quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco I, SJ

Soube do fumo branco enquanto começava a jantar. E isto num daqueles jantares em que não é suposto sacar-se do telemóvel para se ver mensagens, com pessoas que tinha acabado de conhecer e por motivos profissionais. Mas não havia volta a dar-lhe: o telemóvel vibrou três vezes: três mensagens a dizer "fumo branco" ou "habemus Papam" chegaram quase ao mesmo tempo vindas de Londres (prima Mariana) e Edimburgo (Francisca e Grant). Quando um Católico recebe três mensagens seguidas durante um conclave à hora em que uma eleição deve ser anunciada, isso só pode querer dizer uma coisa...
Tive que pedir desculpa: "I'm sorry, but I just received three messages at the same time... This must mean we have white smoke in Rome".
Lá se foi por água abaixo a regra de que entre desconhecidos e em ambiente profissional não se fala de religião! Mas àquela mesa falou-se de religião e ouvi uma história que me emocionou.
Uma senhora Dinamarquesa, que se disse não religiosa, contou a história do filho de uns amigos que a impressionava. Estes amigos são ferverosos Comunistas e nunca tencionaram proporcionar ao filho um pingo de religião (superstição / ópio do povo). No entanto, com seis anos, o miúdo disse-lhes que queria ir à Igreja. Eles lá o levaram, provavelmente com a esperança de que o miúdo nunca havia de querer voltar a pôr os pés numa Igreja. E levaram-no, como é óbvio nesta terra, a uma igreja  da Igreja Nacional Dinamarquesa, que é uma Igreja de Estado e Luterana.
O miúdo lá foi à celebração Luterana mas quando saiu disse que queria passar a ir à Igreja do outro lado da rua, que era uma Igreja Católica. Os pais devem ter pensado que ele não tinha gostado da primeira experiência e ia experimentar uma nova e depois fartar-se... Mas não, o miúdo de seis anos passou a "arrastar" os pais para a Missa todas as semanas.
Hoje, com vinte e um anos, o jã-não-tão-miúdo continua a ser um devoto Católico.
E esta foi a estória que eu ouvi na noite em que o Papa Francisco I foi eleito. E tudo porque o telemóvel vibrou três vezes e eu não consegui conter a curiosidade. E ainda há quem diga que Deus não envia mensagens...
Benvindo Papa Francisco!

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