quarta-feira, 5 de julho de 2006

A vida em rosa?

Grandes demais para um país tão pequeno, já desde o século XV que os Portugueses estão sempre a ver se arranjam maneira de ir "para fora" espalhar o seu desenrascanço- começou por Marrocos, continuou pela Índia e Brasil e, já no século XX foram "prá" França, Luxemburgo, Alemanha, EUA, Inglaterra, etc.
Ora, enquanto andávamos pelos Brasis, Áfricas e Ásias, a coisa ainda corria bem. Foi quando decidimos começar a optar pelos selvagens que vivem para lá dos Pirinéus que a cena começou a dar para o torto. É que aquela gente, que descende lá dos Celtas, dos Vickings e dos Hunos, não pensa como nós e depois a coisa azeda.
Imaginemos que Portugal tinha perdido no Mundial contra Angola, perdia hoje contra o Brasil ou tinha jogado e perdido contra a China ou a Ucrânia. Passava pela cabeça de algum Tuga ir atirar pedras às lojas dos nacionais desses países que vivem por cá? Passava pela cabeça de alguém ir incendiar as suas casas e insultar as senhoras suas Mães?
Claro que não! No meio do choro e do desânimo começávamos era a planear ir à Portela receber os nossos meninos que, coitadinhos, até jogaram bem mas os outros é que que foram brutos e maus para eles e o árbitro estava comprado.
Por isso, caros Franceses que vivem em Portugal: mesmo na ínfima possibilidade da selecção do galo ganhar hoje, não vos preocupeis, podeis sair à noite, ir distribuir champagne, paté e champignons pelas ruas, que ninguém vos importunará. A Igreja de São Luís, a Patisserie Française e e a Brasserie de l'Entrecot permanecerão incólumes e as senhoras que vos deram à luz não terão a sua fama desonrada.
É que nós somos civilizados, ao contrário de outros povos que andam por aí já ameaçar os nossos compatriotas que lhes desfazem a vida toda.

2 comentários:

Nic disse...

refereste 'a hegemonia anglosaxonica, nao e'?

DM em Caracas disse...

Hegemonia? Não... Infelizmente também errei na previsão!