quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

domingo, 8 de janeiro de 2017

Férias em Sabah III

Depois de pouco tempo em Kota Kinabalu, onde eu sabia que havia de regressar, apanhei um voo para Tawau para daí ir para Semporna, no Sul de Sabah. O meu objetivo era claro: fazer mergulho. Semporna tem alguns dos melhores locais do Bornéu. Ao chegar a Semporna comparei os centros de mergulho e acabei por escolher o Scuba Junkie, que recomendaria vivamente a quem estiver a pensar fazer mergulho em Semporna. É um centro com boas condições de segurança, com preocupação pela preservação ambiental e consciência social. Uma das coisas que os mestres de mergulho fazem, por exemplo, é ações de sensibilização ambiental com os "ciganos do mar" (sobre os quais escreverei noutro post).
Fiquei no hostel do centro de mergulho em Semporna porque ficar na ilha de Mabul (Pulau Mabul) era muito mais caro. Foi uma decisão sensata dado que conheci alguns mergulhadores que lá ficaram e disseram que o dormitório era mal ventilado e muito quente. Claro que em termos de diversão, lá é que era divertido: uma data de mergulhadores numa ilha
Na primeira manhã de mergulho, fiz um curso para me lembrar das regras de mergulho, já que não mergulhava há cerca de cinco anos. Era suposto ter sido todo o dia, mas a minha mestre concluiu que eu me lembrava de quase tudo, por isso à tarde já nos juntámos os dois a um grupo maior. Os três dias que passei a fazer mergulho foram ótimos! Vi recifes lindíssimos, uma grande variedade de peixes, tartarugas e outra fauna do mar, bem como paisagens submarinas lindíssimas. Recomendo vivamente!
Mas isso não quer dizer que não haja o problema da poluição. Por todo o Bornéu o mar está cheio de lixo... Mesmo assim nos sítios de mergulho para onde fui mais longe da costa não se via quase nada disso. Aqueles mais perto do Bornéu é que tinham uns sapatos no meio das algas, uns sapatos no meio dos corais, uns sacos na areia. Uma pena!
Semporna em si mesma é uma cidade feia mas tem alguns sítios agradáveis. Havia um hotel no porto com um restaurante na cobertura com ótima vista sobre o mar e as ilhas onde fui jantar duas vezes: mal cheguei fui para lá com um livro e passados dois dias com um grupo que tinha estado a mergulhar comigo. O mercado de peixe, na zona do porto, e o mercado das frutas, vegetais e roupa, perto da mesquita também eram giros. Gostei de ver produtos exóticos, dos cheiros das especiarias, chá e café. Nem todos os cheiros eram muito agradáveis, como por exemplo uma coisa que parecia tofu mas tinha um cheiro mais intenso, mas isso faz parte do exotismo.
Em conclusão: quem gostar de mergulho não perca Semporna. Quem não gostar: não vale muito a pena ir lá.


sábado, 7 de janeiro de 2017

Férias em Sabah II

Em primeiro lugar devo dizer que não planeei nada para esta viagem, tirando que entre 18 e 26 de dezembro estaria com o resto da família numa praia a norte de Kota Kinabalu (KK), capital de Sabah. Fiz mal! Muito ficou por ver, o que poderia ter sido resolvido com alguma pesquisa prévia. Sugiro, assim, que quem vá viajar para o Bornéu, planeie com alguma antecedência.
No dia 8 de dezembro começaram as minhas férias com o voo para KK, parando antes em Istambul e em Kuala Lumpur. É uma viagem longa e cansativa porque se tem de fazer duas escalas. Cheguei a KK à meia noite e ao hostel que tinha reservado à uma da manhã. No dia seguinte muni-me de um mapa da cidade e fui ao Turismo de Sabah, situado num dos poucos edifícios anteriores à II Grande Guerra na cidade onde recebi algumas sugestões. Depois de umas quantas marcações fui ao ferry apanhar um barco para Pulau Manukan - pulau é ilha, pelo que estou a falar da Ilha Manukan.
Ao chegar, a praia onde o ferry parava estava tipo Caparica num fim de semana de sol em Junho. Mas não era bem como a Caparica, era uma versão Asiática da Caparica porque logo atrás da praia estavam imensas mesas cheias de pessoas a comer e nas sombras estavam as mulheres muçulmanas, todas tapadas e de véu. Algumas até se aventuravam, com esta pouco prática indumentária, a ir nadar.
Por muito interessante que este cenário fosse, eu fui ver se encontrava uma praia mais vazia.
Lá segui um caminho que me levava ao Ocidente de Manukan e aí, ao descer umas rochas, avistei uma praia deserta. Avistei-a do outro lado de rochas e o caminho tinha que ser feito dentro do mar. Com uma mochila às costas e sem sapatos de borracha para andar em cima de rochas e pedras, o percurso até lá não foi fácil. Lá chegado, compensou: tive uma mini-praia tropical toda para mim! Lá fiquei umas duas horas a relaxar, nadar e ler. Depois disso passei pela mesma aventura para regressar à praia principal e apanhar o barco de regresso a Kota Kinabalu.
Foi no barco que conheci um casal simpatiquíssimo de namorados: a Ilana (Novaiorquina) e o Jori (de Gronningen). O Jori ficou muito surpreendido e bem impressionado por eu já ter estado em Gronningen, mas não tanto quanto a Ilana ficou por eu não conhecer Nova Iorque. Eu abstive-me de comentar sarcasticamente que, de facto, me parecia incrível eu não conhecer a terra desse grande homem que é o presidente eleito dos EUA. Acabámos a jantar juntos e a beber vinho branco de má qualidade (mesmo assim, bem mais por garrafa do que um bom vinho em Portugal) até às tantas. Uma ótima forma de terminar o meu primeiro dia de viagem pelo Sabah...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Férias em Sabah I

Voltei ontem de passar três semanas em Sabah. Já sei que aquele leitor que ocasionalmente vem aqui poder-se-á interrogar: mas o que é isso de Sabah?
Ora, este mapa explica... Sabah é uma pequena parte da grande ilha do Bornéu. Tem mais ou menos o tamanho da República Checa e fica no extremo Nordeste dessa que é a terceira maior ilha do mundo. É um dos estados federados da Malásia.
Para além do Sabah, existe outro estado federado Malaio na ilha, Sarawak.  Existe também uma grande província da Indonésia chamada Kalimantan e um pequeno Sultanato independente, o Brunei.  
E o que é que me passou pela cabeça para ir para tal sítio passar o Natal? Ora, eu tenho um irmão, uma cunhada e três sobrinhos a viver em Macau. Vai daí, juntamente com pais e irmã, decidi ir passar o Natal à Ásia dado que eles não podiam vir de tão longe só por uma semana. Depois de debatermos alguns sítios que nunca nenhum de nós tivesse visitado e que tivesse voos diretos de Macau ou Hong Kong, acabamos por escolher voar para Kotta Kinabalu, capital do Sabah. Daí a decisão de Sabahtizarmos o nosso Natal.