Aumentam-se os ordenados dos trabalhadores do Estado acima da inflacção? O equilíbrio orçamental não o permite!
Mantêm-se abertos hospitais que servem populações mais isoladas? O equilíbrio orçamental não o permite!
Baixam-se os impostos sobre as energias que as tornam tão caras? O equilíbrio orçamental não o permite!
Criam-se taxas bonificadas para os empréstimos para educação e formação profissional? O equilíbrio orçamental não o permite!
Comparticipam-se vacinas com uma taxa de sucesso de 100% contra o cancro do colo do útero que mata duzentas mulheres por ano em Portugal? O equilíbrio orçamental não o permite!
Financia-se um número incerto mas provavelmente alto de abortos de vidas humanas sem mal-formações, que não causam perigo de vida para as mães e que resultam de uma relação sexual consentida e desejada em hospitais públicos ou clínicas privadas criadas para o efeito? Com certeza! É só inscrever a verba aqui na dotação da Saúde... É para já!
4 comentários:
Mto bem Sr. Diogo! Argumento directo ao ponto: a nossa bolsa!
;)
Tens razão, é preferível continuar a deixar que mulheres sejam condenadas por uma escolha e deixar que venham crianças ao mundo para ser abandonadas, já para não falar no custos inerentes às milhares de complicações com abortos clandestinos que afluem ao hospital.
Em relação à vacina, subscrevo inteiramente a tua indignação e tenho pena que não veja mais ninguém a exigir que tal coisa aconteça. E espero que tal se venha ainda a falar.
Eu percebo a bottom line da tua argumentação, mas acho que são realidades que, à excepção das vacinas, onde te dou inteira razão, dificilmente são comparáveis. Tanto que os custos em relação ao aborto serão bastantes diferentes, principalmente quanto à primeira.
E quanto a dinheiro mais mal gasto, espero que a indignação que por aí anda, depois de dia 11 se faça sentir em relação a Ota's, TGV's, institutos públicos, empresas públicas, subsídios a clubes de futebol, etc, etc. Não ponho em causa a tua indignação (apesar de entender o teu sentido de voto como coerente), questiono é a indignação de muitos, a propósito deste argumento, de forma selectiva.
Caro "primo" Pombal, :-)
O argumento económico não é, nem de perto nem de longe, o mais relevante argumento que eu escrevi no blog até hoje... Muito provavelmente, até é o menos importante, mas serve só para demonstrar quão desfazadas da realidade estão as prioridades financeiras no que toca ao aborto.
Sim, concordo, é o menos importante.
No entanto, e volto a realçar, a questão que levantaste da vacina é importante e merece, depois de dia 11, uma chamada de atenção. Já que há tanta petição, porque não uma acção "prima" sobre isso?
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