terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Uma aventura na lama

Depois da fantastica ideia para a Ana Maria Magalhaes e a Isabel Alcada escreverem um livro sobre os Quim Boios Chinos, vem agora uma outra brilhantissima, originalissima mas, acima de tudo, humilissima ideia.
Estavamos nos em Shangrila e o plano para o dia era ir dar uma volta de bicicleta pelo campo, mas logo a partida o grupo encontrava-se desfalcado: o Bernardo e o nosso amigo Alemao, o Flo, ficaram na estalagem por estarem doentes (a comida Naxi deu-lhes cabo da vida interior). Por isso a Nicola, o James (the English Gentleman) e eu la partimos de bicicleta rumo ao campo.
Eu estava a sentir-me francamente envergonhado: por muito que eu me esforcasse, o James ia sempre a minha frente e eu tinha que parar quase tantas vezes como a Nicola, que ficou com ma reputacao por desistir a meio do caminho na TLG e subir para um cavalo. Mas, pronto, quem e que pode competir com um licenciado em Oxford que fazia parte das equipas de Raguebi, Remo e Futebol do seu Colegio*?
Quando chegamos ao nosso destino, Napa Sea, decidimos atravessa-lo, mas a Nicola furou um pneu e teve que voltar para tras. Fiquei so eu com o campeao de Oxford a atravessar um lago completamente seco.
Bem, completamente seco era o que nos pensavamos... Quando demos por nos so tinhamos duas alternativas: atravessar um rio de lama ou voltar para tras!
Voltar para tras? Acaso Gama, Cabral ou Magalhaes voltaram para tras??? Fora de hipotese! Vamos em frente amigo James, que um tuga nao verga!
Pois o Tuga nao vergou, o English Gentleman tambem nao, mas quando demos por nos estavamos atolados em lama ate aos joelhos e as bicicletas alugadas estavam uma vergonha!
Quando, passada uma laboriosa hora, nos livramos da lama, comecamos o nosso percurso em direccao a casa. Numa estrada cheia de pedras e lombas, a falta de um pedal na minha bicicleta, aliada aos factos desta estar escorregadia e cheia de lama e de eu nao ser um mestre na arte do cross country*, levaram a um mega tombo no meio das pedras. De mao a sangrar, calcas rotas e perna tambem a sangrar e com os tenis, meias e calcas cheios de lama, la voltei a casa.
Mas a humilhacao nao foi total... O James apercebeu-se que a minha bicicleta era mesmo uma porcaria e decidiu trocar comigo. Foi ai que eu me apercebi que o defeito nao estava totalmente em mim. Ia muito mais a frente que ele e tinha que estar sempre a esperar por ele nos cruzamentos. Ao chegar a estalagem ele confessou que a minha bicicleta era uma verdadeira ---* e que nao teria conseguido fazer o percurso todo nela e que tambem teria parado tantas vezes como eu.
Conclusao desta estoria: se puderem alugar umas boas bicicletas por 20Y (+-2E), nao se armem em fonas e escolham as bodegas do sitio ao lado que custam 10Y (+-1E), ou vao-se arrepender e gastar mais dinheiro em mandar uns jeans com apenas duas semaninhas para o lixo!
*Ma traducao de College
*Outro desporto que o English Gentleman dominava na perfeicao
*Palavra censurada por este ser um blog familiarissimo

1 comentário:

Anónimo disse...

Quem te manda ser forreta!?!?!
Bjs e boa viagem
Filipa Oliveira