No dia seguinte, pelas 5 da manhã lá chegámos ao aeroporto, mas os nossos stresses não tinham terminado. Já tínhamos feito o check in on line, mais uma vezos dois com lugares à janela em filas perto um do outro para podermos ir comentando factos que fosse necessário ser comentado. Ao fazermos o check in no balcão a senhora informa-nos que o Alexandre não tinha visto para trânsito no Reino Unido da GraBretanha e Irlanda do Norte... Visto de trânsito? O que éum visto de trânsito??? Mas ele nem vai sair da área internacional! Pois, mas ao que parece os cidadãos da Rê Pê Cê precisam de visto de trânsito para entrar nas áreas internacionais dos aeroportos de Sua Magestade...
Lá voltámos à Air France a expor a situação e eles conseguiram-nos bilhetes pela TAP até Amesterdão e daí com a Cathay Pacific. Eu podia ter-me mantido no meu lugarzinho à janela com a British Airways mas o problema estava em que, com este novo arranjo o Alexandre saía do Espaço Shenguen em Amesterdão e teria aí que explicar o seu problema de visto em Inglês, língua que ele não domina bem e ainda punham esse ilustre professor de Direito desta praça atrás das grades geladas da Holanda. Claro que àquela hora da manhã, depois de uma noite pouco dormida porque acordei às 4 da manhã para estar no aeroporto às5 nem me ocorreu a fantástica ideia de escrever uma cartinha em Inglês a explicar isso pelo que lá fui eu por Amesterdão... No fim, tinha sido desnecessário porque mal comecei a escrever o senhor fez um sorriso muito simpático acompanhado de um "yeah, yeah, yeah, don't worry about that" e nem me deixou acabar de explicar...
Estava-se mesmo a ver que com uma escala de 1,5 horas e mudança de companhias aéreas me iam perder as malas e foi isso mesmo que me aconteceu. Saí de Lisboa terça de manhã, cheguei a HK quarta de manhã e a minha mala só me apareceu no Sábado à tarde!
É dura a vida de um emigrante!





