quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Direita em Portugal

Gostaria de abrir este post com uma novidade: desde 2011 que o Estado Português é governado por dois partidos que se dizem de direita. Eu sei, isto parece uma novidade para muitos. É que este governo tem parecido tudo menos de direita.
Uma das caraterísticas da direita é apostar na “desestatização”. Mas este palavrão importado dos nossos irmãos Brasileiros não deve querer dizer apenas privatizar empresas (já aqui defendi que nem todas as empresas que foram privatizadas o deveriam ter sido). Em Portugal seria acima de tudo importante descentralizar e desburocratizar muitos dos procedimentos. Uma desestatização óbvia passaria em Portugal pela municipalização. Parece-me inacreditável que os municípios não tenham muito mais competências, por exemplo, na contratação de professores. Porque é que em todos os Setembros temos que assistir aquele triste espetáculo de professores a passarem do Minho para o Alentejo, do Algarve para Trás-os-Montes, etc.? Mesmo se o sistema informático funcionasse bem, não seria muito melhor fazer isto a nível local por concurso público? Ou então porque é os impostos municipais são recolhidos pelo estado e depois distribuídos pelos municípios e não são logo recolhidos pelos próprios municípios?
Para além disso, a direita quer-se conservadora. Há quem gosta de esquecer isto, particularmente uma nova direita em Portugal muito ao estilo “escola de Chicago” que tem muito pouco a ver com a nossa direita nativa. Não vou repetir o que já disse sobre orecenseamento nos Consulados. Mas gostaria de notar que é qualquer cidadão se pode divorciar online daforma mais fácil possível. Para além disso, mesmo aqueles muitos que consideram o aborto um ato hediondo têm que pagar com os seus impostos esse ato. Isto vai muito para la da descriminalização que foi referendada… Ou seja é mais fácil divorciar-se e mais barato fazer um aborto do que recensear-se num consulado Português!

Quando novas eleições se aproximam, eu pergunto-me porque é que as pessoas que são da verdadeira direita não tem um partido no qual votar em Portugal? 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tutuizações abusivas

Vamos lá ver uma coisa… Os senhores que gerem newsletters e serviços online aos clientes devem entender uma coisa: nós, clientes não somos vossos amigos! Nem sequer vos conhecemos de lado nenhum. Nós somos apenas uma coisa: vossos clientes! 
Ora, os clientes não são tratados por tu, são tratados por você, o senhor ou, se preferirem, V. Exa. (não me importo). E isto é assim porque senão não faz qualquer sentido a distinção entre tu e você. Tu é para os amigos, para pessoas que conhecemos através dos amigos em ocasiões sociais ou, em geral, para pessoas próximas das nossas idades. O você é para pessoas mais velhas ou quem apenas temos uma relação profissional, de negócios… Uma relação como a que os clientes têm com os vendedores.
Entenderam? Senhores da easyjet, este post é dedicado a V. Exas. Parem de me tratar por tu de cada vez que me enviam um email! Eu nem sequer vos conheço!