segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os lentos passos de uma encomenda...

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30.07.09 11:53
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30.07.09 18:31
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Caracteres Chineses

Há dois fins de semana fui a Zhuhai comprar os DVDs e as roupas falsas do costume e vi uma tshirt muito gira com caracteres chineses. Ora, alguém que conhece bem os chineses como eu, mesmo não percebendo chinês, adivinha logo o que deverá lá estar escrito: "paz, prosperidade, abundância..."
E foi isso que eu disse à Raquel. Ora ela, de espírito mais desconfiado do que eu, disse que bem que poderia ser outra coisa mas eu, confiante no meu profundo conhecimento do espírito chinês, comprei a dita tshirt da paz e do amor.
No Domingo, como ia passar a tarde numa esplanada à beira-mar decidi ir à Missa de manhã, pelo que fui em português e decidi estrear a tshirt da prosperidade e da longa vida. Na Missa em português as pessoas poderiam mais facilmente compreender a lindíssima mensagem da tshirt, dado que a maioria são Macaenses que compreendem bem o chinês e o português.
Saído da Missa, fui almoçar e a Jennifer, uma amiga chinesa começou a rir-se da minha tshirt. Eu já tinha reparado que havia de vez em quando uns sorrisos na rua e achei que os chineses estavam a gostar que eu lhes estivesse a desejar longa vida e amizade, mas a Jennifer não sorriu para mim, riu-se de mim!
Pois, a tshirt afinal, explicou ela, não dizia bem aquilo que eu tinha a certeza que queria dizer. Na frente dizia qualquer coisa do género "porra, sou solteiro!" (it means I'm single but swearing about it) e atrás "não tenho mulher."
Não é que seja mentira...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pelo sonho é que vamos...

Hoje sonhei que estava na quinta da Olaia, a casa de uns primos em Ourém. Há dois anos que já lá não vou, mas costumava ir sempre lá depois do almoço e antes do jantar no dia de Natal só para desejar boas festas e visitar uns tios e uns primos que via uma vez por ano.
É estranho isto de ver uma parte da família apenas uma vez por ano, mas não é por isso que os sinto menos primos: quando entro lá em casa sinto-me sempre tão bem recebido que, mesmo que só lá esteja uma hora por ano, sinto-me perfeitamente em casa e sinto aqueles primos como bem próximos.
Uma vez, tinha eu recebido uma gravata no Natal, e o meu primo António, lá da Olaia, esteve-me a ensinar a fazer o nó Windsor, nó que ainda hoje faço sempre que uso gravata.
Vai daí, logo que acordei decidi escrever um mail a este primo do nó Windsor. Não acredito que os sonhos sejam prenúncios de nada mas se num sonho me lembro de alguém de quem gosto e com quem já não contacto há muito tempo, lembro-me que é hora de entrar em contacto, nem que seja só para dizer um olá...
O SONHO
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos?
Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que desconhecemos
E ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

terça-feira, 7 de julho de 2009

Já não há espaço!

Macau tem especificidades muito próprias e ou bem que uma pessoa adora, se adapta lindamente e nunca mais quer sair daqui, ou bem que não se dá bem e passa o tempo aqui a pensar em sair. Infelizmente, eu estou no segundo grupo...
Agora que a tese me corre bem, o trabalho na faculdade também, gosto de estar numa casa nova com piscina (adoro a piscina!) por vezes sinto mesmo que estou no primeiro grupo. Tudo isso a juntar ao facto de ter uns quantos bons amigos com quem posso contar, com quem me divirto e com quem tenho óptimas conversas, tudo parece ser uma altura de adaptação e de contentamento com Macau.
Claro que as saudades de casa, da família dos bons amigos que estão a casar ou a ter filhos e que eu não posso estar lá para viver com eles essas experiências estão sempre presentes, mas passado um (grande) bocado a pessoa habitua-se a viver constantemente com o tal aperto lusitano no peito a que chamamos saudade.
Mas porque é que não me habituo e adapto?
Macau é uma grande mínima cidade. É grande porque aqui vivem cerca de 600 mil pessoas, mais do que Lisboa (nao contando com arredores). Mas é mínima porque de toda esta gente, a maioria não fala bem nenhuma língua em que eu consiga conversar; é mínima porque mesmo na minoria que fala uma das línguas em que eu consigo conversar, não é fácil criar laços porque a mentalidade tende a ser tão absolutamente diferente, que as conversas são mais desbravar mato que percorrer caminhos comuns; é mínima porque na minoria dentro da minoria com quem conseguimos criar laços, muitos estão de passagem e vão-se embora deixando aquela constante saudade de casa ainda maior com saudades dos que já conheci cá.
E a certa altura parece que já não há espaço para mais. Não há espaço para acolher novas pessoas estando já tão cheio de saudades das antigas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Acumpunctura

Pois, esta coisa da saúde é um mistério para mim...
Há cooisa de um mês acordei de um dia para o outro com três dedos dormentes, a saber, o do meio da mão esquerda e os mindinho e anelar da mão direita. Passada uma semana deste estranho sintoma, decidi ir a um médico Macaense (porque esses falam Português e são licenciados em Portugal). Ele estranhou este sintoma e mandou-me fazer uns raios X, pelos quais concluiu com espanto que eu tinha uns inícios de bicos de papagaio e que era isso que estava a interferir com os meus nervos da mão.
Receitou-me uns comprimidos e mandou-me para a acumpunctura, porque isso revitalizaria o sistema nervoso, pelo que hoje lá fui pela primeira vez à acumpunctura em Macau.
O médico, um senhor já de uma certa idade, falava mal Inglês mas conseguiu explicar a estranheza da minha coluna. "Você tem musculatura de jovem desportista e coluna de pessoa de meia idade sedentária!" Sim, os médicos chineses tendem a ser assim directos e sem rodeios...
Depois disso sentei-me num banco debruçado sobre uma cama, ele espetou-me 5 agulhas em sinal de cruz e fiquei ali parado 20 minutos com as agulhas espetadas no pescoço. Já estava meio a dormitar quando ele me veio tirar as agulhas e me mandou voltar todas as semanas.
Por isso agora, todas as semanas vou lá a Macau fingir que sou uma almofada de alfinetes.
É uma vida dura, mas alguém a tem que viver!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Bananas

Hoje, estava eu a almoçar com o Alexandre Maria, quando veio à baila os ABCs, que eu expliquei ao Aexandre que são os "American Born Chinese", ou seja, os Chineses nascidos na América.
O Alexandre surpreendeu-me com a resposta "nós chamamos-lhes bananas!"
Bananas! Banana em português é uma pessoa que não responde com a energia suficiente a situações que devia responder, e os ABCs até são pessoas conhecidas por ser bastante enérgicas, pelo que pedi explicações.
"São bananas porque são amarelos por fora e brancos por dentro!"

Junco


A estes barcos chineses chama-se juncos...

Bonitos, não são?

Net em casa

Algo mudou na minha vida! Desde que vivo sozinho que nunca tive internet em casa, mas agora, por uma série de motivos, decidi assinar a internet e neste momento escrevo este post da minha casinha.
Isso quer dizer que também passo a estar mais contactável em casa pela internet. Apesar de ainda ter os auscultadores, microfone e câmera no gabinete na Universidade, vou trazê-los para cá, por isso, quem não tiver o meu contacto no skype, adicione, sff, para nos podermos falar: dsalvim

quinta-feira, 25 de junho de 2009

MacAlvine Castle - o quarto senhorial




Finalmente o quarto do Morgado da Taipa, Lord MacAlvine, eu próprio! Como podeis observar, da janela perto da minha cama tenho vista sobre as minhas possessões, as montanhas da Taipa. Não foi inocentemente que eu guardei a minha mala mesmo à vista: combina bem com os cortinados e a colcha, não combina?

MacAlvine Castle - o escritório / quarto de visitas




Esta é a divisão da casa em que tenho passado mais tempo enquanto acordado e esta é a vista que me inspira durante o dia: criancinhas a fingir que jogam basquete, futebol, etc..
Quem me vier visitar, verá esse bonito sofá transformado numa confortável cama. Se for uma pessoa, dormirá aí que nem realeza, se for um casal, dormirei eu aí que nem realeza e o feliz casal passará aos meus aposentos.
Ah, a roupa aí é porque é no meu escritório que a criadage gosta de passar a roupa...

MacAlvine Castle - o corredor

Para se passar à área mais privada do castelo, tem de se passar pelos longos e escuros corredores com os antigos reposteiros passados de geração em geração e os tapetes do Oriente acumulados por gerações de Alvins que combateram contra os mouros na Ásia.


MacAlvine Castle - os salões

Quem entra no MacAlvine's Castle, é esta a primeira coisa que vê:

(note-se a minha roupa pendurada na janela: que delícia!)
E logo a seguir, vira-se para a esquerda e vê isto:

MacAlvine Castle - o quarto de pensamento



Se alguém for a minha casa e sentir um aperto existencial, é a esta nobre divisão que eu o vou dirigir. Mas devo dizer que não gosto de partilhar os pensamentos das outras pessoas, pelo que pedirei a quem tiver esse aperto existencial que feche a porta e abra a janela.

MacAlvine Castle - a cozinha


A pedido de muitas famílias, aqui vão fotografias do meu novo castelo, o MacAlvine's Castle.
Começo pela parte da criadage, ou seja a cozinha. Como se pode ver, tem porta para a varanda, que é onde estão armazenadas algumas coisas que não me fazem falta, onde está a máquina de lavar e onde penduro a roupa.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Voar como o Jardel sobre os centrais..."

Hoje aprendi a voar sem asas! Foi uma experiência fascinante…
Estava a sair de casa e vi o autocarro que me ia permitir não chegar atrasado à reunião que eu tinha de manhã. Vai daí, esquecendo-me que a rua deve ser partilhada entre peões e carros, lancei-me a correr a atravessar a rua e antes de me aperceber o que se tinha passado, estava a voar pelo ar. Perante esta experiência fantástica o único pensamento que me ocorreu foi: “M…! Já não apanho este autocarro!”
O mal de se voar sem asas é que se acaba por cair e agora estou aqui na reunião cheio de feridas, parece que venho da guerra. Mas, de resto, estou fino, não tenho qualquer problema e só cheguei 5 minutos atrasado, o que já bastou para ser o último a chegar, mas mesmo assim, sendo o único Português, já era de se esperar… Parece que os Portugueses devem passar a vida a ser atropelados porque já toda a gente espera que eles cheguem atrasados.
Outro problema foi que o carro que me atropelou era encarnado e eu estou a usar calças beiges, que neste momento estão cheias de manchas encarnadas. Mas também isso nem é muito mau, porque estou a usar uma pólo encarnada…

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Praia em Hong Kong


A sair da praia da Meia Lua, em Hong Kong

O fantasma do Monty

Hoje tive o sonho mais estranho possível numa mistura entre a realidade e o sonho…
Durante muitos anos, em casa dos meus paizinhos, coitadinhos, dormi no quarto das empregadas que era perto da cozinha (isto de ser o filho mais novo…).
Ora quanto a porta da cozinha estava aberta, o nosso cão, coitadinho, que já está no mundo de lá, vinha passear para ao pé do meu quarto. O dito cujo, Monty Maria Sacadura Cabral de Sousa e Alvim, de vez em quando andava no corredor de soalho de madeira e eu ouvia as patas dele a fazer tic tic tic lá fora do quarto e de vez em quando vinha cheirar a minha porta para ver se eu estava lá dentro.
Ora eu hoje estava a dormir mas sonhei que estava a acordar com o som das patas do Monty à porta do meu quarto. Sonhei que estava de volta ao humilde palácio onde cresci, no quarto da criadage, tipo Cinderelo dos tempos modernos e que o nosso fiel Monty estava à porta do quarto a passear como era seu hábito e a cheirar a porta a ver se eu estava lá dentro. O sonho foi tão forte que eu decidi chamá-lo e acordei para o chamar e chamei mesmo mas como ainda estava meio a dormir só saiu uma chamada meio fraca: “Monty, Monty!”
Vai daí, meio a dormir como estava, sonhei que o cão passou pela porta do quarto que estava fechada, mas como ele já morreu isso nem era anormal. Depois estive ali a dar festinhas ao Monty, de que eu já tinha muitas saudades, e juro que até me cheirou a Monty! Foi mesmo tão real, que quando o Monty saiu do quarto eu acordei e apercebi-me que estava e tinha virado todo na cama e que estava voltado para uma das janelas que eu achava que era a porta do meu quarto antigo.
E assim acordei eu às 4 da manhã com este sonho em que aparecia o fantasma do nosso nobre e cavalheiresco Monty!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cultura em Macau

Está a acontecer o festival de cultura de Macau, festival de que eu, no ano passado, nem me dei conta! Devia-me flagelar brutalmente pelo meu alheamento, mas agora não tenho aqui nenhum chicote à mão...
Ora, desde o princípio do dito cujo festival já fui ver:
- Um concerto da orquestra de Macau com um Francês por trás a fazer desenhos de areia que foi mesmo o máximo!
- Uma peça de teatro em doci papiaçam, a língua dos macaenses (báscicamente um dialecto do português) sobre a vida de um estagiário de advocacia. Estava com muita piada e a retratar muitas coisas engraçadas da sociedade Macaense.
- Hoje vou de novo ao teatro... Estou a gostar de uma vida cultural mais intensa outra vez!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

13 de Maio em Macau

Não, não fui em peregrinação de Macau a Fátima mas fui à procissão de Nossa Senhora de Fátima, ontem em Macau.
A procissão começou na lindíssima Igreja de São Domingos e subiu até à Ermida de Nossa Senhora da Penha, de onde se tem uma vista sobre grande parte da cidade de Macau. Foi muito bonito ver a multidão enorme de pessoas (diria que mais de cinco mil) que se juntaram à procissão não só de Macau mas também de Hong Kong e da China Continental, num encontro Católico dos dois sistemas. Foi ainda mais bonito ouvir cantar o Avé de Fátima (em Português e Cantonês) e rezar-se o terço pelas ruas (em Português, Cantonês e Inglês).
Mas a parte mais exótica veio quando desceu a noite, já perto do Palácio da Belavista, residência do Consul de Portugal. Começaram a distribuir velas e eu tirei para mim, para a Marta e para a Joana. Eis que se não quando, damos por nós à procura do pavio da vela... Não tinha! Era eléctrica e reluzente! Se em Fátima apanham isto, lá se vão as vendas de velas.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

É desta!

Já dei o sinal, já acordei tudo com o senhorio, está feito! Vou mudar de casa!
Dois quartos, com muito sol, uma sala bem maior do que a minha actual...
É mais longe da faculdade, o que é uma desvantagem, mas são 15 minutos a andar (em vez de 5) e, se estiver muito calor ou chuva, tenho autocarro porta a porta.
Depois ponho fotografias.

terça-feira, 5 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tanti auguri...

Na fotografia, o aniversariante com a sua babe na casa que o viu nascer.
No coração da Europa Central o malandro do Hittler andava a fazer das suas. Mais a Leste o não menos malandro Estaline nem sabia o que o esperava e encontrava-se descansadinho à sombra do Pacto Ribentrop-Molotov. Na Ásia eram os Japoneses a serem muito pouco simpáticos com os Chineses. Muito pouco simpáticos, mesmo! Na América tudo em paz, nem os EUA nem o Brasil se tinham decidido a entrar na guerra que ainda era só Euro-Asiática mas Roosevelt já andava a ver se convencia o Congresso que os EUA tinham que entrar... Em Portugal vivia-se o stress da guerra que não chegava mas que a qualquer altura podia chegar. Todo o bom devoto rezava a N.ª Sra. de Fátima para que a aliança Salazar-Franco não caísse.
Falando em Fátima... Mesmo ali no concelho de Ourém, mais precisamente na freguesia de Seiça, mais precisamente na Quinta da Motta tinha lugar um evento de enorme importância. Para a minha humilde pessoa, esse evento tem muito mais importância do que se andava a passar na Europa, Ásia ou América, mas isso, é claro, é porque a minha humilde pessoa é muito pouco humilde.
Chegava a este mundo já com sete irmãos mais velhos e estava destinado a ter o nome de um "avô" ilustre: não ficou Sebastião José porque os Jesuítas do colégio do mano mais velho e padrinho não aprovaram (vá-se lá saber porquê) e acabou por ser chamado Diogo Inácio, como o Intendente-geral da polícia de D. Maria I. Talvez esta vertente do homónimo e antepassado jurista tenham contribuído para se tornar advogado...
Foi há 68 anos mas ninguém lhe daria mais que 67, especialmente agora que se anda a treinar para campeonatos de ténis!
Paizinho: MUITOS PARABÉNS do filho Macaense!

sábado, 2 de maio de 2009

No dia de anos do Buda, mostrei o dedo a um polícia

Se eu fosse a um psicólogo (cruzes canhoto!) acho que ele concluiria rapidamente que eu tenho um problema com a autoridade, o que para um professor de direito não sei se é muito bom. No meu problema com a autoridade há certos cargos e profissões que eu tenho tendência para ter dificuldades emengolir: chefes, polícias, militares...
Ora hoje, dia de anos do Buda, havia uma qualquer cerimónia cheia de gente importante na biblioteca da Universidade. Ora, estava eu a passar lá à frente para ir para o meu gabinete quando um senhor de fato e gravata preta (deve ter visto muitos flmes do FBI) me pára e diz que eu não posso passar. Note-se: na MINHA Universidade na Universidade onde eu trabalho a iluminar as mentes dos juristas de amanhã, a dizerem-me que eu não podia passar!
Eu, com todo o desdém de que apenas sou capaz quando alguém me dá uma ordem, respondo:
"- Yeah, yeah, yeah, but I'm going to my office..." Suavemente tento remover o senhor do meu caminho para continuar, mas ele põe-se inflexivamente à minha frente e sai-se com o pior com que se podia ter saído:
"- I'm police..."
"Mas que g'anda lata!" Pensei eu comigo mesmo! Vai daí explico-lhe com o mesmo desdém e alguma irritação em Chinês que sou professor de direito na Universidade de Macau, esperando que ele imediatemente me faça uma saudação militar, peça desculpa e sáia da minha frente para ir para o meu gabinete. Está-se mesmo a ver que o homem não tinha o devido temor reverencial por um professor de direito que era suposto ter e responde-me que eu não posso passar e que ele era polícia (os Chineses não têm os mesmos problemas com autoridade que eu tenho e costumam ser muito respeitosos para com pessoas em uniforme). Resposta torta em Inglês pedante:
"- Hey little man, look at my face..." (ele só olhava para o meu peito) "... do I look like I care that you're a police officer?"
Isto tomou-o por surpresa (mais pelo tom do que pelas palavras que ele não deve ter compreendido), pareceu meio assustado (efeito desejado) e lá terminou com um "solly, no can!"
Já irritado, com o sol a bater-me na cabeça e já a começar a suar porque estava mesmo no fim de uma rampa com 98% de inclinação, deixei (mais uma vez) mal vista a educação que os senhores meus pais me deram (coitadinhos, não têm culpa, fizeram um esforço hercúleo) mostrei o meu dedo médio ao polícia e despedi-me com um "f...k off!"

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Movimento Esperança Portugal

75% in accordance with Welfare, family and health
83% in accordance with Migration and immigration
88% in accordance with Society, religion and culture
50% in accordance with Finances and taxes
75% in accordance with Economy and work
50% in accordance with Environment, transport and energy
100% in accordance with Law and order
63% in accordance with Foreign policy
50% in accordance with European integration
0% in accordance with Country specific

Partido Social Democrata

42% in accordance with Welfare, family and health
50% in accordance with Migration and immigration
50% in accordance with Society, religion and culture
75% in accordance with Finances and taxes
13% in accordance with Economy and work
67% in accordance with Environment, transport and energy
75% in accordance with Law and order
63% in accordance with Foreign policy
50% in accordance with European integration
38% in accordance with Country specific

Centro Democrático Social - Partido Popular

25% in accordance with Welfare, family and health
17% in accordance with Migration and immigration
88% in accordance with Society, religion and culture
58% in accordance with Finances and taxes
13% in accordance with Economy and work
50% in accordance with Environment, transport and energy
0% in accordance with Law and order
63% in accordance with Foreign policy
67% in accordance with European integration
0% in accordance with Country specific

Em quem votar nas Europeias?

Fiz um teste muito bom, mesmo muito bom, sobre em quem eu tenderia a votar nas eleições europeias (se votasse, o que não vai acontecer porque sou um emigrante fora da Europa). O teste está neste sítio (clicar aqui) e vale muito a pena fazer.
Fiquei exactamente onde me sinto agora: o meu círculo não abrange nenhum partido mas estou entre o CDS, o MEP e o PSD.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cenas de Macau


Está-se a construir um novo edifício cá na Universidade (vá-se lá saber porquê, dado que dentro de 8 anos a Universidade de Macau vai mudar-se para a China).
Por mero acaso, decidi levar a máquina quando ontem fui almoçar, o que deu muito jeito para captar este momento - um homem a vestir-se nas obras da Universidade. Note-se que o senhor se escondeu atrás de uma máquina para ter privacidade dos seus colegas, mas esqueceu-se que logo em baixo estavam umas quantas dezenas de milhões de estudantes e professores a passar... (E um deles, inoportunamente, com uma máquina fotográfica)
Mas, no bom espírito de Macau: momentai lah!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Prison Break


Depois dos comentários que eu parecia um dos manos do Prison Break eu, que nunca tinha visto a série, decidi comprá-la em Zhuhai quando lá fui com a minha amiga Wendy na semana passada. Ora, ontem cheguei pelas 9.30 a casa e, depois de cozinhar o jantar, lá decidi ver um episódio... Depois mais um... Depois só mais um porque logo a seguir me vou deitar! Vá, ok, só mais um e depois vou para a cama!
Resultado: deitei-me às 5 da manhã, tou a morrer de sono, e eles ainda nem fugiram da prisão! Que stress de série!

Vanitas vanitatum omnia vanitas

Hoje discutia este vídeo com um amigo e não poderíamos ter opiniões mais divergentes.
Quer dizer, ambos concordámos que a mulher tinha uma excelente voz, mas discordámos foi na aparência. Ele ficou muito surpreendido por uma mulher com um aspecto... hummm... digamos... tão simples, abrir a boca e ter uma voz assim espantosa. Eu não fiquei nada admirado que ela tivesse uma voz espantosa, porque com aquele aspecto só lá teria mesmo chegado com uma voz espantosa.
Ele disse que eu era mauzinho, mas dizei-me vós lá se não considerais que eu tenho razão.
Dizer que não julgamos alguém pela aparência é um engano. Todos o fazemos e mais vale mesmo admiti-lo. Quando preciso de pedir informações na rua, dirijo-me às pessoas com melhor aspecto ou mais jovens porque parto logo do princípio que os outros todos só falam Cantonês. Da mesma maneira, não podemos negar o enorme talento da Mariza como cantora, mas já algum de vós reparou que ela vai sempre muitíssimo bem vestida para todos os concertos, bem penteada e que, mal olhamos para ela, logo imaginamos que ela deve cheirar a bom perfume?
Nem me vinde dizer que isto é um problema de hoje em dia, da sociedade de consumo e tudo o mais. Antigamente até havia leis (as pragmáticas) a regular o que é que cada um podia vestir e os adereços que podia usar, que era para ninguém confundir um fidalgo com um plebeu.
Há coisas que são da natureza e isso não podemos mudar e temos mesmo que aceitar. Eu tenho problemas com ser baixinho, com não ter o nariz direito, etc., mas aceito isso como parte do que sou. Mas, se para além desses defeitos físicos naturais, ainda andasse todo mal vestido, de banho por tomar, comesse tudo o que me apetece e não fizesse desporto, então o resultado seria um assombro de assustador.
Esta senhora claramente não é bonita de nascença... Vá, isso não há nada a fazer! Mas também poderia melhorar muito se bem arranjada. Note-se a Letícia de Espanha: tem uma cara quadrada, feições vulgares e, se sair à mãezinha sindicalista, terá também cabelo de rato. Mas alguém diria que ela é feia, apesar de a natureza não a ter favorecido? Claro que não porque se arranja sempre bem.
E a nossa aparência é a primeira coisa que as pessoas vêm de nós...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Leitura do dia

Vale mesmo muito a pena ler este artigo sobre o Papa Bento XVI.

Páscoa em Macau III

Depois do nosso cafézinho matinal na velha Taipa, o Chris e eu voltámos para o Pagode Alvim, onde tivémos o almoço de Páscoa com mais uns quantos amigos. Como era Páscoa, caprichei a sério e o resultado final foi:
ENTRADAS: Salada de pimentos e tomate com queijo feta + Feijão Frade com atum, tomate e ovo cozido (ambas as coisas aprendi a fazer com a Alexandra e o Rui aquando da minha última visita a Singapura - não ficaram mal, mas também não ficaram tão bem como os originais em Singas City).
RESTO: Cozido à Portuguesa
SOBREMESAS: Gelado bomba calórica + ovos de chocolate feitos por mim mesmo: fiz um buraquinho nos ovos, esvaziei-os (obriguei o pobre Chris a comer uma mega omelete ao pequeno almoço) e depois enchi-os de chocolate.
Agora, peço desde já perdão pelo comentário possidoníssimo, pirosíssimo, rasquíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo, mas o melhor do almoço foram mesmo os amigos lá presentes: Joana, Chris, Ana, Bjorn e Willem (da dta. para a esq.). Tudo bons amigos com quem gostei muito de partilhar a Páscoa e de ficar umas boas horas sentado à mesa a comer e a conversar!
Depois disso, apesar do mau tempo e até de alguma chuva, a seguir ainda fui passear para a praia com a Joana. O cozido estáva-nos mesmo a pesar no bucho e precisávamos de esmoer um bocadinho...
Quando voltei para casa fui ver um filme que comprei no outro dia em Zhuhai e que recomendo vivamente a todos que não tiverem visto: the reader (o leitor).
Já agora, os DVDs em Zhuhai estão cada vez mais caros! Já vão em 8Y quando ainda há um ano eram 6Y! Daqui a nada estão ao preço da Europa! Nesse dia nunca mais volto à China!

Nota do humilíssimo autor deste blog: as minhas calças NÃO SÃO brancas!

São de ganga mas foram embranquecendo ao longo dos anos...