Estou a descobrir todo um mundo novo com o livro que agora ando a ler e esse mundo é o olfactivo.
Sempre fui sensível aos cheiros. Quando dou um beijinho a uma rapariga ou um abraço a um rapaz, fico sempre bem impressionado se estão a usar um bom perfume e mal impressionado se o meu olfacto se retrai. Às vezes, só de ver as pessoas, parece que as consigo cheirar: aquela actriz de certeza que tem um perfume adocicado, enquanto que a outra terá, sem margem para dúvidas, um perfume quente, floral, refrescante, etc.
Mas agora, graças ao “Perfume” de Patrick Süskind, todas as idas e vindas do trabalho são um admirável mundo de impressões olfactivas.
A estação do Campo Pequeno tem, pela manhã, um certo cheiro a detergentes, da lavagem recente; o combóio tem um ar quente, húmido e a gente que é provocado pelas pessoas que vão todas apertadas como sardinhas em lata. Ao mudar de linha no Marquês de Pombal, consigo logo sentir o cheiro a café por causa daquela esplanadazita que há lá na estação (já agora, quem é que no seu juízo perfeito vai para uma esplanada no metro?) e à tarde, ao voltar a casa, sinto o cheiro doce a pipocas por causa do homem que lá está sempre a vender.
Ao sair na Baixa-Chiado sinto logo o cheiro húmido do rio, a poluição dos carros e o intoxicante cheiro a cigarros das pessoas que inspiram fortemente o seu primeiro cigarro da manhã.
Parece que, de um momento para o outro, me apercebi que o mundo pode ser reconhecido pelo nariz. É, verdadeiramente, um admirável mundo novo!
Sempre fui sensível aos cheiros. Quando dou um beijinho a uma rapariga ou um abraço a um rapaz, fico sempre bem impressionado se estão a usar um bom perfume e mal impressionado se o meu olfacto se retrai. Às vezes, só de ver as pessoas, parece que as consigo cheirar: aquela actriz de certeza que tem um perfume adocicado, enquanto que a outra terá, sem margem para dúvidas, um perfume quente, floral, refrescante, etc.
Mas agora, graças ao “Perfume” de Patrick Süskind, todas as idas e vindas do trabalho são um admirável mundo de impressões olfactivas.
A estação do Campo Pequeno tem, pela manhã, um certo cheiro a detergentes, da lavagem recente; o combóio tem um ar quente, húmido e a gente que é provocado pelas pessoas que vão todas apertadas como sardinhas em lata. Ao mudar de linha no Marquês de Pombal, consigo logo sentir o cheiro a café por causa daquela esplanadazita que há lá na estação (já agora, quem é que no seu juízo perfeito vai para uma esplanada no metro?) e à tarde, ao voltar a casa, sinto o cheiro doce a pipocas por causa do homem que lá está sempre a vender.
Ao sair na Baixa-Chiado sinto logo o cheiro húmido do rio, a poluição dos carros e o intoxicante cheiro a cigarros das pessoas que inspiram fortemente o seu primeiro cigarro da manhã.
Parece que, de um momento para o outro, me apercebi que o mundo pode ser reconhecido pelo nariz. É, verdadeiramente, um admirável mundo novo!
1 comentário:
olá diogo... não me conheces , nem eu a ti, a não ser por este humilíssimo blog que não resisto a vir cá espreitar tds as semanas.. nem sei como o descobri,mas fiquei fã! Este também é o meu primeiro comment , mas não pude deixar de o fazer, uma vez que um dos meus livros preferidos é exactamente aquele q estás a ler... É realmente impressionante a maneira como o autor descreve todos aqueles cheiros, de tal forma que até parece que os conseguimos sentir.. Eu também sou mt sensível a cheiros e desde que li esse livro, acho que o passei a ser ainda mais...
Bem , para primeiro comentário, já me estiquei demasiado...por isso me despeço com um gd agradecimento por me animares sp c os teus divertidos posts...
Beijo, Susana (Porto)
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