domingo, 30 de agosto de 2009

Filipa

Conheci a Filipa há dois anos quando entrei para a Faculdade. Infelizmente foram poucas as ocasiões em que estive com ela no ano que se seguiu: eu estava embrenhado na chegada a Macau e ela a combater um cancro numa idade em que tnha ainda muito para dar.
No ano passado passei a ser assistente dela nas cadeiras de Direito Internacional Público e Integração Económica (Direito Europeu) numa altura em que tudo indicava que ela tinha vencido a doença e saído triunfante. No ano que se seguiu pude sempre contar com os valisoso conselhos da Filipa e indicação de temas para os casos práticos e análise de acórdãos.
Com o ano novo o cancro voltou e com redobrada força. Se o exemplo com regente já era valioso, o exemplo como pessoa foi ainda maior: enfrentou a doença com enorme força e coragem e sempre cheia de boa disposição.
Mas neste braço de ferro, o cancro levou a melhor.
Não é fácil compreender que alguém tão novo passe por isto e chegue ao fim tão cedo. Mas é fácil compreender o exemplo destes últimos meses: o optimismo, a preocupação em não deixar transparecer o mal que estava e, acima de tudo, a enorme diferença que uma força interior de ferro pode trazer para uma situação destas.
Como eu lhe disse certa vez, não acredito que nós acabemos com a morte, por isso acredito que neste ano a Filipa ainda me vai ajudar com as aulas que tenho que dar. Claro que preferia que isso pudesse ser feito nas visitas ao gabinete ou a casa ou através do telefone como no ano passado, mas a oração também terá que funcionar. (Filipa, desculpa lá a beatice, sei que não era muito o teu género, mas acredito que agora estás aí ao lado de Deus, por isso...)
E porque a vida humana, mesmo quando longa, não é mais do que um piscar de olhos da História: até já!

2 comentários:

Constança disse...

oi. bj para ti... pela tua amiga...

ana_sereno disse...

Diogo! A Filipa está e está sempre connosco! Gostei mt do teu post! bjs