Há coisas que eu não entendo bem nos Chinos e não é por eles falarem Chino ou por serem "impenetráveis" como já ouvi dizer em Portugal, é mesmo porque, por vezes, eles são de extremos. Uma das coisas que eu não entendo nos Chinos é a sua soberba para com os empregados.
Hoje, na mercearia, andava uma senhora China com a empregada Filipina atrás. A senhora apontava para as coisas e dizia umas coisas ríspidas meio em Cantonês meio em Inglês e a empregada ia logo a correr escolher as frutas ou os legumes que a patroa dizia mas tudo isto com uma sobranceria tão grande da patroa que eu fiquei incomodado.
Logo a seguir, a caminho de casa, parei no banco e, mais uma vez, entra uma outra patroa China com a sua empregada Filipina (ou Indonésia) atrás. Note-se, os patrões Chinos nunca andam lado a lado, andam sempre à frente e os empregados seguem subservientemente atrás. Eu já estava na secretária de atendimento à espera da menina que me tinha ido buscar umas informações, pelo que notei que a patroa se sentou, a empregada, mesmo com um sofá vazio ao lado, ficou de pé e não houve a mínima atenção da patroa ou um gesto para que a empregada se sentasse.
Agora, quem não conheça os Chinos vai ficar com a impressão que eles são sempre sobranceiros, mas nada está mais longe da verdade. Em muito que ao longo dos últimos três anos tenho conhecido deles, eles comportam-se sempre com enorme humildade. Os alunos Chinos, então, tratam os professores como se fossem semi-Deuses. Às vezes até chateia de tão humildes que são e até me apetece dizer que não sou um semi-Deus, mas os meus paisinhos, coitadinhos, ensinaram-me a não mentir, pelo que me calo.
Como é que a mesma pessoa pode ser de tamanhos extremos: sobranceira e humilde ao máximo? Já antes falei disto com uns amigos Chinos mas eles negaram categoricamente que os patrões fossem sobranceiros com os empregados, pelo que eu não quis estar a insistir para não ofender. Mas a dúvida cá permanece...
Hoje, na mercearia, andava uma senhora China com a empregada Filipina atrás. A senhora apontava para as coisas e dizia umas coisas ríspidas meio em Cantonês meio em Inglês e a empregada ia logo a correr escolher as frutas ou os legumes que a patroa dizia mas tudo isto com uma sobranceria tão grande da patroa que eu fiquei incomodado.
Logo a seguir, a caminho de casa, parei no banco e, mais uma vez, entra uma outra patroa China com a sua empregada Filipina (ou Indonésia) atrás. Note-se, os patrões Chinos nunca andam lado a lado, andam sempre à frente e os empregados seguem subservientemente atrás. Eu já estava na secretária de atendimento à espera da menina que me tinha ido buscar umas informações, pelo que notei que a patroa se sentou, a empregada, mesmo com um sofá vazio ao lado, ficou de pé e não houve a mínima atenção da patroa ou um gesto para que a empregada se sentasse.
Agora, quem não conheça os Chinos vai ficar com a impressão que eles são sempre sobranceiros, mas nada está mais longe da verdade. Em muito que ao longo dos últimos três anos tenho conhecido deles, eles comportam-se sempre com enorme humildade. Os alunos Chinos, então, tratam os professores como se fossem semi-Deuses. Às vezes até chateia de tão humildes que são e até me apetece dizer que não sou um semi-Deus, mas os meus paisinhos, coitadinhos, ensinaram-me a não mentir, pelo que me calo.
Como é que a mesma pessoa pode ser de tamanhos extremos: sobranceira e humilde ao máximo? Já antes falei disto com uns amigos Chinos mas eles negaram categoricamente que os patrões fossem sobranceiros com os empregados, pelo que eu não quis estar a insistir para não ofender. Mas a dúvida cá permanece...