quarta-feira, 5 de abril de 2006

Massagens

Uma das coisas que mais sinto saudades na China é das massagens! Aqueles Chineses são loucos por massagens e, apesar de para o nível de vida deles não ser de graça, é muito comum entre a classe média sessões de massagens em grupos de amigos, em família, etc. Diga-se desde já, que apesar de, realmente, haver aquelas massagens com traquinices que tornam famosas as massagens Orientais, o mais comum é as pessoas irem em grupo para um momento de convívio e não para essas coisas.
Quem me pegou este gosto pelas massagens foram as minhas amigas Irlandesas Grainne e a Caominhe (lê-se Grónia e Quiva), que tinham pesadelos sobre voltar para a Irlanda e nunca mais fazerem uma massagem por causa dos preços exorbitantes das massagens na Europa. Que bem as compreendo agora! Vou ter que lhes perguntar se estão em depressão, profunda agora que estão na Ilha Verde.
Então o ritual era o seguinte: um grupo de amigos saía para ir às massagens, comprava umas garrafitas de vinho no Aussino's, a única loja de vinhos de Shantou, ocupava toda uma sala com umas poltronas muito confortáveis e durante uma hora falava de tudo e de nada e bebericava um vinhito enquanto os pés e pernas eram convenientemente massajados*. No fim massajavam também o pescoço, ombros e costas e saíamos de lá muito relaxados e a sentir que os nosso pés flutuavam dentro dos sapatos.
Também no cabeleireiro não se começava o corte sem uma hora de massagem e levagem de cabelo. Mas não pensem que só a cabeça era contemplada com uma bela massagem... Não! As massagens iam também aos ombros, costas, braços e até às pontas dos dêdos! Realmente, não sei como é que agora consegui ir ali ao "Barbeiro Miguel", na Calçada do Combro, e não ser massajado antes do corte.
Uma vez também fiz uma massagem de todo o corpo com a Nicola e o Ben, mas não gostei tanto porque não dava para falar tão bem...
Mas nem tudo o que é massagem é bom! Eles são tão aficcionados das massagens que certa vez, estava eu na casa-de-banho de uma discoteca, pronto para fazer o que ali me tinha levado, quando vem alguém e me começa a massajar os ombros. Entrei logo em pânico a achar que era um gajo a fazer-se e mim, fechei a braguilha e já lhe ia para pregar um murro quando reparei que ele tinha um lacinho e um colete com uma plaquinha a dizer o que eu suponho fosse o nome dele (estava em Chinês, óbvio!). Foi aí que percebi que ele trabalhava mesmo para a discoteca, que era uma das melhores de Shantou, e que não era um tarado qualquer que atacava os homens na hora de se aliviarem, mas sim um massagista.
Ele ficou tão assustado com a minha reacção como eu tinha ficado com a iniciativa dele, por isso pedi desculpa (di bu xi!) mas expliquei por gestos que não queria: afinal de contas, há momentos na vida em que uma massagem não vem nada a calhar!
*Porque é que isto não me está a parecer bem? Será massajeados?

6 comentários:

Anónimo disse...

" (...) mas não gostei tanto porque não dava para falar tão bem..." - E se tu gostas de falar, não é Diogo?!?!?! :)

Francisco X. S. A. d'Aguiar disse...

Massajados está correcto.

Rita disse...

o francisco n tinha mais apelidos nao??? (x.s.a.) tem medo d ser confundido ou q? : PPP (tou no gozo!!)

Francisco X. S. A. d'Aguiar disse...

Não seja por isso! É que Francisco d'Aguiar é o senhor meu pai, que assim se identifica, pelo que por respeito me direncio. Também Francisco Xavier d'Aguiar não chega, pois também o meu primo direito assim o é, pelo que uso Francisco X. S. A. d'Aguiar - Francisco Xavier Soares de Albergaria d'Aguiar - para não haver qualquer hipótese de confusão. É para isso que os apelidos existem.
Já Ritas há muitas neste mundo.

Francisco X. S. A. d'Aguiar disse...

diferencio, digo.

DM em Caracas disse...

Pronto, pronto... Rita e Francisco... Bulhas no meu blog, não, que é um blog muito pacífico em que quase se podem ouvir os passarinhos chilrear quando é aberto (daí eu ter ficado com o Tweety). Vá, dêm um beijinho e façam as pazes...