segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

A Igreja e o aborto

Diziam-me neste fim-de-semana que a Igreja não devia tomar nenhuma posição neste referendo e remeter a sua acção para o campo do teológico, da relação do homem com Deus.
Discordei!
Nunca neste blog usei argumentos que não fossem meramente racionais ou jurídicos para defender o Não ao aborto. De facto, não faço ideia do que pensaria se não fosse Católico porque sempre fui Católico, mas sei que não é preciso ser-se Católico para defender o Não.
No entanto, apesar de eu nunca ter “entrado por aí” aqui no blog, reconheço que o aborto e outros temas políticos e jurídicos, tal como a eutanásia, a guerra ou a pena de morte são temas com muito de teológico. Desses temas não se pode alhear a Igreja e tem que marcar firmemente a sua posição.
De facto, as cartas pastorais, discursos e encíclicas dos não só deste Papa, mas também dos seus predecessores têm sido muito claras nas suas posições. É claro que os Bispos não devem andar aí em comícios e manifestações, mas que devem promover sessões de esclarecimento sobre a posição da Igreja, isso sem dúvida que devem!
Por isso, acho muito estranha a posição de alguns pseudo-intelectuais bem pensantes: quando o Papa João Paulo II e o Senhor Dom José Policarpo se pronunciaram aqui há uns anos contra a guerra do Iraque, elogiaram a sua posição e chamaram-nos defensores da Paz e dos Direitos Humanos, mas agora que se pronunciam pelo direito inalienável à vida humana, acham que não devem sair das sagradas escrituras!

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