quarta-feira, 31 de maio de 2006

Impostos

Lembram-se de eu estar fulo porque ia pagar 15€ só por pôr uma porcaria de umas capas de borracha nos sapatos? Pois ontem lá fui ao sapateiro, paguei os 15€ (olhando para os sapatos para ver se ele não se tinha enganado e posto capas de prata, em vez de borracha, ao preço a que aquilo estava) e fiz o que todo o cidadão honesto deve fazer, pedi o recibo...
Ele- "Mas eu não tenho recibos!" Com um tom chocado como se eu estivesse maluquinho.
Eu- "Como não tem recibos? Então se eu lhe estou a pagar um serviço tem que me passar um recibo!"
Ele- "Mas eu não sei escrever, tenho 75 anos e faço isto só para me entreter..."
Eu- "E leva 15€, 3 contos de reis dos antigos, por umas capas de borracha só para se entreter?!?! Isso é que deve ser uma farra! E não é por não saber ler que o Senhor não tem que pagar impostos. Quer dizer, se não sabe ler pode ir à rua matar alguém porque não pode ler o Código Penal, é isso?"
Ele- "Mas eu nunca matei ninguém..."
Eu- "Não desvie a conversa, o Senhor tem uma porta aberta para a rua, presta serviços pelos quais se faz pagar principescamente, pois então tem que pagar impostos. Pode ter a certeza que amanhã vai haver uma denúncia minha na Inspecção Tributária!"
E aqui é que entraram o xico-espertismo e mania do compadrio Nacionais:
Ele- "Deixe estar os 15€, paga amanhã..."
Há gente que tem uma lata! A isto se chama tentativa de corrupção! Este xico-espertismo deixou-me ainda mais furioso e empenhado em escrever uma denúncia àquele aldrabão a fazer-se de coitadinho porque tem 75 anos. Quando cheguei a casa e vi o serviço dele vi que para qualquer sapateiro com 6 meses de experiência, este serviço demora cerca de meia hora. Ora, a cobrar 15€ a meia hora, e julgando pela sala cheia de sapatos que o homem tinha, basta trabalhar 5 horas por dia para levar 150€ para casa todos os dias!
E depois é o trabalhador por conta de outrém, como eu, que vê todos os meses uma fortuna "retida na fonte" para compensar estes aldrabões que não pagam um cêntimo!

terça-feira, 30 de maio de 2006

Condução

Por vezes até gostaria de ser um ás no volante, mas devo confessar que não sou. Não é que alguma vez tenha tido um acidente, porque até sou cauteloso e gosto de cumprir o código, mas não sou daqueles que se metem a abrir por uma rua estreita com carros dos dois lados porque conseguem calcular com precisão a dimensão do carro e coisas do género.
Outra coisa de que não gosto é de estacionar em paralelo. Na maior das vezes a coisa até vai à primeira, mas quando não vai é mesmo uma seca porque o carro da Mãezinha é uma carrinha grande e velha, com uma direcção pesada para burro e acabo o estacionamento cansado como se tivesse corrido a maratona.
Um experiência traumatizante na minha existência, por exemplo, foi o exame de condução. O meu instrutor era um perfeito idiota, com quem eu tinha tido uma discussão mais ou menos na 10.ª aula e que a partir daí, sem profissionalismo nenhum, deixou de me falar e só dizia direita e esquerda- não sugeria, não corrigia... Nada! Estava tão nervoso no dia do exame que não conseguia meter as mudanças, pelo que de segunda passava de novo para primeira. Foi chumbo certo! Mas tudo se remediou porque a Mafalda me emprestou o carro e deu-me uma liçãozinha num descampado na Costa e a Maria João preveniu o meu stresse com três valdisperts. Sem nervos e com a confiança de ter conduzido num descampado na Costa, a coisa até correu bem, mas dei graças a Deus de estar a chover e disso me permitir ir especialmente devagar. Sim, porque se alguma vez virem uma velha carrinha opel kadet a andar a uma velocidade típica de alguém de 80 anos, espreitem lá para dentro, são capazes de me verem (se estiver a cantar, sou eu!).
Last but not least, apesar de gostar muito de conduzir sou incapaz de conduzir em trânsito. Um minuto parado equivale para mim ao fim do mundo: começo a bufar, a suspirar cada vez mais alto, a perder a paciência e a pensar em 1001 caminhos alternativos, que eventualmente me fazem perder mais tempo, mas ao menos não fico parado a aparvalhar.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Tio Zé Manel

Não é preciso muito para manter as crianças divertidas, mas enquanto que há pessoas que não têm muita paciência para isso, o meu Tio Zé Manel tinha para nós, filhas e sobrinhos, uma paciência de Job.
Em primeiro lugar tinha uma arma contra o barulho excessivo nas viagens de carro: um leitor de cassetes e todas as histórias da Disney! Essas histórias, que foram compradas na altura em que as minhas primas eram pequeninas foram guardadas para a 2.ª geração de primos e eu, a minha Manita, o Rodrigo e a Filipa íamos calados que nem uns ratos presos às histórias e cantorias dos personagens: fadas, príncipes, animais e anões com vozes engraçadas que nos enchiam o imaginário.
Para além disso compreendia que nós, na altura miúdos, éramos alérgicos a estar parados e arranjava sempre coisas para fazermos, como levarnos à barragem da Aguieira andar de barco, à feira de São Mateus comer farturas e andar nos carroceis, etc. Também nos anos em que fomos para o Algarve levava uma prancha de windsurf que na altura me parecia enorme (e se calhar era mesmo!) e um barquinho à vela que nos proporcionava longos passeios ainda bem que eu nunca enjoei, já a Manita não se pode gabar do mesmo...
Por último, punha-nos todos a trabalhar na Mesquitela, a mudar a mobília de lugar, a pintar qualquer coisa ou a aparar os buxos, o que nos ocupava, divertia e ainda nos fazia sentir grandes porque ajudávamos.
Ontem o Tio Zé Manel fez anos quando já se prepara para ter mais um neto (Parabéns Marta e Ricardo!) para juntar ao Joaquim. Os miúdos têm sorte de terem um avô assim! Parabéns Tio!

Isto está complicado...

Abro sempre isto de manhã para escrever um post, mas isto hoje está complicado... Vou ter que adiar umas horas até isto acalmar!
Só para terem uma noção: são 10.44, cheguei às 9.17 e em menos de 1,5 horas já fiz e recebi cerca de 9 telefonemas! E não sou telefonista, faria se fosse!

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Família e Amigos II

A Inês mandou-me um mail com uma pergunta interessantíssima acerca do meu último post: "E se acontecer o contrário, a familia dela não te aceitar nem se querer dar contigo?"
Em abono da verdade, acho que o meu Ego nunca me permitira sequer imaginar uma tal hipótese! Aliás, ainda agora depois desta pergunta, estou a pensar que só uma família de tarados poderia não me considerar o melhor genro/cunhado/ sobrinho/ primo/ tio do mundo!
Mas se isso, numa hipótese meramente académica, num case study digno das melhores dissertações psiquiátricas, acontecesse, eu tentaria ser especialmente simpático com eles e conquistar-lhes a estima. E se, mesmo assim, eles não cedessem ao meu contangiante sorriso, então ela teria que perceber que não sou seria a estar na origem dos problemas e cabia-lhe a ela discernir o que é que havia de fazer.
Bem, pensando ainda mais sobre o assunto, se toda a família era tarada ao ponto de não gostar de mim, sei lá se ela não teria uns genes que a puxassem para esse lado... Acho que ficava com medo!
Oh Inês, será que foi isso que aconteceu com a Senhora da rádio? Coitada! Devia ter ouvido o programa até ao fim!

Família e Amigos

Ontem à noite estava estava a ouvir uma daquelas estações que à noite têm uma locutora com voz morna que vai aconselhando as pessoas sobre os seus problemas. Durante o minuto que ouvi essa estação, estava a falar uma ouvinte que dizia que, por causa do marido se tinha zangado com as amigas, se tinha afastado da família de origem e tinha vivido inteiramente para ele durante oito anos.
Nessa altura sintonizei noutra estação que estava a dar música um bocadinho mais divertida do que esta lamentação, mas depois até me arrependi! Fiquei com curiosidade de saber o que é que tinha acontecido agora? O homem tinha morrido? Tinham-se divorciado? Continuam casados mas ela tem saudades do que deixou para trás?
E também fiquei a pensar se o amor vale tudo... Fiquei a pensar se por amor, eu era capaz de me afastar de todas as pessoas que até aí tinham sido importantes para mim. Já me estava a sentir mal com a resposta que me surgia imediatamente (nem pensar!) quando me apercebi que a questão estava mal formulada.
Se um amor é exclusivo e não inclusivo, se o homem não se abre à família e amigos da mulher e vice-versa, então não estamos a falar de amor, mas de uma obsessão.
Mas não vamos confundir conceitos. O meu amigo Lane, por exemplo, é Canadiano e ficou a viver na China porque se apaixonou e casou com a Sabrina. Ora ela, como Chinesa, só pode ter um visto de residência no Canadá não sei quantos anos depois de estar casada com um Canadiano. Mas neste caso o afastamento geográfico não implica afastamento afectivo, porque o Lane continua a dar-se lindamente com a família e os amigos que estão no Canadá.
Mantenho, então, a minha opinião, se uma rapariga alguma vez me pressionasse a afastar-me afectivamente de quem eu gosto, então é porque não me estava a amar com a minha história de vida, os meus afectos e as minhas relações. A isso eu responderia com um bye bye!

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Café

Nunca gostei de café. Sinto alguma vergonha de dizer isto porque sei que muitos me vão achar um estrangeirado, vão dizer que a bica, o cimbalino, a meia de leite, o pingado, o carioca, o curto, o escaldado, etc. fazem todos parte desta grande instituição nacional vinda da América Latina, África e Timor chamado o café. Até já ouço os comentários ressoar nos meus ouvidos:
"- Cá para mim o gajo, de ter vivido com os outros de olhos em bico gosta mas é daquelas mariquices dos cházinhos!"
Por acaso nem é verdade, porque já gostava muito de chás antes de ir para a China...
Mas, verdade seja dita, que não ia escrever uma coisa destas, que não gosto desta grande instituição nacional, sem ter um trunfo na manga! É que, goste ou não, tenho bebido café todos os dias! Todos os dias de semana, não aos fins de semana, que também não sou mazo!
Mais! Chego a beber um de manhã e outro a seguir ao almoço!
Mais ainda! Quando venho mais cedo de manhã páro ali no quiosque do Príncipe Real, peço um café e fico ali um bocadinho sentado ao Sol a ler e a apreciar o café - sim, a apreciar! Não tanto o sabor mas o momento.
Ao contrário do tabaco, até consigo compreender que haja quem goste de café e até admito que um dia eu próprio venha a gostar... Então sou Português ou não sou?

Frustrações

Ontem estava a ver um dos muitos filmes que trouxe da China com o meu irmão Gonçalo e eis que a certa altura, num momento muito importante, em que se iam desvender coisas fulcrais, o filme parou! Parou mesmo! Ficou ali a imagem congeladinha a olhar para nós como se estivesse a fazer troça...
O barato sai caro!

Despenteado mental, eu!!!

Ontem chamaram-me despenteado mental! Alguém, por favor, me arranja um pente inteligente para isso, que é para eu poder tirar o gorro da vergonha?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Subscrição Pública

Acabei agora mesmo de receber um convite do nosso Embaixador em Pequim para ir a um cocktail na Embaixada no Dia de Portugal.
Adoraria! Em primeiro lugar porque isso quereria dizer que estava em Pequim, de novo a viajar à aventura. Em segundo lugar porque adoro festas chiques (tinha era que começar a pensar a quem é que cravava o smoking). Em terceiro porque de certeza que a Inês e o Miguel também iriam e uma festa chique com companhia divertida é ainda melhor.
Infelizmente, Pequim não fica aqui à beira (João, já me contagiaste), pelo que abro aqui oficialmente uma subscrição pública. Quem me quiser ajudar com esta obra benemérita que é ir a um cocktail na Embaixada de Portugal em Pequim, que me envie um donativo.
A gerência deste brilhantíssimo, festivadíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog agradece!

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ser Ecologista

Depois dos loucos anos 80 em que havia pessoas a amarrarem-se às árvores que iam ser cortadas, mulheres a desfilarem nuas contra o uso de peles verdadeiras e manifestações de milhares de pessoas pintadas de amarelo contra a energia nuclear, passou de moda ser ecologista.
Eu, que ainda simpatizo com algumas tendências ecologistas mais fanáticas e radicais, sinto que aos poucos vou tendo que abandonar as minhas convicções porque hoje em dia fica muito caro ser ecologista.
Dois exemplos disso...
No outro dia fui almoçar a um sítio muito mais barato do que qualquer outro sítio onde conseguisse almoçar em Lisboa numa área que diste não mais de 15 minutos do trabalho. A comida era boa, o preço do melhor possível, mas... Os pratos, talheres e os recipientes em que vinha a comida eram todos de plástico!
Seria muito fácil dizer que nunca mais lá voltava, mas o preço não deixa de ser convidativo!
Hoje de manhã passei pelo sapateiro para pôr a arranjar os meus sapatos que precisavam de umas capas de borracha nas solas. Não há nada mais ecológico do que arranjar as coisas usadas: quer dizer que elas não são atiradas fora em detrimento de umas novas que acabaram de ser compradas. No entanto, depois de acordar com o homem o que havia de ser feito, perguntei o preço. O homem, com o ar mais inocente deste mundo, como se estivesse a embalar um bébé, disse-me que eram QUINZE euros!
"- TRÊS CONTOS DE REIS? Só por arranjar a sola e por umas capinhas de plástico!!!" Exclamei eu engasgado pela surpresa... Da última vez que fui arranjar uns sapatos, paguei uns 400 escudinhos! Será que me vão querer dizer que tudo septuplicou de preço de há uns 5 anos a esta parte?

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Artistas

Sempre tive pena de não ter jeito para as artes. Sou um desastre na música, estrago qualquer base onde decida pintar e tenho a graciosidade e leveza de um texugo selvagem quando decido dar um pé de dança.
No entanto, bem no fundo de mim mesmo, sempre tive o desejo secreto de deixar o Direito, a gravata e os códigos e dedicar-me a uma vida de músico/ pintor/ dançarino, em que acordaria todos os dias à uma, pintaria uns quadros e à noite lá iria encher um qualquer palco de maravilhosas notas de um qualquer instrumento que entretanto aprenderia.
Este sonho desvaneceu-se no Sábado. Fui assistir a um concerto do Bernardo, que toca guitarra Portuguesa, e não é que ele tem que treinar não sei quantas horas por dia, farta-se de estudar pautas (acho eu, para dizer a verdade não sei muito bem o que é que os músicos estudam) e, mesmo nas férias, leva a guitarra atrás para treinar umas horinhas todos os dias, que é para não perder a prática.
Ao mesmo tempo o meio dos artistas não é fácil: o mercado não é assim tão grande quanto isso e eles têm que lutar a sério para atingirem alguma coisa, sendo que o talento e o bom desempenho não são os únicos requisitos para vencer (se bem que ajudam muito, com certeza). E, no fim disto tudo, são precisos muitos anos até um artista começar a ganhar bastabte dinheiro, sendo que muitos deles se ficam pelo caminho.
Nesta caminhada, o deitar-se às tantas da manhã não significa que se estão a divertir em bares, mas que estão a treinar no silêncio da noite parta se poderem concentrar.
Cruzes canhoto! Isso não é vida para mim!
E assim se destroçam os sonhos de alguém que se queria dedicar a uma vida boémia e fácil. Agradeço novas ideias para começar a planear o meu futuro ganhando imenso dinheiro sem ter que trabalhar muito.

Fotos

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Shantou

Enquanto eu aqui me vou queixando do calor, angustiado pela gravata que me aperta o pescoço, os meus amigos de Shantou estão a passar por isto...
Não sei valorizar a sorte que tenho!
Vejam mais no site da minha amiga Maggy.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Memórias de um elevador Chinês

Num dia de folga, estava eu a visitar um mosteiro nos arredores de Shantou com o Chris quando nos metemos num elevador para subir à torre do Mosteiro, quando se inicia esta conversa de idiotas:
Eu: Hey! I can read this!
Chris: You can read Chinese?
Eu: No, you puss*, it's Portuguese - look this is written in Portuguese in the middle of the People's Republic of China!
Chris: No way, man!
Eu (fulo da vida por ele não querer admitir que o Português era uma língua tão importante que até aparecia nos elevadores da RPC): Is it Afrikans? Noooo! So it must be on of the many languages I speak, and I'm telling you it's Portuguese!
Com este argumento de peso, ele calou-se. É que, afinal de contas, para a maioria dos estrangeiros é uma coisa por deveras estranha que alguém fale mais do que uma língua estrangeira. Ora, o Chris já me tinha ouvido falar em Espanhol (achava ele, no fundo era Portunhol) com o Mário e a Amy, Francês com a Anne Laure (com quem eu insistia que quem me tinha ensinado Francês tinha sido o General De Gaulle), Português com o Bernardo e a Maggy e até Italiano, que é uma língua que, depois de uns copos eu domino na perfeição*, com a Giulia. Com tanta língua, ele achava que eu era uma personagem babeliana, admitiu que aquilo estava escrito em Português e lá me deixou tirar uma fotografia. Eu, aliás, era mestre em gerir esta fama de babeliano porque nunca negava que falava uma língua, em vez disso fazia um ar de enorme humildade e dizia "sei umas palavras"...
Hoje ele mandou-me esta fotografia e lembrou-me este momento, também ele babeliano, da minha vida em Shantou...
* Grave insulto Afrinkans, não chamem isto a nenhum Sul-Africano com quem não têm muito à vontade.
* Quer dizer, depois de uns copos eu domino qualquer língua na perfeição: até Mandarim e Afrikans!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Mórmons

Ontem encontrei dois Mórmons na rua. É impressão minha, ou eles são todos muito parecidos? Todos loirinhos com cabelinho à menino de colégio interno Inglês, camisa branca, etc. Bem, para dizer a verdade, eu às vezes quase pareço um Mormon, vou ter que mudar de penteado ou ainda me começam a chamar Hélder Alvim!
Como bons Mórmons que eram pararam-me e perguntaram-me se eu conhecia Deus, ao que eu respondi que os Santos eram aqueles que passavam a vida inteira a tentar conhecê-Lo e que, mesmo assim, ficavam longe disso.
Agradados com a minha resposta, quiseram continuar a conversa. Eu expliquei-lhes que era Católico, que até tinha muita simpatia pelo que eles andavam a fazer porque (salvas as devidas e imensas diferenças) já andei a fazer o mesmo por outras paragens, mas que não valia mesmo a pena tentarem-me converter porque até posso ter mudado muitos pontos de vista acerca da minha vida de fé, mas sempre que pus em causa a Igreja, a minha fé nEla só saiu mais fortalecida. E, ainda para mais, estava com fome e queria ir jantar.
Mesmo assim insistiram que eu levasse um "Livro do Mórmon" e que lhes telefonasse mais tarde para comentar o que tinha lido. Aconselharam-me especialmente duas partes, que eu já li. Mas não vou estar para aqui a lançar conclusões precipitadas - mais tarde escrevo mais sobre os Mórmons quando ler um bocadinho mais. Bem, mas também não esperem que eu acabe aquilo, porque, para além de estar num péssimo Português, é uma estupada do pior, lá a contar como os primeiros Cristãos (no ano 600 ANTES DE CRISTO!!!!) foram para a América e a sua história...
Mas ainda acerca da conversa de ontem: a certa altura era eu a falar-lhes de João Paulo II, de Loyola e Xavier, da Madre Teresa... Os pobres já não sabiam onde se haviam de meter e só se queriam raspar dali para fora! Coitadinhos!

terça-feira, 16 de maio de 2006

Um post muito rápido...

Só para dizer que acabei de justificar uma decisão com a Lei da Boa razão do Marquês de Pombal de 1769. Toda a gente me dizia que tinha que ser assim e ninguém me dizia qual era a base legal para isso, pelo que escrevi mais ou menos isto:
Uma vez que todos os organismos envolvidos têm a convicção da obrigatoriedade do acto e já não têm memória desde quando é assim (até poderá ser há mais de 100 anos), temos no caso em apreço um Costume nos termos da Lei da Boa Razão, de 18.08.1769 que justifica que assim se proceda.
Acho que qualquer estudante de Direito, quando aprende a Lei da Boa Razão em Introdução ao Direito, tem a firme convicção de que nunca a usará "na vida real". Pois pensem de novo!

Emigrês

"Oh Nando, go search the car."
Expressão ouvida ao passar por uma família que preparava a sua merenda à beira da estrada no passado Sábado.

Fotos do Grease

Sair do Grease sem fazer palhaçadas à anos 50 seria um sinal evidente da maturidade que eu ainda não atingi e que estou a planear atingir no dia 24 de Agosto de 2010, quando fizer 30 anos...
Aqui sou eu em posição de dança com a Maria, em posição de "I'm so cool" com o Adolfo e em posições invertidas com a Catarina (reparem nas notórias semelhanças com o cartaz atrás de nós- podiamos ter sido nós a fazer o musical!).

segunda-feira, 15 de maio de 2006

CSÍmanos anónimos

Estava eu a passear com a Mafalda por Shanghai*, já farto de a rapariga me andar a cacarejar a todo o tempo que queria comprar a série completa do CSI, que o CSI era uma série linda, e viciante, e empolgante, e entusiasmante e,..., e... e já nem me lembro que mais, quando entrei numa lojeca de DVDs e encontrei a série completa do CSI. Depois de muito negociar com o dono, depois de muitos sorrisos e de explicar que não eramos meiguoren (Americanos) mas sim Putaoyaren (Portugueses) e Inui Laushi (isto deve estar mesmo muito mal escrito, mas será, mais ou menos professores de Inglês) em Shantou, lá consegui que o homem baixasse muito o preço até estar certo que ele não faria mais barato a nenhum estrangeiro e lá saiu a Mafalda triunfante da loja com toda a colecção.
Uns dias mais tarde, encontrava-me eu em Shantou, e vi a mesma caixa com a série completa com um preço base mais barato. Mas lá eu estava em casa, disse que era professor na New Time, que já lá vivia há seis meses e, como é óbvio, não disse que me iria embora no dia seguinte que era para eles pensarem que iriam ter um cliente bem regular. Ainda para mais a rapariga da loja estava encantada com a minha barba, por onde não perdia a ocasião de passar a mão.
Depois de muito gongfu tá (chá servido em mini-chávenas bebido de um só golo), lá levei aquilo por menos 40 Yuans do que a Mafalda tinha levado e ainda me deram um álbum para pôr todos os DVDs! Mas isto foi mais uma vitória para contar à Mafalda do que propriamente interesse genuino por uma série que eu nunca tinha visto e, depois de chegado a Lisboa, os DVDs continuaram muito bem guardadinhos no álbum onde os trouxe.
Ontem tudo mudou: "vamos lá a ver se aquilo é alguma coisa de jeito", disse eu para os meus inexistentes botões. Vi um episódio, gostei muito, vi o segundo, o terceiro e por esta altura dei-me conta de que estava viciado... E foi assim que eu, que não fumo, não bebo mais café do que o estritamente necessário para trabalhar e só bebo alcóol socialmente, me vi enredado nas teias do vício: eu CSÍmano me confesso!
*Começassem todos os meus posts assim e eu ganhava o prémio de blogger mais chique da blogosfera!

sábado, 13 de maio de 2006

Fúria!

Estou furioso! Atentai só na hora a que eu começo a escrever este post... Ainda nem são nove da manhã, certo? De um Sábado, aquele dia em que é suposto o cidadão, que trabalha durante a semana e se levanta todo os dias às 7.15 da manhã, poder descansar!
Mesmo furioso que estou, vou tentar contar o porquê da minha fúria. Imaginai vós que num Sábado às oito da manhã, estais dormindo, quentinhos na vossa cama, e começais a ouvir uma moto-serra cortar árvores. Primeiro parece-vos, dado o estado de dormência, que é assim um ruído que vem do Além, como se fosse um sopro do Belzebú que se escapasse das entranhas da terra.
Depois esse sopro vai aumentando à medida que vós ides acordando e a certa altura, já possuídos pelo demo, saltais da cama em fúria, apareceis diante dos vossos pais ainda de boxers porque o ímpeto não vos deixou vestir mais nada, apanhais a lista telefónica e o telefone como se fossem a Bíblia e a Cruz que podem esconjurar a Besta e telefonais à polícia, como se conjurásseis todos os Anjos, Arcanjos e Querubins Celestes para este combate entre as trevas e a luz.
Mas eis que, meia hora depois da conjura, vos chega um desses supostos anjos (com pronúncia do Norte!!!) a casa que esclarece o bom e recatado cidadão que, por se tratarem de funcionários da Câmara a tratar das árvores, têm licenças especiais...
- "Bem..." - esclarece o dito anjinho - "... se ainda fosse um particular, ainda podiamos resolver a situação!"
30 anos depois da entrada em vigor da Constituição, é caso para dizer: PEDE-SE DESCULPA POR ESTA BREVE DEMOCRACIA, NOVA DITADURA DENTRO DE MOMENTOS!
Bem, e agora vou para Fátima, onde devo conseguir alguma paz de espírito que me tire este Demo do corpo!

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Grease - e depois do "show"

Então ontem lá fui, cheio de expectativa, à espera de ver um óptimo musical, à espera de vibrar ao som da música, à espera de me divertir com o estilo anos 50, à espera, no fundo, de um bom espetáculo...
E não fiquei desiludido! Foi mesmo um espetáculo de espetáculo! O guarda-roupa não tem descrição de tão engraçado que era: nelas, aquelas saias pelo meio da perna com o casaquinho de malha que as senhoras nossas mães usavam, neles, os blusões de cabedal, calças justas e, como não podia deixar de ser muito gel (moda que não sei até que ponto pegou em Portugal- não sei porquê, não me parece que o regime fosse simpatizar muito com aquele estilo).
À Maria e à Graça, que me convidaram, devo dizer: 谢谢 (xie xie, ou seja, obrigado!) Valeu bem a pena!
As cores neste post são em homenagem ao look do musical!

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Grease

Hoje vou estar no musical do Grease... Depois conto tudo!
A última vez que fui a um musical já foi há bem mais de dois anos e e não gostei lá muito, apesar da excelente companhia. Fui ver o "minha linda Senhora" e não achei genial nem a adaptação da versão Inglesa (que eu só conheço do filme) nem a encenação.

Ingénuo, eu?

Custa engolir o orgulho e reconhecer-se que não se pode mudar o mundo. Custa reconhecer-se que as pessoas que estão erradas têm razão porque as estruturas assim o ditam. Custa encolher os ombros e dizer: “lavo daí as minhas mãos”.
Custa, não custa?
A Constança tinha em casa um quadro que dizia uma das frases mais verdadeiras que se pode dizer: “se não fazes como acreditas passas a acreditar naquilo que fazes.” Só não sei ainda quanto tempo é que isso leva a acontecer?
Coincidência das coincidências, neste momento começou uma música que diz: “acho que sei perder e não será a primeira vez… Serei um bom perdedor e meu mundo não vai mudar.” ehehehe

terça-feira, 9 de maio de 2006

Para quem quiser viajar pela China...

Diogo……sorry for the short ass email- but need ur help! Well- not help…but ur kind words ya know!Me and my 2 mates r tryin to plan our China trip. Flights are so damexpensive its crazy!! I want to know what cities did u go to on urlast months trip around china. I want to know travel prices andcities- and where u think was best/how much for a month in china ureckon..? etc…….cheers
G
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James: could you help me and complete these infos to my friend Grainne, from the Eyre? Thanks!

Hello my Irish diva!
Here's my journey in China:
I went to Guiling, which is a very nice place to visit. Near Guiling, you should go to the rice terraces.
I stayed in this hostel, which is quite nice:
http://www.hostelz.com/hostel/33136-Guilin-Flowers-Youth-HostelTwo hours away from Guiling, you must visit Yangshuo and go for a bamboo boat trip in the river. It was sooooo awesome!
I stayed in Yangshuo Cultural House, which is really nice: they give you a huge breakfast and a huge dinner. Dinner is a family dinner: all guests seated around the table...
http://www.hostelz.com/hostel/31835-Yangshuo-Culture-House
After that, I went to Kunming, which is a very nice medieval city, where you have dozens of hostels because it's a very touristic place. You're really gonna love Kunming, but the best is still to come, because near Kunming you have the best place in the entire world: the TIGER LEAPING GORGE! You so must go there! It's a really amazing place! It takes two days to do the gorge. I left my big rucksack in Tina's guesthouse and started my journey in the upper path (there's also a lower one, but the other one is more beautiful): the first night I slept in the tea horse guest house. The first day is the most difficult one, but if I survived, you can survive as well. In the second day I stayed in Chateau Woody. Both are cheap and you can eat very well there.
Please, I ask you, whatever you do, wherever you go, don't miss the Tiger Leaping Gorge!
On my 3rd day in the gorge I went all the way down to the river and, even got my feet inside the water, which was freezing cold.
After that I went to Haba Mountain. I had a very nice guide, but I don't have his card, so I'm sending this mail CC to my friend James, who, I think has his card. It was a very tough day, but not as tough as finding the way to India, and if Gama did it... (isn't that right, James?)
Haba it's a nice place, but I think the best of it was the difficult way we did to get there! :-) We went for a walk and we saw little farms where, I think, not many tourists go, where farmers grow what I think was tobacco, raise animals, etc. Very picturesque!
From Haba we went to Shangrila (James, what was the name in Chinese?) but on our way we stopped in the white waterfalls (don't really remember the name... James...).
In Shangrilla the best thing is the huge monastery, but you should also go to the napa lake. James and I had a very nice adventure there, with mud up to our knees. One piece of advise: don't go for the cheapest bikes: rent the best ones, because we got the cheap ones and they were soooo bad!
In Shangrilla James left us, so I'll try to remember all the names now.
I went to Xi'an and the terracotta warriors, which is amazing. Those emperors were really out of their minds! Thank God for it, because now we can visit that impressive place!
There, I stayed in 2 different hostels: one near the North gate, which was really bad, and this other one:
http://www.hostelz.com/hostel/41497-Han-Tang-Inn-International-Youth-Hostel which I really recommend, even though it's a bit more expensive.
From Xi'an I went to Beijing and Shanghai. I liked both of them very much, but I liked Songhai best. In both places I stayed with Portuguese friends, not in hostels. I can give you their contacts, if you wanna ask them questions or even ask to stay there (I'm sure they wouldn't mind).
From Shanghai I went back to our Shantou and from there: LISBOA!
If it turns out that you don't have enough money to go to China, Portugal is always a very nice and cheap alternative. eheheh
Cheers!
Shi Zi Wang
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Hey,OK ill try and answer some of these...I dont have the name of the guide who took us to Haba Snow Mountain, but ifyou just stay at Chateau Woody and say hopefully I want to walk to Haba (woxiang zuo Haba Xue Shan) they will look blankly at you and then the nextmorning the guide will turn up. China works like that, really!Then we went to Bai shui ta (white water terraces) and then to Zhongdian(Shangri-la), if you dont want to walk you can get a bus first to Bai shuita then to Zhongdian or go directly. In Zhongdian there is a huge buddhistmonastery that is absolutely must must see.OK for what its worth i'll add my advice, i think Diogo is right that it isdefo worth going to Yunnan, and a trip of Kunming - Lijang - Tiger LeapingGorge - Zhongdian is really easy and if you go quickly should be about 10 or11 days (the thing about china is you can almost always get sleeper buses ortrains at night so travelling doesnt take as much time otherwise). You canget fairly easily from Kunming to Nanning and dropping into Yangshuo is probworth it for a couple of days. then its up to you what you do, from thereyou can either got to Sichuan or to the north of china, or to the south andeast coasts, it depends what you want to do. By now ive travelled a fair bitso if you want any advice you can email me back.
James

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Uma interessante troca de mails

Ainda me estou aqui a rir com uns mails que estive a trocar com um senhor de quem eu precisava de uns esclarecimentos. Na primeira resposta dele, ele começou por Exma. Senhora, pelo que eu decidi sublinhar o meu nome quando lhe respondi de volta. Mas não é que ele me volta a responder tratando-me por Exma. Senhora!!!
Na volta do mail, depois de voltar a tratar do assunto que nos levou a correspondermo-nos escrevi o seguinte:
Exmo. Senhor,
(...)
Sem querer ferir susceptibilidades de V. Exa., farei só notar que Diogo é um nome masculino, mesmo quando seguido de Maria, que é um nome feminino. Entre os países de tradição Católica e Ortodoxa é muito comum dar-se a homens um nome masculino seguido do nome Maria, em homenagem À Mãe de Jesus. Se o nome Maria preceder um nome masculino, aí sim, estaremos a falar de um nome de mulher, como sejam Maria João, Maria José, etc.
Mais uma vez agradecidO pelos esclarecimentos prestados.
Com os meus melhores cumprimentos,
Diogo Maria Alvim
Uma vez aconteceu-me uma coisa semelhante mas pior ainda. Tive que telefonar umas quantas vezes para um certo sítio e atendia-me sempre uma pessoa João qualquer coisa. Como a voz era bastante feminina, eu parti do princípio que era uma Senhora de seu nome Maria João e a dada altura escrevi-lhe um fax em que tratava por Exma. Senhora. Estava errado, era mesmo um homem, mas com uma voz menos viril! Ainda bem que ele não viu a côr com que fiquei da vez seguinte que falámos ao telefone e ele me fez notar esse facto...

Little Britain

Os cerca de 30 Yuans que dei por cada uma das duas primeiras séries do Little Britain foram um melhores investimentos que fiz nos últimos anos!
Se o cérebro está demasiado dormente para leituras e não há mais nada para fazer, sento-me à frente da televisão e rio-me que nem um perdido com uma das melhores sitcoms inglesas que já se fez. De acordo com o genérico que aparece em cada episódio, este é um retrato fidelíssimo do que é o povo Britânico e, admitindo que é verdade, a Grã-Bretanha deve ser um dos melhores lugares do mundo para se viver.
Os meus favoritos são:
-a rapariga (que por acaso é um homem disfarçado mas que é muito semelhate à típica rapariga Inglesa) que a cada resposta desvia o assunto e que repete: "yeah, but no, but yeah... shut up!"
- O gay que não admite que existem outros gays na sua aldeia e que repete a todo o tempo: "I'm the only gay in the village!"
- O transvesti que diz sempre: "I'm a lady and a lady likes do lady's things."
Uma paródia que vale bem a pena ver e com um humor muito semelhante ao nosso gato fedorento, ou seja, o humor sem sentido nenhum.

domingo, 7 de maio de 2006

From Portugal with love

Parece que há uns anos atrás, eu não conhecia muita gente que tivesse vivido no estrangeiro. Bem, é claro que havia os emigrantes que, algures entre as décadas de 50 e 80 partiram para França, Estados Unidos, Luxemburgo, etc., mas esses não contam para o efeito porque não voltaram: foram para ficar.
Claro que também há aqueles tantos que tinham vivido algures em Angola, Moçambique, etc., que vivem a sonhar com África, com o seu cheiro e com as suas cores. Mas esses também não contam porque não só na altura não estavam a viver no estrangeiro, como hoje em dia não estão em Portugal por opção, mas porque a isso foram obrigados e só não regressam porque os filhos "já fizeram a vida cá".
Mas hoje, este "ir viver para fora" não só está muito mais diversificado em termos de destinos, como, normalmente, é uma ida com bilhete de regresso: uns meses, um ano ou uns anos. Basta olhar para a barra dos links aí do lado para se perceber a diversifidade de destinos, mas aí nem faço menção por exemplo a um amigo, que viveu na Califórnia e na Austrália para trabalhar com os bons vitivinicultores e enólogos de hoje em dia (quem é que disse que a Europa ia ser o centro da vitivinicultura mundial para todo o sempre?); a um primo que do Porto foi para Nova Iorque, daí para Madrid e depois para Londres trabalhar em consultoras de topo a nível internacional; a um outro amigo que já andou por Inglaterra, depois Suissa, Itália e está agora de volta a Inglaterra, etc.
Todos estes vão para fora, vêm o mundo, adaptam-se a novas culturas, apercebem-se dos nossos defeitos e partilham com quem por lá está as nossas qualidades e depois voltam (ou não), por vezes já com mulheres/maridos do "lado de lá" e fazem do Mundo um lugar mais pequenino e de Portugal um lugar muito maior.
Como é óbvio para quem me conhece, escrevo isto num momento muito Português de nostalgia e cheio de vontade de voltar "lá para fora".

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Desculpem lá, oh raparigas!

Se está a ler este post e é do sexo feminino, pare, vá ler outros posts e não volte a este porque este post é só para homens. Muito obrigado!
Depois deste início sinto-me mais à vontade para partilhar na blogosfera a brilhante conclusão a que cheguei depois de uma tarde de reunião acerca do equilíbrio entre beleza e inteligência nas mulheres...
Tu, oh homem que lês isto (sim, porque não me passa sequer pela cabeça que, depois do meu aviso inicial ainda haja uma mulher a ler isto)... Nunca percebeste porque é que as mulheres giras têm tendência para ser consideradas burras e as e as feias é que muitas vezes passam por inteligentes?
Então eu deslindo este mistério… Hoje estava numa reunião com 13 pessoas à volta de uma mesa, sendo uma delas uma trintona morena gira que dói. Uma vez que lá estava também em representação do boss, tive que tirar apontamentos de tudo o que se dizia.
Ora, enquanto ela falava, eu estava tão pouco atento a olhar para ela, que nem me apercebi que ela tinha tirado as conclusões mais inteligentes da reunião. Foi quando fui ler os meus apontamentos, tirados quase automaticamente, que me apercebi que ela é que tinha toda a razão.
Conclusão 1: o mal das giras não é serem burras, é fazerem-nos burros a nós.
Conclusão 2. se uma rapariga quer ser tida por inteligente, deve-se fazer feia.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Eu, Tu, Ele/Ela, Nós, Vós, Eles/Elas

Ultimamente já tive algumas conversas sobre o tema dos tratamentos sociais, quer no trabalho, quer com amigos e conclui que a minha posição sobre o assunto é altamente minoritária, mas aqui vai ela à mesma, que é para ver se há mais pessoas por aí a pensar como eu.
Existem em Lisboa (as coisas não são iguais no Minho, no Alentejo ou no Brasil, por exemplo) essencialmente três formas de se tratar uma pessoa: por tu, pelo nome + 3.ª pessoa do singular ou por um título (profissional, académico, etc) + 3.ª pessoa do singular. Como as relações pessoais são tão ricas como a língua Portuguesa, há ainda uma série de maneiras de se dirigir uma pessoa sem serem estas três: há quem trate pelo apelidos (na polícia, por exemplo, é muito comum- "oh Brito, diz aqui a este Senhor como é que se vai para o hospital militar!), por um título + nome (é assim que trato os Padres meus amigos ou que tratava os advogados mais velhos quando andava por essa vida: Padre João, Dr. António, etc.), etc.
Vamos às três principais:
Tu: O tratamento por tu é tido por ser o que mais aproxima as pessoas, o que eu discordo totalmente. De facto, trato por tu as pessoas da minha idade, mesmo quando acabo de conhecer (e nesse caso, nem tenho intimidade nenhuma), mas sinto-me sempre intimidado se uma pessoa mais velha me obriga a tratá-la por tu. Aliás, se eu não comecei logo a tratar por tu, mais vale não forçar, porque senão vou-me sempre sentir intimidado, sem saber como tratar. Aqui no trabalho, por exemplo, uma colega quarentona impôs que não só a tratassemos por tu, como também nos tutuizássemos todos e neste momento nunca me sinto à vontade com quase ninguém porque a minha cabecinha não foi programada desde a meninice para isto!
Nome + 3.ª pessoa do singular: Vulgo você, sendo que o você é mais usado no Brasil (e no Alentejo?) e nem sequer existe na declinação dos verbos, pelo que estamos, na verdade, a tratar a outra pessoa por ele/ela. Não é por me sentir pouco à vontade com uma pessoa que a trato assim, mas apenas porque sim, porque assim está formatada a minha cabeça e a cabeça de um louro é muito difícil de desformatar. Mas porque é que há-de residir num tratamento o nível de intimidade entre duas pessoas? Julgo que esse nível de intimidade está mais na vivência que as duas pessoas têm do que na maneira como se tratam.
Título + 3.ª pessoa do singular: Aqui já estou a falar de pessoas com quem tenho mais deferência e, aqui sim, menos intimidade, com quem convivo no dia-a-dia mas com quem faço cerimónia ou porque são meus chefes (Sr. Professor e Sra. Engenheira), ou porque já são de mais idade e com um estatuto de maior respeito (Sra. Presidente, Sr. Prior). Com estas pessoas não se tem o mesmo nível de intimidade e, quando eventualmente se passa a ter, deixa-se cair os formalismos e passa-se a tratar pelo nome ou por uma forma intermédia.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Amor

"Bem! Agora é que o gajo se passou!" Isto é, com certeza, o que vós haveis pensado ao ler o título deste post, porque se há coisa possídónia para se escrever é o AMOR. Só a palavra AMOR é quase sinónimo de Ágata, Roberto Leal, Leandro & Leonardo, Brune & Marrone ou quaisquer outros cantantes, Nacionais ou Brasileiros, dos quais sabemos lindamente todas as músicas de cor mas nunca nos atrevemos a cantar em público por medo de represálias.
Se o AMOR é possidónio, o mesmo não se pode dizer dos seus congéneres Inglês (love) ou Francês (amour). Pensai bem e vêde se eu não tenho razão: preferieis que vos dissessem "amo-te" ou que vos sussurrassem ao ouvido um lângido "I love you", "je t'aime", ou até "wo hai ni"*?
Imaginai agora que ouvieis uma música com um bom ritmo e em cujo refrão se repetia constantemente:
Sente a geração do amor
la la la la la la la
Sente a geração do amor
Vem, vem, vem, vem, vem...
Concerteza iríeis achar que era digna de ser dançada por pares de matronas de bigode nas festas da Senhora do Castelo, em Mangualde, ou quaisquer outras festas e romarias afins por esse país adentro quando por cá passam os nossos compatriotas que vivem "na França", "no Luchamburgo" ou "nos Esteites".
Isto, meus amigos, é uma injustiça que fazemos ao AMOR Nacional! Porque é que o AMOR deles há-de ser melhor que o nosso? Porque é que, usando a mesma palavra, um cançoneteiro Britânico ou Francês atinge os tops a nível mundial e um Português é enviado para a secção "festas e romarias populares" da nossa prateleira?
Bem, as respostas a estas e a outras inquietantes perguntas acerca do tema não vão ser dadas por mim, que não só não as sei dar e como também acho o AMOR uma coisa impronunciável em públicos com quem tenha menos ávontade*.
* Versão Mandarim da coisa!
* Àvontade? À vontade?

terça-feira, 2 de maio de 2006

Fados

Faço parte do Movimento ao Serviço da Vida já há seis anos e foi com este movimento de oração e acção social que fiz diversos projectos de acção social em Portugal e no Brasil.
Para além dos projectos de fim de semana ou de um projecto junto da população idosa da Baixa Lisboeta, fiz dois projectos de Verão: um em Montes Claros, Minas gerais, outro em Alcoutim, Algarve. Ambos foram muito especiais não só pelo que pude dar, mas também pelo muito que recebi.
Para angariar dinheiro para os projectos de Verão deste ano, o MSV vai fazer na próxima Quinta-feira uma noite de fados no Instituto Superior de Agronomia. São só € 3,5 a entrada com direito a uma bebida e muitos fados. Vale a pena "encher a casa" por uma boa causa. Aqui deixo a minha sugestão...