terça-feira, 27 de novembro de 2007

Desilusão com os Finlandeses (leia-se Finlandesas)

Aqui há uns anos fui visitar a Mafalda a Copenhaga e o que vi por lá deixou-me verdadeiramente rendido à Escandinávia. Claro que os castelos são muito bonitos, os jardins também e aqueles toques de exotismo em Cristiânia e de magia no Tivoli fazem desta capital Europeia uma cidade muito simpática, mas aquilo que verdadeiramente faz da Dinamarca um estrondo de país é (como é que hei de pôr isto de forma a não ferir susceptibilidades femininistas?) o potencial humano da sua população feminina. (uff! até que acho que me saí bem!)
Pois depois de conhecer o enorme potencial humano das raparigas Dinamarquesas, estava felicíssimo de viajar com a Finnair via Helsínquia porque não podia estar mais convencido que este potencial humano era comum a todos os países escandinavos e estava à espera que ao meu lado se sentassem raparigas (hummm...) intelectualmente estimulante, com quem eu pudesse manter uma agradável conversa ao longo dos dois longos vôos Lisboa-Helsínquia e Helsínquia-Lisboa, conversa que pudesse, por exemplo, me servir de base à preparação das aulas de Filosofia do Direito, claro!
Pois a desilusão não podia ter sido maior. Digamos que as raparigas Finlandesas que vinham no avião (todas sem excepção, pelo menos no vôo de Lisboa, no outro o avião era maior e não dava para ver toda a gente) têm muito pouco em comum com as Dinamarquesas... Serão mais ou menos uma mistura entre o pior das Russas com o pior das Alemãs, ou seja, humm... Pouco estimulantes intelectualmente falando.
Eu a certa altura até vi duas que me pareceram intelectualmente estimulantes 3 filas à minha frente, uma loura arruivada de olhos azuis e sardas e a outra de cabelo e olhos castanhos e com narizinho de Cleópatra, ambas com ar de perceber uma data de coisas sobre Aristóteles, Montesquieu e Rawls mas não só estavam afastadas do corredor por uma enorme e assustadora Finlandesa (muito parecida em todos os aspectos com o Pai Natal, até nas barba) como estavam a falar Inglês com um sotaque muito Inglês, o que me fez desconfiar que não eram Finlandesas...
Pronto, e esta foi a desilusão, não me senti intelectualmente estimulado a entrar em nenhuma conversa e continuei a estudar "Uma teoria de Justiça" de Rawls para a aula de hoje...

1 comentário:

BSC disse...

Diogo, a Finlândia, apesar da sua localização ao lado da Suécia, não é propriamente um país escandinavo (no sentido mais estrito de países escandinavos - noruega, suécia e dinamarca) e cultural e socialmente nada tem que ver com os seus vizinhos nórdicos, aproximando-se muito mais dos Estados Bálticos e da Rússia.

Aconselho, no entanto, uma aproximação à Suécia. Se "elas" forem tão estimulantes (intelectualmente) como eles, decerto ficarás muito satisfeito! ;)