E agora, sem ser em pergunta para os médicos, pergunto mais aos Senhores Ministros da Saúde e das Finanças.
Nas notícias da Lusa, pude ler mais sobre esta vacina e dizia lá o seguinte: "O cancro do colo do útero mata uma mulher a cada dois minutos - uma por dia em Portugal - e destrói a vida sexual, familiar e social das sobreviventes deste carcinoma. Portugal tem a mais alta incidência da Europa deste cancro, cuja principal causa é o vírus HPV, registando 900 novos casos por ano e mais de 300 casos mortais."
Também é dito que a vacina deve ser tomada em três doses e que cada dose custará cerca de €160,00 e que o Estado não comparticipará tal vacina. Eu até compreenderia se me dissessem que o Orçamento de Estado está depauperado e que estamos na miséria, logo o Estado não pode comparticipar nem que seja com 20% ou 30% da vacina. Mas a sério que, depois de ter sido dito que caso o Sim à liberalização do aborto ganhe, o Estado está disposto a comparticipar os abortos, eu já achava que estavamos a nadar em dinheiro.
Como contribuinte, e já que o dinheiro é escasso, prefiro que o Estado comparticipe uma vacina 100% eficaz que pode salvar a vida a 300 pessoas por ano e a saúde de outras 600 que não morrem, a que comparticipe a morte de uma vida humana absolutamente inocente e dotada de um DNA diferente dos seus Pais.
1 comentário:
Viva, Diogo!
Tem toda a razão. Mas isso é coisa sem discussão.
Neste nosso Portugal, porém, as coisas estão como estão e parece não haver nada a fazer... por enquanto. É preciso deixar que a maré passe (não esta do aborto, claro, que é muito grave, mas tantas outras similares) e, depois então, retomar um rumo decente.
Quanto ao seu prazer - talvez também estupefacção - quanto à China, partilho-os inteiramente.
A minha estadia lá não foi tão longa quanto a sua, mas deu para ficar impressionadíssimo. Direi mais: estarrecido com tudo quanto vi, ouvi e intuí!
Estive lá em Novembro passado e para lá correria já outra vez, se fosse possível.
Fiz todo o trajecto de Beijing, Xi'an, Shangai, Guilin, Hong Kong e Macau (estas duas últimas já conhecia desde 1999), não me tendo limitado às zonas turísticas. Somado ao que, em 2005, vi no Tibete, dá mesmo vontade de ir para lá. Mesmo a mim que já não tenho nas veias o sangue quente da aventura.
O que mais me surpreendeu, para além do incrível desenvolvimento - o império dos mil anos, este sim, vem aí... - foi o à vontade com que por lá se anda, indo-se a qualquer lado, filmando-se e fotografando-se tudo sem peias, sem que alguém interfira. Apenas no templo do Buda de Jade foi impossível fotografar, mas para preservação.
Fiquei apanhado, creia.
Abraço
Ruben Valle Santos
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