O meu amigo Francisco mandou-me o telejornal de ontem da RTP em que ele próprio aparecia muito bem e muito composto (Parabéns pequenote!) a entregar as assinaturas por um movimento do "Não" (ia lá a minha, muito bonitinha e bem cuidada) mas o que eu vi acabou por me deixar bastante indignado.
Então não é que a estrutura de notícias sobre o referendo foi esta:
- Começaram a falar sobre o aborto ao minuto 20.43 para mostrar que o Primeiro Ministro vota sim no referendo;
- Ao minuto 21.32 focaram as campanhas do PCP e do BE pelo sim, claro está;
- Ao minuto 23.40 mostraram a entrega das assinaturas pela parte dos movimentos do sim.
Com tudo isto estiveram, no total, a falar quase 6 minutos sobre as iniciativas dos que fazem campanha pelo sim no referendo.
No fim, entre os minutos 26.27 e 28.10, bem menos de 2 minutos, lá condescenderam em falar sobre o não que não só apresentou muito mais movimentos espalhados por todo o país, como entregou muito mais assinaturas!
Às 28.10, inserido na mesma notícia, começaram a falar com o senhor da CNE sobre a contagem das assinaturas, pelo que terminaram de falar sobre as posições diferentes.
- Ao minuto 21.32 focaram as campanhas do PCP e do BE pelo sim, claro está;
- Ao minuto 23.40 mostraram a entrega das assinaturas pela parte dos movimentos do sim.
Com tudo isto estiveram, no total, a falar quase 6 minutos sobre as iniciativas dos que fazem campanha pelo sim no referendo.
No fim, entre os minutos 26.27 e 28.10, bem menos de 2 minutos, lá condescenderam em falar sobre o não que não só apresentou muito mais movimentos espalhados por todo o país, como entregou muito mais assinaturas!
Às 28.10, inserido na mesma notícia, começaram a falar com o senhor da CNE sobre a contagem das assinaturas, pelo que terminaram de falar sobre as posições diferentes.
A isto eu chamo parcialidade jornalística e só tenho pena que com os meus impostos eu esteja a pagar essa parcialidade. O que os canais de televisão, estações de rádio e imprensa escrita pertencentes a grupos privados fazem, é lá com eles, mas uma televisão paga por todos nós deveria ser imparcial também nesta questão do tempo.
4 comentários:
tu estás tão, mas tão enganado quando ao aborto...
em primeiro lugar, fazer um aborto não é o mesmo que ir ao café. mulher nenhuma decide fazer um aborto a seguir a um raciocínio mental tipo "apetece-me chá ou café?". nenhum aborto é feito de ânimo leve e sem consequências para a mulher. mulher nenhuma faz um aborto e segue a sua vida, nunca mais se lembrando disso.
ou seja, no teu ponto 2, quando dizes "só porque isso apetece a quem as gerou" estás, tu próprio, a cometer uma falácia própria de quem não sabe do que é que está a falar. à frente referes mulheres que praticam o aborto sem terem consciência do que estão a fazer. tu achas mesmo que alguma mulher aborta sem ter consciência de que está a pôr fim à vida de outro ser?
um aborto é uma questão que marca para sempre quem o pratica. e ninguém o faz numa de "olha, que se lixe, agora não me apetece". se vencer o não, isso não impedirá nenhum aborto de ser feito. porquê? porque continuarão a haver clínicas ilegais em portugal e badajoz é a 200 e poucos quilómetros (de lisboa) e lá, por 475 euros, fazem-se abortos nas melhores condições de higiene e saúde pública, sem perguntas, sem recriminações, com todos os cuidados e mais alguns. se ganhar o não, o que vai acontecer é que as mulheres portuguesas continuarão a alimentar a economia espanhola e a fugir a um crime que, a apenas 200km daqui, não é crime coisa nenhuma.
eu também não consigo entender... não fazem porque lhes apetece mas deve dar um jeitão poder ter uma lei que diz "faz á ovntade"... se uqerem matar, então que sofram, muito, para o resto da vida!
esperemos que no dia 11 de fevereiro portugal não se torne um dos muitos paises que acham que ser moderno e pertencer ao sec.XXI é ser a favor da morte de um ser vivo!
Estes comentários pró desresponsabilização, irritam-me solenemente, o "tu que és do não" não sabes do que estás a falar porque és do não, ja me cheira a falta de argumentos.
1º Ás 10 semanas, já existe uma vida.
2º Não existe uma única mulher presa por ter feito um aborto
3º As mulheres que abortem com 10 semanas e 1 dia, continuaram a faze-lo ilegalmente.
4º Consequentemente o aborto clandestino não acabará.
5º Não é de todo tolerável que se fechem maternidades e se abram clínicas de aborto, num país onde o nº de nascimentos por ano é muito abaixo do necessário para que a população seja renovada (e caso alguém do governo consiga provar o contrário estará a cair em contradição, uma vez que a falência da segurança social é o bicho papão desta governação)
6º Desde o último referendo multiplicaram-se as instituições de apoio, às grávidas e aos seus filhos.
7º Em 2002 até se criou uma lei, em que se consagrou o apoio do estado aos CAV's (Centros de Apoio à Vida) infelizmente revogada no à pouco tempo pelo governo.
8º As consultas de planeamento familiar nos centros de saúde da rede do SNS são gratuitas, bem como a distribuição de métodos conceptivos para as populações mais desfavorecidas.
9º O aborto não é uma interrupção, porque não existe possibilidade de retomar a gravidez e trás consequências muito graves quer físicas quer psíquicas para qualquer mulher.
10º A nossa lei já contempla a possibilidade de aborto quando uma mulher que for violada, quando estiver em risco a sua vida ou no caso de haver uma mal formação do feto.
Vejam se de uma vez por todas, deixam de usar falsos argumentos.
Filipa Oliveira
o aborto não é solução! há tantas instituições que acolhem, ajudam, apoiam em TUDO as mães que não têm condições!
Não faz sentido nenhum a pergunta deste referendo visto não haver nenhuma mulher em portugal que tenha sido julgada ou presa por ter feito um aborto.
Se o sim vencer neste referendo vai haver uma banalização do aborto bem como um grande desprezo à vida... é uma tristeza!
M.A.C.R.
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