quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Privatização da TAP

Por princípio sou favorável ao controlo por privados dos sectores nos quais a concorrência técnica é possível. Por concorrência técnica eu refiro-me a que eu, consumidor, posso escolher contratar com quem quer que seja. Isto exclui empresas de fornecimento de água, gás e eletricidade, por exemplo. A não ser que algum engenheiro me venha explicar como é que eu posso dizer a uma empresa de água que a partir de um dado momento não lhe compro o serviço porque a água da outra é de melhor qualidade ou mais barata. Ou eletricidade... Ou gás... Mas esses setores já foram privatizados! (mal, a meu ver)
Claro que abro exceções a esta regra. Há alguns sectores concorrenciais em que considero haver uma vantagem na manutenção de um ator nas mãos do estado, por exemplo na televisão. Neste Reino (ainda) Unido noto o serviço público que a BBC presta, organizando eventos culturais, mantendo programação educativa, etc.
No que à aviação diz respeito, tenho lido alguns argumentos a favor da manutenção de uma empresa de bandeira como a TAP. Alguns são bem convincentes, como manter ligações a países com os quais Portugal aposta nas relações bilaterais mas essas ligações não são lucrativas. Não entendo então porque é que não há voos regulares da TAP para Macau, por exemplo. Um território com grande importância histórica, cultural e estratégica para o país. Ou para qualquer outra cidade na China, um país que é a prioridade de todo o mundo. Ou porque é que os voos para as capitais dos PALOPs são tão caros.
A realidade que eu observo é que os voos da TAP são, em geral, pouco competitivos. Mesmo dentro de Portugal, por exemplo para as ilhas, onde seria de esperar que a TAP prestasse um serviço público mantendo preços baixos, isso não acontece. Francamente ao contratar com a TAP não sinto que seja tratado como patrão. Bem, eu não sou muito contribuinte, mas os contribuintes são patrões das empresas públicas.
Concluindo: há motivos para manter uma companhia de bandeira? Sim, há! A TAP comporta-se como uma empresa de bandeira? Não me parece... Então para quê mante-la como empresa pública? Devido a uma esperança, um anseio ou uma fezada que um dia a TAP será uma empresa de bandeira convincente que preste um verdadeiro serviço público?

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Descubra as diferenças

Dizem os jornais que o chefe de governo da Escócia, Alex Salmond, pressionou a diretora da Universidade de St. Andrews para alterar o que antes tinha dito sobre os perigos para a investigação académica na Escócia escondidos por detrás da independência.
Não sei porquê, mas esta notícia fez-me lembrar o Alberto João Jardim… Será que Jardim e Salmond são amigos? Eles até são um bocadinho parecidos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Voto ou whisky?

Não há volta a dar, a abstenção é mesmo o cancro da Democracia. São as pessoas com ideais contrários ao “status quo” (anti-Democracia, anti-Europa, etc.) aquelas que nunca faltam às eleições. Quem não está contente com os políticos no mínimo vota em branco. Em Portugal, muito se tem indagado sobre os motivos para tamanha abstenção em tantas eleições. Eu gostaria de avançar aqui um dos muitos motivos que podem ser apontados: a enorme dificuldade em votar. E isto não é escrito com ironia. Apercebi-me da enorme dificuldade do Português votar quando nas eleições Europeias fui eleitor no Reino Unido.

Como cidadão da UE, posso votar pelo Reino Unido, onde vivo. E aqui é tão fácil votar! Para começar registei-me online, recebi uma carta em casa que assinei e devolvi ao remetente e pronto, estava registado. Umas semanas antes das eleições recebi em casa um cartão com as regras para ir votar. Se não estivesse em Edimburgo, podia votar por carta. Se nesse dia estivesse doente, podia votar por procuração bastando apresentar um atestado. As urnas estavam abertas das sete da manhã às dez da noite num dia de semana. Tudo convidava a ir votar: e eu fui!

Se, pelo contrário, tivesse optado por votar por Portugal teria que me ter deslocado ao consulado de Portugal para me ir registar. Como não há consulado em Edimburgo eu teria que ir a Manchester. Antes teria marcado uma hora no consulado com uns meses de antecedencia. Isto pensando que eu conseguia a proeza que é ser atendido no telefone ou ter um email respondido. No dia marcado teria que levar não sei quantos documentos, apanhar um comboio que me custaria cerca de €80 e perder todo um dia de trabalho. Tudo isto porque o registo presencial é obrigatório! Resultado: não me registei. Note-se, isto não e um problema de fecharem consulados. É um problema de tornarem os consulados tão necessários através de procedimentos burocráticos Kafkianos. Mas o que é que o nosso Portugal tem contra a internet?!

É certo que não me abstive nestas eleições porque votei pelo Reino Unido e não podia ter votado pelos dois países. Mas também é certo que não me parece que vá querer prescindir de um dia de trabalho e umas duas garrafas de bom whisky single malt (mesmo preço do bilhete de comboio para Manchester) para me registar antes das legislativas de 2015. Ou me permitem o registo na internet ou eu continuo como um abstencionista registado em Macau, onde já não vivo há dois anos. Peço já desculpa por este acto pouco patriótico mas julgo que os entendidos em whisky Escocês compreenderão este meu pecado ao estilo Miguel de Vasconcelos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bristol

No fim-de-semana passado estive a passear em Bristol, aproveitando ter tido uma conferência lá na 5ª e na 6ª. Não vou descrever aqui o que já descrevi noutro lugar… Ai descrevi Bristol como a cidade do Bansky e de muitos outros graffiti, mostrei o que lá se faz num dia de sol e por fim mais umas fotografias da cidade.

Ide lá dar uma espreitadela!  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Um jantar em Edimburgo

O R e a R são amigos da M que, por sua vez, é prima da I que é minha amiga de Macau. Isto parece a descrição do linkedin, certo? Pois foi assim que começou um jantar bem divertido...
Ora a I tinha contado à prima que tinha um amigo em Edimburgo. Quando os RRs anunciaram que vinham para cá,  onde não conheciam ninguém, ela lembrou-se de nos pôr em contacto. E nós combinámos jantar ontem no standing order.
O G é um amigo do J e da M, meus amigos de Lisboa. que já cá vive há uns anos mas eu ainda não conhecia. Já tínhamos trocado umas mensagens mas nunca nos tínhamos conhecido porque ou ele não podia ou não podia eu. Ora ele ontem mandou-me uma mensagem e eu convidei-o a juntar-se a nós. Ele também veio...
A Z é uma Macaense, amiga do D, um outro amigo de Macau. Ele já me tinha dito que ela vinha para cá e ela ontem mandou-me um email. Também a inclui no programa...
Como ia jantar com quatro desconhecidos, decidi convidar dois amigos Brasileiros: o F e o D. Eles deviam proteger-me caso algum (ou todos) dos meus convivas fosse um assassino em massa. Eles também vieram...
Vai daí jantei com 3 Portugueses desconhecidos, 1 Macaense desconhecida e 2 amigos Brasileiros. E foi um jantar bem divertido e todo em Português! Edimburgo é assim mesmo!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Lisboa - Edimburgo

Ja ha um ano que de vez em quando comparo as temperaturas de Lisboa com as de Edimburgo e tenho notado uma coisa engracada. Acontece muitas vezes as minimas de Lisboa serem iguais as maximas de Edimburgo. Esta semana, por exemplo, minima em Lisboa de 19c e maxima em Edimburgo de 19c. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Presidente da República

É ao ver as atitudes deste presidente...
Como vi as atitudes do presidente passado...
E é ao ver as atitudes que agora tomam os ex-presidentes que deviam assumir uma digna atitude de não intervenção...
Que eu me lembro porque é que sou Monárquico! Viva o Rei!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Inaptocracia

Recebi hoje um email com uma nova palavra, inaptocracia. 
Inaptocracia
Sistema de governo em que os menos capazes de governar são eleitos pelos menos capazes de produzir e no qual os menos aptos de se auto-sustentarem ou de vingarem são recompensados por bens e serviços que são pagos pela confiscação da riqueza e do trabalho de uns quantos produtores cujo numero continuamente diminui.
Isto foi traduzido do original em Francês, que junto: 
L'Inaptocracie
Un système de gouvernement où les moins capables de gouverner sont élus par les moins capables de produire et où les moins aptes à subvenir à eux-mêmes ou à réussir, sont récompensés par des biens et des services qui ont été payés par la confiscation de la richesse et du travail d'un nombre de producteurs en diminution continuelle.
Jean d'Ormesson

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Crise política em Portugal

Primeiro veio a crise económica. Portugal passou toda uma década com uma economia anímica a viver a ressaca do excesso de construção de estradas, casas, pontes e estádios. Nada mais se tinha feito que construir e tudo a fiado. Com dinheiro alheio. Os juros estavam bons (e até foram bonificados a certa altura à custa do contribuinte). Então, porque não?
Depois veio a crise moral. Toda a gente acha perfeitamente natural que se matem sem quaisquer limites legais as mais indefesas criaturas humanas, os fetos. E que se faça isso com o dinheiro do contribuinte. As vezes que se quiser, claro está. Tanto que uma boa parte das mulheres que abortam agora já o fizeram antes. Para quê pagar pelos preservativos, se os abortos são à custa do contribuinte?
Depois foi a crise financeira que se abateu sobre Portugal. As agências de avaliação financeira (rating) serviram de abutres. Note-se que os abutres são sempre os primeiros a encontrar os animais moribundos e foi isso que estas fizeram. Viram um estado em debilidade crónica, atacaram e depois disso todos os predadores financeiros se lançaram sobre a República Portuguesa como se não houvesse amanhã.
Agora é a crise política. O MNE zangou-se, bateu com a porta. A porta voltou a abrir-se. Afinal bateu-se mas não se trancou. Altera-se a coligação mas ainda ninguém sabe em que termos. Desta vez os abutres vêm da esquerda e só sabem gritar "eleições, eleições, eleições"! Note-se que não o fazem por patriotismo, convencidos que farão melhor para ajudar o país a sair da crise. Eles bem sabem que isso não é possível. Apenas querem refastelar-se com o resto da carcaça que quase mais não é agora que ossos.
Eu gostava de um dia voltar a Portugal. Mas será que Portugal ainda vai existir? Ou será que ainda existe? Se calhar é como no conto de Natal de Dickens. O espírito de Portugal passado.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Desistir do blogadíssimo...?

É patente para aquele leitor que aqui me visita a cada três semanas que eu não sou o blogger mais empenhado do mundo. Esqueço-me que tenho um blog (aliás, dois, mas com o outro eu não sou mais assíduo), nunca cá escrevo e assim não consigo 'fidelizar a clientela'. Vai daí já me foi sugerido (por mim mesmo) que já que acabei com o facebook, faça o mesmo com os blogs.
Ora, a ideia é tentadora para o outro blog, mas não para este. Este já está comigo há muitos anos. Pelo menos desde 2004. Note-se que quando eu fui para a China, no início de Setembro de 2005, apaguei o blog porque estava tudo em Chinês e claramente seleccionei o botão errado. Foi o vizinho do blog do lado que o ressuscitou...
Vai daí, não vou matar o blogadíssimo. Vou mas é fazer um esforço para aqui escrever mais vezes.
Façam figas!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Orgulho de juventude


Diz muito das minhas prioridades que ter este cartão na carteira (e mostrá-lo sempre que podia) enchia-me de orgulho durante os meus tempos de liceu. E até início da Universidade... Vanitas, vanitarum...

Norte V Sul

Eu Lisboeta me confesso! No entanto não posso negar que, no que toca às diferenças entre o que é geralmente a personalidade das pessoas do Norte e aquela que é a das pessoas do Sul (Lisboa, incluída), eu sou muito mais fã dos Nortenhos. É claro que aos olhos dos estrangeiros somos um povo muito homogéneo. Mas nós, cá dentro, notamos umas diferençazinhas... Vou dar um singelo exemplo que mais não é do que isso, um exemplo.
Ontem, ao descer até ao Chiado sou confrontado com uma manifestação a gritar coisas como "governo abaixo" e outras que tais. Não entendo porque é que eles querem derrubar um governo que tem a legitimidade democrática no parlamento por um mandato de quatro anos e que está a fazer exatamente aquilo com que se comprometeu num acordo celebrado entre o anterior governo, a então oposição democrática (hoje governo) e os nossos credores internacionais! Será que acham mesmo que outro governo faria diferente e melhor? Dê lá por onde der, cortaram-se ruas,  fez-se barulho e com isso incomodou-se as pessoas que queriam trabalhar ou que estavam em turismo ou lazer. Eu próprio que, em vez de ficar a beber um café na Brasileira e a ver a cidade saí de lá o mais rapidamente possível (nota à gerência da Brasileira: terão que esperar pelo meu eurito quando não tiverem manifs à porta).
Já em casa vejo as notícias e noto que em Braga o pessoal organizou uma mega procissão da burrinha com centenas de figurantes do Antigo e Novo Testamento. Havia lá coros de crianças, bandas, a própria da burra que leva Nossa Senhora para o Egipto, etc.. No fundo as pessoas fizeram o mesmo em crise que sempre fizeram. Dão testemunho da sua fé e, ao mesmo tempo, da sua alegria de viver e da sua confiança em si mesmos. Com isto atraem também dezenas de milhares de turistas: Portugueses, Espanhóis e outros. Estes vêm para assistir a esta alegria e confiança. Claro que esses turistas enchem os hotéis, comem nos restaurantes e voltam para casa com boa impressão da cidade e de Portugal.
No fundo, enquanto os Lisboetas se queixam do governo porque acham que é este que tem que lhes resolver os problemas, os Bracarenses prosseguem a sua vida com a alegria e a força que os caracteriza. Já estou a adivinhar qual vai ser a parte do país a recuperar mais rapidamente da crise...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Petição "Sócrates fora da RTP"

Já recebi apenas hoje três mails de pessoas diferentes para ir assinar uma petição pública contra a contratação do ex-PM Sócrates como comentador da RTP. Devo dizer que esta petição não me agradou nada por vários motivos.
Para começar, longe de mim considerar que ele foi bom PM! No entanto eu teria que ser muito fundamentalista para considerar que ele foi O CULPADO pela triste situação do país. O aumento do despesismo público era uma situação que já se vinha acumulando desde o 25 de Abril e o primeiro governo Sócrates até fez algumas tentativas para inverter essa tendência. Houve pelo menos dois programas que tentaram corrigir essa situação: a criação dos "disponíveis" para reduzir o número dos funcionários públicos e o programa simplex para reduzir a burocracia na administração.
Estas tentativas foram fébeis e com poucos resultados, é certo. Para além disso, os contratos celebrados pelo governo no tempo em que Socrates foi PM (não apenas as PPPs mas tamém) foram de tal forma ruinosos que os magros benefícios de redução do funcionalismo público e de desburocratização não foram compensados pelos seus prejuízos.
Acima de tudo, ele não fez as reformas que o Estado precisava numa altura em que toda a gente já tinha percebido que o Estado precisava delas. Mas o mesmo pode ser dito de Santana e Durão antes dele. Se ele podia ter mudado o curso dos acontecimentos: parece-me que sim, podia. Mas é ele o único culpado? Não, é apenas o último culpado...
Mas nem é por estes motivos que eu sou contra a petição. Considero que estas coisas devem ser deixadas ao mercado e não à censura Se a maioria dos telespectadores da RTP não gostar de Sócrates, muda de canal durante o comentário dele e a RTP acaba por o mandar embora. No entanto, se a maioria dos telespectadores gostar dele, a RTP consegue vender mais publicidade e isso é um benefício para a televisão pública (que, em qualquer dos casos, dado que funciona de acordo com as regras do mercado nunca deveria receber dinheiros públicos). 
Já um ex-PM de um país que o elegeu duas vezes ser censurado à partida parece-me pouco condizente com a democracia. Vá, isso no Irão ou em Cuba era mais compreensível... 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Apoucadices


No outro dia tinha uma coisinha no facebook a dizer "X poked you"!
"Poked me?!", pensei eu! Note-se que to poke é tocar alguém com um dedo mas normalmente até é um ato meio intimidatório.
Não me pareceu um acto socialmente correcto isso de tocar assim alguém com um dedo virtual. 
Mas depois comecei a pensar nas imensas possibilidades para a vida real do poke. Confesso que não teria ficado desagradado caso fosse uma rapariga bem parecida a "pokeadora"! Vai daí comecei a pensar na possibilidade de começar a chegar-me a raparigas bem parecidas na rua e tocar-lhes com um dedo. Vá, no braço, nada de indecente... Só tocar e ficar a olhar impassível à espera de reacção.
Vou só comprar um daqueles barretes de lã que cobrem as bochechas... Porque está frio em Edimburgo, claro está!

Francisco I, SJ

Soube do fumo branco enquanto começava a jantar. E isto num daqueles jantares em que não é suposto sacar-se do telemóvel para se ver mensagens, com pessoas que tinha acabado de conhecer e por motivos profissionais. Mas não havia volta a dar-lhe: o telemóvel vibrou três vezes: três mensagens a dizer "fumo branco" ou "habemus Papam" chegaram quase ao mesmo tempo vindas de Londres (prima Mariana) e Edimburgo (Francisca e Grant). Quando um Católico recebe três mensagens seguidas durante um conclave à hora em que uma eleição deve ser anunciada, isso só pode querer dizer uma coisa...
Tive que pedir desculpa: "I'm sorry, but I just received three messages at the same time... This must mean we have white smoke in Rome".
Lá se foi por água abaixo a regra de que entre desconhecidos e em ambiente profissional não se fala de religião! Mas àquela mesa falou-se de religião e ouvi uma história que me emocionou.
Uma senhora Dinamarquesa, que se disse não religiosa, contou a história do filho de uns amigos que a impressionava. Estes amigos são ferverosos Comunistas e nunca tencionaram proporcionar ao filho um pingo de religião (superstição / ópio do povo). No entanto, com seis anos, o miúdo disse-lhes que queria ir à Igreja. Eles lá o levaram, provavelmente com a esperança de que o miúdo nunca havia de querer voltar a pôr os pés numa Igreja. E levaram-no, como é óbvio nesta terra, a uma igreja  da Igreja Nacional Dinamarquesa, que é uma Igreja de Estado e Luterana.
O miúdo lá foi à celebração Luterana mas quando saiu disse que queria passar a ir à Igreja do outro lado da rua, que era uma Igreja Católica. Os pais devem ter pensado que ele não tinha gostado da primeira experiência e ia experimentar uma nova e depois fartar-se... Mas não, o miúdo de seis anos passou a "arrastar" os pais para a Missa todas as semanas.
Hoje, com vinte e um anos, o jã-não-tão-miúdo continua a ser um devoto Católico.
E esta foi a estória que eu ouvi na noite em que o Papa Francisco I foi eleito. E tudo porque o telemóvel vibrou três vezes e eu não consegui conter a curiosidade. E ainda há quem diga que Deus não envia mensagens...
Benvindo Papa Francisco!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Março, mês da Primavera

Isto é a vista da minha janela hoje. No mês em que começa a Primavera...

domingo, 10 de março de 2013

Os jornalistas-escorpiões

É já com algum medo que entro na comunicação social Portuguesa. Os jornalistas Portugueses olham para a realidade com os mais negros dos óculos e fazem passar essa negra realidade para toda a gente. No fundo, parece que está na sua natureza ser péssimista e só procurar os escândalos.
Esta atitude da comunicação social leva a uma ainda maior paralisia nos investimentos no país. Entre esses investimentos, como está bem de entender, incluem-se os investimentos na publicidade. Ora, as empresas, considerando que o país está em tão catastrófico estado, decidem poupar o dinheiro que ainda têem em vez de o investir em publicitar bens e serviços que elas se convencem de antemão que não irão ser procurados.
Isto, por sua vez, leva a que os diversos órgãos de comunicação social tenham cada vez menos receitas e comecem a despedir cada vez mais jornalistas. Os tais que só conseguem procurar os escândalos e dar más notícias.
Isto faz-me lembrar a estória do escorpião e da rã. O escorpião pede à rã para o levar a atravessar um rio mas a meio decide matar a rã. Porquê? Porque está na sua natureza matar, mesmo que isso provoque o seu afogamento. Claro que nesta estória apenas o escorpião e a rã morrem, enquanto que com a estória dos jornalistas-escorpiões todos à sua volta sofrem... Mas dá bem para ver a comparação, não dá?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O enterro de Pedro Apóstolo

Ontem estava ‘a procura de um documento em que estava a trabalhar em Macau na memória externa que trouxe de la’. Eis que se não quando encontrei um outro documento que já tinha dado como perdido…
Passo a explicar: eu sai’ de Macau um bocado de um dia para o outro e não tive tempo de organizar nada. Vai dai’ há muitos documentos que estavam no computador da Universidade e que la ficaram. Ou seja, que para la se perderam…
Um deles era um livro que eu escrevi quando devia estar a escrever a tese de mestrado. E’ que a certa altura eu já me apetecia tanto dedicar-me ‘a minha tese de mestrado como ‘a fantástica actividade de apanhar choques eléctricos. Vai dai’ dava-me a inspiração para escrever coisas dispersas, coisas que eu guardava numa pasta de “pessoais” que eu me esqueci de copiar para a memoria externa quando deixei terras do Oriente para me Escocizar.
Ao contrário dos outros livros, textos e poemas que escrevi e guardei na dita pasta dos pessoais, este, por algum motivo que se me não ocorre recordar, guardei na pasta das lições de Direito Europeu. Assim, entre documentos com os inocentes nomes de “cp privatizações” (em que cp se refere a caso pratico), “lição subsidiariedade”, “lição concorrência”, etc., aparece o bombástico titulo “enterro de Pedro Apóstolo”.
Disse eu de mim para mim mesmo meio espantado: “não e’ possível! Tu queres la ver…” E sim, abri e estava la um dos livros que escrevi enquanto fazia o mestrado: o único dos sobreviventes da minha partida precipitada de Macau. Ele não esta terminado porque a certa altura me cansei dele e deixei de lhe achar piada mas ontem ao lê-lo, voltei a rir-me com os disparates que la escrevi. Não que ele esteja engraçado, eu e' que acho imensa piada as minhas próprias gracinhas…
Fiquei com ganas de o acabar um dia destes… Mas de momento ainda acho mais piada ao meu doutoramento do que na altura estava a achar ao meu mestrado. Mas o Pedro Apóstolo que tenha fé, que um dia ainda o hei-de enterrar!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Edimburgo hoje

 Os quintais que vejo da minha janela do quarto
Os vizinhos que me acordaram com brincadeiras e gargalhadas. Vá, desta vez estão perdoados...

Ontem Edimburgo estava assim

 A neve amontoada nos jardins da cidade.
 Um homem a fazer malabarismos com o fogo às 2 da manhã no Parque dos Meadows.
Este é o Old College, onde está a Faculdade de Direito.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Bate leve, levemente...


Bate leve, levemente, como quem chama por mim…
Hoje, quando eu sai’ de casa, estava a nevar! Pronto, não era assim muita neve, era daquele tipo de neve que mal cai no chão já derreteu. Mas pronto, isso já e’ um início. Um início de civilização… Hoje sinto-me civilizadíssimo!
Sempre considerei que viver num sítio com neve era uma coisa de gente muito civilizada. Nem sempre foi assim. Não foi assim na altura das grandes civilizações do Médio Oriente, da Antiguidade Clássica ou ate no Renascimento. Mas já e’ assim há uns bons dois seculos e eu nasci há menos de dois seculos (se bem que há pessoas que duvidam disso). Diz que agora isso esta a mudar porque não neva nos BRICS, mas quando mudar eu mudo-me para Ipanema.
Agora fico ‘a espera de neve a serio, do género que forma um manto branco nas ruas e nos enche o barrete de flocos (tudo coisas que eu, que nunca vivi num sitio com neve, imagino).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: actividade

Esta série de posts sobre 2012 não podia acabar  sem elegermos a actividade do ano. E isto é uma eleição difícil de se fazer... Vá, não tão difícil assim: ano após ano o pessoal deste blog tem escolhido passear como a sua actividade preferida. Num 2013 que se avizinha de poucos rendimentos (a vida de estudantes desbolsados não é fácil), resta-nos recordar os passeios do ano anterior.
Então o ano de 2012 inciou-se num palácio de uma família Raj (tipo Ducal) no Rajastão ao som de música de Bollywood. Isto pode parecer a mentirinha do 1º de Abril, mas há que notar que não estamos em Abril e que este blog é honestíssimo, verdadeiríssimo e transparentíssimo. De facto o ano encontrou-me com a minha amiga Isabel numa festa privada de uma família Raj: só nós e a família...
Já o ano novo Chinês começou por entre cafés cheios de estilo, cachoeiras, elefantes, jogos de bowling e mergulhos no rio na muito pacífica cidade de Luang Prabang, no Laos. Nos dias que lá passei até yoga fiz, note-se bem o nível de relaxamento! Paradoxalmente, foi neste relaxamento todo que revi toda a minha tese de mestrado, que estava uma confusão. Depois disso, em Macau, apenas acrescentei umas coisitas e refiz as referências e pronto, entreguei a tese! Que bem me faz ao trabalho, estar num ambiente paradisíaco! Para acabar a tese de Doutoramento vou para Cabo Verde!
Na Páscoa o destino de eleição junta gente gira e simpática a uma das melhores cozinhas da Ásia. Estou a falar da Coreia. A minha visita a Seúl mostrou-me que, para além de Taiwan (onde eu tinha entrado no ano de 2011), há outros países da Ásia onde as pessoas se vestem bem e são sofisticadas. Vá, temos ainda o micro-país que é Singapura e, supostamente, o Japão. Digo supostamente porque não ter visitado o Japão continua a ser a minha espinha na garganta no fim da minha visita Asiática.
O meu último passeio na Ásia foi para o casamento do Bjorn e da Priel na ilha de Ko Samui. Já por diversas vezes tinha visitado a Tailândia e Ko Samui não é assim tão diferente de tantas outras estâncias balneares do país. Mas estar lá com pessoas tão óptimas num momento tão feliz foi especial.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Sangue Asiático

Já há uns dois anos que eu não dava sangue e como "dar sangue é ser humano" ontem decidi ir ao Instituto do Sangue, mesmo aqui ao pé de casa. No entanto chumbei redondamente naquele questionário que o médico faz antes. Não, não me andei a drogar nem a ter "relações perigosas". O meu problema foi ainda ter a Ásia no meu sangue.
Passo a explicar... Aparentemente o Cambodja, Laos, Vietname, Tailândia, etc. e, muito especialmente, a Índia, são países onde a malária e o paludismo ainda fazem das suas. Aparentemente os micróbiozinhos destas doenças alojam-se no nosso sangue e podem até nem se revelar mas depois podem ser transmitidos pela transfusão a alguém em quem se vão revelar e provocar a doença.
O médico ficou muito impressionado que eu tenha visitado tantos países sem nunca ter tomado anti-maláricos e anti-palúdicos. Não sei se "impressionado" é a palavra certa, ele ficou chocado e mencionou qualquer coisa sobre viajar de forma responsável. Tenho até a impressão que ele estremeceu quando eu disse que tinha bebido água na torneira na Índia mas é capaz de ter sido uma corrente de ar. A verdade é que eu acho todos estes medos patetas e acho que os Europeus gostam de se colocar numa redoma e isso leva a que fiquem uns frageizinhos sem quaisquer resistências. Mas pronto, também não quero transmitir doenças a essas petúnias.
Vai daí, o procedimento é o seguinte: alguém visita um desses países, deixa passar quatro meses, faz um exame a ver se tem os bichinhos lá no sangue e depois de se ter a certeza que o sangue não tem essas influências tropicais, a pessoa já pode dar sangue de novo. Eu lá fiz o teste e fico a saber o resultado dentro de duas semanas. Por este motivo nas próximas duas semanas vou ficar sem saber se tenho bichinhos tropicais dentro de mim ou não. O meu sangue Asiático...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: decisões



O staff deste blog tomou no ano passado uma decisão muito importante: trocar Macau por Edimburgo. E por estes lados ninguém se arrepende mas... Ficam as saudades!
Esta é a sina dos Portugueses: até podem tomar uma boa decisão, até podem estar contentes e até orgulhosos com esta, mas ficam sempre com saudades do que o que fica para trás. E para trás ficou uma sobrinha bébé top model e seus fantásticos pais, muitos bons amigos, a melhor comida que se possa imaginar e as piscinas do venitian, onde todos os escritores deste blogo gostavam de ir para trabalhar ou descansar. Sim, porque basta levar um portátil e um livro para as piscinas se transformarem num maravilhoso escritório!
Mas não pensem que eu gostaria de ter estas piscinas em Edimburgo! Não sei esquiar no gelo lá muito bem e ainda partia um braço...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: pessoa


Se há coisa que uma lista de escolhas para um ano não pode deixar de ter é uma personalidade. Neste blog estávamos um bocado indecisos mas depois de toda uma noite de debate entre o pessoal assalariado e voluntário que aqui escreve, acabámos por votar unanimente no Presidente Xi Jinping (assim ele já pode dizer que alguém votou nele para alguma coisa).
Estando os EUA com uma economia anémica, a Europa ainda pior e o Brasil e a Índia a tentarem ter importância internacional, é a China que parece ter todas as cartas para jogar o Baccarat para 2013. E agora este mega-país tem um nome que em Chinês soa a louco (vá, ninguém deste blog é muito bom para tons, mas Xi Jinping era o que costumávamos chamar às pessoas que lidavam connosco de forma enviezada enquanto espetávamos um dedo na testa com ar reprovador).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: vício


A população em geral reconhece que o staff deste blog não é muito dado a vícios. Alcóol, tabaco, chocolate ou drogas não são coisas que tentem por aí além esta maravilhosíssima gente que aqui escreve. Mas ele há coisas que de vez em quando prendem esta maltinha: o vício deste ano foi o Downton Abbey. Claro que esta gente não podia ser mais humilde e terra-a-terra, mas sentem todos como se o destino lhes tivesse pregado uma partida porque aquela casa e aquele ambiente é que lhes parecem ser adequados às suas personalidades.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: país


Para país do ano em 2012 este inspiradíssimo, viajadíssimo, brilhantíssimo e arejadíssimo blog escolhe, surpreendemente, a Escócia. Este mais nortenho país do Reino Unido tem monumentos giros, paisagens lindas, o melhor whisky, gente simpática mas, acima de tudo, um doutorando que vale a pena visitar no ano que agora começa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: dia


O comum cidadão poderia pensar que este blog nunca elegeria o 1º de Maio como o dia do ano. De facto, não é uma coisa muito típica deste blog enaltecer-se dias que, vá, convenhamos, são assim um bocado escarlates.
Mas este ano a Jerónimo Martins trouxe bom gosto e glamour àquele que, caso contrário, seria mais um dia de sindicalismos. Um grande bem haja ao Soares dos Santos pela melhor iniciativa alguma vez tomada no 1º de Maio!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Escolhas 2012: música


A minha escolha de melhor música de 2012 vai para Gangnam Style. E é lá necessário a pessoa explicar porquê! Basta ouvir-se que apetece dançar e quando se vê o vídeo, é um êxtase.
Parabéns PSY, ser escolhido pelo blogadíssimo é coisa fantastiquíssima, uniquíssima e magnificíssima!