quarta-feira, 18 de março de 2009

Macau Blues

E pronto, hoje ao chegar ao meu gabinete tinha o 3º mail de uma pessoa diferente a inquirir o porquê de o blogadíssimo andar lentíssimo, paradíssimo, despostadíssimo... Como ao 3º é de vez, decidi responder aqui.
O blogadíssimo é um blog alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo, festivadíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo. Ora, dado que esta humilde pessoa que está a escrever este post é o único autor do blogadíssimo, quando não me encontro alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo, não escrevo.
E porquê, perguntais vós, é que eu não me encontro alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo?
Porque pura e simplesmente ando numa de blues. Estou farto de Macau! Pelo andar muito lento da minha tese já desisti de me candidatar agora ao doutoramento algures na Europa no próximo ano, pelo que já me conformei em ficar mais um ano em Macau... Conformei-me mas isso não quer dizer que ande radiante com a possibilidade.
Sinto nesta altura que a minha vida está parada.
Está parada profissionalmente porque, ao não avançar com a tese de mestrado por excesso de trabalho, não posso avançar com o doutoramento e, como gosto muito de dar aulas, é isso mesmo que eu quero continuar a fazer.
Está parada sentimentalmente porqe já desisti de encontrar uma rapariga de que possa gostar em Macau. Não se deve generalizar, mas, de facto, o que eu tenho verificado em Macau é que as raparigas ou são extremamente infantis ou armadas em princesas, o que é pior ainda. Claro que há umas quantas que são impecáveis, mas essas ou são casadas ou, por algum motivo não me entusiamam, pelo que também já decidi fazer um "pause" na minha vida sentimental até ir fazer o doutoramento para a Europa, onde as raparigas são equilibradas... Há sempre a possibilidade a considerar que, como diz a minha amiga Priele, eu sou ainda mais exigente com as raparigas do que com as casas, motivo pelo qual não encontro nem uma nem outra que me agrade, mas neste momento não quero considerar essa hipótese como plausível dado que prefiro ter uma esperança na boa e velha Europa.
Last but not least, ando chateado com as minhas amizades. Não com os meus amigos, entenda-se, mas com as amizades. Ou seja, tenho grandes amigos, amigos mesmo próximos e de quem gosto muito, a casar-se em Portugal nos tempos próximos. Ora, não só eu adoro casamentos como, ainda para mais, acho que é um momento a não perder na vida de um grande amigo. Ora, estando eu para lá do fim do mundo e já tendo feito a experiência de ir só para um casamento, o que é esgotante do ponto de vista físico e financeiro, também não posso ir aos casamentos que se avizinham e isso deixa-me muito triste.
Por tudo isto não me sinto suficientemente alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo para escrever neste vosso humilde blog, mas prometo fazê-lo quando as nuvens se dissiparem. Afinal de contas, mais um ano em Macau não é o fim do mundo mas a sério que isso me está a apetecer tanto como uma boa e simpática dose de choques eléctricos.

terça-feira, 17 de março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estranha personalidade, a minha!

Fizeram-me estas perguntas para um teste de personalidade para homens:
First of all imagine you are in a desert and in front of you is a cube.
1. How big is it and what is made of?
2. There is a ladder, how big is it (how many rungs) and what is it made of?
3. Where is the ladder in relation to the cube?
4. There are some flowers.....how many and what colour are they and where are they in relation to the cube and the ladder?
5. There is a horse, where is it inrelation to the cube the ladder and the flowers and what is it doing?
Ao que eu respondi:
1. Big enough to enter in it ans it's made of canes and leaves
2. Made of rope and very long
3. Is laying in the ground inside the cube
4. Not many flowers (we're in a desert, right?), small and yellow and they are in the cube's shade.
5. The horse found its way to inside the cube and is resting in the shade and chewing on the ladder.
Como resposta e resultados, recebi:
Hi there!
Ok here is what the experiment means, I have to say yours is so interesting......
The cube is the size of your ego! And in relation to your size. What it is made of is also how you regard you ego to be. Hard or soft, beautiful or not. Ideally we shoud all have no ego at all of course but the smaller the better.
The ladder is you career, and how many rungs is how important your career is to you. If it is tall and made of something sturdy that is your perception of your career, if it is leaning against or near your cube then your ego depends on your career and vice versa which is not good!
Your flowers are your friendships, and how many true friends you believe you have, the colour is also relative. Red is love for example, yellow is happiness, blue is sadness, white is purity and so on...
The horse is either the relationship you are in or what you feel about a loveing relationship if you are not in one. So if it is front of your cube (yourself) and standing or grazing then all is good but if it behind your ego and running for example not so good!!
Perante tão estranha resposta, eu só pude concluir:
Hummm... Strange replies I gave, than!
My ego is big enough to shelter a relationship which will chew my career!
So, is it either relationship or career? Does it mean I’ll have to marry a rich heiress, give up my career, become a “househusband” and take care of the children at home?
I promise I try to be modern, fashionable and all that, but hey, I’m still 100% Portuguese and that thing of living of my wife’s fortune and work won’t do. Not Latin enough! :-)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mudanças

Os (poucos) que, de entre vós, já visitasteis o Pagode Alvim, sabeis bem como me desagradam certas coisas àcerca do mesmo. Tem uma vista tenebrosa sobre os vizinhos da frente, as paredes não estão bem pintadas e falta-lhe luz para lhe dar alegria. Eu tenho feito os possíveis e impossíveis para lhe dar alguma alegria e toda a gente que lá chega elogia a decoração. Julgo que até está com um certo ambiente caseiro e à noite sinto-me bem lá, mas de dia quando abro as cortinas dá-me logo a depré.
"Então (perguntais vós muito pertinentemente) porque é que o arrendaste em primeiro lugar?"
Bem, quando cheguei a Macau as rendas estavam altíssimas e depois de ver não sei quantas casas que podiam ter sido tiradas de uma cena do Inferno de Dante e mais caras e depois de ter ouvido estórias tenebrosas de senhorias Chineses que estavam sempre a querer aumentar a renda, escolhi o pagode por ter um preço à data razoável e um senhorio português, o Dr. Bruxo, que é impecável e que até andou com o meu Pai na Faculdade de Direito.
Mas agora tudo se conjugou para eu recomeçar à procura de casa: dois amigos, a Yuyu e o Willem que também andavam à procura e queriam partilhar, uma baixa grande nas rendas graças à recessão e à crise nos casinos cá de Macau e o próprio incentivo do Dr. Bruxo que está interessado em vender a casa em breve.
Sendo assim, agora voltei à procura de casa mas já sem tentativas economicistas de pagar o mínimo possível: agora quero ficar bem instalado. É claro que mesmo ficando bem instalado, tenciono pagar menos porque partilho a casa, mas essa já é outra conversa...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Rebenta a bolha II

Hoje tive que ir ao centro de saúde aqui na Taipa fazer os exames obrigatórios para todos os membros das equipas desportivas da Universidade. Dado que a enorme bolha que se formou no meu anelar esquerdo continuava lá hoje de manhã e estava a impedir-me de me casar se a oportunidade surgisse de um momento para o outro (não passava ali nenhum anel), juntou-se o útil ao agradável e resolvi a situação. Ainda para mais, como vou amanhã para Singapura, estava com medo que a bolha rebentasse no avião devido à diferença de pressões e depois ficava cheio de nódoas de pus na tshirt.
Ora, eu cheguei lá ao centro no meio dos outros membros da equipa e nem foi preciso eu dizer nada, mal a enfermeira me viu, olhou logo para o dedo sem eu lhe pedir e de forma autoritária disse: "you come first!" Levou-me lá para um gabinete, sentou-me numa cadeira, pôs a mesma pomada betadine que eu já andava a pôr há 3 dias, puxou de uma seringa e sugou o pus da bolha até esta estar cheia. Depois tirou o pus para um copinho e voltou a encher a seringa. Noijo! Depois ainda espremeu a bolha até sair tudo. Está bem que a seringa era pequenina, mas duas cheias e mais um bocadinho! A dita cuja de facto já estava de um tamanho descomunal! Agora estou com uma ligadura no dedo que dá um ar muito mais chique do que uma mega bolha cor de betadine...
E no fim dos exames já posso dizer aos papás que podem ficar descansados, que a minha saúde está muito bem e recomenda-se e posso continuar na equipa dos barcos dragão.

Nheck! Muita nojento, certo?

(Fotografia tirada pela Denise, secretária cá da Faculdade, ontem ao fim do dia)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Super-star

Umas raparigas do curso de comunicação cá da Universidade, amigas da minha amiga Priel, vieram pedir-me para me entrevistarem para um trabalho que elas estão a fazer para um concurso internacional sobre multi-culturalismo em Macau. No fundo eram umas perguntinhas sobre a minha vida e as minhas impressões de Macau...
Depois decidiram filmar-me a cozinhar. Depois eu a mostrar a mobília Chinesa. Depois eu a dar umas aulas. No fim fizeram um filme sobre a minha vida em Macau!
Basta conhecer-me para saber que eu não fiquei minimamente chateado com este expor do meu dia a dia para as câmaras... :P Será o princípio de uma longa relação com os media até me tornar primeiro ministro? Será que elas ganham o concurso que vai ter lugar em Honolulu?Será que alguém em Honolulu me vai ver e decidir que eu dava um óptimo primeiro ministro e dentro de uns meses eu torno-me primeiro ministro de alguma ilha no Pacífico Sul? Será que as filmagens vão mostrar a minha bolha nojenta?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Rebenta a bolha

Estou com uma bolha do tamanho de uma avelã no anelar esquerdo que me cresceu durante a noite depois de ontem ter entornado sopa acabadinha de fazer na mão. Doeu-me como tudo e eu até urrei mas hoje não me dói nada, apenas ficou a bolha.
Isto também graças a uma aluna que me ligou a essa hora para me perguntar sobre a saúde da regente da cadeira, a Filipa, e que quando soube do que tinha acontecido me levou uma pomada para acalmar a dor. Facilita vivermos no mesmo prédio, porque eu já estava nessa altura a caminho da farmácia.
Foi-me recomendado que não a rebentasse e que fosse pondo betadine. Assim o estou a fazer, mas a uma hora da próxima aula, começo a temer a reacção dos alunos. O meu amigo Alexandle Malia nem consegue olhar para a minha mão sem um esgar de nojo... Aliás, ele não olha mesmo, tapa os olhos. De facto pareço um bocado leproso, com uma bola grande e luzidia toda côr de laranja (betadine) e especialmente porque no polegar da mesma mão tenho uma ferida de uma bolha que cresceu e rebentou graças a eu me ter esquecido de levar as luvas para os barcos-dragão no Domingo.
Já não tenho as mãos de intelectual dissidente de sempre...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sr. Silva e Sr. Almeida


Falando no Sr. Silva e no Sr. Almeida, lembrei-me que ainda aqui não tinha escrito sobre a agradável visita que tive este fim de semana. A minha amiga Maria Grazia, que vive em HK, e a irmã, Elisa, que veio de Itália fazer uma visita, passaram cá o fim de semana.
Estive a passear com elas por Macau, fomos almoçar ao Clube Militar e jantar com um grupo de amigos meus, fomos ao bar do MGM e no Domingo elas lá me arrastaram para o Veneza. Apesar de arrastado, até me diverti com os milhares de Chineses da China Continental que por lá andavam a passear. Diga-se de passagem que os Chineses da China Continental são muito mais divertidos e exóticos que os de cá de Macau que já estão mais ocidentalizados...
E toda esta estória das manas Marciello começou porque elas aparecem nesta fotografia com o Sr. Silva e o Sr. Almeida, os meus muito bem comportados Mandarins.

Acordar do avesso

Fico fulo quando acordo estupidamente e depois não consigo voltar a adormecer. Hoje, a estupidez do meu acordar às 5 da manhã bateu todos os records de acordares estúpidos (e olhem que já tive muitos).
Estava a sonhar que estava a conversar com a minha irmã sobre uma estátua de madeira negra de um guerreiro africano em tamanho natural que tinha comprado na minha visita a Moçambique. Note-se logo aqui a estupidez do sonho: nunca fui a Moçambique e nunca compraria uma estátua daquele tamanho!
Continuando... A certa altura, a estátua ganha vida e começa-se a mexer e a Mariana dá um grito tal que eu me assusto e acordo. Sim, acordei com um grito da minha irmã que está a 20 mil Kms de distância!!! Fiquei fulo! Fulo mesmo! Se lhe pudesse dar um estalo por berrar daquela maneira e me acordar, tinha-o feito, mas não consigo dar um estalo a alguém que está do outro lado do mundo engoli a frustração de ficar acordado até às 7.30, hora a que o meu despertador começou a dizer "it's time to wake up, the time is seven thirty!"
Uma coisa é certa: depois disto se há coisa que nunca hei-de comprar é uma estátua Africana. Há cerca de um ano que lá tenho dois chinesinhos em casa, o Sr. Silva e o Sr. Almeida, e estes nunca me apareceram nos sonhos a mexerem-se. Lá estão eles sempre sugaditos a segurar-me os livros, bem comportadinhos...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009



Estas bandeiras estavam por toda a Ilha, juntamente com muitas outras bandeiras políticas em clima decampanha eleitoral, mas as eleições vão ser só daqui a um ano. Este é o partido da Megawatti Sukarnoputri, que mais parece o anúncio de uma tourada, com um touro preto sob o fundo encarnado...

Ainda em busca do templo perdido...


Mas já com uma outra tshirt menos suadinha! Uff!

Informação às viajantes


Informação útil às viajantes que vão para países Hindus.

Ah, Muçulmanos também, porque vi o mesmo numas quantas mesquitas na Malásia.

Em busca do templo perdido...


Indiana Jones suado em busca do templo perdido!

Dança Tradicional de Bali

Isto era uma dança com um teatro sobre um mauzão que raptava uma rapariga. O marido da rapariga mandava os macacos para a ajudarem, mas havia uns macacos bons e outros maus, estes também tiveram a ajuda dos Deuses (tanto os bons como os maus, que os Deuses não têm filhos e enteados) e no fim o marido luta contra o mau e vence.
Não perceberam muito bem? É que eu também não...

Macacadas

Estes macacos eram uns sacanas!
Apanhavam garrafas de água, comida e até, se algum turista desprevenido tinha óculos, os ditos cujos! Vi lá um macaco a comer uns óculos escuros no alto de uma pedra alta para decepção do dono que foi desprevenido!

Pensando...


Sim, enquanto andei a passear por Bali deu-me vontade de usar saias, sei lá. Às vezes apetece-me baton, outras vezes bandolete, outras ainda apetece-me levar a bolsinha com o blush e o espelho... Desta vez andei de saias!

Petronas


Continuação...


... quando estamos a 10432 do Cabo da Roca (Horn Lisbon)!

Aldeia Portuguesa de Malaca


Coisas que não se esperam ver quando estamos a...

Milo


Coisas que já não se vêm em Portugal há muito, muito tempo...
Mas que é muita bom!!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Balizado

Pois que já há uns tempos que voltei à Cidade do Santo Nome de Deus de Macau e ainda por aqui não vim a este humilíssimo blog dar um ar de minha graça. Devereis estar vós a pensar "então este mafarrico não nos elucida sobre Bali nem vem cá deixar uma fotitas catitas?"
Quanto às fotitas, elucido já que não as tenho mas que quando as tiver, aqui as ponho.
Quanto às minhas aventuras e desventuras por Bali aqui vão algumas..
Em primeiro lugar devo dizer que a concretização não superou as expectativas que tinha. Para dizer a verdade, até ficou um bocadinho aquém. OK, as expectativas eram bastante altas e eu fiquei bastante desapontado.
Motivos do desapontamento:
1. Chovia que Deus o dava! Ah pois é, devia ter feito aquela pequena coisa muito inteligente que era consultar o guia antes de reservar a viagem a ver se estava a ir na época das chuvas.
2. Ia a um vulcão pela primeira vez na vida mas quando lá cheguei não pude subir porque chovia torrencialmente... Frustação!
3. As praias, mesmo nos períodos de sol, estavam longe de ser o paraíso prometido. E nem falo da areia ser escura, que isso até as torna exóticas por serem vulcânicas. Um dos lados da ilha, que os guias diziam ser o das praias mais calmas e menos cheias de gente, tinha milhares de barcos a motor a passar a toda a hora que até davam dor de cabeça. O outro lado, que prometia ser o paraíso do surf, de facto era óptimo para o surf mas a areia estava sugíssima, cheia de sacos, embalagens, lâmpadas... Os locais disseram que era lixo que as correntes da época das chuvas traziam de Java, mas, sendo assim, eles deviam ter isso previsto e limpá-las mais vezes!
4. Ter pessoas a chamarem-me constantemente na rua para vender não é do meu maior agrado. "Boss, transportation?"; "Ladies, boss?"; "Watches, boss? Rolex!" "Massaaaaage?"
5. A construção desenfreada para servir o turismo estragou grande parte daquelas que terão sido bonitas vilinhas de pescadores e de comércio verdadeiramente local.
Depois de todo o negativo, mesmo assim devo dizer que gostei de Bali.
As pessoas são simpatiquíssimas, muito sorridentes e gostam imenso de meter conversa. "De onde é? Portugal? Cristiano Ronaldo, Figo, Mourinho! Não vêm cá muitos Portugueses... Macau? Ah, trabalha num casino!"
As compras são abundantes e depois de bem regateado ao preço da uva mijona: para mim comprei principalmente quadros para a minha espetacularíssima, fantástiquíssima mas, acima de tudo, humilíssima casinha. Estou a dar em fado do lar.
Tem paisagens de se cortar a respiração, com montanhas, campos de arroz, vulcões, lagos... Infelizmente fiquei mesmo frustrado com aquela estória do vulcão, especialmente porque tinha andado de carro 3 horas até lá chegar...
Tem bonitos sítios de mergulho, com bonitos corais, muitos peixinhos, conchas daquelas gigantes que nos engolem a mão se lá a pusermos, etc.. Infelizmente apanhei um guia russo que não sei onde tirou o curso de mergulho porque se fartava de tocar nos corais, por mais que eu lhe dissesse para não o fazer. Quando saímos ele disse-me com um ar muito entendido: "mas estes corais não fazem mal, não são venenosos!" Claro que eu, que com a idade estou cada vez mais bruto e menos simpático, respondi logo: "Mas achas que eu estava preocupado contigo? És maior e vacinado, sabes como te tratar! Eu estava preocupado é com os corais que não devem NUNCA ser tocados: tens gordura na mão com um grau de acidez que prejudica os corais e se tiveres andado a pôr loção solar, pior ainda!" Como ele não falava bem Inglês, ficou sem saber como responder, mas eu falei bem pausadamente e com a pronúncia de Príncipe Charles que faço quando me irrito e quero remocar alguém.
Também gostei de voltar a fazer surf, mesmo que pareça que quase que voltei aos primeiros dias. Quando saí do campo de surf na Austrália, já fazia alguma coisa, mas agora, ao fim de duas horas, tinha apanhado 3 ondas!
Fotografias seguem-se quando as tiver.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Lady? Pig!

Ja agora, a 3a ou 4a vez que, enquanto eu andava por aqui perdido, me perguntaram "Lady?" eu comecei a chama-los "pig!" Note-se que estes moutros nem sequer comem porco por ser um animal impuro, pelo que parto do principio que isto sera um insulto bastante forte...

Perdido em Kuala Lumpur

Ja e costume eu nao ser a pessoa mais orientada do mundo e andar assim um bocado para o perdido, mas o meu dia de hoje ja raia o ridiculo!
Tudo comeca pelo lugar onde estou neste momento: estou num lugar de internet a pagar 4R por 1 hora online quando tenho net gratuita na pousada e tudo porque nao conseguia encontrar a minha pousada! Estive uma hora a volta da estacao de monorril onde entrei de manha, de um lado para o outro e absolutamente nao encontrava o sitio.
Como queria ir a casa tomar banho antes de jantar, estou a morrer de fome.
A minha tarde, ja de si, nao foi muito mais orientada... Ia chegar a Missa com uns 40 minutos de avanco, mas como ja nao tinha nada para fazer, aproveitava para meter a conversa com o Chefe em dia. Nada disso, depois de 50 minutos a procura da Catedral onde ja tinha ido a Missa no ano passado, ja cheguei com 10 minutos de atraso. O que vale e que eles por estas bandas rezam as vesperas antes da Missa, por isso ainda nao tinha comecado.
Entro na Igreja, sento-me, e ainda nem tinha tido tempo para me sintonizar com o Chefe, quando comeca a chover como se nao houvesse amanha. Depois de uma manha cheia de sol a rocar o insuportavelmente quente, esta chuva ate veio a calhar para refrescar as coisas, mas o problema e que eu nem conseguia ouvir o padre chines que falava baixinho.
E pronto, 24 horas em Kuala Lumpur, duas delas perdido e uma a aparvalhar na internet porque, ja que paguei uma hora, nao vou desperdicar o dinheiro...

Marmelade

Ja cometi o mesmo erro mais do que uma vez e, pelos vistos, nao aprendi a licao porque hoje voltei a comete-lo...
Num pais de colonizacao Inglesa e sempre preciso ter cuidado com os doces que servem na mesa do pequeno almoco, podem ser uma coisa terrivek que os beefs adoram chamada marmelade mas que nao tem nada a ver com a nossa boa e docinha marmelada. E um doce de laranja amarga detestavel!
Acordei de barrar duas tostas cheias de marmelade e agora mastigo aqui com sacrificio aquela bodega.
E eles que tem uma das melhores coisas do mundo que e o lemon curd... Nao percebo!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Blogadissimo deseja um bom ano!


Pois ja ca faltava o blogadissimo desejar aos seus inteligentissimos, fantastiquissimos, formidabilissimos, informadissimos mas, acima de tudo, humilissimos leitores um optimo ano novo Chines. E se esses desejos tardavam, o motivo e muito simples: este vosso humilissimo criado ainda nao conseguiu perceber que animal e que este ano vai ser festejado.

Ja li que era o ano do bufalo, do boi (ox) e do touro (bull).

Ontem perguntei ao Lula que me esclareceu que era o ano do boi. Hoje perguntei ao Alexandre que me esclareceu que na China nao ha malta a capar os touros, logo nao ha bois e este e o ano do touro - isso parece condizer com uma imagem que agora puseram no vidro do cafe da biblioteca que parece que e publicidade a uma tourada. Pelo meio ja me disseram que era o ano do bufalo, ou touro de agua, aquele animal que nos associamos aos campos de arroz chineses (e associamos muito bem porque eles la continuam a trabalhar).

Com toda esta confusao, eu fiquei extremamente estressado, incapaz de trabalhar, tolhido pelo medo e pela confusao e quase incapaz de pronunciar uma palavra. Como entretanto ja me apercebi que eu sou o melhor medico para mim mesmo, achei que o remedio para tal estado teria que ser algo que incluisse um bocadinho de praia, surf, mergulho, florestas tropicais, escalada a montanhas virgens... Assim, por motivos medicos, e apenas por motivos medicos, vejo-me obrigado a uma retirada estrategica desta confusao que e o ano novo chines de qualquer um animal com cornos.

Estou neste momento no aeroporto internacional de Macau a caminho de Kuala Lumpur, de onde voarei, depois de um fim de semana na capital Malaia, para Bali, na Indonesia. Nao invejo a ninguem a extrema debilidade fisica e psicologica que me levou a tomar esta medida extrema, por isso nao me invejem este amargo remedio. Como nao tive tempo de comprar uma maquina, vou depender das fotografias da Raquel (que, coitadinha, vai para Bali pelos mesmos motivos terapeuticos) mas prometo por aqui umas fotografiazinhas quando voltar.

Bom ano de qualquer coisa com cornos para todos!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Inigualável C&H

Como os Pais Romanos diziam:
Ridendo castigat mores...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ainda não foi desta...

Não comentei aqui que estive quase a bater a bota, a passar-me para o outro lado, a deixar o côro da sé para passar para o côro dos anjos, pois não?
Pois é, mais uma intoxicaçãozinha alimentar... Apesar de já ser a terceira desde que cheguei a Macau, acho sempre sinceramente que estou às portas da morte e começo a fazer as contas ao tempo que passou desde a última confissão e ao que fiz desde aí. Dado que a última confissão foi no Loretto por alturas do Natal e que não tenho tido muito tempo para me portar mal, estava mais ou menos confiante que Deus Nosso Senhor me acolheria bem, mas não me estava muito a apetecer bater a bota aos 28 anos sem filhos criados nem livros publicados.
Vai daí expus em oração os inconvenientes de bater a bota tão cedo e Deus compreendeu e manteve-me cá por mais uns tempos. No entanto, todavia, contudo, se houver mudança divina de planos e eu trocar de coros, peço aos leitores deste humilíssimo blog que compilem os meus escritos num livro e o publiquem sob o título "os escritíssimos de quem bateu a botíssima". Obrigado!
Outra coisa importante. A minha amiga Norma mandou-me um link genial que vale mesmo a pena ter nos preferidos: http://www.theradio.com/
Ora isto é um site de música que fica a dar a música que nós queremos à bórliu. Dá para pedir todo o tipo de músicas, só de um género, só de um artista, de vários géneros e vários artistas, etc.. Como a Norma me disse que um grupo de neurologistas que estudou a música de Mozart disse que as ondas que esta emite ajudam à concentração e ao desenvolvimento do cérebro eu agora estou sempre aqui no gabinete a ouvir Mozart, pelo menos até ter outra intoxicação e bater a bota de vez. Se morrer, ao menos morro concentradíssimo, inteligentíssimo, espertíssimo, com as ondas cerebrais afinadíssimas, etc.. No fundo, o que eu nunca fui em vida!
Enjoy!
P.S.: Tiago Manel, já te estou mesmo a ver a pensar "pfuffff... só o Diogo Maria é que podia não conhecer ainda este sítio... Faz parte dos meus puforidos desde que o Monty ainda era vivo!"

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Americanos broncos



Pronto! Não é que achasse que os Americanos eram em geral inteligentes, mas ainda os achava de certa maneira coerentes com a sua própria estupidez.
Mas depois desta medida, mudei de ideias. Para que os alunos não possam levar armas escondidas, passam a ser obrigados a ir para a escola com as fraldas para dentro das calças. Só para os americanos é que esta não é uma medida estúpida mas o que parece óbvio a qualquer ser pensante é que:
1. Continua a haver muitas maneiras de esconder aramas, nomeadamente dentro do casaco no Inverno;
2. Para terem liberdade de uso e porte de arma, restringem a liberdade de os miúdos se vestirem como quiserem!
Como diria o Obelix: "ils sont fous, ces Américains!"

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

De volta a Macau

Mas o que é que se passa com os Tugas que vão chegando de Portugal depois do Natal e um atrás do outro diz a mesma coisa: "nem acredito que voltei a esta m..." *
Ora, hoje, enquanto almoçava com uma amiga numa esplanada cheia de sol, a ver se nos bronzeavamos, iamos expondo as nossas mágoas do regresso, como estar em Portugal tinha sido bom, como a nossa casinha é que é... Carpimos as nossas mágoas quase chorosos mas sempre com a secreta esperança de que, enquanto o fazíamos estávamos a apanhar um bronze descomunal.
Quando saí dali nem queria acreditar no meu pessimismo! Depois de ter começado a minha manhã com uma hora de squash (ok, perdi os 4 jogos contra o Bjorn e isso é motivo para estar pessimista) tinha passado ali uma hora na esplanada a apanhar sol com uma miúda gira. Vá, pelo meio vi uns exames de alunos não muito inspirados nem estudados, que a minha vida não é só squash e sol, mas o facto é que tenho uma vida boa e não tenho motivos de queixa.
Quando ia a subir o elevador para o meu gabinete até dei uma palavrinha com o Chefe JC a pedir desculpa pelo pessimismo e a agradecer as coisas boas da vida. Sim e também cravei que Ele me ponha de novo em forma rapidamente para derrotar o Bjorn na sexta. Ah, é que isto da minha derrota matinal também é culpa da Tia Tuxa que me alimentou demasiado durante os quatro dias de Natal em Vilar Seco: note-se bem no exemplo que se segue, que é uma fotografia tirada pelo Alexandre de parte da mesa dos doces (eu disse parte, porque a mesa era ainda maior).



*Hummm.. Não sei o que vem depois do m que a minha Mãezinha, coitadinha, sempre me ensinou a não perceber essas palavras feias.

É dura a vida de um emigrante!

Bem, isto de viajar nem sempre é um mar de rosas e por vezes pode mesmo ser um inferno. E a minha viagem de regresso a Macau foi mesmo um infernozinho que não digo nem conto! Mentira! É claro que conto! Ora eu a não contar uma coisa destas, onde já se viu?
Pois lá cheguei eu na Segunda ao aeroporto pronto para voltar para Macau mas quando chego lá omeu vôo tinha sido cancelado. Que seca! Eu já tinha feito o check in on line e escolhido lugares à janela para mim e para o Alexandree aora o vôo tinha sido cancelado! Motivo: vinhamos com a Air France por Paris e em Paris o tempo estava terrível e era impossível aterrar ou decolar (descolar? como descolar uma cartolina?).
Vai daí, depois de mais de duas horas numa fila (conforme documentado pela fotografia do Alexandre que aqui apresento), lá nos deram dois bilhetes com a British Airways por Londres no dia seguinte. Isto podia constituir um pequeno problema dado que o visto Shenguen do Alexandre caducava nesse dia, mas lá fomos à emigração, explicámos o caso e eles disseram que não havia problema se explicássemos isso à saída do espaço Sheguen, que era Lisboa dado que o Reino Unido da Grâ-Bretanha e Irlanda do Norte não faz parte do Espaço Shenguen.



No dia seguinte, pelas 5 da manhã lá chegámos ao aeroporto, mas os nossos stresses não tinham terminado. Já tínhamos feito o check in on line, mais uma vezos dois com lugares à janela em filas perto um do outro para podermos ir comentando factos que fosse necessário ser comentado. Ao fazermos o check in no balcão a senhora informa-nos que o Alexandre não tinha visto para trânsito no Reino Unido da GraBretanha e Irlanda do Norte... Visto de trânsito? O que éum visto de trânsito??? Mas ele nem vai sair da área internacional! Pois, mas ao que parece os cidadãos da Rê Pê Cê precisam de visto de trânsito para entrar nas áreas internacionais dos aeroportos de Sua Magestade...

Lá voltámos à Air France a expor a situação e eles conseguiram-nos bilhetes pela TAP até Amesterdão e daí com a Cathay Pacific. Eu podia ter-me mantido no meu lugarzinho à janela com a British Airways mas o problema estava em que, com este novo arranjo o Alexandre saía do Espaço Shenguen em Amesterdão e teria aí que explicar o seu problema de visto em Inglês, língua que ele não domina bem e ainda punham esse ilustre professor de Direito desta praça atrás das grades geladas da Holanda. Claro que àquela hora da manhã, depois de uma noite pouco dormida porque acordei às 4 da manhã para estar no aeroporto às5 nem me ocorreu a fantástica ideia de escrever uma cartinha em Inglês a explicar isso pelo que lá fui eu por Amesterdão... No fim, tinha sido desnecessário porque mal comecei a escrever o senhor fez um sorriso muito simpático acompanhado de um "yeah, yeah, yeah, don't worry about that" e nem me deixou acabar de explicar...

Estava-se mesmo a ver que com uma escala de 1,5 horas e mudança de companhias aéreas me iam perder as malas e foi isso mesmo que me aconteceu. Saí de Lisboa terça de manhã, cheguei a HK quarta de manhã e a minha mala só me apareceu no Sábado à tarde!

É dura a vida de um emigrante!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Casamento marcado?

Numa altura em que no meu perfil do facebook volta a aparecer que estou "disponível", uma amiga avisou-me que eu já não ia para novo. Sim ela estava a falar a sério! É Israelita e os Israelitas conseguem ser quase tão inconvenientes como eu. É claro que eu lhe disse que tinha uma Lolita, i.e, uma amante Espanhola como aquelas que todos os gentlemen Portugueses tinham nos idos do século XIX.
Mas hoje, enquanto tomava o meu duche matinal, lembrei-me de algo muito melhor. É que tenho casamento marcado com uma das minhas maiores amigas caso esta esteja descomprometida aos 30 anos. Ou seja, a 30 de Novembro de 2011 eu volto a dar notícias sobre a minha situação marital.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Silêncio

A malta quer saber os porquês deste prolongado silêncio... Mas porque é que o blogadíssimo já não está tão magnifiquíssimamente comunicador como era seu apanágio?
Os motivos são muitos mas nenhum desculpa o silêncio. Eu devia chicotear-me como o Salvatore no "Nome da Rosa" mas agora não tenho aqui nenhum chicote à mão; eu devia-me arrastar pelo chão enquanto pedia desculpa mas tenho a impressão que a empregada de limpeza aqui do andar não tem vindo muitas vezes aqui ao gabinete; eu devia cantar "te deums" até ficar rouco como forma de obter perdão deste minha grave falta, mas amanhã tenho o côro e não quero chegar lá rouco.
Assim, como pedido de desculpas e a fim de compensar esta minha ausência, aqui vos deixo uma recente fotografia minha e a promessa de agora voltar a regular e ponderadamente ir aqui escrevendo... O que é que eu costumo escrever aqui? Ah, sim! Os meus tudos e nadas!