O último dos (poucos) posts deste ano vai para mais uma reflexão sobre a nossa Democracia, ou falta dela. Para além da óbvia característica da proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos, a outra principal característica da Democracia é que os cidadãos elegem os seus representantes. Mas será que isso acontece em Portugal? Basta pensar 5 segundos para se entender que não.
Quando vamos às urnas, não votamos em pessoas, votamos numa lista fechada de pessoas sobre a qual 97% dos cidadãos não tem qualquer controlo, como muito bem explica o André Corrêa d'Almeida no seu mais recente artigo. Ora, até pode acontecer que essas pessoas tenham muito em comum, mas isso é pouco provável. As pessoas, graças a Deus, são muito variadas e podem, pelos mais variados motivos, ter ideias diferentes.
Dou um pequeno exemplo. Eu considero-me mais informado politicamente do que a média dos Portugueses (gaba-te cesto...) mas não fazia a mínima ideia quem eram os deputados que me representavam. Nas últimas eleições votei no círculo de fora da Europa e apenas sei que o cabeça da lista na qual votei é hoje Secretário de Estado das Comunidades, logo, não é deputado. (Para além do mais acho que está a fazer um péssimo trabalho, mas isso é outra conversa) Fui agora ver e os "meus" representantes no Parlamento são uns tais de Carlos Páscoa Gonçalves e de Maria João Ávila. Não faço a mais pálida ideia de quais são as convicções políticas destes dois indivíduos e mesmo assim levaram o meu voto.
E o mesmo se pode dizer dos três grupos parlamentares Democráticos. Em todos eles se misturam pessoas com quem me identifico bastante, pessoas com quem não me identifico minimamente e pessoas que desconheço por completo. Não sei se de fato há uma relação entre saber em quem votamos e o nível de desenvolvimento económico do país, como escreve o André CdA. Mas com certeza que existe essa relação entre sabermos em quem votamos e sentirmo-nos mais responsáveis pelos destinos do nosso estado. E a isso chama-se Democracia.
Quando vamos às urnas, não votamos em pessoas, votamos numa lista fechada de pessoas sobre a qual 97% dos cidadãos não tem qualquer controlo, como muito bem explica o André Corrêa d'Almeida no seu mais recente artigo. Ora, até pode acontecer que essas pessoas tenham muito em comum, mas isso é pouco provável. As pessoas, graças a Deus, são muito variadas e podem, pelos mais variados motivos, ter ideias diferentes.
Dou um pequeno exemplo. Eu considero-me mais informado politicamente do que a média dos Portugueses (gaba-te cesto...) mas não fazia a mínima ideia quem eram os deputados que me representavam. Nas últimas eleições votei no círculo de fora da Europa e apenas sei que o cabeça da lista na qual votei é hoje Secretário de Estado das Comunidades, logo, não é deputado. (Para além do mais acho que está a fazer um péssimo trabalho, mas isso é outra conversa) Fui agora ver e os "meus" representantes no Parlamento são uns tais de Carlos Páscoa Gonçalves e de Maria João Ávila. Não faço a mais pálida ideia de quais são as convicções políticas destes dois indivíduos e mesmo assim levaram o meu voto.
E o mesmo se pode dizer dos três grupos parlamentares Democráticos. Em todos eles se misturam pessoas com quem me identifico bastante, pessoas com quem não me identifico minimamente e pessoas que desconheço por completo. Não sei se de fato há uma relação entre saber em quem votamos e o nível de desenvolvimento económico do país, como escreve o André CdA. Mas com certeza que existe essa relação entre sabermos em quem votamos e sentirmo-nos mais responsáveis pelos destinos do nosso estado. E a isso chama-se Democracia.