sexta-feira, 31 de março de 2006

Canadá

Esta éstória dos "emigrantes Portugueses" no Canadá está-me a deixar passado!
Então há uns quantos gajos que vão ILEGALMENTE para um país aliado de Portugal e dizem que são refugiados! Com isto, deitam o nome de Portugal pela lama, porque para ser refugiado tem que se vir de uma ditadura, de um país em guerra ou de algum lado com perseguições sistemáticas a um grupo religioso, racial ou étnico, logo, ficam os Canadianos todos a pensar que Portugal é uma espécie de Líbia, Kosovo ou Iraque.
Pois o que é que lhes acontece? São tratados por esta imprensa mentecapta como coitadinhos e recebidos no país de braços abertos!!! E mais... Vai o Prof. Freitas do Amaral para o Canadá ver se os ajuda às custas do Zé Povo, que é honesto e paga os seus impostos*.
Ora, para quem não sabe, o MNE é um brilhante Professor de Direito Público, ensinou-me na Faculdade e foi dos melhores Professores que eu tive, não só do ponto de vista académico como humano. No entanto, devo dizer que o Sr. Professor não está a ser lá muito inteligente nesta situação...
Se queria manter esses gajos no Canadá, fazia passar no parlamento uma Lei que proibisse de entrar no país quem ande lá por fora a difamar a reputação e o bom nome de Portugal. Ora aí é que se tornavam mesmo refugiados e logo iam ver o que era bom para a tosse!
* Como eu, que até fiquei verde quando vi o que eles me tinham"retido na fonte" este mês.

quinta-feira, 30 de março de 2006

O Século Chinês - Federico Rampini

A Mafalda e o Nic têm muito em comum: vivem "na outra banda"*1, são os dois grandes fotógrafos e são muito curiosos... Eu só comento os livros quando os acabo, mas com dois pedidos para revelar o que eu andava a ler pelo metro, decidi abrir uma excepção.
Estou a ler O SÉCULO CHINÊS, escrito pelo correspondente do "La Repubblica" em Pequim, Federico Rampini. Das 395 páginas, ainda só li 115, por isso quaisquer conclusões que eu possa tirar ainda são prematuras, mas já me fez pensar numas quantas coisas...
Voltei da China convencido que nos próximos 50 anos a China ultrapassaria os EUA como 1.ª potência mundial e agora estou na dúvida sobre se já terá ultrapassado e nós, intoxicados com os filmes de Hollywood, os Óscares e a música yankee, nem nos demos conta.
E o motivo porque mudei de opinião é muito simples: é que eu na China vi muita pobreza e muita gente a viver como nas regiões mais pobres de Portugal há 50 anos, mas esqueci-me de um pequeno pormenor: é que existe uma classe alta educada, viajada, com diplomas nas melhores universidades estrangeiras que, mesmo minoritária já vão sendo uns bons milhões. Existe também uma classe média urbana com um bom nível de estudos que, mesmo que também seja minoritária, já será maior do que a população Americana.
Junte-se a isso uma enorme classe baixa que trabalha obedientemente e com disciplina por salários baixíssimos e já dá muito que pensar...
E fiquei a saber uns factos giros: sabiam que a IBM, a ROVER e a UNOCAL foram compradas por empresas Chinesas? Sabiam que o aeroporto de Putong é o maior do mundo (eu achava que era Francoforte)? Sabiam que o circuito mundial de F1 também já se corre em Shanghai?
Mas nem tudo é favorável... Na sua corrida desenfreada a caminho da economia de mercado, os Chineses têm tropeçado no ambiente, no urbanismo, nos testemunhos construídos da sua História, etc.
É um livro bem escrito*2, claro e que nos apresenta uma série de factos sobre a economia, a sociedade e a evolução Chinesa nos últimos anos. Apesar de ainda ir a 1/3, recomendo.
*1 A Mafalda na outra banda agora que eu estou em Lisboa e o Nic na outra banda quando eu estava em Shantou
*2 E bem traduzido, porque a última tradução que eu li do Italiano, o "nome da rosa" tive que deixar a meio por estar tão mal traduzida!

quarta-feira, 29 de março de 2006

Blogadíssimamente...

Metro

Hoje o metro estava tão cheio que eu não conseguia sequer abrir o meu livro até ao Marquês de Pombal, vai daí comecei a olhar para as pessoas que me estavam a esborrachar e percebi a óptima oportunidade que eu estava a perder de saber imensas coisas devido ao pudor de meter conversa.
Passo a explicar. Do meu lado esquerdo estava uma senhora muito pequenininha nos seus trintas com ar de professora primária; à minha frente estava um senhor nos seus cinquentas que só podia ser arquitecto porque levava um tubo de plástico daqueles em que os arquitectos metem as plantas dos edifícios; esborrachado entre o meu lado direito e a porta estava um rapaz nos seus vintes e poucos com um código civil na mão que só podia ser estudante universitário...
Ora, todas estas me pareceram pessoas muito interessantes para meter conversa, perguntar coisas sobre as suas vidas profissionais, discutir opiniões sobre tudo e sobre nada, etc.
Mas porque tenho este pudor de meter conversa com estranhos porque estaria a invadir o seu espaço e ainda iam achar que eu ou me estava a fazer a eles ou era louco, fiquei caladinho, apertadinho e enfiadozinho no meu mundo até que cheguei ao Marquês.
Daí até à Baixa-Chiado lá voltei ao meu livro e deixei de divagar sobre a vida das pessoas que me rodeavam. Aposto que nessa altura alguém estava a olhar para mim e a pensar: "olha ali vai alguém interessado na China (por causa do meu livro) com quem poderia ter uma conversa interessante!" Mas por pudor de invadir o meu espaço ou por achar que eu ia pensar que se estava a fazer a mim ou era louco/a, ficou no seu canto.
E assim se perdem grandes oportunidades de ter conversas interessantes e de conhecer pessoas!

terça-feira, 28 de março de 2006

Faz de Conta, do livro "Aquela Nuvem e outros"

Este poema foi-me deixado num comentário ao poema sobre a Primavera pela "Directora" e eu achei que valia a pena ser lido. E fiquei com uma questão: cara directora, o palco do ginásio grande é o palco do Externato do Parque? Fomos colegas?
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- Faz de conta que sou abelha.
- Eu serei a flor mais bela
.
- Faz de conta que sou cardo.
- Eu serei somente orvalho.
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- Faz de conta que sou potro.
- Eu serei sombra em Agosto.
.
- Faz de conta que sou choupo.
- Eu serei pássaro louco,
pássaro voando e voando
sobre ti vezes sem conta.
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- Faz de conta, faz de conta."
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Eugénio de Andrade

Nova Moda

Uma manhã como todas as outras manhãs: saio de casa, com o meu livro debaixo do braço que serve para matar o tédio do percurso do metro, entro na estação do Campo Pequeno, abro odito cujo leio um capítulo, saio no Marquês e é aí que tudo muda!
Reparo pela primeira vez que tinha posto o fato das riscas... "Podia jurar que tinha posto o cinzento liso!"
Olho para as calças e desfaz-se o mistério: tinha posto as calças de um fato e o casaco do outro. Começo a olhar em volta à procura de um homem que tivesse feito o mesmo, mas nenhum dos 1.856 homens de fato com quem me cruzei entre o Marquês e a Baixa-Chiado tinham cometido o mesmo erro!
Aí começo a reparar na expressão de admiração das pessoas e até conseguia ouvir os seus pensamentos: "que bem que aquele bem apessoado jovem fica com as calças de nação diferente do casaco!"
Ao chegar ao trabalho já não tinha dúvidas de que tinha lançado uma moda. Amanhã, pelo menos metade dos 1.856 homens de fato com que me cruzei hoje vão estar a usar as calças de nação diferente do casaco.

segunda-feira, 27 de março de 2006

Frida

Depois de já andarmos a adiar a ida à exposição da Frida, no CCB, há três semanas, este Domingo à tarde lá nos metemos a caminho mas em vez de vermos a Frida vimos esta bela exposição.
Eram metalizados, azuis, encarnados, pretos, mas não pareciam nenhuma obra de arte, até porque deitavam fumo e apitavam. Vá-se lá saber porque motivo (a maratona já tinha acabado) a Av. da Índia (ou Marginal, segundo certa pessoa) estava completamente entupida.
Como se não bastasse, quando lá chegámos ao CCB, tarde e a más horas, estava tudo tão cheio por causa da festa da Primavera, que desistimos!
Uma diversão!

Alvinzada

Nos loucos anos 20 do século passado, um tímido e reservado rapaz de cabelo e olhos claros, de seu nome António, conheceu uma rapariga divertida e expansiva de cabelo e olhos escuros, de seu nome Maria do Carmo. Apaixonaram-se, casaram-se e viveram felizes para sempre.
Esta pode parecer apenas mais uma história de amor, mas foi muito mais do que isso, é que dessa história de amor nasceram nada mais, nada menos do que 13 filhos*, o que deu origem a muitas outras histórias de amor de onde vão nascendo mais e mais frutos. São, ao todo, 118 filhos, netos e bisnetos, sendo que uma boa parte dos netos ainda não casou nem teve filhos ou casou recentemente, pelo que, nos próximos anos, este número tende a aumentar muitíssimo.
O reservado António e a expansiva Maria do Carmo são, como já devem ter calculado, os meus avós e este Sábado celebrámos o centenário dos dois com todos os descendentes que vivem em Portugal e ainda a minha manita que veio do Luxemburgo só para esta festa. Infelizmente os meus primos que vivem em Inglaterra, na Finlândia, em França e na África do Sul não puderam vir, mas juntar-se quase 100 pessoas numa Missa de Acção de Graças pela vida do avô António e da avó Carmo, seguida de um almoço muito divertido e cheio de conversa já é obra! E tudo graças à mais nova dos 13, a Tia Rosarinho, que nos últimos meses não se poupou a esforços para juntar a família toda. Tiazaça, a Alvinzada, reconhecida, agradece!
*Aqui estou a ser injusto e a não contar com aqueles que não passaram da infância...

sexta-feira, 24 de março de 2006

Crash

Não gostava de andar aqui a repetir o que a minha irmã e o Tiago já escreveram sobre o Crash, mas não posso resistir a escrever um bocadinho sobre este filme e sobre o tema inerente a todo ele.
É que este filme não pode deixar ninguém indiferente! Mais do que tratar de racismo, trata de pré-conceitos e de atitudes humanas perante as diferenças rácicas.
Pré-conceitos* são os conceitos que ganhamos sobre certas experiências ou certas coisas antes de vivermos essa experiência ou conhecermos essas coisas. Deste modo, os pré-conceitos até podem ser bons, porque nos alertam para alguma coisa que já foi antes vivida por outras pessoas.
No entanto, os pré-conceitos também podem ser maus quando mal geridos... Se um pré-conceito nos impede de conhecermos melhor uma pessoa para passarmos a ter um conceito (sem pré), ou nos impede de nos deixarmos "cativar" por essa pessoa, então ele é mau.
Os preconceitos raramente são de apenas uma pessoa, mas sim de uma comunidade. Quem é que já não ouviu dizer que "os Franceses são todos uns antipáticos", que "os pretos andam aí só para roubar a gente" ou que "os Chineses não são nada amistosos"? Estes são os pré-conceitos mais tradicionais...
Mas hoje em dia há outro tipo de pré-conceitos, os do políticamente correcto, principalmente nos EUA, com diferentes nomes para tudo (os afro-americans, os native-americans, etc.) e com atitudes que pecam por um certo paternalismo de protecção das minorias étnicas.
E o Crash toca mesmo em todos estes sentimentos. Não pude deixar de me sentir identificado com muitas atitudes que achei más, não pude deixar de ficar a pensar nos pré-conceitos que eu próprio tenho.

quinta-feira, 23 de março de 2006

A mesma atitude de alguém perante a mesma situação, pode gerar denominações completamente diferentes, dependendo do avaliador.
Passo a explicar com um exemplo pessoal.
Tenho uma relação de uma certa austeridade com o dinheiro e com as compras. Antes de comprar uma coisa faço-me a mim próprio uma série de perguntas:
- Preciso mesmo desta coisa?
- Se não preciso, será que, ao menos me traz alguma felicidade?
- Se preciso, ou se me traz felicidade, será que eu não consigo encontrar noutro lugar uma coisa semelhante mas mais barata que atinja os mesmos fins?
Ora, então voltemos ao que principiou esta conversa: as diferentes denominações…
Algumas pessoas consideram-me poupado, outras consideram-me forreta. Pode parecer a mesma coisa mas são coisas diametralmente opostas.É que, se alguém diz que eu sou poupado, está-me a fazer um elogio mas se alguém diz que eu sou forreta está-me a fazer uma crítica, logo a diferença entre uma coisa e outra é abissal.
Será que não dá para arranjar aí uma palavra que não seja nem um elogio, para poder ser utilizada por quem não gosta desta minha característica, nem uma crítica para poder ser utilizada por quem gosta dela?
A gerência agradece!

quarta-feira, 22 de março de 2006

O hábito FAZ o monge

Diálogo hoje de manhã na mercearia aqui ao pé trabalho onde eu costumo ir comprar as minhas provisões para não morrer de fome durante o dia:
- Bom dia Sr. Dr.!
- Sr. Dr.! Mas s senhora não sabe se eu sou Dr.!
- Hummm... A mim não me engana, todos os senhores assim vestidos (leia-se fato e gravata) são Srs. Drs.!
Passa um gajo cinco anos a marrar nas leis, na jurisprudência, na doutrina... Em livros, códigos, sebentas, apontamentos dos melhores da turma, nos nossos próprios miseráveis apontamentos e afinal de contas.... Afinal de contas bastava comprar um fato e uma gravata!
Abaixo as Universidades! Construam-se mais lojas de pronto-a-vestir!

terça-feira, 21 de março de 2006

Primaveríssima

Quando era gaiato, declamei este poema numa festa do Externato do Parque:
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A Primavera é uma árvore com flores a nascer.
A Primavera é o tempo das andorinhas voltarem para cá,
Para os seus ninhos nos beirais.
A Primavera é tempo dos meninos jogarem o pião e ao berlinde no recreio da escola...
... e de brincarem nos passeios e nos jardins depois das aulas, porque é dia.
A Primavera é o tempo de fazer colares de flores.
A Primavera é o tempo a crescer.

Petit noms

Quem é que não teve um daqueles nomes ridículos quando era criança? São os Tonecas, os Nis, as Pipinhas e sei lá o quê mais deste mundo que são atormentados pelos nomes que um qualquer sádico para eles inventou nos anos tormentosos da sua meninice e que nunca conseguirão ser adultos equilibrados por causa desses traumas de infância.
Já é suficientemente mau quando alguém de mais provecta idade insiste em nos tratar por esse nome... Mas então e quando se trata de um amigo de um irmão que já não nos vê há anos e nos encontra numa discoteca rodeados de amigos e se sai com aquela bomba que sempre tentámos esconder de toda a gente?
Que vergonha!!!

Conversas de rua

Conversa que já foi tida há duas semanas em Belém, Domingo na Gulbenkian e hoje no metro:
- Uai ni hau! Ni si Zonguoren ma? (Olá! É Chinês?)
- What?
- Are you Chinese? - Dou sempre o benefício da dúvida, dada a rasquice do meu Mandarim.
- No, I’m Japanese!
- Oh sorry!
E eu que estava convencidíssimo que já sabia distinguir perfeitamente os Chineses dos seus odiados inimigos do arquipélago do lado! Eu já dizia a toda a gente que era como distinguir um Português de um Holandês. O problema é que os Holandeses de hoje em dia já se parecem com Portugueses... Ou vice-versa!

segunda-feira, 20 de março de 2006

Revistas côr-de-rosa

No outro dia dei comigo a folhear uma revista cor-de-rosa juntamente com a Inês e o Filipe e as conclusões a que chegámos foram assustadoras.
Antigamente, as pessoas tinham pudor em revelar os seus sentimentos mais profundos, nomeadamente no que se relaciona a assuntos de coração, para lá de um círculo de amigos íntimos ou de família mais próxima. Esse pudor resguardava o íntimo das pessoas de olhares indiscretos e, ao mesmo tempo, as confidências com amigos eram coisas quase sagradas que fortaleciam as relações entre confidentes.
Hoje qualquer anónimo desconhecido (como eu) pode saber que uma actriz acabou com o namorado porque não conseguia manter essa relação e agora se encontra desiludida com o amor, que uma cantora foi violada por um tio aos 5 anos e os pais se recusavam a acreditar nela ou que uma modelo decidiu tatuar o nome do companheiro, futebolista, porque esse é o homem da vida dela (à cautela, como o filho tem o mesmo nome do companheiro, se as coisas não funcionarem no acompanhamento, pode sempre alegar que é o nome do rapazinho)!
O que é que leva as pessoas a exporem-se assim? O que é que leva as pessoas a escancarem as portas da sua alma e da sua vida sexual para qualquer comprador de uma revista cor-de-rosa os conhecer? O que é feito dessa nobre instituição que é a confidência e o apoio dos amigos íntimos?
E, já agora… O que é que leva os palermas como eu a lerem uma porcaria daquelas?

domingo, 19 de março de 2006

Fauvismo em Lisboa

Vim agora do Museu do Chiado onde está patente até hoje (azarucho de quem não foi!) uma exposição sobre o Fauvismo, estilo pós-impressionista do final de século XIX, princípio do XX, cujo grande impulsionador e maior vulto foi Matisse.
Fauve quer dizer animal selvagem e foi assim chamado por causa do que um crítico de arte escreveu sobre a primeira exposição do grupo. Achou a pintura de tal maneira selvagem, que apelidou os pintores de animais selvagens.
E, de facto, a expressão não foi mal encontrada! É o tipo de pintura que transmite intensidade de sentimentos, que nos reporta para sensações e não tanto para recordações exteriores.
Apesar de ser uma exposição pequenina, gostei muito. Aproveitei para rever a exposição permanente do Museu, de que também gostei muito: gosto muito de Almada Negreiros: para quando uma mega-exposição com a sua obra?

sábado, 18 de março de 2006


Oh pa mim na bela da mota! Posted by Picasa

sexta-feira, 17 de março de 2006

Happy St. Patrick's Day!

Dear Andrée, dear Grainne, dear Caoimhe, dear Siobahn:
May you be poor in misfortune, rich in blessings, slow to make enemies, quick to make friends but rich or poor, quick or slow, may you know nothing but happiness from this day forward!
Like the goodness of the five loaves and two fishes, which God divided among the five thousand men, may the blessing of the King Who so divided be upon our share of this common meal.
May the road rise to meet you, may the wind be always at your back, the sun shine warm upon your face, the rain fall soft upon your fields and until we meet again may God hold you in the hollow of his hand.
St. Patrick was a gentleman who through strategy and stealth drove all the snakes from Ireland, heres a toasting to his health. But not too many toastings lest you loose yourself and then forget the good St. Patrick and see all those snakes again.
Heres that we may always have a clean shirt a clean conscience and a guinea in our pocket.
Health and long life to you, the woman* of your choice to you, a child every year to you, land without rent to you and may you die in Ireland.
*Hummmm... I didn´t want to change it, but I really wish the man (or the men, you're all still single) of your choice to you!

quinta-feira, 16 de março de 2006

Hamburguers de arroz

"Já mostrámos a nossa inquietação perante o reforço do armamento chinês. Dissemos aos chineses que devem ser transparentes relativamente ao que esse reforço significa", afirmou Rice durante uma conferência de imprensa realizada após um encontro com o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer. In Lusa
Acerca disso dois recadinhos para duas pessoas:
1. Oh Sódona Condoleeza, diga lá uma coisa à gente... Foi a China que invadiu o Afeganistão e o Iraque e já começa a falar em invadir o Irão??? É a China que anda a pôr o mundo muçulmano todo em pé de guerra contra o Ocidente?
2. Caro tio Hu Jintao*: porque é que o tio, para calar essa chata da Condoleeza, não manda os seus dois milhões e meio de soldadinhos invadir os EUA para tornar o mundo mais seguro? Os argumentos a utilizar para justificar tal invasão já têm antecedentes no Direito Internacional: é um país que põe em causa a segurança e a tranquilidade da comunidade internacional...
*Sim, 6 meses a viver na China e tornámo-nos família.

quarta-feira, 15 de março de 2006

O perigo da China

Duas semanas depois de chegar a Lisboa e toda a gente ainda me pergunta se eu me senti muito inseguro na China, se aquilo, realmente, é muito inseguro e se é perigoso para um Ocidental falar de coisas como o Tibete e a Formosa.
Quanto à segurança nas ruas, não me posso queixar. Em Shantou cheguei imensas vezes a casa às tantas, e nem sempre com as minhas capacidades defensivas no seu melhor... Mesmo assim, nunca fui assaltado, nunca me senti ameaçado nem nunca senti qualquer perigo. Quer dizer, quando via ratazanas distraídas que não corriam mal eu me aproximava, batia as palmas e elas lá fugiam preguiçosamente.
Mas não era tudo um mar de rosas. À Olga, uma professora Russa, um homem numa mota roubou-lhe a carteira de puxão e à minha amiga Maggy, Inglesa, cortaram-lhe o bolso do casaco e, discretamente, sem ela dar por isso, roubaram-lhe o MP3 no autocarro. De outra vez vi um assalto à mão armada numa estrada.
Mas também em Lisboa ouço todos os dias falar de assaltos, conheço três Portuguesas que já ficaram sem carteiras em Londres, etc. Não me parece que a China seja de todo mais insegura que a Europa. Então em Pequim, onde se vê exército por todo o lado, não me parece mesmo que haja mais assaltos do que em Fornos de Maceira Dão, onde ainda há três anos uma senhora ficou muito nervosa porque viu uns gandulos que vinham com ar de quem queria assaltar.
Já quanto a temas políticos, eu nunca puxava por eles e, mesmo quando puxados por outros nunca me alongava muito. Só uma vez, numa aula de miúdos mais velhos (+- 17 anos), é que me perguntaram mais directamente porque é que havia alguns países que achavam que a Formosa era independente. Eu ainda tentei desviar a conversa, dizendo que Portugal (Pu Tao Ya) tinha boas relações com a China há quinhentos anos e que não era por esse tipo de questões que íamos romper relações com a China. Mesmo o tipo de resposta que não responde a nada!
Quando eles insistiram eu tive que dizer que toda a gente considerava a Formosa independente e que a maioria dos países só não reconheciam oficialmente essa independência porque a China era um gigante demasiadamente importante.
Resultado: ficaram ofendidíssimos comigo! Mas, que eu saiba, o comité central em Pequim nunca soube desta conversa. Bem... E daí, acho que o homem na alfândega me olhou com um ar suspeito... Talvez tenha desconfiado que eu levava cerca de 200 DVDs na mochila. Mas eram todos para mim!!!

terça-feira, 14 de março de 2006

Rio Sizandro

Gostava de ser daquelas pessoas cultas que são capazes de dizer:
"- Rio Sizandro? Ah, sim, ali em Torres Vedras!"
Em vez de ser o analfabruto que se sai com uma coisa do género:
"- Rio Sizandro? Então agora Angola voltou a ser uma colónia para andarmos a tratar dos rios deles?"

Xico-espertismo II

Ao escrever sobre o Xico-espertismo Chinês, lembrei-me de aqui deixar um exemplo muito vivo do que eram os exames de Inglês numa Universidade onde os alunos estavam a tirar o curso de Inglês.
Entra o aluno, muito provavelmente com um presente de Natal na mão (ainda bem que eu já tinha sido avisado deste hábito de oferecer presentes aos professores durante a oral), senta-se no lugar à minha frente e sorri nervosamente...
- Hello Bob, good morning! How are you?
- Hello Diogo, can I speak about my family?
- Well, I see that you have a very nice voice, so I’m sure you can speak very well!
- I live with my father, my mother and my grandmother. My father is a businessman and my mother is a businesswoman...
(Repare-se que nunca falámos sobre família nas aulas, mas este discurso já vinha preparado por todos.)
- Hum, hum… Thank you! Now, tell me, what can you do in your daily life to help the environment and fight pollution?
- Yes!
- Yes, what?
- I don’t like pollution.
- And how can you fight pollution?
- My father has a restaurant…
- And what can your father do in his restaurant to be environmental friendly?
- My mother helps him. She cooks.
(Ora aqui está a versão Chinesa de uma mulher de negócios!)
- Hum, hum… What about the pollution?
- I like noodles, pizza and hamburgers!
- Do you remember what recycling is?
- I think western food is not healthy.
- Ok, ok… If you don’t want to talk about pollution, let’s talk about the Spring Festival. What do you usually do during the Spring Festival.
- Spring Festival…
- Yes, the Chinese New Year…
- Hum… hum… I like watching TV, playing computer games…
- I like to…
- I like you very much! You're a very nice teacher! Very handsome...
(Sim, também tinha sido avisado que, para além de darem presentes, elogiam muito os professores! Repare-se como ele não se deu conta da minha tentativa de correcção!)
- Thank you! We have to finish our exam.
- Just this?
- I have 50 more students to exam...

O Xico-espertismo

Enquanto que os outros países Europeus têm uns movimentos sócio-culturais nada úteis e que em nada os ajuda no dia-a-dia, como é o caso do Renascimento, Barroco, Classicismo, Luzes, Liberalismo, Modernismo, etc, nós Portugueses há já oito séculos que vamos aperfeiçoando o mais útil movimento sócio-cultural do mundo: o Xico-espertismo, também conhecido por Nacional-porreirismo ou Desenrascanço.
É compreendendo este importante movimento que melhor se pode compreender o espírito e as grandes instiruições Tugas: a cunha, a burocracia, o compadrio e, acima de tudo, essa grande instituição das "três pancadas"- é tudo feito às três pancadas!
Ora, estava eu orgulhoso desta nossa imensa genialidade a nível mundial quando chego à China e me apercebo que, comparado com o Chinês, o nosso Xico-espertismo está como a pedra lascada para o microchip, ou seja, mesmo muito atrasado! Os Chineses têm regras de vida que impressionam qualquer Português e vou aqui exemplificar algumas:
1. Se alguma coisa se avaria, posso arranjá-la, nem que tenha cinquenta anos e esteja de novo avariada no dia seguinte. Aliás, todos os chineses anseiam pelo envelhecimento dos seus electrodomésticos, carros, motas ou esquentadores só para os poderem arranjar todos os dias;
2. Se alguma coisa se parte, posso colá-la, nem que isso se descole no dia seguinte e possa sériamente magoar alguém (já agora, Bernardo, já estás melhor daquela queda da cadeira onde a Lisa tinha caído três dias antes mas que já estava "como nova"?);
3. Se uma peça não encaixa em qualquer sítio, dou-lhe umas pancadas até esta passar a encaixar;
4. Se alguém me nega alguma coisa, reformulo o pedido até à exaustão, sempre com um sorriso, até se obter um nim (aliás, esse é o motivo porque os Chineses nunca dizem não, dizem logo nim, que é para ninguém os chatear mais);
Estes são só alguns exemplos de como temos que trabalhar muito e com muito esforço para podermos chegar aos calcanhares dos Chineses no que toca ao Xico-espertismo.

segunda-feira, 13 de março de 2006

www.luxugal.blogspot.com

A minha irmãzinha, coitadinha, não conseguindo encontrar um emprego em Portugal, deu o salto para o Luxemburgo. Levou a sua mala de cartão com as três saias pretas, as cinco blusas brancas e umas meias bem grossas de lã para não sentir o frio daquelas terras.
Expedita como é, já arranjou trabalho. Aliás, arranjou dois: de manhã trabalha a dias numa casa, que nunca esteve tão limpinha, e da parte da tarde vende fruta num mercado da capital.
Ela ficou um bocadinho traumatizada porque a patroa lhe pediu para tomar banho mais do que uma vez por semana e, como quem não quer a coisa, ofereceu-lhe uma gilette, que ela tem usado para descascar as batatas. São os choques culturais inerentes à emigração!
Esta é mais uma história do êxodo Português para o Luxemburgo... Mas ao contrário de tantas outras que ficaram por documentar, esta vai ser documentada na internet: FIAT LUX! O mais jovem blog de uma emigrante... É que, se há 50 anos os nossos migras se perdiam nas brumas da Europa rica, EUA e Canadá e mais ninguém ouvia falar deles, os nossos migritas de hoje em dia têm esta poderosa arma da blogosfera para não serem esquecidos.
Marianinha: tu deixa-me essas escadarias a brilhar e vende muita fruta que nós, por cá, não te esqueceremos nunca!

sábado, 11 de março de 2006

Tiger Leaping Gorge

Uma pergunta que muita gente me faz sobre a minha viagem pela China, é: "qual foi o melhor lugar onde estiveste nesse mês de viagem?"
Devo dizer que nunca hesito na resposta: tiger leaping gorge (o desfiladeiro do salto do tigre-DST).
O DST fica na Província de Yunnan, perto de Guiling, e eu quando ainda estava na China fiz uma tentativa de descrição do que era a experiência de atravessar o DST mas não me parece muito bem sucedida. Hoje, com um mês de distância, podia pensar-se que poderia descrever melhor o lugar, mas acho que nova tentativa vai acabar necessáriamente gorada.
Por isso, sem grandes descrições do bonito que é o lugar, vou descrever mais factos e utilidades para quem queira lá ir.
De Guiling apanha-se uma carrinha para Qiaotau (lê-se Djiatô) que leva mais de uma hora a chegar lá. Nós éramos um grupo de seis (Nicola, Bernardo, James, Tom, Florian e eu) e, se a memória não me atraiçoa, pagámos cerca de 50 Yuan* cada para lá chegar numa carrinha de uma senhora que nos abordou na rua a perguntar se queriamos ir lá. Este preço já incluía o bilhete para a entrada no desfiladeiro.
Chegádos a Quiatau, deixámos parte da bagagem na Jane's Guest House (cerca de 3 Yuan* por dia) e partimos pelo caminho superior. Aconselho mesmo vivamente deixar-se lá o máximo de bagagem e levar-se apenas uma mochila pequena com o mínimo indispensável.
Há um caminho inferior, que vai junto ao rio, e outro superior, mais duro de se fazer mas com paisagens mais bonitas, que vai pelas montanhas. Acho que vale bem a pena o esforço de se fazer o caminho superior pela beleza impressionante das paisagens.
O primeiro dia foi o mais duro e foi preciso ser muito casmurro para não desistir a meio, mas isto foi principalmente porque eu tinha uma mochila muito pesada às costas (a mochila da Nicola... meninas!). Mas a dureza do caminho foi largamente compensada pela beleza das paisagens. Já estive aqui a ver todas as minhas fotogradias a ver se alguma refletia com precisão quão impressionante aquilo era, mas não a encontrei. Foi pena a Mafalda, com o seu jeito para as fotografias, ainda não estar comigo!
Ficámos na Tea Horse Guest House, onde pagámos 25 Yuan* por noite e onde as refeições também nos ficaram muito baratas. Esta pousada ficava precisamente a meio do caminho que queriamos fazer, por isso foi ouro sobre azul. A vista da janela do meu quarto foi a vista mais bonita da janela de qualquer quarto onde eu alguma vez dormi (quando se sai da cozinha para o pátio, é o edifício de madeira em frente e o quarto era o último do lado esquerdo).
No dia seguinte partimos para fazer a outra metade do DST. Este segundo dia foi incomparavelmente mais fácil, apesar de, mesmo assim, ser um bocado difícil... Passámos pelas cascatas que não estavam muito cheias porque, segundo nos disseram, este ano estava a chover bastante menos do que o habitual. Só para terem uma ideia, era suposto estar a nevar quando lá fomose nós andámos sempre de Tshirt.
No fim do segundo dia ficámos no Chateau de Woody (só pelo nome...) já em Wallnut Garden, o fim do DST. Os preços foram básicamente os mesmos da estalagem do dia anterior. De lá, na manhã seguinte, decidimos descer ao rio para molhar os pés: excusado será dizer que ia ficando com os pés congelados, mas homem que é homem até mergulha no Ártico e não solta um ui! eheheh
Vale a pena fazer o DST nem que se vá sózinho porque nas estalagens está sempre imensa gente nova e simpática de todos os países, que acabam por se conhecer e viajar juntas. Aliás, não ponho de parte a ideia de voltar à China sózinho se não arranjar boa companhia só para viajar pelos lugares onde não viajei e ir também ao Laos e Vietnam.
BOA VIAGEM!

* 1 Yuan = € 0.104523 \ €1,00 = 9.56728 Yuan

sexta-feira, 10 de março de 2006

Noite XL

Hoje a Companhia de Jesus organiza uma mega peregrinação junto ao Tejo para celebrar os 500 anos de São Francisco Xavier. Começa no Mosteiro dos Jerónimos às 10.00, inclui uma volta de cacilheiro, uma visita ao Castelo, uma Missa na Sé, etc.
Só acaba às sete da manhã na Torre de Belém.
Vai ser linda e eu vou estar lá!
Depois mostro fotografias (sim, a my precious também vai).

Notícia da Lusa

"Um roedor semelhante ao esquilo descoberto em 2005 no Laos é afinal sobrevivente de uma espécie que se considerava extinta há 11 milhões de anos, segundo um estudo hoje publicado nos Estados Unidos.
Uma equipa de investigadores norte-americanos, franceses e chineses comparou o esqueleto deste animal com outros exemplares fossilizados de uma espécie de roedores do sudeste asiático desaparecida há 11 milhões de anos e confirmou que se trata da mesma família de mamíferos. "
"O reaparecimento, passados 11 milhões de anos, de uma espécie animal que se julgava extinta é mais fascinante ainda do que a descoberta de uma nova espécie - considerou George Schaller, biólogo da Wildlife Conservation Society (WCS), que em 2005 revelara a existência deste animal então desconhecido."

quarta-feira, 8 de março de 2006

Dia da Mulher

Refletindo sobre o dia das mulheres lembrei-me de uma conversa em que uma amiga me dizia que não se queria casar porque todos os homens eram lixo! LIXO CAROS LEITORES! Claro que eu fiquei escandalizado e até aborrecido com esta afirmação! Não tanto pelo conteúdo, mas por me ser dito a mim que sou homem.
Eu: "Olha lá! Se quiseres dizer que os homens são lixo, ao menos guarda essa observação para as tuas amigas! E, já agora... Eu sou lixo?"
Imaginem o desconforto de me sentir lixo! Não resisti a meter o nariz no sovacame a ver se me tinha esquecido do dezodorizante essa manhã.
Ela: "Não, tu não! Tu até és um homem porreiro"
Eu: "Então e o X?"
Ela: "Nããã... O X também não, é outra excepção que confirma a regra."
Eu: "E o Y, o Z e o K também são lixo?"
Ela: "O Y, o Z e o K... Deixa cá ver... Não! O Y, o Z e o K também não..."
Eu: "Bem, entretanto já percorremos o nosso grupo de amigos quase todos e nenhum é lixo. Que sorte que na pequena cidade de Shantou se tenham reunido tantas excepções!"
Ela: "Ah! O W é lixo!"
Eu: "Pergunto-me qual o conceito que lá no teu país têm de regra-excepção!"

São cinco

Aqui na barra do lado eu só recomendo blogs de amigos, mas não resisto a recomendar um blog que me foi recomendado por um amigo e que achei genial.
Leiam as aventuras e desventuras dos dedos e vejam se concordam comigo.

Cemitérios


Estava eu aqui a tratar de cemitérios (tenho coisas muito divertidas para fazer!) quando dou de caras com este resumo de um decreto-lei de que eu ia precisar:
"Estabelece novo regime jurídico para a trasladação, cremação e incineração dos restos mortais de cidadãos falecidos."
Fiquei eu cá a pensar com os meus botões:
Será que os estrangeiros (não cidadãos) têm outro regime para serem trasladados, cremados ou incinerados em Portugal?
Será que os cidadãos não falecidos (vulgo vivos) obedecem a um outro regime jurídico ou poder-se-á fazer uma interpretação extensiva e entender que os não falecidos podem ser trasladados, cremados e incinerados em igualdade de circunstâncias com os falecidos?
Será que a cidadania não acaba com a morte? Isso poderá explicar que no tempo da outra senhora os mortos votassem.

Frustrações matinais


Estar a ir para a casa de banho e ouvir alguém entrar.
Pegar na caixa dos cereais e já só haver aquelas migalhinhas todas partidas no fundo do pacote.
Quando o nó da gravata não fica bem à primeira tentativa, também se recusa a ficar bem à segunda, terceira...
Chegar à rua e lembrar-se da carteira que ficou em cima da secretária.
Correr para o metro e este fechar as portas na cara.
Ir na rua já com presa e pisar o presentinho do cão de algum dono menos civilizado que não leva o saquinho de plástico e a pinça que dão nas Juntas de Freguesia.

terça-feira, 7 de março de 2006

Lusa

Isto de se ser consultor numa Secretaria de Estado tem muitas vantagens, mas uma delas é de ter acesso à Intranet do governo onde se tem acesso às notícias da Lusa com actualizações constantes.
Começo sempre o meu dia pelas notícias da China, escritas pelo Rui, em casa de quem eu fiquei em Pequim e assim sempre me vou mantendo a par do que se passa nesse país onde tanto gostei de viver...
E sinto sempre que sei alguma coisa que mais ninguém sabe! eheheh

Ecofascista

La na FCB, onde eu trabalhava, o meu amigo Filipe costumava chamar-me de ecofascista e os motivos para isso eram muitos:
- Andava sempre a dizer mal dos copos de plástico para água ou café e estava sempre a promover os seus congéneres de vidro ou louça;
- Queixava-me de se gastar demasiado papel e não dar para usar as folhas velhas como folhas de rascunho;
- Por último, mas o mais importante: andava sempre a chatear toda a gente que acendesse um cigarro no meu gabinete, leccionando longamente sobre os malefícios do tabaco na saúde deles e na minha (claro!).
Estava a falar com ele no outro dia e a lembrar isso porque aqui não há copos de plástico e mesmo as garrafas de água são de vidro, usamos papel reciclado e reutilizamos as folhas de que já não precisamos para rascunho e ninguém fuma aqui dentro!
Cheguei ao paraíso dos ecofascistas!

domingo, 5 de março de 2006

Geração canguru

Uma das boas coisas de que eu me tinha esquecido na China, era de ler a notícias magazine, a revista do DN, todos os Domingos. Hoje retomei esse hábito com muito prazer.
Isabel Stilwell, a directora, fala da geração canguru, ou seja, daquela geração egoísta que tem dificuldades em sair da bolsa marsupial, ou seja, da casa dos Paisinhos e lá fica anos sem fim a chupar o dinheiro dos velhotes e a ir jantar fora aos fins de semana nos restaurantes mais caros de Lisboa*.
Eu, por exemplo, depois de seis meses na China, foi para lá que voltei onde a comida me aparece feita, a roupa passada e lavada e a cama feita de lavado regularmente por obra e graça da nossa Celestina. Mesmo assim, quero começar a comprar a minha casa e mudar-me logo que possível. Mas é aqui que a porca torce o rabo.
Arrendar uma casa está fora de hipótese! As rendas estão tão altas, que não está no seu perfeito juízo quem não preferir pagar um bocadinho mais ao banco e comprar a sua própria casa.
Mas comprar também não é fácil! Ou se aceita ir viver para fora de Lisboa e desperdiçar tempo, paciência e dinheiro em transportes todos os dias, ou paga-se um balúrdio por umas casas medonhas onde qualquer noite prometerá trazer um pesadelo e ainda reumatismo precoce devido à humidade.
E se pensarmos nos macérrimos ordenados que um recém licenciado aufere nos primeiros anos da sua carreira, vemos que pouco mais dará do que para os tais restaurantes caríssimos e os fatos que tem que comprar para poder trabalhar e auferir essa miséria.
Sendo assim, cangurus ou não, que as pessoas desta geração continuem lá em casa dos Paisinhos até que as pessoas das gerações acima se dêm conta que não se pode pedir balúrdios pelas casas que nos querem impingir!
* Desenvolvimento meu...

sábado, 4 de março de 2006

Aeroporto de Schiphol

Acabadinho de chegar de quinze horas de viagem de Hong Kong até Amesterdão, a última coisa que eu queria era passar mais de duas horas num aeroporto, sentado numa cadeira desconfortável, a ver as pessoas a passar de um lado para o outro e a ouvir os constantes anúncios dos passageiros que estão atrasados e dos vôos que vão partir..
Os livros que eu tinha, já estavam todos lidos, não tinha um tostão em Euros para comprar jornais ou um cafézinho, nada! Uma seca, era o que me esperava!
Pois não sabia eu o quanto estava enganado!
Quando lá cheguei, deram-me um folheto com um mapa do aeroporto e algumas explicacões...
Schiphol's Museum! Ora, nada como um Museuzinho para aumentar a cultura e me fazer entrar com o pé direito na velha Europa. A exposição patente era de arte Holandesa do século XVII, o século de ouro Holandês.
O Museu era pequenino, mas bem apresentado e acolhedor- gostei muito!
Depois da visita, voltei a olhar para o guia onde se falava de um meditation centre! Um centro de meditação e oração para qualquer religião. Ora nem mais! Era Domingo e, porque tinha passado o dia em viagem sem possibilidade de ir à Missa, ter uma conversinha com o Amigão não podia vir mais a calhar!
Quando lá cheguei entrei numa espécie de capela sem qualquer símbolo religioso mas com uns vitrais e um ambiente muito bom para oração. Sentado no chão estava um judeu com aqueles carocolinhos, o chapéuzinho que eles usam e tudo, numa cadeira estava um Padre com cabeção que vim a saber que era Católico e Polaco (uma combinação que me agrada muito!) e a um canto, onde estava uma coisa no chão que indicava a orientação de Meca, estavam uns três ou quatro Muçulmanos ajoelhados. Na capela eles tinham encontrado não só a orientação para Meca e o silêncio afastado do buliço do aeroporto, mas também túnicas brancas e tapetes árabes para poderem rezar mais de acordo com os seus hábitos.
Depois de estar a conversar um bocadinho com Ele, fui buscar uma Bíblia. Não só encontrei duas ou três em Português, como uma delas tinha esta inscrição do nosso Dom António Ribeiro!
Da oração à limpeza... Saber que proporcionavam duches foi uma alegria! Infelizmente passageira, os duches eram pagos e eu continuava sem dinheiro!
Vai daí, fui-me deitar numas cadeiras de couro muito confortáveis. Já sabem como é: "ah, e tal e coiso, vou só fechar os olhos por 10 segund... ZZZZ" Um perigo, meus amigos, é o que vos digo! acordei 3 minutos antes do meu vôo que, graças a Deus, se tinha atrasado!
Como eu não sabia do atraso, já lá cheguei esbaforido depois de correr pelo aeroporto inteiro. E olhem que eu não estou a falar do nosso Portelazinho! Corri como do Saldanha à rotunda de Entrecampos, ou mais!
Como podeis ver, se tiverdes que fazer escala em Amesterdão, não precisais de esperar uma seca: ides ter uns momentos bem passados.

It was hard to say goobye!

Mário is a Salvadorian guy who survived three earthquakes, two major floods, 12 years of civil war in Central America and a teeth cleaning in a Chinese dentist!
Amy is a Meiguoren (American), who survived living for 21 years in the US and 2 more years with this Salvadorian guy.
Together they were my most trustworthy friends in Shantou: they were the ones who were always there to listen, to help or just to have a good time going out at night, playing football or just having long talks.
The hardest thing about leaving Shantou, was leaving these two behind!

Yang Shuo

Já antes escrevi aqui sobre Yang Shuo, sobre os terraços de arroz e sobre o povo cujas mulheres cortam o cabelo uma, e apenas uma vez na vida, ao completarem 18 anos.
Aproveito agora para deixar aqui umas fotografias que antes não foi possível deixar. E agora já sei o que vós estais a pensar: "este gajo anda aqui a mostrar as fotos dele porque tem uma avença com o Ministério do Turismo Chinês".
Pois estais errados! Mas agora que me surgiu a ideia, vou escrever para Pequim a ver se estão interessados...

sexta-feira, 3 de março de 2006

Os números nas mãos

Se há coisa que eu estou a estranhar no meu regresso a Portugal, é os gestos para simbolizar os números. A partir do número cinco, os Portugueses têm que usar as duas mãos para mostrar os números, o que se pode mostrar bastante complicado quando se tem uma mão ocupada.
Vai daí, decidi introduzir a contagem Chinesa com as mãos em Portugal:
1 - Polegar para cima;
2 - Polegar e indicador para cima;
3 - Polegar, indicador e o do meio (como é que se chama) para cima;
4 - Polegar, indicador, o do meio e anelar para cima (até agora tudo igual...);
5 - Os cinco dedos esticados e juntos em forma de figo;
6 - Polegar e mindinho para cima (como um cool dude do surf );
7 - Indicador espetado para baixo e polegar na horizontal (fica mesmo a parecer o n.º 7);
8 - Igual ao anterior mas o do meio também vai para baixo;
9 - Indicador para cima curvado e polegar também curvado para o lado;10 - Aqui é que a porca torce o rabo, porque já se usa as duas mãos, fazendo um X com os dois indicadores; mesmo assim, eu vi uns quantos Chineses a cruzar o indicador e o do meio, mas não era lá muito comum.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Um vem, um vai

Ainda mal aterrei em Lisboa e já me preparo para me despedir da minha irmãzinha, coitadinha, que até é boa rapariga, mas que foi mandada para o Luxemburgo durante três meses de castigo.
Digo de castigo porque me disse quem percebe do assunto que no Luxemburgo "no pasa nada" no que toca a vida nocturna e a diversões. Mas eu cá já começo a ficar desconfiado com o que me dizem sobre os outros países: a China, por exemplo, é um país bastante diferente daquilo que me tinha sido descrito.
Sendo assim dentro de uns tempos vão poder encontrar o blogadíssimo no Luxemburgo durante um fim de semanazinho.