sábado, 12 de janeiro de 2013

Sangue Asiático

Já há uns dois anos que eu não dava sangue e como "dar sangue é ser humano" ontem decidi ir ao Instituto do Sangue, mesmo aqui ao pé de casa. No entanto chumbei redondamente naquele questionário que o médico faz antes. Não, não me andei a drogar nem a ter "relações perigosas". O meu problema foi ainda ter a Ásia no meu sangue.
Passo a explicar... Aparentemente o Cambodja, Laos, Vietname, Tailândia, etc. e, muito especialmente, a Índia, são países onde a malária e o paludismo ainda fazem das suas. Aparentemente os micróbiozinhos destas doenças alojam-se no nosso sangue e podem até nem se revelar mas depois podem ser transmitidos pela transfusão a alguém em quem se vão revelar e provocar a doença.
O médico ficou muito impressionado que eu tenha visitado tantos países sem nunca ter tomado anti-maláricos e anti-palúdicos. Não sei se "impressionado" é a palavra certa, ele ficou chocado e mencionou qualquer coisa sobre viajar de forma responsável. Tenho até a impressão que ele estremeceu quando eu disse que tinha bebido água na torneira na Índia mas é capaz de ter sido uma corrente de ar. A verdade é que eu acho todos estes medos patetas e acho que os Europeus gostam de se colocar numa redoma e isso leva a que fiquem uns frageizinhos sem quaisquer resistências. Mas pronto, também não quero transmitir doenças a essas petúnias.
Vai daí, o procedimento é o seguinte: alguém visita um desses países, deixa passar quatro meses, faz um exame a ver se tem os bichinhos lá no sangue e depois de se ter a certeza que o sangue não tem essas influências tropicais, a pessoa já pode dar sangue de novo. Eu lá fiz o teste e fico a saber o resultado dentro de duas semanas. Por este motivo nas próximas duas semanas vou ficar sem saber se tenho bichinhos tropicais dentro de mim ou não. O meu sangue Asiático...

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