sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Encontros ocasionais

Ontem encontrei por acaso na fnac um amigo que já não via desde o liceu. Ele veio ter comigo, disse a gracinha do costume relativa à vestimenta (no liceu não andava de fato) e disse que estava a ir para a Zambujeira do Mar.
Eu - Ih que sorte! É uma praia mesmo boa!
Ele - Eu vou mais para o festival do Sudoeste...
Eu - Ah sim? É um festival de quê?
Ele (um bocadinho chocado com a minha ignorância nestes assuntos, mas a rir-se) - Não mudaste mesmo nada, pois não?
Fiquei chocado com esta reacção! Então ele encontra um senhor de fato, com a sua rija e imponente barba e uma já não dispicienda barriga e acha que esse senhor não mudou nada desde que era um imberbe rapazola!
Ora desculpem lá se a ideia de ir a um festival deste género nunca me passou pela cabeça porque nem nunca tinha disponibilidade financeira (ou sequer grande vontade) para isso e agora é tarde demais para começar!
Não mudei nada! humpf! Fiquei de trombas... Dizer-me isto a mim que já sou um senhor de certa idade!

2 comentários:

Nic disse...

Diogo,
como e' que eu te hei-de dizer isto sem tu te zangares comigo:
diz muito de uma pessoa de vinte e tal anos, nao conhecer o festival do sudoeste.
nao e' algo de mau, apenas te define um pouco (da' dicas 'a cerca de como te relacionas com a vida) e e' talvez por isso que o teu amigo disse que tu nao mudaste nada.

DM em Caracas disse...

Caro Nic,
É preciso muito para eu me zangar com alguém e normalmente é mais no calor da discussão, por isso não te preocupes...
De facto nunca fui nem ao Sudoeste nem a Vilar de Mouros nem a nenhum outro do género. Não só não tinha disponibilidade financeira para isso (note-se que graças ao meu part time na Junta de Freguesia até tinha algum dinheiro, mas as minhas prioridades estavam claramente nas viagens), como não tinha (e e continuo a não ter) grande gosto quer pelo estilo de música dos festivais nem pelo género de ambiente que proporcionam.
Se fosse de graça ou bastante barato, talvez até fosse pela experiência (não quero morrer estúpido). Como são caros que dói, consigo-me lembrar de 1001 coisas que gostasse mais de fazer com o meu dinheirinho que muito me custa a ganhar.