terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Passagem de Ano no 101

Entre outras sítios onde os estudantes nos levaram, no dia 31 de Dezembro levaram-nos ao fogo de artifício do 101. O dito cujo 101 é o 2º mais alto edifício do mundo que, até há uns dois anos foi o mais alto e é o símbolo de Taipei.

No entanto, nada nos tinha preparado para aquilo: estavam lá 700 mil pessoas (mais do que a população de Macau inteira), na sua grande maior parte abaixo dos 30 anos. Agora, se uma população de 700 mil jovens brancos se juntassem para um evento daqueles, é certo e sabido que ia haver muito alcóol, muitas bebedeiras, desordens, confusões e, muito provavelmente, uns muitos a fumar substâncias pouco legais.

Mas não ali. Estavam todos muito ordeiros a beber os seus chás e as suas águas, a conversar e a jogar jogos e a assistir a um concerto. Mesmo os que tinham um aspecto mais alternativo, com os cabelos no ar e umas roupas muito alternativas, estavam lá muito calminhos e muito ordeiros com os seus chás e as suas comidas e os seus jogos.

O fogo de artifício começou à meia noite e terminou uns 10-15 minutos mais tarde tendo o 101 ficado a dizer ROC (em que o O era um coração) 100, para comemorar os 100 anos da República da China (ROC = Republic of China).

No momento em que acabou toda aquela multidão, ao mesmo tempo mas ordenadamente, começou a sair. Agora, dá para imaginar o que é uma multidão de 0,7 milhões de pessoas ordeiras a sair de um lugar, não dá? MUITO LENTO! Só para sairmos da área onde estávamos levámos 1 hora, mais uns 45 minutos depois disso a caminhar até ao hotel porque era impossível apanhar um táxi ou entrar no metro. Era impossível, mas note-se: tudo muito ordeiro, ninguém a atropelar-se, ninguém a fazer muito barulho, mas todos muito animados a conversar baixinho. Claro que os que iam à nossa volta (dos estrangeiros que falavam Inglês) iam muito calados para ouvir a nossa conversa e, julgo eu, poderem treinar o Inglês. Já agora, dado que dos 3 professores que lá estavam, os outros eram um Singapurino e um Chinês (Continental), sem dúvida que o alvo de curiosidade mais forte era eu mas, mesmo assim, ninguém se metia connosco ou sequer olhava demasiado. Nós só percebiamos que nos estavam a ouvir porque se riam quando nós dizíamos graças…

E, já agora, um óptimo ano de 2011 a todos os leitores deste quase que falecidíssimo mas a tentar ficar ressuscitadíssimo blog!

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