segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Algarve

E pronto! Estou de volta e comigo a actividade neste magnificíssimo, brilhantíssimo, inteligentíssimo, descansadíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo blog. E estou de volta nem mais nem menos do que do Algarve. É verdade... Eu bem sei que não sou um frequentador assíduo do Reino dos Algarves e que até já lá nem ia há três anos, e que por essa altura já lá não ia há cerca de quatro anos, mas este ano, foi esse o destino destes meus breves seis dias de descanso.
E sabem que mais? Descobri coisas lindas no Algarve!
Fui a praias rodeadas de falésias onde, se nadasse para lá dessas falésias encontrava outras praias por vezes desertas; descobri grutas na praia que conduziam a outras praias; nadei como se não houvesse amanhã para lá de rochas, falésias e ilhotas de pedra para descobrir novas rochas, falésias e ilhotas de pedra...
QUASE que me convertia ao Algarve, apesar de o tempo não ter estado tão bom como se apregoa (ao menos esteve pior no resto do país)...
Mas reparem no nada subtil QUASE escrito em letras maiusculas. É que o Algarve tem um enormíssimo problema que o estraga por completo: os Algarvios!
Raça de gente que deixou arruinar aquele país* com construção desenfreada de casas que estão habitadas três meses por ano, que é antipática como as portas no atendimento ao público, que é vagarosa e ineficiente a servir em cafés e restaurantes, que trata mal os Portugueses e bajula os estrangeiros, que tenta enganar nos trocos, etc., etc., etc..
Eu nem sequer gosto de generalizar nestas coisas e até já estou habituado a Lisboa, onde as pessoas são muito menos simpáticas que no resto do país (Algarve obviamente não incluído), mas é incrível como em seis dias em que frequentei os cafés e restaurantes daquele país só uma vez fui bem servido e foi por uns imigrantes Romenos.
Por tudo isto aqui faço um apelo. Caros imigrantes Brasileiros, Africanos, Eslavos e Asiáticos: façam um grande favor a todos nós e invadam o Algarve, ocupem algumas das muitíssimas casas desabitadas que por lá andam e mandem os Algarvios para o Norte de África de onde nunca deviam ter saído. Portugal, o verdadeiro, reconhecidamente agradece!
* Se dissermos que o Algarve é um país, não somos obrigados a dizer que os Algarvios são Portugueses!
PS: Eu não deveria estar de melhor humor que isto ao voltar de férias?

4 comentários:

Anónimo disse...

Diogo,

Não gostasse eu tanto de ti...
De facto, voltaste do ALGARVE um pouco mal-disposto, rapaz! É que o ALGARVE tem ALGARVIOS fantásticos...designamante o meu PAI!!!!De quem tanto gosto.
Veja se para a próxima põe pimenta na língua, menino!

Anónimo disse...

Ai, ai, ai Diogo Alvim!!! Sendo o seu fantastiquíssimo blog seguido por embevecidos leitores completamente encantados e maravilhados com as suas deliciosas palavras, aventuras e desventuras... E sendo esses leitores minhotíssimos, alentejaníssimos, lisboetíssimos e algarviozíssimos (ou de qualquer outra proveniência regional ou internacional) fico LIGEIRAMENTE chocada ao ler que os autóctones do Algarve não são pelo autor deste blog considerados Portugueses!!!
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Bem, já percebeste por esta altura, que esta leitora, admiradora e amiga que te escreve é algarvia, apesar de possivelmente nunca teres percebido isso!!!!! Já há algum tempo que vivo em Lisboa, mas sim, sou do Algarve, de Portimão!

Desculpa este desabafo irritado!... Mas fico sempre triste quando as pessoas vêm à minha terra, usufruem dos sítios lindos que cá existem (que são de todos os portugueses, obviamente) e vão embora a falar mal do Algarve (que não foi o teu caso, é certo), e /ou dos algarvios!
Sei que os algarvios têm fama de ser marafados, levados da breca, etc, mas acredita que depois de em muitos sítios, trabalharem 15, 16h seguidas há pessoas que não conseguem manter a boa disposição! Não é desculpa, claro, porque do turismo dependem essas mesmas pessoas! Mesmo eu já passei por experiências poucos agradáveis nesta altura do ano, por me cruzar com comerciantes ou restauradores pouco simpáticos (antipáticos mesmo!). Mas crê também que por cada atendimento pouco afável que se encontra no Algarve mais turístico, há muitos sítios onde existem muitas pessoas algarvias simpáticas, que gostam de receber quem cá vem e que não fazem distinção entre portugueses e estrangeiros.
Pessoas que sabem atender os clientes e que têm gosto de os ver ano após ano, formando uma clientela fiel... Algarvios típicos, algarvios das serras (Monchique, Caldeirão, Figo, Espinhaço de Cão) ou algarvios das cidades, que se orgulham do seu reino conquistado a pulso aos mouros e que, apesar dos desvarios urbanísticos que tanto desfeiam as nossas falésias, do trânsito e filas em Julho e Agosto e da antipatia de alguns comerciantes que dão má fama a este sítio bonito, têm orgulho da terra de onde são, desta terra que tem ainda recantos a descobrir e um mundo a oferecer às pessoas que cá são recebidas!
Pronto, desculpa este comentário enorme! Um beijinho algarvio!

DM em Caracas disse...

Suzanne,
Pode ter sido um comentário grande, mas não tens nada que pedir desculpas e eu é que aqui devo pedir desculpas e tornar público que em 2001 passei férias a fazer um projecto de Acção Social em Alcoutim e que fui muitíssimo bem recebido, muito acarinhado pelas pessoas que lá conheci que revelaram a maior generosidade e afabilidade!
Mas lá que os que servem nos cafés e restaurantes "lá de baixo", das zonas mais turísticas se tornam um bocadinho irritantes, lá isso tornam.
É vê-los a acolher aos estrangeiros com salamaleques e a não ligar puto a nós, os Turistas Tugas que também vão pagar em Euros como todos os outros!
Por acaso, agora que falas nisso, lembro-me que és Algarvia... E o Paulo também é, não é?
Ora aqui estão dois íntegros Algarvios e um deles até é Jesuíta!

Anónimo disse...

Não se deve generalizar, Diogo.
Há algarvios e algarvios.
Por acaso, até acontece que a maioria dos patos-bravos (e dos donos das casas vazias) não são algarvios.
Vendo bem, os algarvios não se distinguem dos restantes portugueses.