
Pois é, lá fiz o eneagrama e venho de lá maravilhado (o que é típico das pessoas do meu número)!
Pois então aquilo funciona mais ou menos assim: há nove tipos básicos de personalidade e a cada um foi atribuído um número. É muito difícil alguém ser totalmente um tipo base, pelo que tem "asas" nos números que o rodeiam, o que quer dizer que também, recebe características desses números...
Mas já aqui vou eu lançado, e ainda não expliquei o que é preciso explicar antes de mais: é que cada pessoa é única e irrepetível e isso não é afectado pelo facto de pertencer um de nove tipos de pessoas. Não só porque toda a gente tem características de todos os números, mas também porque não há mais ninguém no mundo que tenha o percurso e a história de vida dessa pessoa em concreto, nem mesmo os gémeos autênticos!
Então tudo começa com a fecundação: pode parecer que estou a gozar, mas não estou... É mesmo aí que se começa a formar a personalidade de uma pessoa, com a junção de duas heranças genéticas diferentes que tornam essa pessoa única. Durante a gravidez a Mãe pode estar mais calma ou mais ansiosa, o que transmite ao filho; o parto pode ser mais fácil ou mais difícil, o que também se transmite e depois toda a infância e adolescência, a família, os professores, os amigos, as experiências, as leituras... Tudo isso leva a que pelos 18/20 anos tenhamos formado a personalidade e já nos "encaixemos" num dos nove tipo base de personalidade.
Vai daí, e porque as pessoas são muito complexas, podem-se tornar um bocado intolerantes em relação aos outros: o SETE, que é optimista, dinâmico e sempre em festa, pode não compreender que o CINCO, que é muito intelectual e tem tendência a não gostar de estar com muita gente, não queira ir às festas ou que o QUATRO, que é um artista muito sentimental chore muitas vezes. O OITO, enérgico e autoritário, pode achar que o NOVE é um mole por ser tão apaziguador e zangar-se a sério com o DOIS, por ser o bonzinho que está a querer sempre ajudar os outros. O UM, que é perfeccionista, pode-se irritar com o SEIS, que é muito ligado ao grupo, mesmo que o grupo seja imperfeito e todos eles se podem irritar com o TRÊS por ser tão maníaco da eficiência.
Isto, é claro, é quando estão todos mal, ou em linguagem de eneagrama, desintegrados. Quando estão integrados e se respeitam uns aos outros, conseguem perceber a maravilhosa diversidade que há em todos eles e como cada um deles é tão útil á sociedade em que se integra.
Eu cá sou muito típicamente um número destes, que não vou dizer qual mas no qual todos os meus amigos disseram logo que eu me integrava.*1 Eu nem queria admitir que era esse número porque queria ser todos os números porque todos têm imensas qualidades com as quais me identifico*2, mas logo o Pe. Gonçalo, que foi quem orientou o eneagrama, me disse que era óbvio que eu queria ser todos os números porque isso era a atitude típica das pessoas do meu número!
*1 Sim Francisca, Inês e Zé, vocês tinham razão e a outra Inês e eu estávamos a mentir... Brincadeirinha! Aliás, as mentirinhas e brincadeiras são altamente desculpáveis a alguém com o nosso número, não são?
*2 A humildade não é o ponto forte das pessoas do meu número: achamos sempre que temos todas as qualidades e nenhum dos defeitos, o que, de resto, me aconteceu mesmo a mim! eheheh Mas no meu caso, acho que tenho razão!