quinta-feira, 2 de abril de 2009

Beberete na Casa Consular

Depois de há cerca de um mês ter ido pela primeira à residência consular para conhecer o novo Consul de Portugal em Macau, dado que ele é tio da namorada do meu primo Rodrigo (o que o faz quase meu tio), ontem fui lá pela primeira vez a uma recepção.
Nunca tinha ido antes porque não gosto muito de me misturar com a comunidade tuga de Macau (snobismo a quanto obrigas) mas ontem lá decidi ir. E concluí que a comunidade tuga de Macau não é tão má como parece à primeira (e segunda, e terceira...) vista.
A ocasião foi as boas vindas ao Ministro Alberto Costa que passou em Macau vindo de Pequim. Depois de ter bebido uns 10 copos de sumo de laranja e de ter enfardado croquetes, tartezinhas e outros aperitivos como se não houvesse amanhã (a minha alma estava parva de não terem pastelinhos de bacalhau), ouvi o discurso do Consul (aplaudi), o do Ministro (voltei a aplaudir obedientemente), beijinhos para aqui, apertos de mão para ali e saí.
Esta horinha e meia que lá passei a Portugalizar serviram, acima de tudo, para desmistificar o papão da comunidade tuga de Macau: não é assim tão má quanto isso, estavam lá muitos dos "novos tugas" (tugas que chegaram ao território depois da transição de 2009), todos em busca do croquetezinho e do tintol à borla (estes são MESMO de graça, quando estava em Portugal estes beberetes eram pagos através dos meus impostos).
E pronto, assim se poupa um jantar!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Chuiff! :-(

Ninguém tentou acertar no desafio que eu aqui deixei!
Bem, nesse caso, respondo mesmo que não haja interesse na resposta.
Tenho uma nova máquina fotográfica! Só assim poderia ter tirado as fotografias que tirei, certo?
Chuiff, chuiff!
Aqui está ela:


terça-feira, 24 de março de 2009

Quem vai à guerra...


E quem é que não acredita que eu fui à guerra esta semana em Hong Kong?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sofia em Hong Kong (+ 1 x)


Tive o prazer de voltar a estar com a Sofia em Hong Kong que, tal como no ano passado, veio cá para a feira do cinema em Hong Kong. No Sábado fomos jantar e fomos dar um giro a Lang Kwai Fong com a Rosana, amiga da Sofia e o Chris, meu amigo. Nesta fotografia estão eles os três à frente do já mítico 7/11 de Lang Kwai Fong onde a malta vai comprar bebidas para ficar a beber na ruae com isso poupar balúrdios.
No dia seguinte passei o dia na guerra, pelo que só me voltei a juntar à Sofia à noite e fomos jantar com um grupo interacional muito engraçado. O único probleminha que o jantar tevefoi uma chinesa dizer-me abertamente e de forma muito frontal, que mais valia eu desistir do Mandarim... Isto depois de se rir com a minha explicação de como eram os 4 tons. Como é óbvio, a exlicação não era para ela mas para os outros estrangeiros, mas ela riu-se muito e disse que estava completamente errado! :-( chuiff!
Sofia: cá nos veremos de novo no próximo ano!

sábado, 21 de março de 2009

Mas por que carga de água...

Mas agora, estareis vós a pensar, "porque carga de água vem esta sucessão de posts sem interesse nenhum e alguns deles com fotografias, no mínimo estranhas" (como as fotografias do meu novo visto e da minha nova camisa)???
E interrogar-vos-eis com certeza:
"- Será que foi desta que o Diogo Malia flipou de vez?
- Será que teremos que mandar dois enfermeiros com coletes de forças para trazer o Diogo Malia de volta para Lisboa, para ele viver para aquele bonito palácio côr-de-rosa perto do Campo Grande?
- Ou será, que o Diogo Malia não está a contar tudo o que fez na sexta feira e nos está aqui a lançar um desafio para adivinharmos o que ele realmente fez de importante?" *
Estas e outras importantes perguntas serão respondidas depois de um fim de semana de descompressão em Hong Kong (o Hugo tem razão no comentário que fez lá em baixo, a malta com Macau blues tem de reagir e, acrescento eu, saindo de Macau), de onde prometo trazer bonitas fotografias para conhecerem algo do que se anda a passar por aquela cidade.
* Admito que esta última hipótese é pouco provável... Afinal de contas, como alguém me dizia no outro dia, eu sou um livro de capa mole: pouco enigmático e de fácil conhecimento imediato. :-)

Ontem pela noite... 2

Depois fomos jantar a um restaurante muito bom no casino Grande Lisboa (por onde é que tenho andado nos últimos dois anos se nunca lá tinha ido?!) onde o chá era servido de forma, no mínimo, original, como se pode ver por esta fotografia do rapaz que servia o chá.






E fui com um grupo muito simpático de gente gira, como se pode ver por esta fotografia que aqui deixo.

Ontem pela noite... 1


Depois, Já à noite, fui-me encontrar com uns amigos... E aqui está uma fotografia do Bjorn, da Monica e da Priel em frente do emblemático Casino Lisboa!

Ontem pela manhã... 2


Depois disso fui ao meu alfaiate buscar uma camisa que tinha mandado fazer. Aqui deixo uma fotografia da mesma.

Ontem pela manhã... 1


Fui buscar o meu passaporte à Embaixada da China em Macau já com um novo visto de uma ano, múltipla entrada, no Império do Meio... Já há dois meses que estava sem visto e começo a precisar desesperadamente de ir às massagens porque me tenho sentido muito estressado ultimamente. Cá está uma fotografia do meu novo visto.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Macau Blues II

A Inês mandou-me um mail de Portugal a dizer que poderia estar a ser injusto com as raparigas de Macau no meu post anterior e, de facto, é um bocadinho verdade...
Ou seja, há raparigas impecáveis, mas, pura e simplesmente não se deu nenhum "fling"... Será que sou eu que tenho tendência para gostar de raparigas "infantis" ou "armadas em princesas"? Ou será que a Priele tem razão, e eu estou mas é a ficar muito esquisitinho?
Muitas vezes tem tudo a ver com a experiência certa na altura certa. A minha amiga Ana, por exemplo, que está no blog aqui ao lado, é uma dessas raparigas impecáveis: simpática, descomplicada, etc.. Ora, acontece que quando nos conhecemos ambos tinhamos a cabeça noutras pessoas e agora já somos demasiado "buddies" para acontecer algo mais. Isso acontece muito comigo, quando já sou muito amigo de uma rapariga, já não há "fling"...
Bem, em abono da verdade, se nós fossemos namorados andávamos aos murros ao fim de uma semana... :-)
Como este, há outros muitos exemplos.
Mas há muitos mais exemplos de raparigas armadas em princesas e infantis... Muitos mais!

Macau Blues

E pronto, hoje ao chegar ao meu gabinete tinha o 3º mail de uma pessoa diferente a inquirir o porquê de o blogadíssimo andar lentíssimo, paradíssimo, despostadíssimo... Como ao 3º é de vez, decidi responder aqui.
O blogadíssimo é um blog alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo, festivadíssimo mas, acima de tudo, humilíssimo. Ora, dado que esta humilde pessoa que está a escrever este post é o único autor do blogadíssimo, quando não me encontro alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo, não escrevo.
E porquê, perguntais vós, é que eu não me encontro alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo?
Porque pura e simplesmente ando numa de blues. Estou farto de Macau! Pelo andar muito lento da minha tese já desisti de me candidatar agora ao doutoramento algures na Europa no próximo ano, pelo que já me conformei em ficar mais um ano em Macau... Conformei-me mas isso não quer dizer que ande radiante com a possibilidade.
Sinto nesta altura que a minha vida está parada.
Está parada profissionalmente porque, ao não avançar com a tese de mestrado por excesso de trabalho, não posso avançar com o doutoramento e, como gosto muito de dar aulas, é isso mesmo que eu quero continuar a fazer.
Está parada sentimentalmente porqe já desisti de encontrar uma rapariga de que possa gostar em Macau. Não se deve generalizar, mas, de facto, o que eu tenho verificado em Macau é que as raparigas ou são extremamente infantis ou armadas em princesas, o que é pior ainda. Claro que há umas quantas que são impecáveis, mas essas ou são casadas ou, por algum motivo não me entusiamam, pelo que também já decidi fazer um "pause" na minha vida sentimental até ir fazer o doutoramento para a Europa, onde as raparigas são equilibradas... Há sempre a possibilidade a considerar que, como diz a minha amiga Priele, eu sou ainda mais exigente com as raparigas do que com as casas, motivo pelo qual não encontro nem uma nem outra que me agrade, mas neste momento não quero considerar essa hipótese como plausível dado que prefiro ter uma esperança na boa e velha Europa.
Last but not least, ando chateado com as minhas amizades. Não com os meus amigos, entenda-se, mas com as amizades. Ou seja, tenho grandes amigos, amigos mesmo próximos e de quem gosto muito, a casar-se em Portugal nos tempos próximos. Ora, não só eu adoro casamentos como, ainda para mais, acho que é um momento a não perder na vida de um grande amigo. Ora, estando eu para lá do fim do mundo e já tendo feito a experiência de ir só para um casamento, o que é esgotante do ponto de vista físico e financeiro, também não posso ir aos casamentos que se avizinham e isso deixa-me muito triste.
Por tudo isto não me sinto suficientemente alegríssimo, simpatiquíssimo, animadíssimo e festivadíssimo para escrever neste vosso humilde blog, mas prometo fazê-lo quando as nuvens se dissiparem. Afinal de contas, mais um ano em Macau não é o fim do mundo mas a sério que isso me está a apetecer tanto como uma boa e simpática dose de choques eléctricos.

terça-feira, 17 de março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Estranha personalidade, a minha!

Fizeram-me estas perguntas para um teste de personalidade para homens:
First of all imagine you are in a desert and in front of you is a cube.
1. How big is it and what is made of?
2. There is a ladder, how big is it (how many rungs) and what is it made of?
3. Where is the ladder in relation to the cube?
4. There are some flowers.....how many and what colour are they and where are they in relation to the cube and the ladder?
5. There is a horse, where is it inrelation to the cube the ladder and the flowers and what is it doing?
Ao que eu respondi:
1. Big enough to enter in it ans it's made of canes and leaves
2. Made of rope and very long
3. Is laying in the ground inside the cube
4. Not many flowers (we're in a desert, right?), small and yellow and they are in the cube's shade.
5. The horse found its way to inside the cube and is resting in the shade and chewing on the ladder.
Como resposta e resultados, recebi:
Hi there!
Ok here is what the experiment means, I have to say yours is so interesting......
The cube is the size of your ego! And in relation to your size. What it is made of is also how you regard you ego to be. Hard or soft, beautiful or not. Ideally we shoud all have no ego at all of course but the smaller the better.
The ladder is you career, and how many rungs is how important your career is to you. If it is tall and made of something sturdy that is your perception of your career, if it is leaning against or near your cube then your ego depends on your career and vice versa which is not good!
Your flowers are your friendships, and how many true friends you believe you have, the colour is also relative. Red is love for example, yellow is happiness, blue is sadness, white is purity and so on...
The horse is either the relationship you are in or what you feel about a loveing relationship if you are not in one. So if it is front of your cube (yourself) and standing or grazing then all is good but if it behind your ego and running for example not so good!!
Perante tão estranha resposta, eu só pude concluir:
Hummm... Strange replies I gave, than!
My ego is big enough to shelter a relationship which will chew my career!
So, is it either relationship or career? Does it mean I’ll have to marry a rich heiress, give up my career, become a “househusband” and take care of the children at home?
I promise I try to be modern, fashionable and all that, but hey, I’m still 100% Portuguese and that thing of living of my wife’s fortune and work won’t do. Not Latin enough! :-)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mudanças

Os (poucos) que, de entre vós, já visitasteis o Pagode Alvim, sabeis bem como me desagradam certas coisas àcerca do mesmo. Tem uma vista tenebrosa sobre os vizinhos da frente, as paredes não estão bem pintadas e falta-lhe luz para lhe dar alegria. Eu tenho feito os possíveis e impossíveis para lhe dar alguma alegria e toda a gente que lá chega elogia a decoração. Julgo que até está com um certo ambiente caseiro e à noite sinto-me bem lá, mas de dia quando abro as cortinas dá-me logo a depré.
"Então (perguntais vós muito pertinentemente) porque é que o arrendaste em primeiro lugar?"
Bem, quando cheguei a Macau as rendas estavam altíssimas e depois de ver não sei quantas casas que podiam ter sido tiradas de uma cena do Inferno de Dante e mais caras e depois de ter ouvido estórias tenebrosas de senhorias Chineses que estavam sempre a querer aumentar a renda, escolhi o pagode por ter um preço à data razoável e um senhorio português, o Dr. Bruxo, que é impecável e que até andou com o meu Pai na Faculdade de Direito.
Mas agora tudo se conjugou para eu recomeçar à procura de casa: dois amigos, a Yuyu e o Willem que também andavam à procura e queriam partilhar, uma baixa grande nas rendas graças à recessão e à crise nos casinos cá de Macau e o próprio incentivo do Dr. Bruxo que está interessado em vender a casa em breve.
Sendo assim, agora voltei à procura de casa mas já sem tentativas economicistas de pagar o mínimo possível: agora quero ficar bem instalado. É claro que mesmo ficando bem instalado, tenciono pagar menos porque partilho a casa, mas essa já é outra conversa...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Rebenta a bolha II

Hoje tive que ir ao centro de saúde aqui na Taipa fazer os exames obrigatórios para todos os membros das equipas desportivas da Universidade. Dado que a enorme bolha que se formou no meu anelar esquerdo continuava lá hoje de manhã e estava a impedir-me de me casar se a oportunidade surgisse de um momento para o outro (não passava ali nenhum anel), juntou-se o útil ao agradável e resolvi a situação. Ainda para mais, como vou amanhã para Singapura, estava com medo que a bolha rebentasse no avião devido à diferença de pressões e depois ficava cheio de nódoas de pus na tshirt.
Ora, eu cheguei lá ao centro no meio dos outros membros da equipa e nem foi preciso eu dizer nada, mal a enfermeira me viu, olhou logo para o dedo sem eu lhe pedir e de forma autoritária disse: "you come first!" Levou-me lá para um gabinete, sentou-me numa cadeira, pôs a mesma pomada betadine que eu já andava a pôr há 3 dias, puxou de uma seringa e sugou o pus da bolha até esta estar cheia. Depois tirou o pus para um copinho e voltou a encher a seringa. Noijo! Depois ainda espremeu a bolha até sair tudo. Está bem que a seringa era pequenina, mas duas cheias e mais um bocadinho! A dita cuja de facto já estava de um tamanho descomunal! Agora estou com uma ligadura no dedo que dá um ar muito mais chique do que uma mega bolha cor de betadine...
E no fim dos exames já posso dizer aos papás que podem ficar descansados, que a minha saúde está muito bem e recomenda-se e posso continuar na equipa dos barcos dragão.

Nheck! Muita nojento, certo?

(Fotografia tirada pela Denise, secretária cá da Faculdade, ontem ao fim do dia)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Super-star

Umas raparigas do curso de comunicação cá da Universidade, amigas da minha amiga Priel, vieram pedir-me para me entrevistarem para um trabalho que elas estão a fazer para um concurso internacional sobre multi-culturalismo em Macau. No fundo eram umas perguntinhas sobre a minha vida e as minhas impressões de Macau...
Depois decidiram filmar-me a cozinhar. Depois eu a mostrar a mobília Chinesa. Depois eu a dar umas aulas. No fim fizeram um filme sobre a minha vida em Macau!
Basta conhecer-me para saber que eu não fiquei minimamente chateado com este expor do meu dia a dia para as câmaras... :P Será o princípio de uma longa relação com os media até me tornar primeiro ministro? Será que elas ganham o concurso que vai ter lugar em Honolulu?Será que alguém em Honolulu me vai ver e decidir que eu dava um óptimo primeiro ministro e dentro de uns meses eu torno-me primeiro ministro de alguma ilha no Pacífico Sul? Será que as filmagens vão mostrar a minha bolha nojenta?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Rebenta a bolha

Estou com uma bolha do tamanho de uma avelã no anelar esquerdo que me cresceu durante a noite depois de ontem ter entornado sopa acabadinha de fazer na mão. Doeu-me como tudo e eu até urrei mas hoje não me dói nada, apenas ficou a bolha.
Isto também graças a uma aluna que me ligou a essa hora para me perguntar sobre a saúde da regente da cadeira, a Filipa, e que quando soube do que tinha acontecido me levou uma pomada para acalmar a dor. Facilita vivermos no mesmo prédio, porque eu já estava nessa altura a caminho da farmácia.
Foi-me recomendado que não a rebentasse e que fosse pondo betadine. Assim o estou a fazer, mas a uma hora da próxima aula, começo a temer a reacção dos alunos. O meu amigo Alexandle Malia nem consegue olhar para a minha mão sem um esgar de nojo... Aliás, ele não olha mesmo, tapa os olhos. De facto pareço um bocado leproso, com uma bola grande e luzidia toda côr de laranja (betadine) e especialmente porque no polegar da mesma mão tenho uma ferida de uma bolha que cresceu e rebentou graças a eu me ter esquecido de levar as luvas para os barcos-dragão no Domingo.
Já não tenho as mãos de intelectual dissidente de sempre...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sr. Silva e Sr. Almeida


Falando no Sr. Silva e no Sr. Almeida, lembrei-me que ainda aqui não tinha escrito sobre a agradável visita que tive este fim de semana. A minha amiga Maria Grazia, que vive em HK, e a irmã, Elisa, que veio de Itália fazer uma visita, passaram cá o fim de semana.
Estive a passear com elas por Macau, fomos almoçar ao Clube Militar e jantar com um grupo de amigos meus, fomos ao bar do MGM e no Domingo elas lá me arrastaram para o Veneza. Apesar de arrastado, até me diverti com os milhares de Chineses da China Continental que por lá andavam a passear. Diga-se de passagem que os Chineses da China Continental são muito mais divertidos e exóticos que os de cá de Macau que já estão mais ocidentalizados...
E toda esta estória das manas Marciello começou porque elas aparecem nesta fotografia com o Sr. Silva e o Sr. Almeida, os meus muito bem comportados Mandarins.

Acordar do avesso

Fico fulo quando acordo estupidamente e depois não consigo voltar a adormecer. Hoje, a estupidez do meu acordar às 5 da manhã bateu todos os records de acordares estúpidos (e olhem que já tive muitos).
Estava a sonhar que estava a conversar com a minha irmã sobre uma estátua de madeira negra de um guerreiro africano em tamanho natural que tinha comprado na minha visita a Moçambique. Note-se logo aqui a estupidez do sonho: nunca fui a Moçambique e nunca compraria uma estátua daquele tamanho!
Continuando... A certa altura, a estátua ganha vida e começa-se a mexer e a Mariana dá um grito tal que eu me assusto e acordo. Sim, acordei com um grito da minha irmã que está a 20 mil Kms de distância!!! Fiquei fulo! Fulo mesmo! Se lhe pudesse dar um estalo por berrar daquela maneira e me acordar, tinha-o feito, mas não consigo dar um estalo a alguém que está do outro lado do mundo engoli a frustração de ficar acordado até às 7.30, hora a que o meu despertador começou a dizer "it's time to wake up, the time is seven thirty!"
Uma coisa é certa: depois disto se há coisa que nunca hei-de comprar é uma estátua Africana. Há cerca de um ano que lá tenho dois chinesinhos em casa, o Sr. Silva e o Sr. Almeida, e estes nunca me apareceram nos sonhos a mexerem-se. Lá estão eles sempre sugaditos a segurar-me os livros, bem comportadinhos...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009



Estas bandeiras estavam por toda a Ilha, juntamente com muitas outras bandeiras políticas em clima decampanha eleitoral, mas as eleições vão ser só daqui a um ano. Este é o partido da Megawatti Sukarnoputri, que mais parece o anúncio de uma tourada, com um touro preto sob o fundo encarnado...

Ainda em busca do templo perdido...


Mas já com uma outra tshirt menos suadinha! Uff!

Informação às viajantes


Informação útil às viajantes que vão para países Hindus.

Ah, Muçulmanos também, porque vi o mesmo numas quantas mesquitas na Malásia.

Em busca do templo perdido...


Indiana Jones suado em busca do templo perdido!

Dança Tradicional de Bali

Isto era uma dança com um teatro sobre um mauzão que raptava uma rapariga. O marido da rapariga mandava os macacos para a ajudarem, mas havia uns macacos bons e outros maus, estes também tiveram a ajuda dos Deuses (tanto os bons como os maus, que os Deuses não têm filhos e enteados) e no fim o marido luta contra o mau e vence.
Não perceberam muito bem? É que eu também não...

Macacadas

Estes macacos eram uns sacanas!
Apanhavam garrafas de água, comida e até, se algum turista desprevenido tinha óculos, os ditos cujos! Vi lá um macaco a comer uns óculos escuros no alto de uma pedra alta para decepção do dono que foi desprevenido!

Pensando...


Sim, enquanto andei a passear por Bali deu-me vontade de usar saias, sei lá. Às vezes apetece-me baton, outras vezes bandolete, outras ainda apetece-me levar a bolsinha com o blush e o espelho... Desta vez andei de saias!

Petronas


Continuação...


... quando estamos a 10432 do Cabo da Roca (Horn Lisbon)!

Aldeia Portuguesa de Malaca


Coisas que não se esperam ver quando estamos a...

Milo


Coisas que já não se vêm em Portugal há muito, muito tempo...
Mas que é muita bom!!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Balizado

Pois que já há uns tempos que voltei à Cidade do Santo Nome de Deus de Macau e ainda por aqui não vim a este humilíssimo blog dar um ar de minha graça. Devereis estar vós a pensar "então este mafarrico não nos elucida sobre Bali nem vem cá deixar uma fotitas catitas?"
Quanto às fotitas, elucido já que não as tenho mas que quando as tiver, aqui as ponho.
Quanto às minhas aventuras e desventuras por Bali aqui vão algumas..
Em primeiro lugar devo dizer que a concretização não superou as expectativas que tinha. Para dizer a verdade, até ficou um bocadinho aquém. OK, as expectativas eram bastante altas e eu fiquei bastante desapontado.
Motivos do desapontamento:
1. Chovia que Deus o dava! Ah pois é, devia ter feito aquela pequena coisa muito inteligente que era consultar o guia antes de reservar a viagem a ver se estava a ir na época das chuvas.
2. Ia a um vulcão pela primeira vez na vida mas quando lá cheguei não pude subir porque chovia torrencialmente... Frustação!
3. As praias, mesmo nos períodos de sol, estavam longe de ser o paraíso prometido. E nem falo da areia ser escura, que isso até as torna exóticas por serem vulcânicas. Um dos lados da ilha, que os guias diziam ser o das praias mais calmas e menos cheias de gente, tinha milhares de barcos a motor a passar a toda a hora que até davam dor de cabeça. O outro lado, que prometia ser o paraíso do surf, de facto era óptimo para o surf mas a areia estava sugíssima, cheia de sacos, embalagens, lâmpadas... Os locais disseram que era lixo que as correntes da época das chuvas traziam de Java, mas, sendo assim, eles deviam ter isso previsto e limpá-las mais vezes!
4. Ter pessoas a chamarem-me constantemente na rua para vender não é do meu maior agrado. "Boss, transportation?"; "Ladies, boss?"; "Watches, boss? Rolex!" "Massaaaaage?"
5. A construção desenfreada para servir o turismo estragou grande parte daquelas que terão sido bonitas vilinhas de pescadores e de comércio verdadeiramente local.
Depois de todo o negativo, mesmo assim devo dizer que gostei de Bali.
As pessoas são simpatiquíssimas, muito sorridentes e gostam imenso de meter conversa. "De onde é? Portugal? Cristiano Ronaldo, Figo, Mourinho! Não vêm cá muitos Portugueses... Macau? Ah, trabalha num casino!"
As compras são abundantes e depois de bem regateado ao preço da uva mijona: para mim comprei principalmente quadros para a minha espetacularíssima, fantástiquíssima mas, acima de tudo, humilíssima casinha. Estou a dar em fado do lar.
Tem paisagens de se cortar a respiração, com montanhas, campos de arroz, vulcões, lagos... Infelizmente fiquei mesmo frustrado com aquela estória do vulcão, especialmente porque tinha andado de carro 3 horas até lá chegar...
Tem bonitos sítios de mergulho, com bonitos corais, muitos peixinhos, conchas daquelas gigantes que nos engolem a mão se lá a pusermos, etc.. Infelizmente apanhei um guia russo que não sei onde tirou o curso de mergulho porque se fartava de tocar nos corais, por mais que eu lhe dissesse para não o fazer. Quando saímos ele disse-me com um ar muito entendido: "mas estes corais não fazem mal, não são venenosos!" Claro que eu, que com a idade estou cada vez mais bruto e menos simpático, respondi logo: "Mas achas que eu estava preocupado contigo? És maior e vacinado, sabes como te tratar! Eu estava preocupado é com os corais que não devem NUNCA ser tocados: tens gordura na mão com um grau de acidez que prejudica os corais e se tiveres andado a pôr loção solar, pior ainda!" Como ele não falava bem Inglês, ficou sem saber como responder, mas eu falei bem pausadamente e com a pronúncia de Príncipe Charles que faço quando me irrito e quero remocar alguém.
Também gostei de voltar a fazer surf, mesmo que pareça que quase que voltei aos primeiros dias. Quando saí do campo de surf na Austrália, já fazia alguma coisa, mas agora, ao fim de duas horas, tinha apanhado 3 ondas!
Fotografias seguem-se quando as tiver.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Lady? Pig!

Ja agora, a 3a ou 4a vez que, enquanto eu andava por aqui perdido, me perguntaram "Lady?" eu comecei a chama-los "pig!" Note-se que estes moutros nem sequer comem porco por ser um animal impuro, pelo que parto do principio que isto sera um insulto bastante forte...