O burkini foi de um momento para o outro catapultado para a ribalta por um Presidente da Câmara Francês o ter proibido. Já li tantos artigos a favor e contra o burkini que já não sei o que pensar.
De um lado temos o respeito pelas liberdades mais básicas, como a liberdade religiosa e até (porque não?) a própria liberdade de aparência. Do outro lado temos certos governos estrangeiros a promover o conservadorismo Islâmico (de que o burkini é apenas um sinal) com finalidades políticas. Entre uma coisa e outra não gosto nem que se comprometa as liberdades na Europa nem que esta se deixe conduzir por governos estrangeiros com más intenções.
Racionalmente não consegui tomar nenhuma decisão. Mas neste Domingo, na praia, tomei uma decisão mais emocional. Uma decisão baseada numa experiência vivida em vez de uma teoria pensada.
Fui à praia com uma família de amigos Muçulmanos: pai, mãe e dois filhos pequenos. Enquanto o pai e eu passámos horas na água com os miúdos, a mãe ficou ou à torreira do sol ou à sombra das rochas, mas em qualquer dos casos não veio para a água porque estava vestida. Apesar dela não ser, de todo, uma fundamentalista (aliás, eles estão cá em Portugal porque fugiram dos fundamentalistas), não se sente confortável em destapar a cabeça em público nem em mostrar o corpo. Se não pudesse sequer ficar vestida na praia, teria que esperar fora da praia pelo marido e filhos, vendo-os a divertir-se à distância. Já se ela tivesse um burkini, é bem possível que estivesse a brincar na água com as crianças...
Isto fez-me ver que o burkini não é assim tão mau. Eu não estava com nenhuns fundamentalistas e claramente não era o marido a impor que ela usasse o véu. O véu não lhes vem como afirmação política e nos três meses que eles já levam em Portugal, vejo que gostam do nosso país e de cá estar. Bem sei que não há justificação racional para a diferença entre sexos (pai de calções de banho, mãe coberta) e que aquela indumentária pode ser vista como uma bandeira política. Mas aquela mulher devia poder sentir-se à vontade de brincar com os filhos na água.
De um lado temos o respeito pelas liberdades mais básicas, como a liberdade religiosa e até (porque não?) a própria liberdade de aparência. Do outro lado temos certos governos estrangeiros a promover o conservadorismo Islâmico (de que o burkini é apenas um sinal) com finalidades políticas. Entre uma coisa e outra não gosto nem que se comprometa as liberdades na Europa nem que esta se deixe conduzir por governos estrangeiros com más intenções.
Racionalmente não consegui tomar nenhuma decisão. Mas neste Domingo, na praia, tomei uma decisão mais emocional. Uma decisão baseada numa experiência vivida em vez de uma teoria pensada.
Fui à praia com uma família de amigos Muçulmanos: pai, mãe e dois filhos pequenos. Enquanto o pai e eu passámos horas na água com os miúdos, a mãe ficou ou à torreira do sol ou à sombra das rochas, mas em qualquer dos casos não veio para a água porque estava vestida. Apesar dela não ser, de todo, uma fundamentalista (aliás, eles estão cá em Portugal porque fugiram dos fundamentalistas), não se sente confortável em destapar a cabeça em público nem em mostrar o corpo. Se não pudesse sequer ficar vestida na praia, teria que esperar fora da praia pelo marido e filhos, vendo-os a divertir-se à distância. Já se ela tivesse um burkini, é bem possível que estivesse a brincar na água com as crianças...
Isto fez-me ver que o burkini não é assim tão mau. Eu não estava com nenhuns fundamentalistas e claramente não era o marido a impor que ela usasse o véu. O véu não lhes vem como afirmação política e nos três meses que eles já levam em Portugal, vejo que gostam do nosso país e de cá estar. Bem sei que não há justificação racional para a diferença entre sexos (pai de calções de banho, mãe coberta) e que aquela indumentária pode ser vista como uma bandeira política. Mas aquela mulher devia poder sentir-se à vontade de brincar com os filhos na água.