguntas já muitas vezes me passaram pela cabeça (a quem não passam?) mas quando um amigo que não acredita em Deus mas coloca, faz-me pensar mais sobre o assunto. Faz-me ir mais ao fundo da minha fé…
Quando começamos a pensar melhor no assunto, vemos que o sofrimento, a tristeza e a doença não são coisas más em si mesmas, são tão somente o reverso da medalha do conforto, da alegria e da saúde… Como é que nós conheceríamos estas sensações sem passarmos pelos seus opostos?
No fundamento da filosofia Taoista está o princípio da dualidade do Yin e do Yang pelo qual as coisas não são em si positivas ou negativas e as coisas que nos incomodam nada mais são do que aquilo que nos faz saborear as coisas de que gostamos.
E Deus? Onde é que entra nisto? Porque é que Deus não faz tudo confortável, alegre e saudável? Se Deus tudo pode…
Deus, que nos criou e nos amou desde que nada mais éramos do que duas células que se uniram, obviamente não tira qualquer prazer de nos fazer passar pelo sofrimento, pela tristeza e pela doença. Deus que se fez um homem humilde e pequeno em Belém de Judá por nós, obviamente nunca nos abandona nem nos bons nem, muito menos, nos maus momentos.
Então como é que O encontramos lá? Como é que O encontramos no meio das lágrimas?
Não me parece que encontrar Deus esteja ao alcance das capacidades humanas. Compreendê-Lo está muito acima das nossas limitações. Mas deixarmos que Ele nos encontre, criarmos as condições para que Ele nos fale, predispormo-nos a escutá-Lo, tudo isso já depende de nós. Afinal de contas, foi Ele que se revelou aos profetas, que se fez Santo e que continua a actuar em nós pela força do Espírito Santo.
E como é que Ele nos fala no sofrimento, na tristeza e na doença?
Simplesmente com um “estou aqui”. Simplesmente com um “nem um cabelo da tua cabeça há-de cair sem que eu o conte”. Simplesmente inspirando-nos a Sua força e usando-nos para chegarmos a quem está pior do que nós ou usando alguém que nos é próximo para chegar a nós.
E como é que Ele compreende o nosso sofrimento? Porque a mais importante lição de Deus é mesmo que, sendo Deus todo Poderoso também se fez homem e se submeteu ao sofrimento que os homens Lhe inflingiram.
Muito mais haveria para escrever mas nem o meu tempo nem a pachorra de quem me lê o permitem mas o que eu não queria deixar de sublinhar é que a pergunta fundamental que eu faço em ocasiões como estas não é “porque é que Deus permite… ?” mas sim “onde é que está Deus nesta ocasião e o que é que Ele quer de mim?”.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Cultura em Portugal

Na Lusa, o meu site de referência para ir sabendo o que se passa no mundo, vinha um artigo sobre a cultura dos Portugueses com muitas conclusões diferentes. Eu, é claro, pus-me logo a ver onde é que me inseria neste povo de que eu tanto gosto e do qual o Isaac, um Mexicano meio louco que me foi lá parar a casa, me diz que eu não pareço nada fazer parte.
A primeira é a de que os Portugueses foram mais aos Museus do que no ano passado. Hip, hip, hurray! Eu, por acaso, sou um dos Portugueses que fui mais vezes a Museus este ano do que no ano passado, isto apesar do grupinho do "fitness cultural" estar um bocadinho desactivado desde que começaram as vindimas (há aqui uma correlação causa/efeito pelo facto de o Filipe ter deixado durante algum tempo de vir a Lisboa por causa das vindimas e depois perdemos o hábito).
No que toca ao cinema, diz que os Portugueses também foram mais ao cinema. Ora eu não sei se fui mais ou não, mas certamente que vi mais filmes porque às minhas sessões de cinema, juntei umas três ante-estreias vistas com a Constança no Grémio, o que deve elevar a minha média para cerca de 1,3 filmes por mês.
Por outro lado os Portugueses também viram mais filmes Portugueses, sendo que o "filme da treta, com 271 mil espectadores, foi o mais visto dos filmes nacionais. Pronto... Confesso que ainda não foi este ano que vi um filme Tuga no cinema... O "Jaime", que é o único filme Português de que me lembro de ter gostado (para além de todos aqueles filmes do Vasco Santana, Beatriz Costa, Ribeirinho, etc., que eu adoro) vi em DVD. Lembro-me de há muitos anos ir ver um filme sobre Jesuítas no Japão no Séc. XVI ao cinema Londres e jurei para nunca mais ir ver um filme Português! Essa jura já não é válida, mas pura e simplesmente nunca me apetece ir ver nenhum.
Em compensação, a maioria dos filmes que fui ver ao cinema não eram Americanos. Brasil, Itália, Espanha, Palestina... Muitas outras Nações ocuparam mais o meu panorama cinéfilo que essa gente que vive entre o México e o Canadá.
Por último, a Literatura. Conclui-se que, apesar do lançamento do plano para a leitura, em média um Tuga não lê mais que um livro por ano. Com isto fiquei sériamente preocupado porque eu, que estou a ler muito pouco e imensamente menos do que gostaria, leio cerca de um livro por mês. Ora isto quer dizer que se eu estiver num grupo de 12 pessoas há a fortíssima probabilidade de ter sido o único a ler um livro no último ano. Apesar disso, publicam-se mais de 1000 obras por mês em Portugal. Pergunto-me quem as lerá...
Comentando estes números, esse iluminário de seu nome Saramago veio dizer que a leitura é forçosamente uma coisa de minorias e que não se pode obrigar a maioria a ler. Realmente, já não se fazem Comunistas como antigamente! Uma coisa é certa, não se pode obrigar a maioria a ler os livros dele, isso de certeza, com risco dessa maioria começar a escrever pior ainda. Tentei ler dois e desisti ao fim de dois ou três capítulos porque resistir à tentação de lhe corrigir os constantes erros de sintaxe foi-me absolutamente impossível!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Neste dia nasceram...

O dia 27 de Dezembro é fatídico porque nunca consigo estar com todas as pessoas importantes para mim que fazem anos neste dia. Num dia normal ninguém faz anos. Num dia especial, alguém próximo faz anos. Mas, no dia 27 de Dezembro...
De 1911 nasceu o meu avô Mana que, obviamente não é o meu único avô (tenho mais três, como toda a gente) mas é o único que eu cheguei a conhecer e ainda conheço. Parabéns avô (até logo ao jantar)!
De 1949 nasceu o meu tio Camané que não é o Camané fadista mas é o meu tio mais vizinho (pelo menos vizinho dos meus Pais), a quem eu sempre cravei para ficar lá em casa à espera de cada vez que me esquecia das chaves de casa, o que acontecia com alguma frequência. Parabéns tio!
De 1980 nasceram a Inês e o João que chegam hoje à minha provecta idade. A Inês é minha amiga desde que entrei para a FDUNL e o João desde que entrei para o MSV. Aos dois o meu pedido de desculpas por me baldar aos vossos anos quase todos os anos, mas a ideia do meu avô nascer no dia em que vocês viriam a nascer não veio nada a calhar. Se tivesse nascido a 29 de Fevereiro dava muito mais jeito porque não só era 4 vezes mais jovem do que é, como calhava logo num dia em que as probabilidades de alguém fazer no mesmo dia que ele eram 4 vezes menores! Parabéns Inês e João!

E a propósito do meu último post:

DIZER NÃO AO ABORTO, PORQUÊ?
Dia 3 de Janeiro 2007
Dr. João Paulo Malta (médico obstetra)
Dra. Elisabete Rodrigues (Assistente Social do Ponto de Apoio à Vida)
Dr. António Maria Pinheiro Torres (Advogado e Político)
21.30 no Salão Paroquial de Nossa Senhora do Carmo - Av. Maria Helena Vieira da Silva 12 - (Perto do Hospital Pulido Valente e do Metro da Quinta das Conchas)

E depois do Natal...

O Natal passou, as pessoas foram melhores, mais alegres, trocaram presentes, boas festas, mensagens, cartões, emails, juntaram-se, celebraram... E agora voltam aos seus trabalhos:
"- Como foi o seu Natal, senhor Engenheiro?"
"- Oh... O mesmo de sempre: a consoada em casa dos meus Pais, o dia de Natal em casa dos meus sogros... E o seu, senhor Arquitecto?"
" - Isto este ano nem pareceu Natal! Os miúdos passaram o Natal com a Mãe e eu passei com a minha irmã, o meu cunhado e o miúdo deles..."
Depois destas breves confidências pós-Natalícias, depois de exporem um bocadinho as suas fraquezas e as suas alegrias, as pessoas voltam aos seus trabalhos para voltarem a expor as suas fraquezas e alegrias no ano seguinte. Voltam aos seus projectos, aos seus "targets", às metas e objectivos no trabalho, voltam aos seus processos, ficheiros e balanços, voltam ao computador, à secretária ou ao estirador.
E o Natal ficou para trás, com mais um quilinho ou dois por causa das filhoses e dos demais doces em excesso.
Pois este ano não pode ser assim: o Natal não pode ter terminado. Este Menino nasceu mas muitos outros há para nascer cujas vidas só dependem de uma ida às urnas, daqui a um mês e meio. Tantos futuros, tantos sonhos, tantos projectos nas nossas mãos, ao alcance de uma cruz num boletim de voto...
Que este ano não nos esqueçamos do Natal! Pelo menos até dia 11 de Fevereiro, se não der para mais...

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Um Santo Natal!

Aqui deixo a todos os brilhantíssimos, inteligentíssimos, fantastiquíssimos, festivadíssimos mas, acima de tudo humilíssimos leitores do blogadíssimo os votos de um Santo Natal!
Partilho aqui um bonito poema de Alberto Caeiro que me foi enviado pela minha amiga Cristina:
Poema do Menino Jesus


Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
>
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
>
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
>
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
>
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
>
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
>
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
>
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
>
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Luzos às Armas...

Pela Fé, pelo Rey e pela Pátria...
Esta fotografia foi tirada no Palácio Real de Sintra aqui há uns dois meses. Reparei neste Brazão Real que inclui as armas da Casa Real de Bragança e, se não estou em erro, da Casa Real de Sabóia (a Rainha D. Maria Pia, mulher de D. Luís I, era filha do Rei de Itália).
Esta Rainha Italiana tornou-se uma Portuguesa de gema e, na minha opinião, pouca justiça se lhe faz hoje em dia na nossa História. Menciona-se o facto dela ter vindo de Itália com hábitos caros e sumptuosos mas não se menciona o facto de os ter mudado; menciona-se o facto de ter dito ao Marechal Saldanha que se fosse ela o Rei o mandava decapitar, mas não se menciona as tropelias em que o velho Marechal tinha andado metido.
E, acima de tudo, não se menciona a importância que esta teve na diplomacia Portuguesa que se seguiu à questão do Mapa Côr-de-Rosa, viajando a Itália e Alemanha para que estes países nos apoiassem contra a nossa "Velha Aliada" e também a estes países e outros para negociar a dívida Portuguesa, que na altura era avultada.
Ao morrer, na sua Itália natal, pediu para ser virada para Portugal apesar do mal que cá tinha sido tratada, apesar de cá ter visto ser assassinados o filho e neto, apesar dos tenebrosos governantes da época não a deixarem regressar. Luzos, às armas pela Rainha!

Maria no Natal

A leitura do Evangelho de hoje é a da visitação, que é umas das minhas leituras preferidas no Evangelho.
O anjo diz a Maria que a sua prima Isabel também está à espera de bébé e esta, esquecendo-se que ela própria também esperava um bébé e esquecendo-se dos perigos e dificuldades que representavam uma mulher a viajar pelas estradas da Judeia do seu tempo, vai ter com a sua prima.
Se este esquecimento de nós mesmos e esta ajuda despojada são para mim um exemplo, outro exemplo é o de Isabel que a mim, com o meu feitiozinho, ainda me parece mais difícil de seguir. Estivesse eu no lugar dela e teria logo começado a contar como Zacarias* tinha falado com um anjo, como eu, tão velhota, tinha engravidado pela graça de Deus, como tinha sido prometido por Deus que o meu filho seria um grande profeta. No fundo tinha andado na gabarolice até me lembrar de perguntar pela minha prima que tinha acabado de fazer uma viajem de sei lá quantos dias.
Em vez disso, as primeiras palavras de Isabel são de uma humildade enorme. Não menciona os factos de estar à espera com muita idade de um prometido grande profeta e de o seu marido estar mudo desde a visita ao templo por obra de um anjo, apenas se espanta que Maria a esteja a visitar e demonstra toda a alegria em receber a sua prima e na sua condição de Mãe de Deus.
* E não Jeremias, como tinha escrito anteriormente. Recebi logo um mail vindo de Londres a lembrar-me que o Pai de São João Baptista era Zacarias...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Parabéns!

Um beijinho de Parabéns e um abraço muito grande, daqui até à Dinamarca, para uma certa e determinada menina que faz hoje 27 esplenderosos anos.
Esperamos-te muito em breve por cá para te darmos um condigno beijo, mas entretanto já aqui ficam os Parabéns.
E já agora: miúda, estás melhor que nunca, a idade rejuvenesce-te!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Anarquia

Trabalhando perto do Chiado, é raro o dia em que não sou abordado por umas quantas pessoas que fazem malabarismos com fogo e sei lá mais o quê e que pedem dinheiro. Os cabelos com rastas, as roupas com um ar de que já não sabem o que é uma máquina de lavar e as caras, braços, pernas e tudo o mais cobertos de tatuagens e piercings... Tudo junto, dá um ar bastante assustador que nos remete para aqueles filmes de ficção tipo o Eragon passados numa Idade Média imaginária cheia de gente feroz que luta a soldo de tiranos perversos.
Um dia perguntei a um rapaz que havia de ter a minha idade (26, anos para quem não sabe) mas bastante mais alto e encorpado que eu, porque é que ele não ia trabalhar. Sugeri-lhe que ganhar o seu dinheiro com o trabalho, viver numa casa com a renda paga por si e comer às suas prórpias custas seriam coisas que o iam deixar bastante realizado.
Respondeu-me que era Anarquista e que não se conformava com esta sociedade capitalista e que vivia em função do dinheiro, ao que lhe respondi que muito estranhava essas suas ideias, uma vez que ele estava ali a insistir comigo para lhe dar dinheiro.
De facto, é muito fácil sermos anarquistas e esperar que toda a restante sociedade, composta principalmente por não-anarquistas, nos sustente, nos dê umas esmolas por causa de uns malabarismos e de umas músicas meio estranhas que eu faço no meio da rua. O difícil é trabalharmos todos os dias, aturarmos indisposições de chefes ou até de colegas, aguentarmos os stresses e as noitadas com coisas que nos aparecem hoje "para ontem", etc. Tudo isso é difícil, mas francamente a mim realiza-me mais.
Gosto de chegar à casa paga pelo meu trabalho, ler um bom livro pago com o meu trabalho, jantar a comida que paguei com o meu trabalho, etc. Gosto de sair de casa com um aspecto que seja agradável aos outros, com um cheiro que não incomode ninguém, com a roupa minimamente em condições.
No fundo, gosto de ser agradável aos outros, sei que os outros não têm que me sustentar a não ser que por uma infelicidade qualquer eu não possa trabalhar ou não consiga encontrar trabalho.
Faz-me uma certa impressão quem ache que todo o mundo lhe deve e que o seu mundo é constituído por direitos sem obrigações...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Natal

Dentro de uma semana é Natal.
No ano passado, por esta altura, já começava a antecipar os 3 diazinhos que ia passar em Macau, com a família Salgueiro, para celebrar o Natal. Na China toda a gente estava a querer aderir a este feriado "Ocidental" e os programas que eu tinha que dar passavam em todas as turmas por falar sobre o Natal. Quer dizer, sobre o Natal não era bem... Era mais sobre o comercialismo Americano criado à volta do Natal.
Julgo que deve ser chocante para o materialismo e sede de dinheiro, poder e reconhecimento que se vive hoje em dia que Deus, que tudo pode, tenha escolhido fazer-se homem, que pouco pode, apesar de tantas vezes achar que pode mais que Deus, e ainda para mais um homem pequenino e pobre.
Vai daí, para festejar o Natal, inventou-se um bonancheirão velhote, que já pouco tem a ver com o tradicional São Nicolau, a guiar umas renas que distribui presentes e gargalhadas pelo mundo todo. Pareceu, porventura, mais adequado...
Pois essa era a estória que queriam que eu contasse na China, mas eu decidi não a contar. Achei que o Natal Americano nada tem a ver com o Natal de Portugal, de Israel, da China e de toda a terra. Contei aos meus alunos, desde os alunos do Instituto, até aos das Universidades, sobre o nascimento de um Menino em Belém há muitos, muitos anos... Contei-lhes que esse Menino não era Americano nem Europeu mas sim Asiático, como eles, mas do Médio Oriente. Contei-lhes que esse Menino foi fruto de um acto de amor de Deus pelos homens possibilitado pelo Sim de uma rapariga de 16 anos.
E eles responderam-me que isso valia mais a pena celebrar do que um velhote com uma garrafa de coca-cola na mão a ser puxado por umas escravizadas renas voadoras. Gostei da resposta!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Piadinha vinda da China

One beautiful December evening Huan Cho and his girlfriend Jung Lee were sitting by the side of the ocean. It was a romantic full moon, when Huan Cho said "Hey baby, how about playing Weeweechu."
"Oh no, not now, lets look at the moon" said Jung Lee.
"Oh, c'mon baby, let's you and I play Weeweechu. I love you and it's theperfect time," Huan Cho begged.
"But I rather just hold your hand and watch the moon."
"Please Jung Lee, just once, play Weeweechu with me."
Jung Lee looked at Huan Cho and said, "OK, we'll play Weeweechu..... coz I can see how much you love me."
(Scroll down)
Huan Cho grabbed his guitar and both sang....
"Weeweechu a melly Chlistmas,
Weeweechu a melly Chlistmas,
Weeweechu a melly Chlistmas, and a Happy New Yeal."

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Esquerda / Direita

Diz-se que já não há diferenças entre a Esquerda e a Direita, mas eu não sei até que ponto se tem procurado nos lugares certos...
Para mim há três dicotomias para se poder fazer a distinção entre Esquerda e Direita.
A primeira é a económica: Liberalismo Vs Intervencionismo. Nesta, é-se tanto mais de Direita quanto mais se quiser deixar a economia entregue aos agentes económicos privados e tanto mais de Esquerda quanto mais se procurar a intervenção do Estado e demais entidades públicas.
A segunda é a social: Conservadorismo Vs Liberalismo. Aqui ser-se-á tanto mais de Direita quanto mais se defender os valores oriundos das instituições e tradições e tanto mais de Esquerda quanto se for contra esses mesmos valores, eventualmente inventando novos valores. Repare-se que Liberalismo é usado na concepção económica para a Direita e na concepção social para a Esquerda, o que provoca alguns desentendimentos, nomeadamente entre Anglo-Saxónicos e Continentais.
Last but not least, a terceira é a Nacional: Nacionalismo Vs Globalismo. É de Direita quem mais procura conservar os valores, integridade e independência do seu país e de Esquerda quem é mais a favor do reforço dos poderes das entidades supra ou ultra estaduais e da sua intervenção nas tomadas de decisão.
Já no que toca aos direitos e liberdades individuais, não há qualquer padrão: há regimes democráticos mais à Direita e outros mais à Esquerda e regimes ditatoriais também mais à Direita ou à Esquerda. A escolha é infindável e é à vontade do freguêz.
É claro que depois as coisas se misturam bastante: os Democrata-Cristãos, por exemplo, tradicionalmente considerados de Direita, são económicamente intervencionistas qb enquanto que os Neo-Sociais-Democratas são mais liberais neste ponto.
Conclusão: que há diferenças entre Direita e Esquerda, há, mas tem que se ver em que campo se está a falar.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Eragon

Viver-se alheado às novidades literárias e cinematográficas tem bastantes aspectos negativos, mas também tem outros positivos.
Eu até que vou sabendo dos filmes em segunda mão, por amigos que foram ver e gostaram, mas óbviamente não quando os vejo em ante-estreia, certo?
Ora ontem fui ver o Eragon e não fazia a mais pálida ideia do que tal coisa seria- bastou a Constança convidar para eu aceitar sem mais, sem investigar sobre o que seria o filme, o que diziam as críticas, nada de nada! E o bom de eu ir assim muitas vezes ao cinema é que tenho boas surpresas porque não estou à espera de absolutamente nada.
Fã como sou do estilo Senhor dos Anéis, fiquei fã da triologia, coisa que eu só soube que era depois de ver o filme e mal posso esperar para comprar os livros.
Mas reconheço que a estória não chega nem aos calcanhares da do Senhor dos Anéis. Dado que poucas pessoas terão visto o filme, não a vou contar, mas é muito banal e previsível- o motivo porque quero comprar os livros é apenas porque fiquei curioso em relação aos próximos e porque de certeza que se as descrições literárias forem tão ricas como os efeitos especiais, eu vou gostar bastante.
De resto, e sem contar a estória, posso apenas avançar que escolheram um elenco em que os bons são todos bonitinhos*, talentosos e valentes e os maus são todos feios, porcos e broncos. Não se pode realçar nenhum papel que seja, nem mesmo o de Jeremy Irons, que até é dos meus actores preferidos.
Devem achar que eu estou com esquizofrenia porque primeiro elogio imenso e depois corto na casaca, mas a verdade é que gostei bastante: é um filme leve (mas com partes um bocadinho violentas), que não nos obriga a grandes pensamentos, ideal para ver depois de um dia preenchido dia de trabalho, que nos prende do princípio ao fim, com efeitos especiais espetaculares mas que, racionalmente, é bastante mediano.
*Chega ao exagero do actor principal parecer um modelo daqueles muito padronizados da Tommy Hilfiger.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

36 anos

Faz 36 anos que o Senhor meu Pai e a Senhora minha Avó iam morrendo num acidente de automóvel na descida de entrada em Mangualde porque a estrada estava cheia de gêlo. Iam cheios de pressa para o casamento do próprio e já com algum considerável atraso.
Já a Senhora minha Mãe nem reparou em nenhum atraso, entretida como estava em casa a vestir-se, a aperaltar-se e na galhofice com as amigas deixou passar as horas e tornou o atraso ainda maior. Como é que os dois acabaram por se encontrar ao mesmo tempo e no mesmo lugar, a Igreja Paroquial da Mesquitela, saberá Deus, mas reza a lenda que foi com todos estes atrasos e distracções que tudo começou...
Tudo? Sim, tudo do que me diz respeito, claro está! Passado pouco mais de um ano apareceu todo lampeiro e chorão o filho varão, Tiago, logo seguido do mais destemido Gonçalo, para quem coser uma cabeça a sangue frio nada tem de maior problema. Depois de uma pausa de seis anos veio a menina do grupo, a Mariana, que veio dar um bocadinho de côr-de-rosa à prole Sacadura-Alvim.
Esta experiência permitiu aos Senhores meus Pais, um ano mais tarde, atingir a obra prima, que já podem bem adivinhar quem foi...
E tudo isto começou no dia de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, o que não é assim tão estranho se tivermos em conta os quatro índios que resultaram desse dia!
Mãezinha... Paizinho... MUITOS PARABÉNS! E peço desculpa pela lembrança tardia, aliás provocada pelo telefonema materno a dizer: "mas que pouca vergonha! que espécie de filhos é que eu tenho que nenhum se lembrou do dia de hoje!" Não é culpa nossa! É culpa da Virgem de Guadalupe não nos bafejou com boa memória, o que é que a Mãe quer?

Natal RFM

Entristece-me um bocadinho o que se tem feito do Natal- de uma festa de família e de alegria para festejar o nascimento de Jesus, passou-se a um consumismo desmedido- todos os parentes, amigos e vagamente conhecidos têm que saber que nos lembrámos deles sob pena de excomunhão social imediata.
Para tal, cai-se na azáfama de comprar os presentes, escrever os cartões, mails e SMSs, correr desmedidamente de um lado para o outro e nunca, ou muito raramente, parar para pensar naquele Menino que há 2006 anos nasceu nas mais humildes condições para nos trazer uma mensagem de amor.
Também não paramos para pensar nos outros Meninos que, tal como Esse, não nascem nas melhores condições e, pior ainda, crescem rodeados por coisas que não deviam rodear a sua inocência: droga, alcóol, abusos, delinquência... Se tiverem sorte, esses Meninos vão ao conhecimento de um qualquer Juís de Família e Menores que procura lidar com a situação, sendo que muitas vezes é preciso retirá-los temporáriamente à família.
Ora, a RFM está promover uma campanha de Natal pela reconstrução da casa que vai servir ao projecto Céu Aberto. Este projecto visa, precisamente, alojar estas crianças e estes jovens que, por algum motivo, não têm para onde ir. Por algum motivo foram retiradas às famílias pelo tribunal.
Com a ajuda de todos, a casa vai ficar linda, confortável e vai proporcionar o ambiente adequado ao crescimento destes jovens. Mas por melhor que a casa seja, é sempre pior viver numa casa de acolhimento do que numa família em condições. Por esse motivo, o Céu Aberto também vai acompanhar as famílias, motivá-las a mudar para que possam voltar a receber os seus filhos.
Isto sim, é Natal! Ver no outro "o próximo" e fazer alguma coisa para o ajudar!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Cerveja/Vinho e Mulheres

Em Portugal, se pedirmos uma Imperial, vamos poder escolher entre 2 ou 3 da mesma marca e conhecemos bem as principais marcas de cerveja Portuguesa: Super Bock, Sagres, Cintra e Tagus. Claro que cada um tem as suas preferências mas acaba por ir dar tudo à mesma. Eu, por exemplo, prefiro a Super Bock porque me parece um bocadinho menos agressiva que a sua principal rival, a Sagres, mas quando chego a um bar peço uma imperial e nem espero que me perguntem de que marca porque sei que me vão trazer a marca que têm.
Ora, em Inglaterra não é assim...
Fui a uns quantos Pubs em Londres e Oxford no outro fim de semana com o meu amigo James. Ao chegarmos a cada Pub podiamos escolher uma de muitas cervejas, não necessáriamente as mesmas do Pub anterior e há até certos Pubs que têm a sua própria cerveja.
Ora, o James era bastante entendido no assunto, pelo que levava sempre um certo tempo a escolher entre cada uma, como eu levo sempre um certo tempo a escolher entre diferentes vinhos. A certa altura, num Pub em Oxford, ele pediu opinião à barwoman sobre uma cerveja e ela começa a dizer que essa cerveja é encorpada, com um ligeiro aroma frutado, etc.. Eu a certa altura começo-me a rir porque, na minha ignorância, mesmo reconhecendo que há cervejas melhores e piores, nunca me lembraria de descrever uma cerveja como sendo encorpada e com um aroma frutado.
Acabo por dizer à senhora que eles, Ingleses, falavam da cerveja como nós, Portugueses, falamos do vinho, o que tornava complicado a um principiante como eu (não a beber cerveja, mas a degustá-la) escolher uma cerveja para beber.
Logo um velhote sentado ao balcão com uma valente pint à frente me dá uma cotovelada cúmplice e diz: "isto é como uma mulher: experimenta várias, vê qual é a que gostas mais e depois mantém-te com ela!"
Afinal de contas, é mais simples do que parece!

Vanitas vanitatum est omnia vanitas*

Hoje, mal liguei o rádio antes do banho, o Zé Coimbra disse-me exactamente o que eu queria ouvir:
-"Está um frio de rachar! Estão 7º em Lisboa..."
Oh como isso me deixou feliz!
E a explicação para essa felicidade é muito simples: ontem, depois de um fim-de-semana muito bem passado com um belíssimo grupo de amigos em Vila Velha de Ródão** em casa do Coronel Paixão, a quem eu aqui agradeço, vinhamos um grupo de boa gente pela estrada nacional quando decidimos parar em Nisa para almoçar (às 4 da tarde!) e foi aí que eu o vi: o capote Alentejano que há muito tempo ambicionava mas que era sempre tão caro em todas as feiras onde o tinha visto, que eu acabava por desistir.
Em Nisa o capote era bem mais barato do que nos outros sítios e era lindo de morrer: verde com uma pele que eu suponho ser de lebre (desculpem a ignorância nestas matérias) e tão quentinho que uma pessoa lá dentro nem quer sair cá para fora.
Vai daí comprei-o e hoje o meu caminho Château d'Alvim - Ministério foi feito no mais cómodo dos confortos que se possa imaginar! Agora vou mesmo ter que comprar um chapéu a condizer porque, com o corpo tão quente, sinto a cabeça muito mais fria!
Há no entanto um pequeno problema... É que um capote verde deve ser usado por um proprietário Alentejano. Ora eu, de origens principalmente Beirãs com um bocadinho de Ribatejano à mistura e sem ter um sobreirozinho que seja no Alentejo, sinto-me ligeiramente descontextualizado naquele capote.
Vai daí, caros leitores Alentejanos: não tendes por aí um hectarzinho a mais que me queireis dar agora pelo Natal? Uma terrinha singela com uns 7 ou 8 sobreiros só para eu poder dizer que vou ao meu montado Alentejano com o meu capote verde? Não vos preocupais com os porcos que eu próprio compro uns 2 ou 3 barroquinhos pretos do Alentejo...
* Título corrigido de acordo com o comentário - em tempos que já lá vão, acabei o Liceu com 16 a Latim, mas o meu Cícero já há muito que ficou para trás. Apesar disso ainda me lembre de muita coisa no seu tratado sobre a Amizade, De Amicitia- não de Latim, mas do conteúdo.
** Na própria vila há muita divergência na doutrina sobre se se usa o acento no O ou não, já que os bombeiros têm o acento, a pousada não tem, etc. Mas sem dúvida que, não tendo acento, a sílaba de acentuação é a última e então lê-se rôdão...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Uma aventura numa Estrada Inglesa

No Domingo, ao chegarmos a Londres vindos de Oxford, vimos que a M6, Auto-estrada que entra na cidade, estava muito congestionada porque aquela gente decidiu fazer obras e cortar 2 vias ao trânsito na altura do regresso de fim de semana.
Vai daí o Nuno decidiu sair da Auto-estrada e encontrar o seu próprio caminho. Ele e a Mariana puxam do Mapa e olham para um lado, olham para o outro, viram-no ao contrário, espreitam por trás... Acabaram por dar nas vistas, pelo que a certa altura pára um autocarro Inglês ao nosso lado com um Senhor a fazer sinais. Abre-se a janela e ele diz:
- Perderam-se ou estão perdidos? (ler com pronúncia Madeirense porque foi assim que foi pronunciado)
Pois era nada mais nada menos do que um compatriota da ilha do Mestre Alberto que vendo uma matrícula Portuguesa e um mapa armado em pombinha da Cat'rina a passar de mão em mão se apiedara de nós e nos explicou um bom atalho para fugir ao trânsito! Viva Portugal e a entreajuda no Estrangeiro!

Um alçapão, please!

Ontem passei o dia num Seminário sobre Direito do Ambiente. O Seminário foi muito bom, os oradores excelentes, fartei-me de aprender e aqui deixo os agradecimentos e Parabéns ao Dr. Cláudio Monteiro e à UyM pela iniciativa.
No entanto, a certa altura surgiu uma daquelas situações que eu não sabia onde me havia de meter e se houvesse um buraquinho no chão eu quereria escorregar por lá (quando eu falo em buraquinho, falo mais num alçapão como há nos salões do Château d'Alvim porque em nove meses em Portugal já engordei 8 Kgs e um buraquinho já não serviria para mim).
Imaginai vós que está toda uma sala de Advogados e dos seus clientes promotores imobiliários e turísticos a criticar a Reserva Ecológica Nacional e que a certa altura altura o Dr. Cláudio Monteiro, que foi meu Professor e com certeza não fez por mal, diz à sala que eu posso ajudar a responder a algumas perguntas dado que estou a trabalhar no gabinete do Senhor SEOTC.
Nesse momento passaram-me pela cabeça toda uma série de lugares muito mais aprazíveis e onde eu preferiria estar como, por exemplo, o Afeganistão, o Iraque ou um campo de ensaios nucleares na Coreia do Norte...
Vêde que numa posição daquelas nem me era pedida a minha opinião (que eu, em qualquer dos casos não daria) mas sim a opinião do gabinete, pelo que procurei ser o mais diplomático e cortêz possível. Diplomáticos e cortêzes foram também as restantes pessoas porque devem ter tido pena de mim. Tenho a certeza que estava com a cara mais encarnada que eles devem ter visto nas suas vidas, tal foi o calor que senti ao ouvir aquilo! Mas mesmo assim, não ganhei para o susto!

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

A bela Francisca

Aqui, nesta fotografia, podem já ver a lindíssima Francisca à porta da Cairfax Tower! Estão a vê-la? Não, não estou a falar da Raquel, que está com um cachecol azul e luvas pretas e que também é muito gira mas que é uma respeitável senhora casada, falo da Francisca que está ali escondidinha por mais dois meses e tal na barriga da Raquel...
O Johan e a Raquel estão muito contentes com ela, que se tem portado muito bem, e já começam a querer vê-la sem ser numas ecografias a preto e branco, se bem que pelas ecografias que eu vi, a miúda já tem perfil de braza, com umas mãozinhas muito perfeitinhas e uma cabecinha muito redondinha, do tamanho de uma tangerina.
Tão pequenina que ela é e já bem que podia ser um símbolo das Nações Unidas: filha de um Holandês e de uma Portuguesa e neta de um Angolano, vai nascer em Inglaterra, onde também deve passar os primeiros anos de vida.
Francisca: estamos todos ansiosos por te ver, mas não te stresses nem te despaches, leva o teu tempo e tenta só nascer lá mais para Março quando Oxford já vai estar mais morninha.

+ 1 post telegráfico

Ando aqui um bocado atrapalhado com muito trabalho, por isso o post de hoje continua telegráfico. stop
Estas são as duas Marianas (prima e irmã) em Londres. stop
Por mero acaso ia a passar um táxi muito interessante atrás. stop
Cheers! stop

Mais uma fotografia de Inglaterra. stop

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Post tipo telegrama

Fim de semana em Londres foi lindo! stop
Tenho imensas coisas para contar. stop
Mas o trabalho está a acumular-se na secretária. stop
Por isso deixo só aqui uma foto. stop
Como podeis calcular, sou eu em Inlgaterra (Oxford) com os meus guarda-costas. stop
Reparai só como o guarda-costas à minha direita tem só uma camisola fininha apesar do frio que se nos entrava pelos ossos em Oxford. stop
Isto é para mostrar como eu sei escolher uns fortalhaços como guarda-costas. stop
Não comeceis a pensar que eu tenho menos de 1,90m, os guarda-costas é que tinham 2,20m cada um! stop
Espero que noutros sítios contem algumas coisas para eu depois não estar a repetir. stop
Cheers! stop