Nesta 6a tive o prazer de ir ver o concerto "Zambujo canta Chico" no Grande auditório da Gulbenkian (é sempre um prazer assistir a um concerto do Zambujo). Logo no início do concerto houve um pedido para não se tirar fotografias, filmar ou gravar o espetáculo. Pois nem 5 minutos se tinham passado do início do concerto que logo começaram umas quantas pessoas a sacar dos seus telemóveis, ferindo com isso os olhos que já se tinham habituado ao escuro com aquela irritante luz do visor. Em contravenção ao que tinha acabado de ser pedido, começam a sacar fotografias e, acto contínuo, a postá-las no facebook.
Isto vem de um novo vício social que é o vício de se mostrar presente nos eventos. Já não basta ir a um concerto do Zambujo: tem também que se mostrar a todos os contatos do facebook que se foi ao concerto do Zambujo. Nem basta jantar-se com uns amigos, tem que se mostrar que se jantou com os amigos. Nem basta sequer dar-se um passeio solitário pela natureza para se recarregar as energias: até para aí segue o telemóvel e até, para os mais viciados, o selfie-stick para se ter a certeza que toda a gente sabe que se está a fazer qualquer coisa.
O objetivo de todas este mostrar-se presente não é beneficiar-se os amigos com informação relevante. É apenas mostrar-se que se é ativo, cheio de amigos e programas. No fundo, uma bazófia! E eu nem sou contra bazófias. Um bocadinho de bazófia só nos faz bem ao ego. Mas já sou contra a bazófia quando esta é feita em contravenção das regras estabelecidas (neste caso pela Gulbenkian) e com o o desconforto das pessoas presentes (a luz do visor no escuro da sala).
Por isso, caros bazófios: bazofiem-se mas com limites, sff!
Isto vem de um novo vício social que é o vício de se mostrar presente nos eventos. Já não basta ir a um concerto do Zambujo: tem também que se mostrar a todos os contatos do facebook que se foi ao concerto do Zambujo. Nem basta jantar-se com uns amigos, tem que se mostrar que se jantou com os amigos. Nem basta sequer dar-se um passeio solitário pela natureza para se recarregar as energias: até para aí segue o telemóvel e até, para os mais viciados, o selfie-stick para se ter a certeza que toda a gente sabe que se está a fazer qualquer coisa.
O objetivo de todas este mostrar-se presente não é beneficiar-se os amigos com informação relevante. É apenas mostrar-se que se é ativo, cheio de amigos e programas. No fundo, uma bazófia! E eu nem sou contra bazófias. Um bocadinho de bazófia só nos faz bem ao ego. Mas já sou contra a bazófia quando esta é feita em contravenção das regras estabelecidas (neste caso pela Gulbenkian) e com o o desconforto das pessoas presentes (a luz do visor no escuro da sala).
Por isso, caros bazófios: bazofiem-se mas com limites, sff!