quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Your Majesty:

Lilibeth, dear: warm up the muffins, boil the tea: here I go!

PARABÉNS!

Imaginem uma miúda que faz tudo bem: ela pinta bem, faz esculturas giras, monta bem a cavalo, dança bem, foi das melhores alunas no Técnico do seu ano, faz festas giras, é divertida e agora até deu em poetiza...
Agora imaginem que esta miúda se transforma em actriz, sobe a um palco durante a peça: "peças completas de Shakespeare em 97 minutos", põe uma cabeleira e grita que nem uma desalmada.
Não estão a imaginar? nÃO! Então eu deixo aqui uma fotografia:

Constança: que depois destes 25 venham outros 25 e atrás desses mais umas 3 vezes 25...

MUITOS PARABÉNS!

Londrissimamente Blogado

Dentro de umas horas o autor deste inteligentíssimo, brilhantíssimo, especialíssimo, Luso-Sino-Inglesíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog estará em Londres.
Devo confessar que levo uma mochila... Tenho medo!
Vou ver a família, os amigos, as decorações de Natal... Vou verificar se as pints ainda são do mesmo tamanho... Vou a exposições que abriram há pouco tempo, a uma peça de teatro que se poderá orgulhar de me ter tido na assistência, etc..
Por esse motivo, o Blogadíssimo encerra os seus posts durante o fim de semana prolongado.
Voltamo-nos a encontrar na 2.ª Feira para mais uma semana de quatro dias: não acham que deviam ser todas assim?

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Americanos...

Caro Filipe

Telefonema de ontem do meu grande amigo Filipe:
Eu - Uai ni hao!
Ele - Oh palerma! Não te estás a esquecer de nada?
Eu- Hummmm... Não!
Ele- Os anos de alguém...
Eu- (louro e burro) Não! Os anos da Tança não são hoje!
(momento de silêncio)
Eu- PARABÉNS! Muitos Parabéns! Eu ia telefonar-te agora mesmo...
Ele- Tarde de mais!
Eu- Pois, foram ontem...
Ele- Não!
Eu- Exacto, no Domingo...
Ele- Não te enterres mais!
Pois é Filipe, é trágica esta cabeça loura... Para dizer a verdade, eu sabia que fazias na mesma altura que a Tança, mas achava que era uns dias DEPOIS, não ANTES! Vai daí, tarde, a más horas e publicamente:
PARABÉNS PELOS 27 ANOS ANOS COMPLETADOS NA PASSADA SEXTA FEIRA, DIA 24 DE NOVEMBRO

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Melhor blog 2006

A Geração Rasca promove uma votação sobre o melhor blog de 2006 - a idéia é tão gira, que eu nem sei porque é chamam rasca a esta geração! Não é fácil votar, porque há blogues que eu gosto mais de ler e não estão aqui. O brilho nos olhos, por exemplo, é brilhante, mas a Mafalda não tem escrito muito de há uns dois meses para cá (já me confessou que assim recebe mais mails pessoais: malandra!) ; as crónicas de Londres e o Expresso de Shanghai são blogues de que eu gosto imenso mas são para serem lido pelos amigos (como eu) porque são bastante pessoais...
Vai daí, a minha votação é esta:
- Melhor Blog Individual Feminino - SLIH-SLIN
A Bi é imaginativa, divertida, diversificada, cor-de-rosa… Só é pena não ter muito gosto! Afinal de contas, que mulher no seu juízo perfeito é que ia achar que eu ficava atrás do George Clooney no concurso de homem mais sexy do mundo? Logo que corrigir essa pequena afirmação, torna o SLIH um blog ainda melhor, mas por enquanto já cá fica com o meu voto.

- Melhor Blog Individual Masculino - Toques de Deus
“Mas que irritante, este gajo! Será que podia deixar de ser um beato e deixar de referir sempre os seus amiguinhos Jesuítas?” Isto deve ter sido a vossa reacção, mas a verdade é que não conheço MESMO o Nuno Branco, SJ! Se o nomeio, é porque gosto mesmo muito de ler o blog dele- faz-me rezar!

- Melhor Blog Colectivo – 31 da Armada
No 31 da Armada lê-se sobre política, religião, sociedade, mundo… No 31 da Armada lê-se opiniões diferentes, iguais, levemente discordantes… O 31 da Armada lê-se e pronto!

- Melhor Blog Temático – Fotos da Maf
Para a categoria de melhor blog temático, escolho um blog fotográfico e com algumas estórias. O tema, a fotografia, é apenas o ponto de partida para muitos bons momentos de blogação.

- Melhor Blog - O cachimbo de Magritte
As cachimbadas que se vão dando neste blog tiram-nos do consensualismo a que a sociedade Portuguesa tem vindo a ser habituada. Vale a pena ir lá para pensar…

- Melhor Blogger – Torcato da Luz
Não é fácil escolher o melhor blogger de todos, mas devo dizer que nem hesitei em escolher o autor do ofício diário. Ele é um blogger, é um pintor, um fotógrafo, um poeta… Acho que basta ir lá para perceber porque é que tem o meu voto sem hesitação!

A Igreja na China

Durante o tempo em que vivi na China, frequentei as celebrações da Igreja Católica Patriótica. Para quem não sabe, na China é proibida a intervenção do Vaticano em quaisquer assuntos que se relacionem com a Igreja Chinesa, o que, na prática, quer dizer que se formou uma Igreja Nacional separada de Roma, tal como aconteceu com a Igreja Anglicana de Henrique VIII.
Durante uns tempos, e talvez para agradar aos olhos do mundo, o governo Chinês, que é quem escolhe os bispos dessa Igreja, decidiu ouvir a opinião da Santa Sé sobre essas nomeações. Confiava o governo Chinês que, deste modo, o Vaticano ia, de um momento para o outro, deixar de reconhecer a independência da Formosa.
De facto, toda a gente no mundo reconhece que a Formosa é de facto independente: têm uma História, uma raça, uma cultura e um sistema político e económico que os separa do Império do Meio. No entanto, a China comporta-se como um adolescente intimidador e básicamente vai dizendo que "se queres ser amigo dele, não brincas comigo!" Esta política Chinesa tem funcionado na perfeição: a maioria dos países do mundo reconhece a República Popular como a única China e a Formosa como uma província.
Ora, o Vaticano é dos poucos estados que tem o carácter de reconhecer as especificidades da Formosa e, por isso, lidar com a ilha como Estado independente que é, logo, como castigo de adolescente brigão, o Partido Comunista vai nomeando Bispos atrás de Bispos sem consultar a Santa Sé e quem perde com isto são os Católicos Chineses.
Ao entrar na minha Paróquia em Shantou, fiquei muito espantado de ver um quadro com a imagem do Papa Bento XVI na Sacristia, uma estátua de Nossa Senhora de Lourdes com Santa Marie Bernardette (a vidente de Lourdes) no jardim e o nosso Santo António de Lisboa mesmo à direita do Altar.
Em conversas que tive com a Irmã Qi, uma irmã Ursulina que tinha feito a formação em França e com quem eu podia conversar em Francês, ela foi-me dizendo que todos os Católicos gostavam muito do Papa e se sentiam ligados a Roma e aos seus ensinamentos. Eu, como pessoa inconveniente que sou, perguntei logo pelos Bispos nomeados pelo governo ao que ela, Chinesa como é, respondeu com um evasivo: "são os Bispos que temos!"
O Papa já manifestou a sua intenção de dialogar com Pequim mas Pequim não dialoga com o Vaticano sem que este reconheça a Formosa como província da República Popular. Quem perde com esta obstinação do governo chinês são não só os 8 milhões de Católicos Romanos que praticam a sua fé na clandestinidade como os cerca de 30 milhões de Católicos Patrióticos que o que querem mesmo é estar ligados ao Papa como o resto das Igrejas do mundo.
Imitação: Paulo Portas

Caro primo Paulo, lá por sermos primos em 7543º grau, não quer dizer que tenhamos perdido esta enorme qualidade dos Sacaduras de sermos naturalmente deslumbrantes.
Por isso qualquer mudança de imagem só pode ser para melhor, porque os Sacaduras são como um bom vintage, ganham qualidades com a idade.

Hotmail

No caso de alguém me ter mandado mails importantíssimos e de resposta imediata para o hotmail, eu vou já avisando que aquilo anda pifado há cerca de uma semana e não consigo aderir a esse mail.
Se era para eu salvar o mundo de uma catástrofe, deviam-me ter telefonado para o TM!

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

E depois do Eneagrama...

Pois é, lá fiz o eneagrama e venho de lá maravilhado (o que é típico das pessoas do meu número)!
Pois então aquilo funciona mais ou menos assim: há nove tipos básicos de personalidade e a cada um foi atribuído um número. É muito difícil alguém ser totalmente um tipo base, pelo que tem "asas" nos números que o rodeiam, o que quer dizer que também, recebe características desses números...
Mas já aqui vou eu lançado, e ainda não expliquei o que é preciso explicar antes de mais: é que cada pessoa é única e irrepetível e isso não é afectado pelo facto de pertencer um de nove tipos de pessoas. Não só porque toda a gente tem características de todos os números, mas também porque não há mais ninguém no mundo que tenha o percurso e a história de vida dessa pessoa em concreto, nem mesmo os gémeos autênticos!
Então tudo começa com a fecundação: pode parecer que estou a gozar, mas não estou... É mesmo aí que se começa a formar a personalidade de uma pessoa, com a junção de duas heranças genéticas diferentes que tornam essa pessoa única. Durante a gravidez a Mãe pode estar mais calma ou mais ansiosa, o que transmite ao filho; o parto pode ser mais fácil ou mais difícil, o que também se transmite e depois toda a infância e adolescência, a família, os professores, os amigos, as experiências, as leituras... Tudo isso leva a que pelos 18/20 anos tenhamos formado a personalidade e já nos "encaixemos" num dos nove tipo base de personalidade.
Vai daí, e porque as pessoas são muito complexas, podem-se tornar um bocado intolerantes em relação aos outros: o SETE, que é optimista, dinâmico e sempre em festa, pode não compreender que o CINCO, que é muito intelectual e tem tendência a não gostar de estar com muita gente, não queira ir às festas ou que o QUATRO, que é um artista muito sentimental chore muitas vezes. O OITO, enérgico e autoritário, pode achar que o NOVE é um mole por ser tão apaziguador e zangar-se a sério com o DOIS, por ser o bonzinho que está a querer sempre ajudar os outros. O UM, que é perfeccionista, pode-se irritar com o SEIS, que é muito ligado ao grupo, mesmo que o grupo seja imperfeito e todos eles se podem irritar com o TRÊS por ser tão maníaco da eficiência.
Isto, é claro, é quando estão todos mal, ou em linguagem de eneagrama, desintegrados. Quando estão integrados e se respeitam uns aos outros, conseguem perceber a maravilhosa diversidade que há em todos eles e como cada um deles é tão útil á sociedade em que se integra.
Eu cá sou muito típicamente um número destes, que não vou dizer qual mas no qual todos os meus amigos disseram logo que eu me integrava.*1 Eu nem queria admitir que era esse número porque queria ser todos os números porque todos têm imensas qualidades com as quais me identifico*2, mas logo o Pe. Gonçalo, que foi quem orientou o eneagrama, me disse que era óbvio que eu queria ser todos os números porque isso era a atitude típica das pessoas do meu número!
*1 Sim Francisca, Inês e Zé, vocês tinham razão e a outra Inês e eu estávamos a mentir... Brincadeirinha! Aliás, as mentirinhas e brincadeiras são altamente desculpáveis a alguém com o nosso número, não são?
*2 A humildade não é o ponto forte das pessoas do meu número: achamos sempre que temos todas as qualidades e nenhum dos defeitos, o que, de resto, me aconteceu mesmo a mim! eheheh Mas no meu caso, acho que tenho razão!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Eu hoje...

Hoje, aqui, encontro-me no amanhã, ali...

A menina que cresceu de mais

Sentada, de pernas cruzadas, à porta de um banco, enfeita-se com pinturas de criança e ri-se.
Às vezes canta, outras vezes pede uma esmola a quem passa, sempre com ar de menina que cresceu demais.
Os traumas do passado já nem ela os conhece, não se lembra deles ou faz por esquecer.
O que é que a terá lançado na rua?
O que é que esta menina que cresceu de mais está ali a fazer sentada todos os dias à porta de um banco a rir-se e a pintar-se com pinturas de criança?

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Sua Majestade a querer o meu dinheirinho!

Porque é que será que o tesouro de Sua Majestade quer saber onde é que eu tenho trabalhado desde que trabalhei em Oxford há bem mais de uma ano atrás?
Porque é que eles me tratam por DM Sacadura?
Será que fiquei a dever alguma coisa ao tesouro de Sua Majestade?
Será que a minha entidade patronal não pagou tudo como se tinha comprometido?
Mas o que é que Sua Majestade quer dos tostõezinhos que eu lá ganhei quando ela é que aparece na Forbes todos os anos?
Estas e outras intrigantes questões perseguem-me desde 3.ª feira, dia em que os senhores meus Pais me deram uma carta que eu tinha recebido do tesouro de Sua Majestade a pedir para eu preencher um questionário sobre onde tenho andado a trabalhar e quanto tenho ganho.
Ora Sua Majestade, com todo o respeito e desde já lhe beijando a Real mão, bem pode ir dar uma volta ao bilhar grande, que se espera alguma coisa daqui do meu magro bolsinho bem pode esperar sentada no seu real Trono que ainda não há-de ser no seu reinado nem nos reinados dos senhores seus filho e neto que eu hei-de pagar o que quer que seja por causa de um empregozito de Verão no qual me foi dito que todos os assuntos fiscais tinham sido tratados…
Tudo isto com a devida vénia, claro está!
Free Hugs Campaign. Inspiring Story! (music by sick puppies)

Caro Artur,
Obrigado por este vídeo inspirador!
Um abraço

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Lijiang

Este vídeo foi feito pelo meu amigo Mário e é sobre uma cidade que eu também já visitei: Li Jiang.

Château d'Alvim - as fotos

É também preciso saber-se cozinhar, senão ninguém lá quer ir. Convidar-se amigos, família, gente divertida...

Ah, e, já agora, também dá jeito trabalhar-se bem com o paintbrush para se fazer umas montagens mais jeitosas que estas!

Château d'Alvim - as fotos

No fim, é preciso descansar já com o trabalho (bem) feito!

Château d'Alvim - as fotos


E pôr mãos à obra:

Château d'Alvim - as fotos

É preciso saber escolher as cores certas:

Château d'Alvim - as fotos

Depois é preciso contratar-se mão de obra fléxível e inventiva:

Château d'Alvim - as fotos

Para se pintar uma casa, é preciso contratar-se uma especialista:


terça-feira, 21 de novembro de 2006

Cerise et Antoine

I tried to write this post in French, I really did! It’s just that it was taking so long because all accents were wrong and the masculine and feminine were really cracking my head, so I just decided to do it in English…
So, restarting: dear Cerise and Antoine:
It was a pleasure to receive you in Château d’Alvim, that happens to have a French name (this was an unexpected coincidence), to go to Sintra and Cascais almost pretending to be a tourist like thousands of other tourists and herbalife people strolling around in those streets.
But I particularly liked our dinner yesterday, when I had to give up on French and talk in English, otherwise I couldn’t expose my ideas (I promise to study a little more of French from now on). I loved listening to your ideas, quite new to me, I must confess, but certainly the ideas of people who think about things and aren’t just confortably waiting for life to pass them by.
You were my first “couchsurfing” experience and what a good experience you were! Thank you very much for your visit and I hope to see you soon in Paris or back in Lisbon!
Just do it!

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Liberdade de Trajar

Vai sair uma Lei em Espanha a proibir o uso de trajes típicamente Portugueses, como sejam os vestidos de minhota ou os fatos de campino, nos espaços públicos, apenas podendo estes ser usados em espaços de acesso restrito.
Esta Lei visa proteger as pessoas que os usam de serem discriminadas, uma vez que identificam essas pessoas com um país que nunca quis fazer parte do Reino e que por diversas vezes guerreou a Espanha.
Ridículo, não é?
É óbvio que isto é peta, mas não é peta que o governo Holandês se prepara para proibir o uso da Burca como o Francês proibiu o uso de véus e outros símbolos religiosos nas escolas. Isto parece-me não só ridículo como imoral! Isto serve para "proteger" as mulheres que usam Burca de discriminação.
O que é que está mal nesta estória de haver discriminação contra as burcas: a burca em si ou a discriminação? É que se é a discriminação, então não há Lei que o valha, o que valia a pena o governo fazer era uma acção de informação e sensibilização para as diferenças religiosas...
Se uma mulher opta por usar burca, correndo o risco de ser discriminada, então é porque valoriza mais o facto de poder respeitar os seus preceitos religiosos do que o de ser discriminada. É uma opção individual ou até de grupo que temos mais é que respeitar.
Já compreendia que me dissessem que todos os miúdos passavam a usar farda para não haver discriminação em função de uns levarem óptimas marcas e outros roupas velhas; de uns serem "betinhos", outros "dreads" e outros "punks". Para evitar fundarem-se gangs que se identificam pelas cores e se metem à pancadaria uns com os outros.
Agora proibir os trajos de uma religião já me parece uma coisa diferente, especialmente quando estamos aqui a falar de adultos que devem poder escolher a sua maneira de trajar. Como Católico que sou, defendo a Liberdade Religiosa em todas as suas vertentes e não a laicização imposta pelo Estado.
Graças a Deus, julgo que em Portugal uma medida destas seria inconstitucional, mas o mal é que há por aí muita coisa insconstitucional que o tribunal Constitucional, em sede de fiscalização prévia, deixa passar...

Little Miss Sunshine

O que eu chorei a rir com este filme!
Uma família típicamente Americana... Quer dizer, interrompo este post para dizer que eu nunca estive nos EUA e, apesar de conhecer muitos Americanos, não conheço nenhuma família inteira, só membros dispersos, por isso depreendo que isto seja uma família típicamente Americana pelos filmes que vejo. No entanto, graças a Deus que os filmes não revelam muito sobre os países porque senão quem seguisse o cinema Português com atenção ia pensar que isto é um país deprimente com toda a gente a chutar para a veia, a berrar palavrões e à batatada.
Por isso recomeço...
Uma família que eu imagino ser típicamente Americana, com um Pai que eu imagino ser típicamente Americano e toda uma atitude que eu imagino ser típicamente Americana tem que se deslocar em peso à Califórnia para satisfazer o desejo da menina que quer ganhar um concurso de beleza.
Já o enredo me parece surreal, mas depois os personagens são mais do outro mundo ainda! Ou talvez não... Talvez aquilo seja a normalidade e o filme ponha o dêdo na ferida das nossas atitudes e do nosso "politicamente correcto".
Mas o que vale mesmo a pena dizer é que estava com a vizinha aqui do lado e os dois rimos que nem umas hienas. Vale MUITO a pena ver este filme! E isto apesar do infelicíssimo título Português... Caros senhores da Lusomundo: têem-me aqui à disposição para vos arranjar títulos para os filmes: dão-me o DVD para eu ver em ante-estreia e eu decido o título, tá bem? O público Português agradece!

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Teremos mulher no Eliseu?

Couch surfing

Já andava um bocado farto de estar sózinho no meu château onde eu quase me perco todos os dias, onde deambulo pelas imensas e gigantescas divisões por entre os reposteiros, os gobelins, as pratas e as companhias das Índias. Onde acendo as luzes para entrar numa divisão para logo as apagar quando a atravesso para entrar noutra divisão. Onde vejo a chuva a escorrer pelos vitrais e contemplo as escadarias atapetadas de encarnado vazias, sem passos, sem uma multidão que as suba e desça a toda a hora (por acaso até há uma multidão de pessoas que gosta de dar cabeçadas nas minhas escadarias - vá-se lá entender esta gente!)...
Bem sei que de há uma semana para cá jantaram no Château d'Alvim 13 pessoas em 4 dias diferentes, o que até me faz considerar a hipótese de deixar o Direito e dedicar-me à Culinária, mas quando saíam e eu ficava a deambular sózinho pelos salões, a falar com os fantasmas das vacas e dos vaqueiros que lá viviam quando aquilo ainda não era um château, mas sim uma vacaria (já contei esta estória no blogadíssimo?)...
Vai daí inscrevi-me no couchsurfing e hoje vou ter os meus primeiros "surfers" lá em casa: o Antoine e a Cerise, Franceses, de Paris, que vêm directamente da Cidade das Luzes para visitar a "mui nobre e semp' leal Civitas Olisiponensis" e que lá ficam durante o fim de semana.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Eu, Patriota, me confesso!

Ontem ao jantar falávamos, entre outras coisas, do meu patriotismo. De facto, sou muito patriota, gosto imenso de Portugal, dos Portugueses, dos nossos feitios, conversas, maneiras de fazer as coisas...
Sou um fã incondicional da nossa comida, dos nossos hábitos, do fado, da tourada Portuguesa, dos vinhos do Alentejo, do Douro, do Dão e da Bairrada, do nosso fatalismo e de sermos mais expansivos que todos os Nórdicos e mais reservados que todos os Mediterrânicos.
Eu, como os outros 10 milhões que cá vivem, irrito-me com as nossas burocracias, os nossos maus serviços e os buracos na rua; fico triste com o pouco intervencionismo dos cidadãos e com a sua maneira muito própria de aceitarem ideias como absolutas (também falávamos disto).
E do que gosto e não gosto em Portugal podia aqui continuar a enumerar exaustivamente numa lista que não caberia no blog, mas isso não tem nada a ver com ser Patriota. É que vivi na China e adorei a comida, o chá e a sonoridade do Mandarim. Antes tinha estado um mês em Inglaterra onde fiquei fã dos seus hábitos académicos preservados desde o tempo em que os hábitos fora da academia eram bem diferentes, das "pints" e dos jardins. Também já andei dois meses pelo Brasil donde saí fascinado com o ambiente de mistura da alegria e do fatalismo (que devem ter herdado daqui), com a cozinha Mineira e com a música e dança.
Então se o Patriotismo não tem a ver com gostos, só pode ter a ver com o sentimento de pertença. Sou de Portugal e Portugal é meu. É como ser filho dos meus Pais: eu cá sou parecido com eles em duas mil coisas e diferente em duas mil outras mas faço parte da minha família não por acidente de percurso mas por um grande sentimento de pertença.
Gostei imenso de viver na China, integrei-me lindamente, sinto que podia lá ter continuado a viver por mais uma boa meia dúzia de anos ou talvez até ao resto da minha vida. E como a China aconteceu o mesmo em Inlgaterra, Brasil, França, Dinamarca, Áustria, Itália, etc., etc., etc....
Mas só pertenço a Portugal e só Portugal me pertence. Para além disso, não há nada a fazer.
Sim, sou patriota, Português... E com muito gosto!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Bem Pensante

Uma expressão que sempre me intrigou é "bem pensante"! O que é que é uma pessoa bem pensante?
É uma pessoa que tem raciocínio rápido? É uma pessoa que tem um discurso lógico? É uma pessoa que pensa o mesmo que a pessoa que assim a descreve?
Acabei por chegar à conclusão que bem pensante cabe nesta última categoria de pessoas e que acaba por ser um auto-elogio. Imaginemos que eu acabo de dizer ao meu amigo Abel que o que nós precisamos mesmo neste país é de um primeiro-Ministro Bielorusso porque só os Bielorussos têm todas as qualidades necessárias para bem governar os Portugueses.
Nisto, sem ter ouvido o que eu tinha dito, chega o Bento e diz:
"- O que nós precisamos mesmo neste país é de um primeiro-Ministro Bielorusso porque só os Bielorussos têm todas as qualidades necessárias para bem governar os Portugueses!"
Logo me virarei para o Abel e comentarei num susurrar cúmplice: "olha aqui está uma pessoa bem pensante!"

Quanto é a bandeirada?

À saída do Centro Comercial Colombo, em Lisboa...

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Make a wish

E se pudéssemos voltar atrás? Não dá, pois não?
Então e se não permitirmos que ocasiões destas se repitam?
Isso já é possível!

Casamento

Vá-se lá saber porquê, mas nos últimos dias o tema do casamento tem surgido muito nas conversas de quem me rodeia. E é giro ver a diferença de posições entre amigos sobre o assunto. Uns acham que a comunhão de bens é muito importante, outros consideram-na acessória; uns acham que a adopção de um nome comum é mais do que um mero símbolismo da união dos dois, outros acham que é coisa do passado e que cada um deve manter o seu nome; uns acham que o casal deve ter as contas em comum, outros que cada um deve manter as suas contas.
Já a história do casamento é muito curiosa. Até meados do século XIX, o casamento era um Sacramento da Igreja, tal como a Ordem e a Comunhão, sem quaisquer efeitos civis, no entanto, nesta altura, o Estado veio considerar necessário atribuir efeitos civis ao casamento, em grande parte para proteger a posição da mulher dentro do casamento, uma vez que esta se encontrava num papel mais fraco.
Com o crescente intervencionismo do Estado, cresceram também as obrigações matrimoniais e, com uma maioria masculina sempre na política, em vez de proteger a mulher, o casamento acabou por a submeter ainda mais ao marido. Por outro lado, criou-se a figura do "pai desconhecido" para os filhos nascidos de Mães solteiras- se antes do casamento civil, apesar de ser mal visto pela sociedade, era comum que os Pais perfilhassem os "filhos naturais", no século XX isso passou a ser cada vez mais difícil.
Durante todo este tempo, como era de esperar, o Sacramento do casamento Católico manteve-se pouco alterado: um Sacramento celebrado pelos cônjuges (e não pelo Padre, como se julga) e indissolúvel, porque se diz na Bíblia "o Homem há-de deixar Pai e Mãe e juntar-se à sua Esposa e os dois formarão uma só carne."
Já o casamento civil tem cada vez mais forte contestação. Dos não Católicos porque se apercebem que para efeitos fiscais mais vale ficarem em união de facto e dos Católicos porque se querem o Sacramento da Igreja sem terem que se casar civilmente (mais uma vez, a carga fiscal extra é um desincentivo).
Por outro lado, vá-se lá saber porquê, os únicos que se querem casar civilmente são os homosexuais (pelos vistos não se importam de pagar mais impostos). Mas o problema é que, se o casamento civil ainda faz algum sentido existir é, precisamente porque homens e mulheres ainda têm uma posição diferente no mundo laboral, social, etc.. Porque a posição ainda é um bocadinho diferente (já não muito, mas ainda se faz sentir), ainda se justifica o Estado intervir. Ora, se o casamento faz sentido pelas diferentes posições ocupadas pelos homens e mulheres na sociedade, não faria sentido nenhum o Estado intervir para regular a relação amorosa de dois homens ou duas mulheres.
Cá por mim, acho que a situação actual devia mudar.
Das duas uma: ou o Estado, reconhecendo a importância de proteger o casamento tem uma política fiscal que incentive os casais a contrairem matrimónio ou então deixa de obrigar os Católicos a casarem-se pelo civil sempre que quiserem receber um Sacramento que apenas a si mesmos, a Deus e à Igreja diz respeito. É que ainda há uns dias me estavam a contar do caso de dois Católicos que, fazendo contas à vida, notaram que iam poupar um balúrdio por ano em impostos se se divorciassem. Balúrdio esse que muita falta lhes fazia para pagarem a educação dos filhos. Com isto, divorciaram-se, ele mudou a sua residência fiscal para a casa de férias, ela ficou com a casa onde viviam e continuam casados (pela Igreja) a viver alegremente juntos.
Se isto faz sentido para alguém, então expliquem-me, porque eu, francamente, não o entendo! Até me parece perseguição fiscal aos Católicos que, por ditames de consciência, preferem casar antes de viver juntos!

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Rubrica: dicas para solteiros a viver sózinhos

Há já uns bons tempinhos tinha ficado prometidíssimo aqui no blogadíssimo que ia começar a dar mais atenção aos meus leitores que sejam homens solteiros a viver sózinhos dando-lhes dicas de como sobreviver num mundo que desde pequenos fomos levados a acreditar que era feminino: o mundo do lar!
Pois essa promessa não tem sido cumprida, mas hoje lanço aqui mais duas dicas:
LAVAR A LOUÇA - Nunca, mesmo nunca, vos deveis aventurar a lavar a louça depois de um bom jantar com amigos. O que é bom é para continuar bom e se a noite começa bem não a podemos estragar lá para o fim numa actividade tao detestável como lavar a louça.
Em vez disso, esqueçai os conselhos das Mãezinhas, que já arrastam preconceitos de não sei quantas gerações de Mãezinhas atrás delas, marimbai-vos para a louça e acordem 20 minutos mais cedo no dia seguinte. De manhã a pessoa, com o stresse de sair de casa, lava aquilo com muito mais rapidez.
Aí lavai a louça por esta ordem (que me foi ensinada pela Inês) : copos, talheres e só depois os pratos- esta ordem justifica-se porque vai do que tem menos gordura para o que tem mais. Enchei a pia com água quente com detergente, passem o esfregão em tudo, esvaziem a pia e depois passem tudo com água morna (para não se queimarem nem terem as mãos muito frias).
Quanto aos tachos, enchei-os com água e detergente e quando chegarem do trabalho vão ver que sai tudo ás 1000 maravilhas.
COZINHAR - Prestem atenção de cada vez que comem qualquer coisa que gostam quando vão a casa de pessoas que cozinham bem. Decomponham os sabores, percebam que ingredientes é que essas pessoas usaram, tentem imaginar como é que fizeram aquilo e depois, quando tiverem ocasião, tentem fazer igual em casa.
"Não seria melhor pedir a receita?" - perguntais-me vós... NÃO! Perguntar receitas é pouco apropriado para um homem, não fica bem, é amaricado e não permite ter outras conversas, porque uma vez que se entre no tópico "receitas", nunca mais de se lá sai! Eu sei que tudo isto soa a preconceitos políticamente incorrectos, mas quem vos avisa...

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

As fotos da Maf

Há 26 anos estava alguém a passear pelo Jardim da Estrela quando eis que se não quando tem de ir para o Hospital porque houve uma certa e determinada pessoa que decidiu estragar o passeio nascendo!
Ele há cada um... Há gente mesmo inconveniente!
Apesar de tudo:
PARABÉNS MAFALDA!
Não fui eu que tirei a fotografia e, como é óbvio, também não foi a própria Mafalda, por isso não sei a quem a atribuir.

Obesidade

Estava eu a entrar para o duche hoje de manhã quando ouço na rádio dizerem que cinquenta e tal por cento dos Portugueses são obesos. "Não pode ser", pensei eu, "de certeza que ouvi mal!"
Na dúvida, prestei dobrada atenção às pessoas por quem me cruzei na rua.
Na Lapa, as tias chiquésimas* que deixavam os piquenos no Colégio pareciam saídas de um spa: esplendorosas, vitaminadas, perfumadas e sem um centímetro de gordura em cima dos ossos.
Na Madragoa as velhotas que penduravam a roupa nas janelas não estavam tão esplendorosas mas estariam com certeza longe de ser obesas.
Ao passar pelo ISEG e pelo Liceu Passos Manuel* pude ver que os estudantes universitários e liceais do nosso país também são em geral magros e foi já só em plenas Mercês, depois de me cruzar com umas 100 pessoas, que vi uma senhora dos seus trinta anos com os seus trinta quilinhos a mais... A primeira e única obesa do meu percurso de 20 minutos pelos bairros tipicamente Lisboetas!
Eis que vou agora às Notícias da Lusa e o que é me dizem:
O presidente do 10º Congresso Português de Obesidade (...) frisou que a situação em Portugal é ainda mais preocupante, porque mais de metade dos portugueses (52,4 por cento) sofrem de excesso de peso ou obesidade.
MAS ALGUÉM ACREDITA REALMENTE NISTO? Quer dizer, se não formos todos umas Kates Mosses, estamos todos com excesso de peso e obesidade, é?
Cheira-me a campanha de produtos dietéticos para nos sacarem dinheiro do bolso! Ou isso ou os gordos decidiram unanimemente não viver no centro de Lisboa.
* Mas como é que alguém consegue ter tão bom aspecto logo de manhã? A que horas é que acordam para se arranjarem? Que sono...
*Obrigado anónimo do comentário! Eu sabia que era o Passos Manuel, mas na altura escapou-se-me! Ainda para mais, é o liceu onde andou o meu Pai! E Santa Catarina também era Mercês (ontem deu-me uma coisa má!).

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Verão de São Martinho

Ele voltou!
E eu a pensar que ele se tinha esquecido de nós...
Depois de semanas de chuva e nuvens mesmo quando não chovia, este gajo decidiu mostrar de novo as trombas!

Os Olhos Azuis da minha irmã

Isto não foi escrito por mim, foi escrito por um amigo, o Jaime. A Mónica, de olhos azuis, não é a minha irmã, mas também a conheço. O que ele diz, eu sei que não só não é mentira, como sei que a Trissonomia 21 não tira à Mónica qualquer humanidade ou dignidade.
Nem à Mónica, nem a ninguém!
No último Prós e Contras, a eurodeputada Edite Estrela considerou que o aborto poderia ser legítimo, caso a mãe descobrisse que a criança era portadora de trissomia 21.
Eu tenho uma irmã com olhos azuis. Chama-se Mónica, tem 22 anos e tirou o curso profissional de Serviços Básicos de Hospitalidade. Trabalha hoje numa pastelaria de Lisboa. Os olhos dela são lindos e ela é educada, feminina, anda sempre perfumada...
A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é muito feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.
A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis mas tem uns olhos tão bonitos como os da Mónica.
Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem dificuldades; certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas deste nosso planeta que acorda todas as manhãs e lava os dentes. De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a esquerda) ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena. De certeza que já ajudou alguém em apuros. Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os muffins que a Mónica faz e visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de olhos azuis tem... trissomia 21.
E ficaria bem contente por ela ter nascido. Tal como nós. Tal como qualquer pessoa.
Jaime Bilbao In Destak

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Psicologia barata?

O Tiago escreveu um post que me pôs a pensar...
E vai daí decidi fazer aqui uma promessa pública: a de que um dia hei-de ser mais "B", só não vou aqui agendar uma data, senão depois esqueço-me e fica tudo estragado porque fico desanimado.
Um dia hei-de conseguir ter uma agenda por mais de uma semana seguida.
Um dia hei-de conseguir ter nessa agenda os anos dos meus amigos e telefonar-lhes a dar os Parabéns.
Um dia hei-de conseguir deixar de marcar vários programas para a mesma data por não me lembrar dos primeiros que já tinha marcado.
Um dia hei-de conseguir estar menos de 5 minutos para sair de casa desde o momento em que estou totalmente pronto até ao momento em que encontro as chaves, a carteira e o telemóvel.
Um dia hei-de conseguir planear uma viagem e fazer um apanhado sobre o que mais vale a pena ver em vez de ler todos os livros e artigos que encontro sobre a História do lugar: não adianta muito saber que o Eduardo VII sucedeu à Rainha Vitória se não sei que o Madame Tussaud's fica naquela rua que agora não me lembro do nome, pois não?
Um dia hei-de conseguir não fixar tanto as pessoas na rua e nos transportes apenas porque estou muito divertido com um qualquer pormenor nelas.
Um dia hei-de-me lembrar que os meus amigos estão no estrangeiro antes de lhes telefonar para um programa e ter que desligar o telefone a correr para eles não pagarem muito em roaming.
Um dia, hei-de mesmo ser mais "B"... Até que esse dia chegue, fiquem todos com as minhas desculpas quando tal não acontecer. Como acho que tenho a agenda cheia para os próximos dias, lembrem-me de me começar a emendar quando tiver a agenda mais vazia, sff!

Manu Chao

Quando uma pessoa se abre a novas amizades, abre-se também a novos pontos de vista, novos gostos e novas formas de pensar.
Quando, no ano da Graça de 2001 fiz um projecto de Acção Social com a Marta no Brasil conheci um grupo musical de que até aí nunca tinha ouvido falar: os Manu Chao. A Marta tornou-se uma das minhas maiores amigas; os Manu Chao tornaram-se um grupo de que eu gostava e dos quais guardava boas recordações ligadas à Marta e ao projecto.
Passados não sei quantos anos fui para a China, onde conheci o Mário, de quem já muitas vezes aqui falei e que é um Salvadorenho fã incondicional dos Manu Chao. Com ele reencontrei este grupo cinco anos depois do projecto no Brasil e fiquei eu também fã.
Antes de voltar para Portugal, o Mário gravou-me um MP3 com as músicas de todos os CDs dos Manu Chao que eu agora ouço imensas vezes enquanto trabalho. Com isso vou-me lembrando de pequenos episódios que se passaram ao som destas músicas: perder um jogo da Fifa contra a Amy porque o Mário se meteu à frente do ecrã enquanto ouvíamos “lágrimas de oro”, o que deu um enorme gozo por parte dele, do Kennedy e do Chris por eu ter perdido contra a única rapariga e uma enorme irritação dela que dizia que podia vencer sem ajuda.
Doutra vez toda a gente se ria e gozava enquanto eu traduzia a música “homens”, que é cantada em Português e que diz qualquer coisa do género “gosto de todos os homens, louros, morenos, baixos altos…” É ingrata a função de tradutor!
E assim entraram os Manu Chao nas minhas memórias e no meu panorama musical. Recomendo vivamente!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Backdorm boys - Don't lie

backdorm boys - Don't lie

O duo mais famoso do blogadíssimo e arredores está de volta com o seu novo êxito: "don't lie", que é como quem diz 别撒谎 (bie sahuang). *
* Os meus agradecimentos à ilustre colega Assessora Jurídica e Sinófila, Dra. Ana Felício (oh Ana, soa bem o "ilustre colega", até parece que voltámos à Advocacia (onde tu nem nunca estiveste).

Château decorado

Já há muito tempo que eu não dava aqui novidades sobre o Château d'Alvim, a minha alegre e ampla mansão de quase 50m2... Ora o Château está a ficar cada vez mais giro, cada vez mais nobre e imponente como devem ser todos os Châteaux. E de quem é o mérito disto, de quem é? Todo meu, que soube escolher, ao longo da vida, a família e os meus amigos de entre as pessoas com mais bom gosto no mundo e quem sabe até talvez em Portugal.
Para começar, foi muito importante a decoração da casa de banho. Eu não mexi uma palha: foi um grupo de amigos que a decorou como presente de anos e o resultado foi excelente (vá, com uma excepçãozinha, que aquele tapete tem muito que se lhe diga... não é Raposinho?).
Fundamental foi também a ajuda da Tia Tuxa que me forneceu a cama, mesa e cadeiras e um quadro que é altamente elogiado por todos os visitantes do Château. Já para não falar na minha Mãezinha, coitadinha*, que andou a carregar comigo uns quantos móveis que estavam na arrecadação e que se adaptaram ao Château como uma luva. Esses móveis eram uma cómoda e um armário de cozinha todos pintados com arte e mestria pela minha cunhadíssima, que também me deu recentemente umas cadeiras que me faziam falta para receber mais pessoas.
E os amigos (principalmente amigas) que ajudam com escolhas e decisões. Tal é o caso da Inês e da Francisca na escolha dos sofás, da Isabel que me fez um candeeiro muito elogiado mas ainda não pendurado porque ainda não descobri como é que isso se faz e, mais recentemente, da Constança, da Maria João e do Marcos.
A Constança foi-me ajudar a montar os sofás e logo fez 1001 esboços de como ficaria a minha sala pintada das mais diversas maneiras. Esta estava enjoadíssimamente branca e a escolha recaiu sobre côres bem vivas como o encarnado "sangue de touro" e o amarelo. Na 4.ª pusémos mãos à obra com a Maria João, o que resultou numa sala muito mais gira e alegre e num dia bem divertido. Enquanto a Constança nos ensinava as técnicas de pintura com esponjados, a Maria João subia para os meus ombros, eu subia o escadote e com muito malabarismo lá pintávamos a parede até ao tecto.
Para além disso, mostraram-me como é que eu podia deixar de ter um T1+1 e passar a ter um T1+2. Deste modo, em vez de ter uma sala, passei a ter uma sala-de-estar e uma biblioteca (o que é uma divisão fundamental para alguém a viver sózinho e convictamente sem televisão).
Como já tinhamos amarelo e encarnado, decidimos fazer côr-de-laranja e pintar a casa de banho. Infelizmente aqueles tons de amarelo e encarnado não o permitiram, pelo que tivémos que comprar um pigmento e ontem o Marcos substituiu a Maria João. Com os seus 1,90m, ele dispensou escadotes, ombros e tudo o mais e sózinho com o braço bem estendido, lá chegava até ao tecto. Mais uma vez, o resultado não podia ser melhor.
A todos estes: muito obrigado! O Château continuará sempre aberto* para vos receber.
*Reparai que sempre que eu digo Mãezinha, sigo de coitadinha. Não é por nenhum motivo especial, porque a Senhora minha Mãe até é uma pessoa feliz, é só mesmo porque fica bem.
* Figurativamente, senhores ladrões, porque ele até tem muita protecção, não pensem que me chegam às inúmeras tapeçarias gobelins, pratas e companhias das Índias.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Marizámos bem!

Depois de andar por aqui e ali, a Mariza deu um concerto no Coliseu dos Recreios que encheu até cima. E quando eu digo até cima, digo literalmente até cima, porque eu estava onde mais alto não podia estar, nas galerias, e aquilo também estava cheio.
Não desiludiu! Cantou, encantou e eu saí de lá com a sensação de que queria mais CDs dela.
Dialogou com o público contando estórias da sua história, cumprimentou os amigos que estavam na plateia, deu um autógrafo a uma miúda de oito anos que foi ter com ela com um bloquinho na mão (a sorte premeia os audazes) e mostrou-se como diva confiante.
Eu, por mim, gosto bastante do estilo diva confiante que nos faz falta em Portugal... Em tempos que já lá vão tivémos a Amália, a Simone de Oliveira, a Madalena Iglésias, hoje em dia temos a Mariza. Faz-nos falta mais.
O fado dela tem toques de samba, morna, jazz e bossa nova: é um fado do mundo, daí ser tão bem aceite fora de Portugal. Não me interpretem mal, sou fã incondicional do fado típico só com as guitarras portuguesa e clássica cantado num ambiente escuro por um(a) fadista vestido(a) de preto gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Apela ao lado fatalista e trágico que de vez em quando se revela em mim e à esperança que ainda tenho que numa manhã de nevoeiro chegue o Dom Sebastião que resgatará o país de sei lá o quê que ele precisa de ser resgatado.
Mas também gosto muito deste fado-canção mais alegre, descontraído e cosmopolita. É um óptimo fado para exportação e também para consumo interno. É um óptimo fado para cantar enquanto limpo a casa ou para ouvir enquanto recebo amigos.