quinta-feira, 31 de agosto de 2006

A mesa é para os amigos

Fui agora à secretária de uma amiga deixar-lhe uma coisa e enquanto estava à procura de um papel para lhe deixar um recado reparei num papelinho que tinha colado no computador que dizia qualquer coisa como: "os amigos também se fazem na mesa do café."
Imediatamente me lembrei do meu jantar de ontem: fui com o Rui jantar a casa da Xana e do Vítor. Sentámo-nos à mesa ainda não eram 9 da noite e só nos levantámos bem depois da 1 da manhã no fim de uma animada sessão de cavaqueira, risos, "pôr a conversa em dia", estórias várias, etc.!
Acabámos de jantar, acabámos as sobremesas, acabámos o café, acabámos meia garrafa de ginginha, acabámos duas garrafas de água e parecia que só a conversa não acabaria se algum sentido de reponsabilidade não nos obrigasse a pormos um fim ao serão, porque hoje é dia de trabalho.
Pelos vistos, à mesa não só se fazem os amigos, como também se mantém amigos de longa data!
Talvez não seja inocente que Deus tenha enviado o Seu Filho a nascer em casa de um carpinteiro: são eles quem faz as mesas...

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Mãe solteira?

Curiosidade na Wikipédia:
"Sabia que:
A mais jovem mãe do mundo foi Lina Medina, uma peruana que teve um filho aos cinco anos de idade?"
Tenho a impressão de que é daquelas coisas que eu preferia não saber...
Mas agora que sei, pergunto aos médicos deste país se isto é vagamente possível ou só pode ser lenda?
Já nem vou comentar o facto de quem seria o Pai da criança e da forte probabilidade de ser uma pessoa com graves desvios de personalidade... Sim, não me venham agora dizer que era um miúdo com 6 ou 7 anos, e que eles já namoravam pelo menos há dois anos quando tomaram a decisão de ter um filho!

Gente gira!

As Portuguesas estão mais giras!
Esta é uma conclusão de um estudo encomendado pelo blogadíssimo a um ilustre jurista-sociólogo da nossa praça, que o realizou na linha amarela do metro de Lisboa entre o Campo Pequeno e o Rato.
De facto, quando o referido jurista-sociólogo chegou a Lisboa, passados 6 meses na República Popular da China, quase entrou em depressão por achar as mulheres que via todos os dias no metro dantescamente horrorosas: gordas, esquálidas, mal cuidadas e com ar antipático. Em tudo isto opostas às chinesas que são quase invariavelmente magras, mais cuidadas no seu aspecto pessoal e com um ar sempre sorridente, o que lhes confere uma beleza especial.
No entanto, numa altura em que as Portuguesas que andam de metro estão a voltar de férias, as conclusões imediatas são que:
- ou perderam peso ou estão a usar roupas que disfarçam melhor os quilinhos a mais (note-se que o ilustre estudioso é homem, por isso deixa-se enganar fácilmente por roupas que disfarçam os quilos a mais);
- estão mais bronzeadas;
- estão com um ar mais feliz e sorridente.
No seu aprofundado estudo e em declarações exclusivas para o blogadíssimo, o ilustre jurista-sociólogo tira as seguintes conclusões:
"As Portuguesas estão mais giras depois das férias porque tiveram que emagrecer por causa praia e puderam-se bronzear. Como estão mais giras, ficam mais felizes e por isso ficam ainda mais giras. Isso também se repercute nos homens que, vendo mulheres mais giras, chegam mais felizes ao seu destino e também têm tendência para se cuidar melhor, a fim de chamar a atenção das tais mulheres, agora mais giras.
Sendo assim - conclui o jurista-sociólogo- o governo devia conceder mais um mês de férias a meio do Inverno e subsídios para as viagens ao hemisfério Sul, onde nessa altura é Verão, a fim de que os Portugueses estejam giros e contentes todo o ano."

domingo, 27 de agosto de 2006

Berlengas - 26.08.2006

Berlengas - VIII

Passadas que foram seis horas na Ilha da Berlenga, lá tivémos que voltar a casa. Coisas de maior importância, como o primeiro jogo do Sporting no campeonato 2006/2007 chamavam por algum de nós em Lisboa (é aproveitar o Paizinho estar fora e usar o lugar reservado enquanto se pode).
Grande viagem e grande vitória para fazer um grande dia!

Berlengas - VII

Impõe-se sempre fazer uma voltinha às grutas da Ilha.

Berlengas - VII

Não se pode dizer que a água estivesse quente, mas lá que é linda e transparente é.

Berlengas - VI

Destemidos cavalheiros e valentes damas à conquista do forte de São João Baptista.

Berlengas V

Note-se quão seco está o rapazinho de trás...

Berlengas - IV

Terra à vista!

Berlengas - III

O grupo contava com quatro rapazes que qual Gama ou qual Cabral preferiram ficar ensopados até aos ossos e a tiritar de frio mas a ir a enfrentar o mar de frente do que darem parte de fracos e sentarem-se lá atrás com as meninas e com o menino João, que nem deve saber o que é o espírito de Gama ou Cabral.

Berlengas - II

Acima de tudo era um grupo cheio de pinta.
(Zé, que tal uma visita à Multiopticas?)

Berlengas - I

Uns quantos destemidos exploradores decidiram ir este fim-de-semana às Berlengas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Noiva?

Eu até nem sou uma pessoa que se possa considerar supersticiosa, mas lá que acredito em sinais de Deus acredito...
E quando, no MEU DIA DE ANOS, vou a ler a leitura escolhida pela Igreja para este dia (Livro do Apocalipse, 9) e está lá escrito:
Depois, um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos sete últimos flagelos aproximou-se, dirigiu-se a mim e disse: «Vem cá. Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro.»
Vejo nisso um sinal de Deus!
E esqueçam lá a estória das taças com flagelos que isso deve ter ido aí parar por engano. E essa coisa de a noiva já ser casada com o cordeiro também me deixou intrigado... Será que a minha noiva é freira? Eu não quero desviar vocações consagradas, mas se o sinal vem de Deus...

Obrigado!

Obrigado Pequim!

Olhei para o céu e estava estrelado...

Nada faria prever, nesse dia de São Bartolomeu de 1980, que a Gracinha ia ter um filho. Ainda estava só de 8 meses a gozar as suas férias na Figueira da Foz e nem sequer tinha trazido de Lisboa as roupas do bébé.
No entanto, pouco antes das nove da manhã o gaiato começa a dar sinais de que queria sair. Que stress! Que pressa!
O Diogo Inácio ainda põe a ideia de irem para Coimbra a abrir no velho dyane, mas essa ideia é posta de parte pela urgência da situação. Atravessam a ainda nova ponte da Figueira, recém inaugurada, numa velocidade alucinante como se tivessem possuídos pelo demo (bem puxadinho o dyane chegava aos 80kms/h) e lá chegam a Lavos, onde se situa o hospital distrital da Figueira da Foz.
A falta de médico de serviço vem-se a revelar uma dôr de cabeça com que não se tinha contado, mas lá acabou por aparecer um doutor qualquer vindo sabe-se lá de onde numa altura em que os telemóveis ainda não passavam de uma alusão dos filmes de ficção científica.
Na falta de berçário, o pequeno Diogo Maria fica na cama da Mãe por isso a hipótese constantemente avançada pelos três irmãos de que este teria sido trocado apresenta-se absolutamente infundada. Na falta de roupas, lá vão a Tia Rosarinho e o Tio Zé Manel buscar a mala do recém-nascido a casa e levam-na para a Figueira. Até à sua chegada o pequeno Diogo Maria, prematuro de um mês, ficou a nadar dentro de um babygrow uns quantos números acima do seu tamanho, castanho e com bolas - consta que o rapaz melhorou bastante a sua forma de vestir desde então.
E registar o miúdo? Outra dor de cabeça... A conservadora não queria aceitar o nome que acabou por ser o meu e que hoje em dia até na China é conhecido na sua totalidade...
Valeu a pena?
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
Parabéns aos meus paizinhos pelo rebento!

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Querida Alexandra:

Respondo aqui ao comentário que deixaste no meu post anterior porque esta resposta pode ser muito útil para muita gente...
Oh Alexandra! Fiquei chocado com a pouca ideia que fazes da minha pessoa, tu que me conheces há 16 anos... Eu cá, para arranjar descontos, sou perito, por isso Deus Nosso Senhor, a Virgem Santíssima e todos os Santos e Santas da Igreja me livrem e guardem de tal sina de estar 40 anos sem descontos, que deve equivaler mais ou menos a 40 anos no Purgatório! Achas mesmo que isso poderia alguma vez acontecer a um menino tão bem comportado e composto como eu???
Pelas minhas contas eu só vou ter que estar um ano da minha vida sem descontos... Passo a explicar:
1- Cartão Jovem: podes tirar o cartão jovem até ao dia em que completas 26 anos; o cartão dura até ao fim do mês em que o tiraste mas do ano seguinte, ou seja, se o tirares no princípio de um mês, dura-te durante 13 meses. Ora eu tirei o meu último cartão jovem no princípio deste mês, o que quer dizer que me dura até ao fim do mês de Agosto de 2007, altura em que já terei 27 anos.
2- Purgatório: Chegado aos 27 anos e uma semana fico sem descontos durante um ano e aí vou precisar de terapia intensa para superar o trauma.
3- Estudante: Se tudo correr conforme o planeado, em Setembro ou Outubro de 2008 começo o Doutoramento. Sabes o que isso quer dizer, Xaninha? Descontos de estudante durante cerca de cinco anos, mas pode ser mais: tenciono adiar essa situação o máximo possível só para poder usufruir dos descontos!
4- Advogado: Se a coisa de ser Estudante não resultar (tem que se ter sempre uma alternativa que nos garanta descontos), tenciono tirar proveito das vantagens da cédula profissional de Advogado nos acordos que a Ordem tem com alguns ginásios, seguros de vida e saúde, etc.
5- Professor: Concluído o Doutoramento (se o fizer) quero dar aulas. Na China confirmei a minha já antiga teoria de que eu adoraria dar aulas nas Universidades. Tens noção de que há um cartão da Tagus que se chama "cartão internacional do Professor" que dá imensas vantagens a quem lecciona?
6- Pai: Queira Deus que eu me case e que consiga ter e adoptar filhos e eu terei uma prole com nunca menos de cinco elementos. Com pelo menos três filhos já me posso inscrever na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (da qual neste momento já faço parte como filho) e usufruir dos descontos que a APFN contratou para os seus Associados.
Poderia continuar a enumerar aqui mil e uma maneiras de ter desconto, mas algumas delas mais vale dizer-te amanhã em segredo porque aqui poderiam pôr em causa a minha imaculada reputação de pessoa íntegra e honesta.

O dia de São Bartolomeu é já amanhã!

Último dia com 25 anos!

IKEA

Bem, isto a vida não é só blogar e eu tenho que trabalhar, mas não podia ir-me embora sem um comentário muito breve ao meu serão de ontem passada na óptima companhia da Maria João e da Inês.
Fui pela primeira vez a essa Meca da decoração gira, barata e "do it yourself" vinda directamente da Suécia que dá pelo nome de IKEA e percebi que nos próximos meses até vou perder a conta das minhas visitas àquele estabelecimento comercial.
A Inês e eu tivémos a sorte de ter uma guia profissional, que conhece o IKEA de ponta a ponta, que sabe que "isso não porque lá à frente há melhor", que sabe ir dar aos sítios certos para comprar exactamente o que se precisa, etc. Obrigado Maria João!
E não é que estas senhoras até já me deram presentes de anos adiantados importados da Suécia directamente para o Châteaux d'Alvim que passou agora a contar com um faqueiro, um conjunto de tupperwares e um jarro de água!
Para além disso eu comprei também um candeeiro de pé alto para a sala que já está mais iluminadinha e um mega espelho para a minha casa-de-banho - se há coisa que eu aprendi na China, onde tinha um espelhinho mínimo que quase nem dava para me ver a fazer a barba, é que um espelho é uma coisa muito importante numa casa-de-banho! Devo confessar que até gosto de lançar uma mirada antes de sair de casa para ver se consegui ficar ainda mais giro que no dia anterior...

Primíssimos em Londres

Ontem recebi a primeira carta no Châteaux d'Alvim!
Quer dizer, por acaso até recebi três cartas, mas as cartas de "bem vindo ao clube" da EPAL e da EDP não me entusiasmaram por aí além. Apesar disso, muito obrigado meus senhores, espero que tenhamos uma boa relação mas, para tal, V. Exas. não deverão cobrar muito porque eu não adoro pagar seja o que for.
Voltemos então à carta que interessa:
Veio de Londres...
Num envelope azul...
Estranhamente não estava endereçada ao "Châteaux d'Alvim" mas o vivaço do carteiro mesmo assim percebeu que era para ali...
Tinha lá dentro um postal GIRÍSSIMO a dar-me os Parabéns pela casa nova...
No postal tinha lá colado um presentinho muito útil para um amigo de Baco como eu, um "apara pingos" para pôr no gargalo da garrafa e impedir de pingar quando se verte o vinho.
Obrigado Mariana e Nuno!

A minha casinha: Sala III

O joelho é o meu... Sexy, não é?
Mafalda, da próxima tenta fotografar um bocadinho mais da perna para se ver como o joelho se integra bem no conjunto.

A minha casinha: Sala II

Da minha sala vê-se a lua!

A minha casinha: Sala I

Aqui continuam as fotos no Châteaux d'Alvim tiradas pela blogadora do blog do lado...
Esta foi tirada na minha sala: como podem ver, muito espaçosa!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Dia de São Bartolomeu

O dia de São bartolomeu aproxima-se. Hoje e amanhã ainda tenho apenas 25 aninhos. Depois disso sou uma pessoa totalmente nova, mas já assim a dar para o idosa, claro está!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

A minha casinha: casa-de-banho


A Mafalda teve a gentileza de ceder para este pouco fotogénico blog, algumas fotografias da minha casa nova. O blogadoríssimo do blogadíssimo, blogadíssimamente agradece!

Algarve

E pronto! Estou de volta e comigo a actividade neste magnificíssimo, brilhantíssimo, inteligentíssimo, descansadíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. E estou de volta nem mais nem menos do que do Algarve. É verdade... Eu bem sei que não sou um frequentador assíduo do Reino dos Algarves e que até já lá nem ia há três anos, e que por essa altura já lá não ia há cerca de quatro anos, mas este ano, foi esse o destino destes meus breves seis dias de descanso.
E sabem que mais? Descobri coisas lindas no Algarve!
Fui a praias rodeadas de falésias onde, se nadasse para lá dessas falésias encontrava outras praias por vezes desertas; descobri grutas na praia que conduziam a outras praias; nadei como se não houvesse amanhã para lá de rochas, falésias e ilhotas de pedra para descobrir novas rochas, falésias e ilhotas de pedra...
QUASE que me convertia ao Algarve, apesar de o tempo não ter estado tão bom como se apregoa (ao menos esteve pior no resto do país)...
Mas reparem no nada subtil QUASE escrito em letras maiusculas. É que o Algarve tem um enormíssimo problema que o estraga por completo: os Algarvios!
Raça de gente que deixou arruinar aquele país* com construção desenfreada de casas que estão habitadas três meses por ano, que é antipática como as portas no atendimento ao público, que é vagarosa e ineficiente a servir em cafés e restaurantes, que trata mal os Portugueses e bajula os estrangeiros, que tenta enganar nos trocos, etc., etc., etc..
Eu nem sequer gosto de generalizar nestas coisas e até já estou habituado a Lisboa, onde as pessoas são muito menos simpáticas que no resto do país (Algarve obviamente não incluído), mas é incrível como em seis dias em que frequentei os cafés e restaurantes daquele país só uma vez fui bem servido e foi por uns imigrantes Romenos.
Por tudo isto aqui faço um apelo. Caros imigrantes Brasileiros, Africanos, Eslavos e Asiáticos: façam um grande favor a todos nós e invadam o Algarve, ocupem algumas das muitíssimas casas desabitadas que por lá andam e mandem os Algarvios para o Norte de África de onde nunca deviam ter saído. Portugal, o verdadeiro, reconhecidamente agradece!
* Se dissermos que o Algarve é um país, não somos obrigados a dizer que os Algarvios são Portugueses!
PS: Eu não deveria estar de melhor humor que isto ao voltar de férias?

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

FÉRIAS

A partir de hoje e até Domingo o blogadíssimo vai estar meio parado.
Motivos? Os melhores...

Estórias de uma coelhinha

Aqueles que de entre vós tendes mentes sujas e mundanas, já estáveis a pensar pelo título noutras coisas, mas não estou aqui a falar daquelas misses coelhinhas meias desnudadas que existem lá para os Estates! Tende pudor, que este é um blog respeitabilíssimo! Estou mesmo a falar das outras, aquelas que têm muito pêlo, longas orelhas e andam por aí aos saltos de um lado para o outro.
Pois é, a minha amiga Isabel tem uma coelha em casa como animal de estimação - ora eu que não resisto a um bom arroz de coelho, acho um desperdício não se levar o bicho para o tacho, mas a Isabel, em vez disso, leva-a ao Odontoveterinário! Pois é verdade, isso existe mesmo! Um veterinário que trata dos dentes dos coelhos e outros "animais exóticos" (tudo o que é pequeno e não é um cão ou um gato).
Então aqui há uns tempos, considerou-se necessário que a coelha fosse operada aos dentes por qualquer motivo que foi muito bem explicado pela Isabel mas muito mal ouvido por mim que já estava a gargalhar como se não houvesse amanhã. É que já estava a ver a imagem da coelha deitada na marquesa com uns quantos veterinários dentistas com bata verde à volta dela- sim, eu tive dois dentistas e uma quase dentista a arrancarem-me três cisos, por isso calculo que a bichita também precisasse de mais que um...
Pois que com tanta gargalhada ontem ao jantar, até me esqueci de perguntar quantos odontoveterinários foram precisos para aquela pequena e saltitante criatura, mas pelo menos ainda percebi que teve direito a anestesia geral. Da próxima tenho que pedir à Isabel que me leve a assistir a uma operação destas!

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Cucu!

tic-tac-tic
O relógio não pára!
tic-tac-tic
O tempo está aí...
tic-tac-tic
Não quero acordar.
trrriiimmm
Vou para o banho.
tic-tac-tic
Continuas?
tic-tac-tic
Nem mais cinco minutos?
tic-tac-tic
Saio de casa...
tic-tac-tic
Que calor!
tic-tac-tic
O relógio não pára!

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Château d'Alvim com água e luz

Hoje passei duas horinhas sentado no chão da minha casa nova, a. k. a. Château d'Alvim, a ler o Processo, de Franz Kafka, enquanto esperava pelos técnicos da EDP e da EPAL, mas agora a minha casinha já tem luz e água!
Para assinalar este facto, deixo aqui a visão que do Château d'Alvim teve a Mafalda.
"Naturalmente que o Chateux D'Alvim está aprovado. Existem , no entanto,algumas condições de entrada, ou não seja uma casa de gente séria! Assim, para aceder à casa de banho só podem ser pessoas de peso pluma a médios. Pesos pesados não têm possibilidade de usufruir dessa divisão sob o risco de nunca mais dela voltarem a saír. Subir para o primeiro andar, perdão, para a parte de cima do duplex só para pessoas, não só dentro dos pesos mencionados acima, como também com uma altura máxima...Porque como bom advogado que é, o dono da casa não pode dar azo a futuros processos ligados a cabeças partidas, quedas desastrosas e afins. É que as escadas em caracol exigem um nível de sobriedade elevado e uma altura...não muito elevada!
Mas, esclarece-se os senhores leitores que relativamente ao resto da casa, as únicas condições de entrada estão dependentes do dono da mesma! O que já não é pouco... :)
De resto, é a primeira casa na Lapa que se conhece que parece sair de outro bairo, nomeadamente de...Alfama! Pitoresco, como esse bairro é, com vizinhas por todo o lado como esse bairro é, casas de boneca como...enfim... a diferença é só que se encontra uns kilometros ao lado!"

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Desabafo do dia...

Está-me a apetecer ser rico e poder viver dos rendimentos!
Não é uma coisa que me acontece todos os dias, normalmente gosto muito de nunca ter tido cheta para mandar cantar um cego e de a ter agora graças ao meu trabalhinho, mas a sério que hoje estou diferente!
Hoje queria viver dos rendimentos numa bruta casa à beira-mar, perto do campo mas não longe de Lisboa (tipo Praia Grande), ter um yacht com não sei quantos pés para ir agora até aos Açores, que eu não conheço e tudo isto sem fazer a ponta! Contratava um bom e fiável gestor para tratar da minha fortuna e mais nada!
Só hoje... Não todos os dias! Eu até gosto de trabalhar, mas hoje queria mesmo ser um inútil cheio de papel!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Férias

Há não sei quantas férias que não descanso, mas sempre por opção minha. No ano passado troquei a praia por Oxford, há dois anos pela Dinamarca, há três por Alcoutim e em Fevereiro percorri a China de lés a lés... Todas estas viagens enriqueceram-me e marcaram-me muito.
Em Alcoutim motivei-me para a Advocacia, que antes não me motivava mesmo nada e que eu ia começar apenas por não ter encontrado mais nada para fazer.
Na Dinamarca decidi enveredar pelo Direito do Ambiente e começar uma pós-graduação nessa área que me enriqueceu imenso e que definiu a área do Direito na qual queria trabalhar (ao fim de um ano de estágio ainda só sabia que NÃO queria trabalhar em Fiscal ou Comercial). Por essa altura já gostava da Advocacia e do Direito, só não sabia em que área apostar e hoje já não há mercado para Advogados generalistas.
Em Oxford fui convidado para ir dar aulas de Inglês para a China. Ele há gente que ao ler este post deseje que eu nunca tivesse ido para Oxford porque já não aguenta ouvir falar da China (certo, Zé?), mas não há dúvida que a China foi uma experiência que me enriqueceu imenso - e eu não estou a falar dos 5.000 Yuans de salário. Criei amizades com pessoas dos 4 cantos do mundo e fiquei ainda mais curioso de conhecer mais.
Este ano não vou ter muitas férias agora no Verão: só 3 dias (16-18 de Agosto) que, com um feriado e um fim-de-semana se tornam 6 dias. Não vou para o estrangeiro. Não vou fazer viagens estranhas. Não vou fazer grandes loucuras. Não vou escrever um livro.
Vou só para o Algarve para as casas da Inês e dos meus Pais para descansar: dormir, praiar, esplanadar, conversar, ler... Sinto-me como uma bateria de telemóvel a dar as últimas: de vez em quando apito como que a dizer que vou apagar, mas devo ser uma bateria mesmo muito boa, porque apito, apito e não desligo.
Não me parece que destas férias vá tirar nada mais importante do que apenas o descanso, mas é mesmo disso que eu preciso!

Sobre o Châteaux d'Alvim...

diz a Francisca que o visitou no Domingo:
"Um monte alentejano dentro de Lisboa! Ele tem poço, ele tem vizinhas de idade que metem conversa, ele tem estendais pelo patio fora, ele tem uma porta com janela, daquelas lindas de morrer, ele tem uma escada em caracol, uma casa de banho em que só cabem portugueses*, e duas janelas a dar para os telhados de Lisboa e para a Lua! O Châteaux d'Alvim está aprovado!!"
* E, permitam-me acrescentar, Chineses. Se eu quiser cá ter amigos Chineses, vão todos achar que o único defeito da casa-de-banho é ter aquela estranha retrete ocidental e não o facto de ser mínima.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Encontros ocasionais

Ontem encontrei por acaso na fnac um amigo que já não via desde o liceu. Ele veio ter comigo, disse a gracinha do costume relativa à vestimenta (no liceu não andava de fato) e disse que estava a ir para a Zambujeira do Mar.
Eu - Ih que sorte! É uma praia mesmo boa!
Ele - Eu vou mais para o festival do Sudoeste...
Eu - Ah sim? É um festival de quê?
Ele (um bocadinho chocado com a minha ignorância nestes assuntos, mas a rir-se) - Não mudaste mesmo nada, pois não?
Fiquei chocado com esta reacção! Então ele encontra um senhor de fato, com a sua rija e imponente barba e uma já não dispicienda barriga e acha que esse senhor não mudou nada desde que era um imberbe rapazola!
Ora desculpem lá se a ideia de ir a um festival deste género nunca me passou pela cabeça porque nem nunca tinha disponibilidade financeira (ou sequer grande vontade) para isso e agora é tarde demais para começar!
Não mudei nada! humpf! Fiquei de trombas... Dizer-me isto a mim que já sou um senhor de certa idade!

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

As minhas vizinhas

Levei três amigos à minha casita: as duas Mafaldas e o Tim. Era noite e como aquilo ainda não tem luz, levámos uma lanterna que estava esquecida num carro. Todos eles gostaram da casa mas gostaram especialmente da vizinhança, que acharam muito castiça.
Íamos nós a sair quando vemos uma cabeça branca a assomar a uma janela. Logo a seguir uma outra senhora espreitava por trás dos cortinados. Por último uma senhora veio mesmo à porta, a ver se metia conversa...
"- Boa noite, minha senhora! Este senhor aqui é o seu vizinho novo!" Eu ia passar discretamente e dar as umas educadas boas noites, mas isso não bastaria para o Tim!
Com um sorriso um bocado amarelo lá me apresentei e perguntei o nome à senhora, respondendo também a algumas perguntas: "sim, sim, venho para cá morar... vou-me começar a mudar mas primeiro vêm as coisas e depois venho eu..."
À entrada do pátio estava afixado um aviso do senhorio sobre os inquilinos do n.º 12 que não se tinham portado lá muito bem mas que o tribunal arbitral já tinha metido na ordem.
Quando estávamos a sair já uma vizinha em roupão se estava a meter na casa da que tinha falado comigo para saber novidades.
Fiquei um bocadinho em pânico! Eu até que tenho uma vida pacata e sou um rapazito bem comportado, mas coitadas das raparigas que me visitarem, vão ficar com a reputação em ruínas.
Se for só uma: "vai-se lá meter na casa com ele, a desavergonhada!"
Se forem mais: "uma forte galdérice!"

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Uma casa na pradaria

Quando o Filipe me propôs irmos fazer um curso de pára-quedismo, disse-me que podiamos lá ficar a dormir de graça. Ora, quem me conhece sabe bem que se há coisa que eu gosto mesmo é de coisas de graça. Aliás, até há muita gente que poderá, com toda a justiça, achar que um dos principais motivos porque fui tirar o tal curso foi porque lá podia dormir sem pagar!
Quando chegámos ao aeródromo foi-nos dito que íamos dormir num monte que havia do outro lado da pista e a visão não podia ser melhor! A casa era a de um típico monte alentejano, baixa, branquinha, com uma vinha sobre a porta de entrada e um ar mesmo rústico e castiço. Eu nem podia em mim de contentamento: não só não pagava nada pela dormida, como ainda para mais dormia numa casa mesmo gira (eu a pensar que ia dormir num armazém qualquer!). Devo confessar que durante todo o dia olhei com contentamento a casa onde ia dormir, sentindo-me já um bocadinho Alentejano* e tudo.
Ao fim do dia fomos pôr as nossas coisas ao encantador monte e devo dizer que o seu interior não era exactamente muito caiadinho e decorado com aquela mobília Alentejana pintada com flores, como eu tinha imaginado. Digamos que aquilo era assim mais do género daquelas casas que permitem um contacto mais directo com a Natureza.
As paredes, bastante esboroadas, continham uma fantástica variedade de espécies de aranhas, digna de ser estudada por biólogos de renome; o tecto permitia ver o céu laranja do pôr-do-Sol Alentejano; o chão pouco diferia do chão fora de casa e passear descalço naquela casa podia ser uma aventura quase tão entusiasmante como saltar de pára-quedas.
Já desde que saí dos escuteiros que não dormia tão bem integrado na Mãe Natureza!
Aliás, o Manel até me contou que ouviu um urso a dormir no quarto que estava entre os nossos quartos. Eu, graças a Deus, dormi que nem uma pedra, embalado pela mão carinhosa da Natureza naquela acrobacia de dormir em cima de uns bancos todos juntos, mas não consigo perceber como é que o Filipe, que dormiu nesse tal quarto, conseguiu dormir com um urso a ressonar ao pé dele! E eu que não sabia que havia ursos no Alentejo!
*Para quem não saiba, as minhas origens são Beirãs, motivo porque sibilo um bocadinho quando rezo o terço.